A escultora

Já tinha gostado de outro livro da premiada autora britânica Minette Walters (veja aqui), por isso não titubeei quando vi “Die Bildhauerin” (tradução livre: “A escultora”) no mercado de pulgas. Olha, não me arrependi; essa autora é muito boa mesmo.

O romance conta a história de Olive Martin, uma moça com uma história de família bem complicada que está presa por ter matado a mãe e a irmã e depois cortá-las em pedaços a machadadas. Rosalind Leigh, uma escritora que está passando por um bloqueio criativo, recebe a sugestão de sua agente literária de contar essa história a fundo.

Todo mundo morre de medo de Olive e a trata como uma violenta psicopata, mas Rosalind, ao entrevistá-la, sente que algo não está bem. Apesar de ter confessado o crime, Olive deixa algumas lacunas no seu depoimento. A escritora, que passa por uma crise existencial depois da perda de sua única filha em um acidente em que seu ex-marido se envolveu, começa a investigar direito a história e encontra cada vez mais incongruências. Ela resgata todos os personagens envolvidos seis anos depois do ocorrido (e da prisão de Olive) e vai desenleando uma trama complicada de paixões, romances secretos, preconceitos, acobertamentos e mais um monte de eventos que levam Olive a assumir a culpa de um crime que não cometeu.

Minette é mestre em contar histórias paralelas, como o envolvimento de Rosalind com o ex-policial que atendeu a chamada e teve o primeiro contato com a suposta assassina.

Se eu achar mais um livro da moça, não vou nem piscar. Recomendo muito. Mesmo.

 

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