Arquivo de janeiro, 2010

31 jan

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Quase todo dia dou uma olhada no Quotes in Design para ver a frase do dia. Olha aqui algumas amostras geniais:

Não tente ser original. Tente ser bom” Paul Rand

“As pessoas perdem oportunidades porque muitas vezes elas vêm disfarçadas de trabalho” Thomas Edison

“Simplicidade é a forma definitiva da sofisticação” Leonardo da Vinci

Publicado em design, frases
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30 jan

Não era a minha intenção fazer desse blog uma exposição permanente de gatos fofos, afinal, há outros assuntos a tratar e eu também tenho que trabalhar. Mas explica como é que alguém pode se concentrar desse jeito? Como? Como?

Não dá, o seu Otávio Coruja e o seu Horácio Algodão não deixam (eles tinham derrubado essa luminária minutos antes, pois acharam divertido vê-la balançando).

30 jan

Esse Horácio é um floquinho…

30 jan

Encontrei agora há pouco essas fofuras em uma farmácia, olha só que lindas! São lixas de unha estampadinhas para carregar na bolsa. Por que ninguém pensou nisso antes?

Estou de olho nessa empresa (Marco Boni) desde que eles lançaram pinças com essas padronagens, coisa que achei um luxo. Meu único porém nessa embalagem é que eu colocaria a marca gráfica atrás (ficaria mais bacana). De resto, é show! Vou ficar monitorando os próximos lançamentos… quem sabe minhas preces sejam atendidas e eles inventam uma embalagem para lenço de papel decente.

30 jan

Cidade maravilhosa

Dia lindo, solzão, lá fui eu caminhar de manhã pela avenida beiramar. Que sorte morar num lugar lindo assim, né? Presenciei até um congresso de gaivotas que estava rolando num local impróprio para banho, mas como ninguém traduz as placas na língua delas…

Para a concordância ficar correta não devia ser imprópriA?

Tudo leva a crer que o congresso versava sobre a qualidade da água

29 jan

Não sei quem bolou a cara desse equipamento, mas toda vez que o vejo acho que ele foi pensado para fazer graça com quem está com as mãos molhadas. Pelo desenho, a gente entende que basta agitar as mãos sobre essa parte preta que a toalha de papel logo desce (realmente há alguns que funcionam desse jeito, mas o sensor fica embaixo, escondido).

Nesse modelo em particular (já analisei vááárias unidades, não é de hoje que tenho bronca dele), essa parte preta não é um sensor como parece, mas um botão, que quando a gente aperta sai o papel.

Então alguém me explique, plis: para que essa legenda em inglês (Hã…?) dizendo que o negócio é ativado pelo movimento das mãos, corroborado pelo desenhinho tão didático? É pegadinha?

A toda hora vejo alguém fazendo mímica na frente do negócio para só depois de muita macaquice descobrir que aquilo é um botão, não um sensor…

Sei não, mas além de botão, isso deve ter uma câmera embutida para ficar filmando as pessoas pagando mico…

29 jan

Parece que essa sacada é propícia para meditações felinas. Olha a cara do Otávio. Ele está ficando tão peludinho…

29 jan

Adoro quando o fofo fica com esse ar medidativo como quem está analisando os problemas do mundo. O que será que rola dentro desse cérebro de 30 g?

O que vocês estão olhando? Nunca viram um filósofo?

Por que esse pessoal aí embaixo anda tão nervoso?

28 jan

Se eu tivesse uma TV seria uma assim, da

Se eu tivesse TV seria uma assim, da LG

Toda vez que ouço as pessoas me explicarem que não lêem mais porque trabalham demais e falta tempo, acabo me sentindo a maior malandra e desocupada do bairro. Trabalho bastante, mas, como estou sempre com um livro na bolsa, não me chateio em filas e nem esperando reuniões que nunca começam na hora. Convém sempre ter alguma coisa para ler no banheiro e ao lado da cama. Mas tem outro segredo: não tenho televisão.

Eu tinha uma bem velhinha e pequena e, quando me mudei no começo do ano para morar com meu amor, resolvi doá-la. O Conrado já vive há anos sem TV e eu estou gostando da novidade, até agora não fez falta nenhuma. Uma casa com 4 gatos, cheia de livros e com Internet banda larga pode tranquilamente dispensar o equipamento, acreditem em mim.

Não que eu não goste dessa caixinha de fazer malucos. Adoro. Só não tenho paciência. Os programas que mais gosto são da TV a cabo (fico que nem criança pequena quando passa o GNT Fashion ou a TV está ligada no Animal Planet e na National Geographic), mas a hora assistida acaba saindo muito caro. Além do mais, como estou pagando, acabo me sentindo na obrigação de assistir. De qualquer forma, mesmo O Reino dos Suricatos, que consegue me hipnotizar, começa a ficar repetitivo depois do quinto episódio.

Então faço assim: como viajo com relativa frequência (tomara que esse ano seja bastante), me farto de ver TV nos hoteis. Começa sempre com alguma coisa bacana (tipo “Irritando Fernanda Young“), mas depois de horas zapeando fico com a sensação de que perdi tempo e não consigo explicar nada do que assisti. E volto para casa feliz por não ter TV.

Fica a dica, experimente!

Publicado em cotidiano
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28 jan

1701Nova sou eu. Esse cara nasceu escrevendo, não é possível! Já aconteceu com você de grudar num livro e, a cada página pensar: “Puxa, que bela sacada! Nossa!!“. Fiquei encantada, apaixonada, embevecida, enfim, agradavelmente surpresa como fazia anos não ficava ao ler um livro. Lembro de ter sentido algo semelhante quando li Jane Austen pela primeira vez. No “Retrato de Doryan Gray“, do Oscar Wilde, também fiquei assim, deliciando-me com cada frase.

Recentemente li Fernanda Young e Chico Buarque e adorei, mas eu já sabia qual era a deles e a expectativa era alta, então não foi surpresa.

Já no caso do “Desculpem, sou novo aqui“, do Carlos Moraes (como é que esse sujeito ainda não virou celebridade internacional? não consigo entender), eu tinha lido uma resenha na Veja no começo do ano passado e fiquei curiosa. Essa semana dei com o livro novinho num sebo. Arrisquei. E ganhei na megassena acumulada.

A história não é nada demais, um ex-padre gaúcho começando a vida em São Paulo nos anos 70 como jornalista, tal qual o autor (o livro é um pouco autobiográfico). Mas como o tal escreve!

Olha um trecho onde ele e o colega de trabalho ficam perturbadíssimos com as coxas bronzeadas de uma jornalista:

Só sei que depois, junto à máquina do cafezinho, o Jéfferson me perguntou num tom assim de gravidade contida:

— Qual é, pô?

Eu só falei:

— Pois é, cara.

Não sei o que ele quis perguntar, nem direito o que eu respondi. Felizmente a comunicação moderna nos propicia esses confortos

E essa impagável descrição: “Olhamos instintivamente em volta e damos com um sujeito de terno creme, camiseta preta, óculos escuros, bigode ralo e um sorrisinho desses nascidos para justificar, em português, a palavra perfunctório“.

Por último, esse trecho de conversa, quando uma colega pergunta sobre o celibato:

— Isso de sacerdócio, celibato, como na prática é vivido? Agora você já pode contar.

— Bom. Começa, claro, com um grande enlevo por Cristo, o Evangelho. Com o tempo, se a gente não se cuida, passa do enlevo para uma espécie de auto-hipnose. Depois, pelo que eu pude observar em certos colegas, vem a zumbificação, a completa zumbificação. Esses dias aí eu vi um bando de cardeais pela televisão, com aquelas caras, aquelas roupas, meu Deus do céu.

— Sei.

— Sabe como?

— Pelo casamento. Se a gente não se cuida, não é muito diferente. Enlevo, auto-hipnose, zumbificação.

Recomendo, recomendo, recomendo.

Publicado em livros
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27 jan

Acabei de chegar do cinema. Fui assistir Up in the air, bizarramente traduzido como “Amor sem escalas” (de onde eles tiram as ideias para esses títulos?). Pelo nome em português, parece uma comédia romântica de sessão da tarde, ainda mais porque é estrelado pelo bonitão George Clooney (adoro!).

Apesar do bom humor e das tiradas bem sacadas, o filme pode ser tudo, menos uma comédia, muito menos romântica. Gostei de tudo: o elenco é perfeito, o roteiro é muito bem escrito e direção irrepreensível; curti até a trilha sonora.

Fala de um sujeito que ganha a vida fazendo o trabalho sujo de demitir pessoas em escala industrial para empresas em crise. Para isso, tem que viajar o tempo todo, coisa que ele adora, mas que também o impede de ter qualquer ligação com a terra. Até que aparece uma nova funcionária que tem a brilhante ideia de usar a tecnologia para reduzir custos e melhorar a produtividade das demissões usando recursos de teleconferência. Ela viaja com ele para ver a coisa de perto e leva tempo para ver que, apesar de tecnicamente perfeita, a solução desconsidera completamente o impacto psicológico sobre as pessoas envolvidas (já é ruim ser demitido, mas por teleconferência ninguém merece).

Eu me identifiquei muito com a tal funcionária, a boa aluna empenhada em fazer o seu melhor, mas um pouco sem noção de que as pessoas são diferentes e podem ver a suas ideias aparentemente tão bacanas sob um ângulo que ela nem tinha sonhado.

O filme também fala de relacionamentos e faz a gente sair pensando do cinema. Tem o mérito de não repetir a fórmula do típico final “sessão da tarde” com mensagem edificante e “lição de vida“. Meus amigos não gostaram muito, mas eu adorei.

Recomendo.

Publicado em cinema
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26 jan

Todo mundo conhece aquele desenho da pirâmide alimentar, que começa com fartura de cereais e massas na base, depois empilha frutas, hortaliças, leite, leguminosas até chegar na pontinha, com consumo limitado de carnes, gorduras, açúcares e doces.

A pirâmide de Maslow é outra dessas figuras geométricas muito famosas, que coloca as necessidades fisiológicas e de segurança na base para só depois pensar em relacionamentos, aceitação social; a auto-realização fica lá no topo, quando tudo já foi resolvido. Pesquisando mais um pouco a gente descobre pirâmides políticas, organizacionais, socioeconômicas e até, veja só, egípcias.

Como se vê, pirâmides são muito didáticas para deixar bem claro o que é fundamental e o que é cereja; também são ótimas para mostrar por onde se começa a construir bases bem estruturadas para qualquer coisa.

Pois então. Estava aqui ruminando umas alcachofras e resolvi elaborar uma espécie de pirâmide da leitura. Vamos lá então.

(mais…)

25 jan

Finalmente conseguimos terminar o relatório final da viagem do final do ano e publicá-lo no www.duasmotos.com. Deu trabalho, mas ficou bem bacaninha. Agora você vai ver as melhores fotos selecionadas (inclusive em slideshow), vai poder salvá-las numa resolução melhor, vai ver os vídeos, vai poder acompanhar tudo no mapa do GoogleMaps e GoogleEarth e ver o resumo de tudo, incluindo links para os hoteis e preços das diárias. Enfim, tudo bem mastigadinho para quem quiser repetir o passeio, mesmo que de carro. Clique aqui para se divertir e boa viagem!!!

painel

25 jan

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Nossa, que notícia ótima: o Morandini, designer, ilustrador e artista plástico de quem sou fã ardorosa, venceu a votação popular no concurso de design das medalhas para o Youth Olympic Games, a ser realizado em agosto de 2010 em Cingapura. Entre concorrentes do mundo todo, o projeto dele foi classificado em primeiro lugar, indo para a final com mais 9 participantes. As 10 propostas finalistas serão avaliadas por uma comissão julgadora do COI — Comitê Olímpico Internacional, que escolherá o projeto vencedor. As concorrentes estão todas aqui e acho que elas não têm nenhuma chance. Agora é só torcer!!!

Parabéns, rapax! Estamos aqui explodindo de orgulho!

23 jan

Olha só que mesinha mais fashion o designer japonês Koichi Futatsumata bolou. Mas observe que é somente para gatos que não estejam acima do peso. Aqui em casa só o Otávio iria passar na boa, o Haroldo estaria no limite. O Heitor e o Horácio estão com excesso de fofura; iriam ficar choramingando do lado de fora…

Recebi a dica da Renata Rubim, do Raniere Menezes e do Rogério Caetano, mas está bombando em tudo quanto é site de design, incluindo ModernCat, minha principal referência quando se trata de felinos chiques.

23 jan

Olha só que genial a campanha que uma agência romena fez para um salão de beleza. Você pode destacar os papeizinhos com o telefone ao mesmo tempo que depila a moça. Bom humor em grande estilo, típico do Bicho da Goiaba, onde encontrei a peça.

22 jan

Olha só o que eu achei no tudibão, blog da Sílvia Zampar: uma propaganda da ração para gatos Whiskas que está sendo veiculada na Austrália. Eles criaram uma gatinha virtual que se comporta igualzinho a um gato de verdade (é o próprio Haroldo em versão pink). Olha que fofura!

22 jan

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Apesar a correria, consegui ler dois livros essa semana (ok, estou no final do segundo) e, por sorte, são ótimos.

O primeiro é “Leite derramado“, do genial Chico Buarque. O Chico é uma dessas pessoas iluminadas que conseguem fazer o que bem entendem com as palavras, exceto quando está falando e consegue contradizer a sua genialidade defendendo Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula (mas tudo bem, ele pode ser incoerente e paradoxal. Ele pode tudo, ele é o Chico Buarque).

O livro conta a história de um velho (para você ter uma ideia da velhice do personagem, o nome dele é Eulálio) que está morrendo num hospital e conta a sua vida para as enfermeiras. O pobre (de espírito) nasceu em uma época em que o valor da pessoa estava registrado no seu sobrenome de família, além da conta bancária, sendo que os dois critérios eram mais ou menos equivalentes.

Eulálio não consegue assimilar o fato de que o dinheiro tomou todo o poder nessa medida, anulando completamente brasões e congêneres. Ainda tenta ver o mundo da ótica dos senhores do poder, mesmo que paupérrimo e ignorado. De certa forma, do seu jeito torto, ele ainda vê o mundo como um menino obediente, da maneira como lhe educaram e incutiram os duvidosos valores. O pior é que conheci uma pessoa assim na vida real; ela não conseguia se adaptar de jeito nenhum, era patético vê-la discorrer sobre a nobreza de sua árvore genealógica para qualquer garçom desavisado que lhe desse ouvidos.

O que nos remete ao excelente “Tudo o que você não soube“, da Fernanda Young, na minha opinião a melhor escritora brasileira da sua geração. O que me fascina na leitura, mais que a história que está sendo contada, é como ela está sendo contada. Me encantam as combinações de palavras e as construções das frases, coisa que a Fernanda domina como poucas.

Neste romance, uma filha escreve um livro para o pai que está morrendo (olha que coincidência) para que ele conheça esse ser que, apesar de ter gerado, nunca conseguiu se aproximar realmente. Vale cada letra impressa.

Olha um trecho onde ela fala sobre o Brasil, que, para mim, consegue interligar os dois livros:

Aqui, aprende-se cedo que ser é ter, sem se aprender como fazer para se ter; então, não importa se for trabalhando ou roubando, dá tudo no mesmo. Ir na direção de possuir é o que fará você ser aceito, sendo meia dúzia de crimes no decorrer do caminho algo perfeitamente aceitável, tanto para o presidente da República quanto para minha namorada de cárcere“.

Triste, mas certeiro como uma martelada.

Publicado em livros
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21 jan

Quem tem família pequena (uma ou duas pessoas na mesma casa) sempre deixa coisas “morando” um tempo na geladeira e passa por dilemas do tipo saber se o leite já passou da validade ou ainda está tomável.

Para não começar o dia com um “blarghhhh” no caso da primeira opção, o designer Ko Yang bolou uma embalagem que vai mudando de cor conforme a data de validade vai chegando. Se bem que eu jogaria fora quando o estampadinho estivesse no meio da caixa… sei lá, parece que as bactérias estão tomando conta, ou algo assim.

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Achei a boa ideia lá no sempre ótimo Follow the Colours.

21 jan

Quer fazer uma pós em branding? Pois a Unisul está oferecendo o curso esse ano (vou ministrar duas disciplinas) e acho que vai ser bem bacana. As aulas serão às quartas e quintas feiras (seu final de semana está garantido) no campus da Rua Trajano, bem no centro de Florianópolis. Clique aqui para saber tudo e se matricular para não perder a chance!

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