4 mar 12

Ilustração: Victor Rodriguez

Muita gente não se dá conta, mas todos nós, como profissionais, também somos marcas. Independente da área, oferecemos serviços ao mercado de acordo com a nossa expertise. E como qualquer marca, precisamos nos diferenciar das outras pelo nome.

No caso de profissionais, não é necessária uma representação gráfica, até porque as oportunidades de usá-la em entrevistas e trabalhos para empresas são muito raras. Então, mesmo que exista, esse recurso acaba sendo sub-utilizado; a força da identificação, o que vai ser considerado, acaba sendo mesmo o nome do sujeito que deixou lembranças (boas ou más).

E quanto mais sofisticado e raro é o profissional, mais ele acaba se destacando e mais seu nome acaba sendo lembrado. Leva tempo para alguém competente se consolidar como referência no mercado, mas tenham certeza de que fica muito mais complicado quando a pessoa se apresenta como José Alberto Marques Mendonça Paes de Souza Rodrigues. Como qualquer marca, o nome profissional precisa ser curto e de fácil memorização.

Um exercício bom é tentar se lembrar dos profissionais que você mais respeita em qualquer área. Faça uma lista: vai ver que, salvo exceções, a maioria esmagadora usa apenas dois nomes (nome + sobrenome); no máximo três, quando o prenome é composto. Ex: Eike Batista, Steve Jobs, Bill Gates, Luís Fernando Veríssimo, etc

No caso de pessoas, a coisa fica confusa porque não é a gente que escolhe nossos nomes; são nossos pais. E eles nem sempre têm muita noção de marketing quando olham para o bebê bochechudo. Dependendo da criatividade dos progenitores, o sujeito fica em situação bem delicada.

Se a pessoa com nome difícil (ou constrangedor) é artista ou político, a solução é simples. É só escolher um nome artístico sem necessariamente ter relação com o nome verdadeiro. Nesse caso, o compromisso é com o estilo, com a identidade do profissional em questão.

Vejamos dois ótimos exemplos de políticos.

Luís Inácio da Silva não é um nome de destaque. Além disso, o político sempre foi conhecido pelo seu apelido Lula. Apelidos devem ser adotados com bastante comedimento, pois geralmente são utilizados em círculos mais íntimos, mas como o objetivo era o de se aproximar das pessoas de maneira totalmente informal e popular, o apelido aqui se encaixa bem. Deu tão certo que acabou se incorporando depois ao nome, como no caso do Pelé.

Já Fernando Henrique Cardoso é um daqueles casos difíceis de nomes compridos. Mas o perfil do profissional sempre foi acadêmico (área onde não se utiliza nomes artísticos) e solene. O nome completo acaba representando um uso mais formal e menos popular, bem de acordo com o perfil do profissional em questão.

Nos dois casos, a escolha foi muito coerente e apropriada.

Outros políticos, que ficaram famosos em atividades artísticas com forte apelo popular, levam o o nome profissional de uma área para outra: Ratinho, Mão Santa, Agnaldo Timóteo, Tiririca, etc.

Nos esportes, acontece fenômeno semelhante com relação ao estilo: para se aproximar dos torcedores, os jogadores acabam simplificando ao máximo e usando um nome só (até porque senão não cabe na camiseta): Neymar, Romário, Pelé, Oscar, Bernardinho, Ronaldo, Robinho, etc.

Se o esporte é menos popular, como tênis, natação, ginástica artística ou automobilismo, eles ganham sobrenomes, veja: Gustavo Küerten, César Cielo Diego Hipólito, Daiane dos Santos, Airton Senna. No caso de Gustavo, ele é um sujeito tão acessível que ganhou até o apelido carinhoso de Guga, coisa incomum de acontecer em um esporte como o tênis.

Ok, mas você não é cantor, ator, apresentador, político ou atleta. Você é publicitário, contador, administrador, designer, engenheiro, dentista, psicólogo ou qualquer outra profissão menos, digamos, glamourosa do ponto de vista midiático. Mesmo assim você precisa de uma marca. As pessoas precisam se lembrar de você. Vamos então a algumas dicas:

1. Na medida do possível, tente sempre usar a fórmula simples (nome + sobrenome).

2. Evite apelidos; eles foram criados para ser usados na intimidade, pelos amigos ou família. Artistas e políticos, na maioria das vezes, não se importam tanto em expor a privacidade, faz parte. Mas nas profissões mais convencionais, convém manter uma certa formalidade no contato (confesso que teria dificuldades em contratar um contador que coloca Totó em seu cartão de visitas; ou um advogado conhecido por Zé).

3. Dispense abreviaturas. Para que colocar José T. S. F. de Souza? Use José de Souza, que é só o que as pessoas vão se lembrar mesmo; as abreviaturas acabam funcionado como ruído e dificultando a memorização. A não ser que seu primeiro nome seja muito constrangedor, como um professor meu chamado Cornélio. Ele sempre assinava C. de Almeida, por motivos mais que justificados, e a marca ficou; poucos sabiam o que significava o C.

4. Seja coerente em todos os meios de comunicação. Não adianta ter um cartão de visitas com Fabíola Almeida se o endereço de e-mail é fadadanoite@hotmail.com. Já tive um conhecido cuja página no LinkedIn era vivalavida; complicado de conseguir um emprego assim. Para fins profissionais, seja o mais formal possível e use sempre o mesmo nome.

5. Se você tem um sobrenome estrangeiro, de difícil pronúncia, certamente o risco das pessoas escreverem seu nome errado é maior; por outro lado, haverá menor probabilidade de ser confundido com outros. Certamente nenhum consultor aconselharia a alguém ter o nome artístico de Arnold Schwarzenegger, mas ele teimou e deu certo. Há que se analisar cada caso pesando os prós e os contras.

6. Se você tem um nome comum, como José da Silva, fica bem difícil conseguir um endereço de e-mail exclusivo, assim como outros identificadores em redes sociais. Aí, há que se usar a criatividade: pode-se duplicar um dos nomes, usar números (que façam algum sentido) ou acrescentar o título profissional. Mas atenção: inserir Y, TH, W, duplicar consoantes ou inserir apelidos não configura solução para esse caso, ok?

7. Alguns profissionais liberais teimam em ter um nome comercial que nada tem a ver com o seu. Por exemplo: o designer Márcio Alves trabalha sozinho em seu escritório e não pretende se transformar numa corporação.  Por que ele precisa de uma placa como o nome Ideia Nova na porta? Assim ele acaba concorrendo consigo mesmo na cabeça das pessoas. Elas devem se lembrar da Ideia Nova ou do Márcio Alves?

8. Se você é funcionário de uma empresa de grife, fuja da tentação de usar a marca do lugar onde trabalha como “sobrenome”. Se o sujeito fica conhecido como o Roberto da IBM, o que acontecerá quando ele sair da empresa e for trabalhar em outra? Por isso, convém ter sempre um endereço de e-mail para uso próprio, independente de sua situação profissional. Perdi contato com vários conhecidos porque eles mudaram de emprego e, por conseguinte, perderam seus endereços de e-mail.

9. Nomes engraçados, como Pinto Souto ou Pinto Brochado  (sim, existem) justificam omissões ou adaptações. Ninguém quer ser associado com piadas, não é mesmo? Escolha um e use apenas ele.

10. Mulheres que mudam de nome quando se casam, cuidado. Ao usar o nome novo, vocês acabam “apagando” o histórico profissional com o nome antigo e causando certa confusão. A dificuldade é tamanha que há muitos casos em que as pessoas se separam e acabam continuando o uso do sobrenome do ex, para não ter que recomeçar (ex: Luiza Brunet, Angela Merkel). A decisão de mudança de nome tem que ser bem pensada.

Só uma curiosidade: meu nome completo é Ligia Cristina Fascioni (por 8 anos já fui também Corrêa, do primeiro casamento). No meu primeiro livro, assinei como Ligia Cristina Fascioni Corrêa (falta de noção grau 10; acontece).

É claro que o nome é seu e você usa como quiser, mas convém pensar antes nas implicações de cada decisão. E aí, pensou bem? Qual é seu nome mesmo?

Comentários

23 respostas de “Qual é seu nome?”

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  1. Fatima disse:

    Adorei o artigo! Andam me chamando de Fatima Michels aqui na aldeia mas minha marca antiga a Fátima Barreto é tão forte quanto esta ahahahahahahah. Tô de volta na península de Laguna ao litoral sul de SC. Agora vou visitar suas postagens aqui no blogão que faz tempo não leio. Abraço . Fatima

  2. Renata Rubim disse:

    Perfeito, dona Ligia, perfeito:) O meu caso é o 10 : descasei com um CV bom demais para ser esquecido. Fiquei com o nome. Que não era o de solteira.

  3. Rosa Clara disse:

    Eu tenho certa dificuldade quanto ao meu nome. Adoro o “Rosa Clara”, mas tenho minhas dúvidas em usá-lo somente assim. Até já cogitei usar profissionalmente “Clara Rosa”, pois o Rosa soaria como sobrenome. Mas quando vejo “Maria Flor” e outras artistas que não consigo lembrar agora mas que usam somente os dois primeiros nomes, sem sobrenome, fico mais tranquila. Adorei o texto!

    • ligiafascioni disse:

      Rosa Clara é lindo, muito poético, perfeito para uma cantora ou atriz (adoro Maria Flor). Mas em profissões mais convencionais (engenharia, direito, contabilidade, etc), eu sentiria falta de um sobrenome (Clara Rosa pode ser uma excelente solução mesmo).

  4. Diogo disse:

    Lígia,

    Acredito que, em muitos casos, são as pessoas em sua essência que dão o verdadeiro significado ao seu próprio nome. Albert Einstein, por exemplo, poderia ter sido bibliotecário, músico ou padeiro. Mas ele fez escolhas e defendeu ideias que revolucionaram o mundo. Seu nome virou referência de genialidade, e viraria mesmo se ele fosse chamado João da Silva ou Lukas Müller. O que você acha?

    • ligiafascioni disse:

      Acho que João da Silva e LuKas Müller são nomes ótimos: fórmula simples (nome + sobrenome) e fáceis de lembrar. A questão é que se Albert tivesse nascido Albert Wilherm Alexander Weber Schmidt Einstein, todo mundo só conseguiria guardar os dois nomes. Nem dos príncipes as pessoas se lembram do nome completo.

      É claro que a pessoa é que faz o nome (sempre; não apenas em alguns casos); o que estou dizendo é que as pessoas só vão se lembrar do nome se ele for fácil de ser memorizado. Se a gente quer ser lembrado, vamos facilitar o trabalho dos outros, né?
      Abraços e sucesso :)

      • Diogo disse:

        Ah, agora peguei a sua linha de raciocínio! É tipo o nome do Dom Pedro I, que era Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon…

  5. Lígia,

    Sempre tive esse pensamento, mas tenho dificuldade de conseguir saber qual dos sobrenomes utilizar.
    Na faculdade todos me conheciam como Guilherme Joviano e atualmente tenho utilizado Guilherme Pires pois é mais curto e mais fácil de lembrar.
    Então atualmente utilizo o o sobrenome mais curto mas mantenho meu email pessoal com o outro.
    Dependendo do sobrenome também, um pode ter mais força que o outro devido ao poder aquisitivo da família ou você crê que isso não afeta quando o trabalho realizado é de qualidade e reconhecido pelas pessoas?

    • ligiafascioni disse:

      Oi, Guilherme!
      Penso que não tem a ver com o poder aquisitivo da família não (talvez isso valesse antigamente). Hoje em dia, quem contrata quer mais é competência mesmo. Mas penso que você devia escolher um ou outro (os dois são ótimos) e usar apenas esse; senão a pessoa fica com problema de dupla personalidade…eheheh
      Abraços e sucesso!

  6. Ênio Padilha disse:

    Lígia

    Uma das disciplinas que eu ministro em cursos de pós-graduação é justamente GESTÃO DE CARREIRA E MARKETING PESSOAL. Nela o Marketing Pessoal é entendido como a GESTÃO DA IMAGEM PÚBLICA. E a Imagem Pública é a maneira como o indivíduo é visto (percebido) pelos outros. A imagem pública é construída à partir da forma como a pessoa combina ações sobre os diversos elementos que a compõem: o nome, a aparência física, os gestos e postura, a voz e vocabulário, os conhecimentos e habilidades profissionais, os conhecimentos e habilidades gerais, as marcas de caráter, as marcas de personalidade e, por fim, as ações de visibilidade e disponibilidade;

    Pois bem, no quesito NOME, tudo o que eu ensino em sala de aula é EXATAMENTE o que você colocou no seu texto. Fiquei muito feliz ao ler, pois senti que devo estar no caminho certo, pois sei que você tem sempre uma leitura correta das coisas.

    Concordo 100% com cada um dos dez tópicos que você explora no seu texto. Acrescento apenas uma observação que faço aos meus alunos: mesmo no futebol, território dos apelidos e nomes curtos, vê-se hoje em dia, cada vez mais, os nomes dobrados (Willian José, Júlio Cesar, Leandro Castan, Paulo Victor… e por aí vai).

    No mais, este seu artigo entra para o numeroso grupo de TEXTOS GENIAIS DA LÍGIA FASCIONI.

    Abraço!

    • ligiafascioni disse:

      Aahahahah… Ênio; ou você está no caminho certo ou então estamos os dois juntos no caminho errado….ehehehe
      Ai, como eu queria assistir a uma aula sua. Assisti uma palestra há tantos anos e aprendi tanta coisa. Quem sabe ainda dá certo, né?
      Beijocas :)

  7. Excelente artigo, Ligia!! Concordo em gênero, número e grau! Parabéns! A propósito, seu nome é muito forte e charmoso! Abs,

  8. Daniele Ricci disse:

    Olá, Lígia!!!

    Tenho um nome comprido e complicado, de quando fui casada: Daniele Cristina Ricci Sahuquillo. Mantenho-o porque gosto e é o nome da minha filha, Mariana, que ficou apenas Mariana Ricci para os amigos e colegas de trabalho.
    Na faculdade, um amigo me dizia que eu deveria usar Dani Ricci, mais sonoro,mas sempre insisti com o Daniele, que adoro. Pois não é que, com o tempo, profissionalmente as pessoas foram me intitulando “Dani Ricci”, fiquei conhecida assim tanto nas reportagens (sou jornalista), como em assessorias e outros trabalhos, o nome é adotado também pelos amigos como uma “sentença”: Danirricci (assim mesmo, falam tudo junto, mas escrevem separado)… eu achava estranho, mas tornou-se minha marca.
    Outro dia me ligou um rapaz de Ribeirão Preto, solicitando uma assessoria minha. “Boa tarde, gostaria de falar com a Dani Ricci!”… hahaha… achei engraçado.
    Te parece um bom nome? Qual sua opinião sobre isso? Afinal ainda assino minhas reportagens em jornal e me apresento profissionalmente como Daniele Ricci.

    Um beijo carinhoso!

    • ligiafascioni disse:

      OI, Dani Ricci!
      Achei bacanérrimo esse seu nome profissional (jornalistas podem ousar mais que a média, veja que bacana). Esse nome daria tanto para uma atriz famosa como para uma escritora ou arquiteta. Já se você fosse uma advogada, teria mesmo que repensar (mas acho que ninguém ia chamar você assim). Eu, como você, adotaria o que o povo está pedindo e usaria só Dani Ricci mesmo. Chique no último…eheheh
      Abraços e sucesso!

  9. Pri-k disse:

    Ai ai Lígia, eu sinceramente as vezes penso que está tudo errado comigo, em outras por encontrar tantos homônimos (na própria faculdade tinha uma que era meu tormento sempre que precisava resolver burocracias) na profissão e ser Pri-k há tantos anos penso que estou é bem certa. Desde o colegial eu já era Pri-k e meu e-mail priks (a propósito raridade um e-mail desse tamanho que todo mundo decora sem esforço).
    Antes mesmo de eu ter noção da importância que isso teria na minha vida já era tarde para mudar o Pri-k que hoje parece ser meu nome, no meu Linkedin é o único lugar que eu sou Priscila Fernandes… popularmente conhecida como Pri-k, em todas as outras redes Pri-k… para as formalidades Priscila Fernandes, eu me esforço e assino minhas fotos como Priscila Fernandes mas me parece tão estranho. Ai ai mais uma vez!!
    Depois que eu vim morar aqui em SP já recebi até e-mail de profissionais de Itajaí dizendo que receberam material impresso que eu criei, por causa de um “Pri-k” minúsculo que eu costumo assinar minhas criações, se alguém perguntar por “Priscila Fernandes” nos meios em que eu convivo dificilmente vai me achar.
    Ah, eu tenho até uma “amiga pessoal” (brincadeirinha) que se chama Priscila Fernandes, a sorte é que ela tem um Oliveira como segundo nome, já eu.
    Enfim… acho que é por experiência própria que eu me preocupo tanto com os “nomes” enquanto estou assessorando.

    Bjx grande!

    Ps. Você nasceu chique e fina até no nome né! :D

    • ligiafascioni disse:

      Aahahahah…. Mas Pri-k, você é designer, não é advogada. Então relaxa….ehehehe… usa Pri-k sempre e tira essa Prisicila Fernandes da tua vida; esse nome não te pertence….eheheheheh (eu achei que até ficou charmoso, mas uma vez que você assume o nome, tem que ir até às últimas consequências, viu? O que não dá é pra ficar com dupla personalidade).

      Ah, a propósito: não tem nada errado com você (de onde você tirou essa ideia, sua louca? Dos clientes satisfeitos é que não foi; garanto…).

      Beijocas e sucesso :)

      • Pri-k disse:

        Sério?? Com essa resposta você curou todas as minhas crises de “identidade”, você já cumpriu sua boa ação do dia, pode ir dormir. ;) Realmente eu amo ser Pri-k! Ainda bem que não sou advogada… hahaha… Digamos que o Priscila Fernandes nas minhas fotos, seria uma divisão de setores (Criação/Fotografia).
        Confesso que eu também não sei de onde eu tirei essa ideia, talvez seja porque não foi proposital sabe, mas acredito que um dos grandes fatores seria o fato de nunca ninguém ter me dado essa segurança que você me deu agora, porem eu nunca tinha compartilhado esse meu ANTIGO pensamento com alguém que pudesse me ajudar.

        Ainda bem que eu tenho você!! Bjx querida! :D

  10. C Rosa Rosado disse:

    Oi Lígia!

    li o artigo e não pude deixar de comentar, concordo plenamente! eu tive um grande dilema para encontrar o nome certo com o qual me poderia apresentar como designer, chamo-me Cátia mas tive a “felicidade” de ter como apelidos Rosa Rosado, chega a ser cómico; a verdade é que os meus apelidos sempre ficaram na cabeça das pessoas, então optei por usar C Rosa Rosado para me apresentar, pois tambem não quero que pensem que me chamo Rosa, o que acha? devo usar simplesmente o C para não entrar em “conflito” com o Rosa Rosado? ou ficaria melhor usar o Cátia?

    abraço directo de terras Lusas!

    • ligiafascioni disse:

      Oi, C Rosa!

      Olha, as pessoas tendem a eliminar a letra da abreviatura (ainda mais quando não tem ponto, como seria o correto) ou juntá-la com o resto (Crosa?), de maneira que isso fica um ruído mesmo. Penso que você deve fazer uma auto-análise e decidir o que quer e como quer ser conhecida. Acredito de C Rosa não seja uma opção, pois fica indefinido (meio em cima do muro e ainda tem que explicar o que é o C, entende?). Você quer ser Cátia ou Rosa? Ou Cátia Rosa? Há várias opções legais, mas depois que você escolher, convém manter a coerência para consolidar sua marca sem confusão…

      Um abração bem grande para você e muito sucesso!!!!!