Schiele, a morte e a moça

Quem admira a obra de Gustav Klimt acaba, mesmo sem querer, envolvendo-se também com a de Egon Schiele, seu discípulo mais próximo. Apesar do trabalho de ambos serem completamente diferentes (Klimt é idílico e representa um mundo dourado e florido onde as mulheres reinam, enquanto Schiele é sofrido, intenso e extremamente erótico), é perfeitamente possível admirar os dois. Gosto especialmente dos olhares e das mãos que esses pintores produzem.

Por isso fiquei tão animada para assistir “Egon Schiele: Tod und Mädchen” (tradução livre: “Egon Schiele: morte e moça“); gostava do trabalho e sabia um pouco de sua história, mas não em detalhes. A fotografia é linda, o ator escolhido para fazer o papel de Egon, maravilhoso, e seu processo criativo é bastante explorado. Schiele era obcecado pelo desenho; não conseguia simplesmente olhar e sentir; ele precisava desenhar até seus momentos mais íntimos e intensos.

Mas fiquei feliz mesmo foi em conhecer melhor a história do quadro com o mesmo título do filme, que pude ver ao vivo, quando visitei Viena (e que está reproduzido acima).

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