19 abr 13

Estava aqui pensando quanta ideia errada eu tinha sobre a Alemanha antes de me mudar. As pessoas falavam coisas e eu acreditava na boa, já que não tinha como conferir; mas agora tenho. Aproveite para não ser iludida como eu fui…rsrsrs

MITO 1: Dá para sair na neve com roupa normal e só um bom casaco por cima.

Gente, isso é só em filme. Ou então a pessoa veste um casaco com super-poderes (que ainda não encontrei). Aquela história da moça sair de vestidinho leve e scarpin (alô Carrie Bradshaw) é só no cinema mesmo. Você fica pelo menos três meses vendo suas pernas e braços só na hora de tomar banho; é sempre duas calças, três meias, 5 camisetas e o tal do casaco. E, olha, mesmo que o casaco fosse de pele de urso polar, como é que ficam os pés, que chegam a endurecer os dedos se você estiver só com uma meia? Não caia nessa, é pura enganação.

MITO 2: Dá para ficar de camiseta e chinelo em casa no inverno.

Sim, se a camiseta for de lã e o chinelo for de pelúcia (não esquecer das meias). Mesmo colocando o aquecedor no máximo, não dá para ficar sem um casaquinho. A não ser que os aquecedores dos filmes americanos sejam mais fortes que esse aqui de casa.

MITO 3: Europeus amam artesanato porque aqui quase não existe trabalho manual.

A mais pura mentira; qualquer feirinha de natal por aqui bate as feirinhas hippies brasileiras em termos de quantidade de artesanato à venda. Algumas coisas são diferentes, claro, mas outras são exatamente iguais. Sem dizer que lojinhas de material para artesanato e revistas especializadas existem aos montes.

MITO 4: Saudade só existe em português.

Não consegui descobrir quem inventou isso, mas foi tão fácil de acreditar… Como se só os brasileiros (e portugueses) sentissem saudades e o resto do mundo fosse habitado por gente insensível. Em alemão existe Sehnsucht que é a tradução literal da palavra. Sem mais.

MITO 5: Alemão é uma língua estruturada.

Essa, para mim, foi a pior, pois caí do cavalo em grande estilo. Vim preparada para aprender um conjunto de regras e aplicá-las. Tolinha…. essa língua tem tantas exceções que para algumas coisas eles nem se deram ao trabalho de criar a regra; tem que aprender que é assim e aceitar. Ponto.

MITO 6: Alemão é o povo mais pontual do mundo.

Olha, no resto da Alemanha pode ser, mas em Berlin, em todos os encontros de Tandem que agendei em cafés, sempre fui a primeira a chegar. Tem um parceiro com quem já tive uns 10 encontros que sempre chega pelo menos uns 15 minutos atrasado (vai ver por isso é que ele quer aprender português….rsrsrsrs). Também já fui convidada para uma festa na casa de uma alemã da gema e cheguei pontualmente para não fazer feio. Pois é, ela ainda não estava pronta e os outros convidados só começaram a chegar 20 minutos depois…

MITO 7: Alemães não são muito amigáveis.

De fato, alguns realmente são mais difíceis, é verdade. Mas também conheci pessoas queridíssimas e muito delicadas. Como em qualquer lugar…

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17 abr 13

Animaris ou bestas da praia são os nomes que o engenheiro mecânico e artista holandês Theo Jansen usa para se referir às suas incríveis criaturas. Já queria explorar a Holanda faz tempo, mas agora não vai ter jeito mesmo. Além da espetacular Amsterdam e da famosa cidade de Erasmo (Rotterdam), vamos ter que reservar um tempo para passear um pouco em uma praia próxima a Scheveningen só para ver essas criaturas milagrosas.

Os animaris são construídos a partir de tubos de plástico e possuem um engenhoso sistema de armazenamento de ar construído a partir de garrafas PET que propele o sistema todo com a ajuda do vento. Depois das “bestas” soltas, os movimentos dependem apenas do vento; não se tem nenhum controle sobre elas; por isso parecem tão vivas.

Na verdade, Jansen brinca com isso desde os anos 90 do século passado e já tinha visto outro vídeo sensacional faz alguns anos. Agora estava pesquisando sobre inovação e achei impressionante como o trabalho dele continua cada vez mais surpreendente.

Coloquei isso na minha lista de coisas imperdíveis para se ver nesse mundão de meodeos. Dá uma olhada no vídeo abaixo e dê uma revisada na sua…

clip 1klein kl from Strandbeest on Vimeo.

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16 abr 13

Li “Beat the reaper” (Josh Bazell) por indicação do Conrado, que tinha gostado muito. Traduzir o título é bem difícil; coloquei “correndo da morte” para capturar o sentido de desafiá-la e tentar ganhar dela, mas não cabe como tradução literal. Agora, dando uma pesquisada, vi que eles traduziram para o português como “Sinuca de bico”. Apesar de não ter nada a ver com o título original, até que consegue traduzir bem o espírito da história.

O protagonista vive uma história complicada e muito bem urdida; filho de pai americano de ascendência germânica e mãe hippie (ele nasceu em um ashram na Índia), foi criado pelos avós judeus, assassinados quando ele tinha apenas 14 anos.

Por conta de vingar a morte deles, Peter Brown (um dos seus vários nomes), torna-se um especialista em artes marciais, envolve-se com a máfia, apaixona-se por uma música romena, acaba tornando-se médico e vive uma vida agitadíssima e perigosa. A história principal se passa num hospital onde ele faz sua residência médica e onde a morte corre atrás dele para pegá-lo na forma de mafiosos mal-intencionados. O mocinho precisa salvar um dos pacientes, a própria pele e ainda lutar contra o cansaço extenuante de quem está há tantas horas de plantão que só consegue manter os olhos abertos por conta de drogas. Adrenalina pura.

Para mim, a parte mais emocionante nem é de ação; é quando ele vai visitar o campo de concentração em Auschwitz, na Polônia, para descobrir a verdadeira história dos seus avós (um dia ainda hei de reunir forças para ir até lá).

Pelo que pesquisei, a bem urdida trama já virou um filme protagonizado por Leonardo Di Capprio, mas ainda não assisti.

Fica a dica.

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15 abr 13

Esse ditado latino pode ser traduzido livremente como “a verdade no vinho” e quer dizer, mais ou menos, que depois de uma ou mais taças de vinho é que a pessoa se revela e a verdade vem à tona. Sendo uma das bebidas preferidas lá em casa, sempre temos pelo menos uma garrafa para acompanhar as refeições.

E, vamos combinar, rótulos de vinho são uma diversão à parte, seja nas prateleiras de uma enoteca, seja em um supermercado. Os projetos gráficos me encantam, mas entretenimento mesmo são os nomes de vinhos portugueses e espanhois (que fazem mais sentido na nossa língua e ficam bem engraçados).

Vejam algumas pérolas da minha coleção…

Esse vinho devia custar mais barato por causa do nome, né? Produto com subsídio....

Cuidado com o dedo...rsrsrsr

Aahahahaha... se não gostar, não reclame. Apenas fique p...

O nome nem é tão exótico, mas olha que ilustração mais linda!

Os modelos estão mais para gatinhos, mas va lá... são muito fofos...

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13 abr 13

Sabe uma história bem contada, inusitada e cheia de reviravoltas? Pois é, “The hundred-year-old man who climbed out of the window and dissapeared“, do sueco Jonas Jonasson, é dessas. O autor, um respeitado jornalista que resolveu largar tudo e se mudar para um sítio na Suíça e escrever o romance, é muito imaginativo.

Allan Karlsson, o protagonista, nasce numa pequena cidadezinha da Suécia em uma família miserável, a ponto de ir trabalhar numa fábrica de explosivos com apenas 10 anos de idade. Seu pai foi um idealista incorrigível e até certo ponto, muito ingênuo. Essa característica foi herdada pelo filho, que desenvolveu um talento único de sempre falar as coisas erradas nas horas mais impróprias. O que não o impediu de viver uma vida longuíssima cheia de aventuras ao redor do globo, ter um papel importantíssimo no desenrolar de guerras diversas e interagir com líderes mundiais do naipe dos presidentes americanos Truman e Nixon, do líder soviético Stálin, do chinês Mao Tse Tung, entre outros. Até um irmão bastardo (e meio retardado) de Einstein entra na história como seu melhor amigo.

O nonsense de Allan é a coisa mais deliciosa do livro; ele explode coisas e constroi bombas aparentemente sem a real noção das consequências de seus atos. Depois de tantas reviravoltas, no dia de seu aniversário de 100 anos, ele foge do asilo e se envolve e mais uma aventura deliciosa, dessa vez acompanhado de outros personagens não menos interessantes, de um cachorro e de uma elefanta chamada Sonja.

Para se ter uma ideia do perfil de seus companheiros de aventura, Benny, o dono de um quiosque de cachorro quente, ficou quase 30 anos na universidade fazendo diversos cursos porque ganhou uma bolsa de estudos do tio milionário que queria que ele e o irmão recebessem a fortuna apenas depois de ter um diploma universitário. Como Benny adorava estudar e não queria a fortuna, fazia o curso até o penúltimo semestre, onde abandonava e começava outro (para desespero do irmão, pois a fortuna seria repartida apenas quando os dois estivessem formados). Eis que esse personagem era um quase-médico, um quase-advogado, um quase-arquiteto, um quase-veterinário, um quase-historiador e mais um monte de quases variadíssimos, que o fizeram esgotar toda a fortuna do tio na sua eclética formação. E ainda tem um investigador de polícia carente emocional, um bandidão dono de uma gangue de traficantes, um velho com fama de ladrão e mais outros tipos curiosos.

O livro vai contando a vida do personagem principal em capítulos alternados com a aventura atual de um jeito muito leve e divertido; daria um bom filme.

Taí uma história boa para ler na rede num dia lindo de primavera. Recomendo demais.

***

Nota: Descobri que uma editora portuguesa já traduziu a obra e ela está disponível em algumas livrarias brasileiras.

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11 abr 13

Estou cheia de ideias para escrever, mas por conta da doença do meu irmão e meus dias serem quase todos no hospital, acabo não conseguindo. Então achei essas imagens aqui e resolvi compartilhar.

Essa casa linda que aparece na foto é a Literaturhaus de Berlin, onde escritores de vários gêneros se reúnem para falar, é claro, sobre literatura. Ainda não sei bem como funciona, mas penso que é tipo uma Academia de Letras. Quase todo dia tem programação e há um auditório onde escritores falam de suas obras por um ingresso quase simbólico. A construção é de 1889 e foi residência de um capitão de corveta que depois virou deputado (foi um dos primeiros alemães a chegar no polo norte, Herr Richard Hildebrandt).

Na mesma casa, funciona uma pequena livraria especializada em literatura e o Wintergarten Café; tem uma sala de vidro, logo na entrada, e depois salas com pés direito bem altos (adoro). É lá que faço tandem uma vez por semana com a Renate; conversamos uma hora em português e depois uma hora em alemão. Tem lugar mais inspirador?

Agora é só curtir as fotos e se imaginar tomando um chocolate quente enquanto curte esse ambiente lindo…

Ainda vou descobrir o artista que pintou esses quadros. São lindos!!

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9 abr 13

Nessa correria de hospital nem tenho tido tempo de lamber a cria direito. A editora 2AB fez uma edição caprichadíssima do “Design desmodrômico [para curiosos]“: meu querido tem formato quadrado, interior em papel polen, textos em azul marinho, ilustrações lindas e uma sobrecapa de acetato que cria um efeito tridimensional bem bacana no título. Como não amar?

Pois é, se você quiser um para chamar de seu, vou sortear 2 exemplares autografados no sábado, dia 13 de abril de 2013. Para participar, é só comentar esse post com nome e e-mail até a meia noite do dia 12 (sexta). Vou numerar por ordem de chegada e inserir os dados em algum aplicativo de sorteio (aceito sugestões).

É só um comentário por pessoa, ok? Boa sorte!

Se você é de Belo Horizonte, nem precisa participar do sorteio! É só se inscrever no workshop “Design desmodrômico” que vai rolar lá na semana que vem que o livro é de presente! Quer saber mais? Clique aqui.

***

GANHADORES: comentários número 16 e 95 (clique aqui para ver no www.sorteador.com.br), respectivamente: Nayara Gonçalves e Fernando Ximenes! Obrigada a todos os demais pela participação e boa sorte na próxima vez!

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8 abr 13

Estava pesquisando minha coleção de imagens para montar um workshop e achei essas aqui que tirei de uma ponte pênsil em Nuremberg.

Sempre achei muito esquisita essa moda de pendurar cadeados em pontes com o nome de um casal, como se fosse algo muito romântico. Para mim, casamento e cadeado são duas coisas absolutamente antagônicas; me incomoda demais a ideia de estar presa (seja a um lugar ou uma pessoa). Quero estar junto porque quero, desejo; não porque preciso, porque estou irremediavelmente amarrada e não tenho outra alternativa.

Amor, para mim, é o contrário do que um cadeado simboliza: amar é compartilhar a liberdade, ter companhia para voar, cultivar o crescimento, contemplar as asas do outro com sincera satisfação; não vejo como associar esse conceito com uma prisão ou qualquer coisa vagamente assemelhada.

Por isso achei tão bacaninha esse varal de cadeados coloridos. Aí não tem o nome de nenhum casal; é apenas uma instalação colorida que brinca com as cores. Vejo essa combinação mais como um ábaco, uma brincadeira, algo que ajuda a pensar.

E você?

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7 abr 13

A estação de metrô em Berlin que vamos visitar hoje é a Turmstrasse, no bairro de Moabit. Construída em 1961, foi toda decorada pelo artista B.Grimmek, com árvores e animais silvestres. Olha só que linda…

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7 abr 13

O blog não anda sendo atualizado com a frequência de sempre porque estou acompanhando um irmão no hospital em estado bem preocupante, mas esperamos que tudo volte ao normal logo e ele fique bem.

No mais, a ilha da magia continua linda e apaixonante nessas manhãs de outono. Desfrutem um pouquinho dessa Florianópolis douradinha…

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4 abr 13

Confesse aí, vai… você sempre quis ser uma máquina. Sim, um conjunto de mecanismos combinados para exercer uma única e específica tarefa. Como assim? Não? Tem certeza?

Pois é, mas os gênios da propaganda que criaram essa campanha aí embaixo partiram da premissa que esse sempre foi o maior desejo de todas as pessoas; pelo menos foi o que consegui deduzir; dá só uma reparada na obra:

Não sei vocês, mas penso que essa turma deveria se transformar, sei lá, em uma máquina de costura, de fazer café, de cortar grama, de fazer pirulito… qualquer coisa que os impedisse de exercer a profissão de publicitários. E, de preferência, antes de afundar o cliente com essa pérola…

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4 abr 13

Olha, vou ser sincera. Sempre achei o uó essa história de pedir voto pra qualquer coisa só por amizade. Se o pedido for de um político, então, quero morrer (ou melhor, matar). Então, por favor, não vote porque me acha gente boa. No meu mundo ideal, voto não é sinônimo de amizade. Voto é sinônimo de reconhecimento de mérito.

Esse papo todo é porque esse blog aqui é finalista do Prêmio The Bobs da Deutsche Welle como melhor blog em língua portuguesa. A eleição acontece de 3 de abril a 7 de maio de 2013. A cada 24 horas é possível votar uma vez por categoria e por língua e o candidato com o maior número de votos é o vencedor do Prêmio do Público.

O que eu vou pedir é que você tire um tempinho e faça uma visita caprichada; leia alguns posts, xerete bastante, escolha um assunto na lista de categorias, viaje, irrite-se, ria, clique, reclame, conheça. O que estou pedindo é apenas seu olhar crítico (sou gente boa, vai?).

Aí, se você achar que o prêmio é realmente merecido, clique aqui e vote.

Se você estiver decididamente convencido, por favor, divulgue para seus amigos e conhecidos, para que eles também possam avaliar meu trabalho.

Mesmo que eu não ganhe nada, já estou muito feliz em ficar ao lado dos melhores blogs que eu conheço (são apenas 10 e só tem fera; certamente, sou a única desconhecida do grupo).

Não vou enganar ninguém: vou ficar imensamente feliz com tantas visitas!

Vamos?

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27 mar 13

Amanhã embarco para o Brasil para pegar um calorzinho, rever gente querida e trabalhar bastante!

A novidade é que acabei de fechar uma parceria com o Diego Trávez e vamos oferecer o workshop Design Desmodrômico em duas datas diferentes em Belo Horizonte (quem quiser saber tudo, é só clicar aqui). Quem fizer o workshop ganha um exemplar do meu mais novo filhote; não tem como perder, né?

Para quem não puder participar, depois só em Berlin…

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25 mar 13

Se tem uma coisa que eu amo fazer é me perder pela cidade. Desço numa estação de metrô aleatória (ou ponto de ônibus) e fico explorando os arredores. Pois hoje desci na estação Hallesches Tor, onde tinha que fazer uma conexão e comecei a flanar para aproveitar o solzinho (apesar do frio de -6 °C).

Fui me metendo pelas ruas e acabei entrando num condomínio simples que tinha tudo para ser um tédio. Mas acontece que o pessoal que participa da reunião de condomínio parece ser mais arejado das ideias e resolveu apostar num grafiteiro (quem sabe ele até mora lá).

Prepare seus olhinhos para a festa. Lá vai!!!

Quer ver mais? Eu surtei e fiz um álbum inteiro só para esse lugar. Clique aqui e vá no Flickr!

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23 mar 13

Vivo recebendo e-mails de várias pessoas interessadas em fazer o treinamento para aplicar o método GIIC®, mas não estou conseguindo fechar com parceiros no Brasil. Então pensei: por que não oferecer o curso em Berlin?

Os participantes poderiam aproveitar para conhecer a cidade com uma guia para lá de luxuosa (rsrsrs) e fazer o curso ao mesmo tempo. Reúna 10 amigos e venha! Os encontros serão de segunda a sexta e duram 4 horas por dia (parte para o curso e parte para visitas guiadas pela cidade); o resto do tempo é livre para flanar por aqui.

Já tem uma turma aberta para junho; vai perder?

As aulas vão ser em cafés ou em parques e recomendo o período entre maio e setembro para a gente conseguir aproveitar mais. Num grupo pequeno assim, a interação é maior e a gente aprende muito mais, de um jeito divertido e produtivo. Berlin é uma das capitais mais baratas da Europa, o que viabiliza muito a participação dos brasileiros interessados.

Você volta para casa feliz, cheio de ideias, com o currículo turbinado e ainda ganha o livro e um certificado! Na verdade, qualquer um dos cursos disponíveis no meu site pode ser ministrado dessa maneira, é só escolher.

Junte a fome com a vontade de comer: faça o curso em português e conheça Berlin!!!

Ficou com água na boca? É só clicar aqui para ir no hot site do curso.

Seguem umas fotos das salas de aula para o povo se animar!

Tchüss :)

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22 mar 13

Bom, vamos combinar que loja de perucas não é a coisa mais comum de se encontrar numa cidade, se comparada com salão de beleza, farmácia, supermercado e outros tipos de comércio mais comuns.

Confesso que não vi tantas assim na vida; em comum, reparei que a vitrine é sempre cheia de cabeças neutras de manequim com perucas de cores e cortes diversos.

Pois bem; essa loja em Nuremberg resolveu inovar para valer: eles criaram uma personalidade para cada uma das cabeças neutras e sem graça adicionando acessórios: óculos, lenços, gravatas, laços, etc. Cada cabeça parece guardar uma história e um estilo diferente; e ainda tem homens, por sinal super descolados, coisa que nunca tinha visto em loja de peruca. A impressão que se tem é que eles estão numa festa e dá para ficar horas imaginando que se cada cabeça tivesse miolos, no que estaria pensando (escolha aí uma para experimentar!).

Achei muito legal e, de quebra, eles ainda diversificam o negócios vendendo os acessórios também. Muito bacana mesmo; se você tem uma loja de perucas, olhaí a ideia!

Tem para todos os gostos mesmo, até cabeça careca (acho que as perucas foram vendidas e não tinha mais para repor....rsrsrsrs).

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21 mar 13

Ontem começou a primavera e as temperaturas já deveriam estar mais civilizadas com árvores cheias de brotinhos; até os passarinhos acham isso.

Mas olha só que dó: li no jornal que as aves migratórias que costumam passar o inverno em lugares mais quentes, como Egito e Turquia, vieram para a Alemanha cedo demais esse ano para passar o verão. Elas se animaram todas porque deu uma ameaça de esquenta há algumas semanas e vieram prontas para fazer ninhos. Tadinhas, deram de cara com a neve e tiveram que voltar um pedaço da viagem para não morrerem congeladas.

As fofas (inclusive cegonhas) precisam fazer seus ninhos e terem seus filhotes logo. É que os penosos nascem no verão e até outubro eles já têm que estar fortinhos o suficiente para migrar com o bando e escapar do inverno.

Mas São Pedro está se fazendo de morto, o danado. Nem dá bola, só quer saber de mandar neve. O pior é que a farra vai continuar, pois a previsão para o “frio de semana” é -10 °C com mais branquidão.

Apesar de cansada desse frio todo, não tem como não me comover quando acordo e olho a rua toda branquinha e linda. Mas semana que vem eu também migro e já vou voar para um lugar mais quentinho (assim espero, Florianópolis!), que nem os passarinhos friorentos.

Mas volto logo, espero que a tempo de ver a florada das cerejeiras; como os passarinhos, não quero perder o espetáculo por nada!

Sim, o povo anda de bicicleta mesmo no inverno!

Para escorregar é uma beleza (só que não)...

O dono deve ter emigrado e a bike já está até brotando...

Vista da janela da academia de ginástica

Parecem floquinhos de algodão.

Adoro como os galhos ficam contornados de gelo.

Cara de frio....

A rua tem amanhecido assim todo dia; acordo com o barulho da máquina passando para limpar o caminho.

O pátio interno agora está sempre assim.

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20 mar 13

Faz tempo que queria mostrar uma empresa que conseguiu reinventar o negócio do chocolate de uma maneira que considero realmente inovadora; então vamos aproveitar a proximidade da páscoa para falar um pouco sobre isso. A Ritter Sport é uma marca de chocolate alemã com 100 anos de idade, mas de gagá não tem nada, olha só.

Num mercado tão competitivo como o europeu, que conta com os famosos chocolates belgas, além dos suíços e franceses, os alemães da Ritter tiveram que realmente escolher um posicionamento único, e conseguiram. Eles escolheram ser reconhecidos pela variedade de sabores e apostaram forte nisso.

Tudo começou nos primeiros anos da fábrica, quando a filha do fundador descobriu que se a barra fosse quadrada, em vez de retangular, era mais fácil de carregar no bolso. A partir daí, a fórmula do quadradinho norteou todo o design da empresa, inclusive o da marca gráfica. Para traduzir a enorme variedade de sabores, eles contam com boa parte das cores da tabela Pantone; há tantas cores quanto sabores e receitas de chocolate. Com um símbolo gráfico tão simples e colorido, o grupo conseguiu desdobrar a marca em produtos diversos para o fã-clube (tem desde roupinha de bebê até cadernos e bolsas). Ok, até aqui nenhuma novidade; um monte de marcas faz isso e com excelentes resultados.

A novidade é a loja de chocolates personalizados chamada Bunte Chokowelt (algo como “mundo colorido do chocolate”) que eles abriram em Berlin há dois anos. Você chega lá e escolhe o tipo de chocolate para criar sua barra: branco ou preto. Depois, vai definindo o que quer, como se fosse um sanduíche: nozes, passas, avelã, crocante, mel, iogurte, marzipan, flocos, menta, rum, coco, marshmallow, chili, etc; olha, não descobri quantos sabores tem, mas são muuuuitos. Depois ainda tem a cobertura, com outras tantas opções; uma loucura! Você monta sua barra de chocolate (quadrada, naturalmente) e depois de 30 minutos pode vir buscá-la!

Se quiser esperar dentro da loja, tem uma infinidade de opções de chocolates prontos, mas tem também um café bem charmoso no mezzanino com docinhos de chocolate e muffins diversos. Pode ficar tranquilo sentado num sofá lendo seus e-mails ou apenas folheando uma revista; o ambiente é bem aconchegante.

Esse, para mim, é um claro exemplo de identidade bem definida e posicionamento assertivo.

Eles têm projetos ambientais porque, claro, chocolate não dá na Alemanha e o deles vem da Nicarágua — então é necessário ajudar a conservar a floresta porque o cacau precisa da cobertura verde para proteger a plantação. Eles também têm um trabalho de educação ambiental bem interessante (dentro da loja tem uma sala de exposições que mostra o processo de cultura do cacau e porque ele precisa de uma floresta saudável no entorno) e um forte investimento em energias limpas (em especial a energia solar). Os outros ingredientes também são certificados, ou seja, a lição de casa está sendo feita direitinho.

Mas o além do esperado é o que diferencia a empresa: a aposta nos quadradinhos coloridos é tão séria que a marca mantém o Museu Ritter com obras de arte moderna e contemporânea inspiradas na figura geométrica. Fica ao lado da fábrica, na cidade de Waldenbuch (que ainda não conheço).

Olha, não sou chocólatra nem nada (entrei e saí da loja sem comprar nem comer nada), mas virei fã da marca. Penso que a identidade visual ainda precisa de alguns ajustes na tipografia, mas a ideia dos quadradinhos coloridos é genial. E aí, ficou com água na boca?

Então vamos passear um pouquinho pela loja que faz um chocolate especial só para você (de verdade)!

Entrada bem colorida.

A entrada cheia de cores

Dessa vez não precisei tirar fotos escondida; o gerente deixou, numa boa.

Para um chocólatra deve ser o paraíso...

A loja fica logo atrás.

Vista do mezzanino.

É pra comer com os olhos!

O café, no mezzanino.

Hipnotizante...

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18 mar 13

Uma coisa que tenho reparado é que as grandes marcas criam vitrines em escala industrial; o artista cria o projeto e ele é replicado em todas as lojas da rede. Digo isso porque aqui em Berlin tem pelo menos duas lojas grandes da Louis Vuitton com vitrines iguais e vi mais uma parecida quando estive em Nuremberg.

Para essa coleção, eles cromaram máquinas de escrever antigas, daquelas portáteis (ficaram lindas) e usaram um material mais duro (acho que são folhas de metal cromadas e adesivadas) para fazer as folhas de papel. Achei que o resultado ficou sensacional. E você?

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17 mar 13

Continuando nosso périplo por bares que tocam jazz, blues e assemelhados e que também comecem a função cedo (a gente não tem um perfil muito baladeiro), dessa vez fomos ao Badenscher Hof.

Mistura de restaurante, clube de jazz e café, o lugar é pequeno, simples e bem aconchegante (e o melhor, o show começa às 9 da noite e dá para ir e voltar tranquilamente de metrô).

Ontem estava rolando o tributo I love Peggy Lee, uma homenagem da cantora Susanna Bartilla ao ícone do jazz americano nos anos 1940. Com voz doce e muito afinada, acompanhada por uma banda competentíssima, a moça arrasou.

Se quiser ver uma performance muito boa de “Fever” (minha preferida), é só clicar aqui e ir no Youtube (esse vídeo é de outro show; da mesa onde estávamos, a gravação não ia prestar).

Curiosidade: Eu não sabia, mas a Miss Piggy, do Muppet Show, é uma homenagem à Peggy Lee (a porquinha fofa é loira e romântica).

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