Arquivo de ‘arte’

14 mai

A estação de metrô que a gente vai conhecer hoje é a Franz-Neumann-Platz (Am Schäfersee) que pertence à linha U8.

Ela foi inaugurada em 1987 foi construída pelo arquiteto queridinho das estações de metrô em Berlin, R.G.Rümmler (ele também fez a Lindauer Allee, a Rohrdamm e a Jungfernheide que já mostrei aqui, entre outras belezuras).

O nome original era Schäfersee (nome de um lago que fica bem pertinho e é o principal ponto de referência), mas aqui também rolam interesses políticos; alguns anos depois o nome foi mudado para Franz Neumann, o então presidente de um dos principais partidos daqui, o SPD.

Agora desfrutem dessa estação charmosa e vintage

12 mai

Lá pelos idos de 1350, o rei Carlos IV, chefão do sacro império romano-germânico, estava dando umas bandas pela região da antiga boemia quando se deparou com um lugar cheio de fontes termais. Sabe-se lá de onde ele tirou a ideia de que aquelas águas eram curativas e resolveu fundar uma cidade para poder melhor desfrutar dos vários benefícios líquidos.

Humilde como sói aos imperadores serem, o tiozinho se auto-homenageou chamando a cidade de Karlsbad (Termas ou banhos termais de Carlos, em alemão), ou Karlovy-Vary, na versão tcheca.

Se o rei falou está falado, de maneira que todos os nobres da Europa passaram a ter residências lá, cada uma mais linda que a outra. Com os séculos, a cidade sofreu incêndios que destruíram bastante coisa, mas por conta de sua condição de cidade-hospital (as pessoas iam lá para se tratar e curar de doenças diversas), até que foi relativamente poupada durante os bombardeios nas guerras.

Hoje, é a cidade da República Tcheca com o  maior número de Spas (são muitos mesmo, praticamente um em cada esquina). Pensei que o negócio funcionasse mais ou menos como em Budapeste, onde você pagava um valor e podia passar algumas horas murchando em águas abençoadas nos muitos banhos públicos, mas em Karlovy-Vary o esquema é outro. As várias fontes espalhadas pela cidade servem para que as pessoas encham suas canequinhas (vendidas em lojinhas para turistas) e saiam caminhando e bebendo água quente enquanto enchem os olhos de beleza. Os Spas oferecem basicamente massagens e banheiras com águas de fontes diferentes, então não rola ir só tomar um banho.

Aliás, olha uma curiosidade: a palavra Spa significa tratamento à base de águas termais, também conhecida como balneoterapia. O nome vem da cidade belga Spa (na época dos romanos, era chamada Aquae Spadanae), onde esse tipo de tratamento começou.

Bom, a questão é que fomos até lá por sugestão da Rosana Conte e do Rogério Abreu. Fiz a lição de casa e dei uma estudada antes, mas nada me preparou para a beleza que é esse lugar, minha gente; de maneira alguma as coisas que a gente encontra na internet fazem jus a essa joia de cidade. Montanhosa e cortada por bosques e rios, a arquitetura parece uma volta ao tempo.

Pena que durante o período em que a República Tcheca ficou atrás da cortina de ferro sob o domínio da ex-URSS, os arquitetos caolhos do regime socialista andaram construindo uns monstrengos no lugar, daqueles que chega a doer os olhos de tão feios e destoantes do cenário. E dá-lhe caixotes de concreto com vidro fumê amarelo (arghhhh!!!). Por causa desse período histórico, além do tcheco e do inglês, muitas pessoas falam bem alemão e russo (aliás, é impressionante a quantidade de turistas russos endinheirados).

Minha próxima tarefa é reassistir Casino Royale (James Bond), que foi filmado lá.

Mas agora vamos ao que interessa: a festa para os olhos!!!

A maioria das construções, como essa, é dos séculos XVI a XVIII

Pena que os períodos com luz boa para fotos foram poucos (choveu demais)

A cidade é uma teteia :)

Povo coloridíssimo!

Construções maravilhosas.

Jantar mais que especial...

As cerejeiras bombando de tão lindas

Esse é o hotel mais caro e suntuoso, onde foi filmado o Casino Royale

Eu não sabia para onde olhar...

Olha isso, minha gente!

As igrejas ortodoxas russas são sempre maravilhosas...

Show de telhados...

Como não se encantar?

Olha as cores dessas árvores!

Lindeza, né? Quer ver mais? Clique aqui e vá direto no Flickr.

6 mai

A estação Zoologischer Garten não tem esse nome à toa; ela fica bem ao lado do zoológico de Berlin (mas do lado oriental tem outro; nessa cidade é tudo duplicado…rsrsrs), bem onde morava aquele ursinho polar fofo e rejeitado, o Knut. O zoológico é bacana, vale a pena visitar (fiz até um vídeo sobre ele; para ver é só clicar aqui), mas hoje vamos falar da estação de trem.

Construída em 1882, ela hoje conta com 2 linhas de metrô (U-Bahn), 3 linhas de trens urbanos (S-Bahn) e várias linhas regionais. O lugar é famoso por vários motivos: inspirou uma música da banda irlandesa U2 chamada Zoo Station que deu origem o álbum Zooropa; foi lá que a Cristhiane F., 13 anos, drogada e prostituída passou a maior parte do tempo que descreve no livro que virou a bíblia dos jovens dos anos 80; foi tema de músicas para Nina Hagen, Scorpions, Alphaville, The sisters of mercy, entre outras bandas.

Ela fica bem ao ladinho do Museu de Fotografia Helmut Newton, que fica num prédio maravilhoso. Enfim, um lugar histórico que a pessoa tem que ir quando visita Berlin. A linha de metrô U-2 não chama atenção por nada, é bem convencional mesmo, mas o túnel da U-9 é uma graça, cheia de bichinhos gordinhos (parecem aqueles desenhos que os homens pré-históricos desenhavam nas paredes das cavernas).

Dá só uma olhada na fofura!

4 mai

Olha só as duas obras que vi hoje; não são sensacionais?

Não tem como a pessoa passar e não notar, o trabalho é muito bem feito. Fotografia impressa em grande formato e colada em paredes externas causam um impacto profundo na paisagem da cidade; o efeito é incrível!

E você, gostou?

1 mai

Lembro até hoje da primeira vez que, de dentro de um trem, avistei um Kleingartenverein (também conhecido como Schrebergarten). Era final de outono e o lugar parecida uma favela; um terrenão cheio de tralhas e construções estranhas. Aliás, eram vários lotezinhos com barracos de madeira, sempre separados por cercas e com muito mato em volta.

Ué, mas na Alemanha tem favela?

Não se preocupe, não tem não.

Aquelas “comunidades” não eram de fato favelas. Mas olha só que curioso (sei lá porque ninguém fala a esse respeito, já que a ideia é tão sensacional): os alemães são tão apaixonados por jardinagem que eles arrendam lotes na perferia das cidades só para poder cultivar suas próprias flores, já que a maioria mora em apartamentos pequenos. Não é lindo?

A ideia surgiu na época da revolução industrial, quando a vida dos operários era realmente miserável. Além de morarem em pulgueiros e trabalharem demais, os pobres comiam muita porcaria. Foi aí que um médico da cidade de Leipzig, o Dr. Daniel Schreber teve a ideia de pegar um terreno grande e separar em lotes (numerados, claro, estamos falando da Alemanha..rsrsr). Ele organizou uma espécie de comunidade e incentivou cada operário a plantar sua própria comida e flores (que, na cultura alemã, são quase tão importantes quanto).

Além de relaxar trabalhando com a terra e plantando suas próprias sementes, a alimentação também ficou mais saudável. Os terrenos são bem pequenininhos (é para não caber uma casa mesmo, pois a ideia não é essa); então eles têm no máximo uma cabana ou rancho para guardar ferramentas, insumos e cadeiras de sol. Os ranchos também são necessários para instalar pias ou tanques para as tarefas de plantar e regar. O capricho é tamanho que alguns terrenos têm chalezinhos que parecem de brinquedo, de tão bonitinhos.

No inverno o lugar é feio, claro, cheio de barraquinhas e apetrechos diversos de jardinagem (por isso achei que fosse um tipo de favela). Mas na primavera, tudo se transforma. As lojas ficam cheias de ofertas de ferramentas, sementes e vasos; parece que fazem concurso para ver quem faz o jardim mais lindo.

Aliás, lindo não, idílico. Suspeito que, no fundo, os alemães são muito românticos no sentido de ter uma vida de contos de fadas. Observando esses jardins, dá para ver duendes, princesas, bichinhos diversos, flores para todos os lados e arranjos caprichados. A impressão é que cada um constroi seu próprio mundo de fantasia particular e se entrega aos detalhes do fundo do coração, como se estivesse brincando de casinha. Deve funcionar como uma espécie de refúgio perfeito para escapar dos problemas.

As famílias vão todo final de semana e as crianças adoram. Olha só; não é uma ótima ideia para desestressar esse povo das grandes cidades brasileiras?

Pena que se os governos já são pão-duros para construir praças e áreas verdes, imagina ter um terreno enorme só para as pessoas plantarem suas flores…

Mas não custa sonhar, né? Tirando os duendes, os bichos de cimento e os anões de jardim, o resto é muito lindo; dá só uma reparada…

Quer ver mais fotos? O álbum completo está aqui, no Flickr.

30 abr

O nome da estação de metrô da vez é Lindauer Allee e esse nome não é à toa não; é a estação mais linda que já vi em Berlin.

O lugar foi projetado por R.G.Rümmler em 1994 (até que nem é muito antiguinha, tem pouco mais de 20 anos). Repare bem nessas flores, portas, luminárias e escadas maravilhosas.

Agora olha bem as fotos e fala a verdade; essa belezura não merecia fama mundial?

25 abr

Hoje fui até a minha nova escola (sim, mudei de novo para encaixar datas e mesmo assim já perdi duas semanas de aula porque estava no Brasil) e me deparei com essa fachada incrível!

Essa é nova, pois já tinha passado pela August Straße (adoro!) várias vezes e não tinha visto a obra. O artista criou um emaranhado de rabos de macacos com vários deles subindo pela fachada. Pena que é muito difícil de fotografar alguma coisa assim sem uma objetiva de respeito. O ideal seria arrumar uma janela no prédio em frente, para melhorar o ângulo.

Mesmo da calçada, já dá para ter uma ideia do impacto visual. Só em Berlin mesmo… :)

Se a pessoa passar distraída, nem repara...

Mas chegando mais pertinho... surpresa!

A macacada parece estar se divertindo!

Adorei o resultado!

Uma macarronada de rabos muito original...

24 abr

Continuando meu delírio visual por Ouro Preto (veja mais aqui e aqui), segue agora a sessão de fechaduras e maçanetas nas portas coloridas da cidade.

24 abr

Flanando pelas ladeiras de Ouro Preto, percebi que as portas revelavam muitos segredos. Cheias de cores e de histórias, pensei que seria mais interessante registrá-las em partes para que os detalhes esculpidos pelo tempo fiquem mais visíveis.

Primeiro, a parte onde ninguém nunca olha e sempre pisa. Olha que delícia de comidinha para os olhos…

A segunda parte está aqui.

24 abr

Meu parceiro em Belo Horizonte, o querido Diego Trávez, me deu um presentão no domingo passado: levou-me para almoçar na belíssima Ouro Preto.

O dia estava nublado dentro e fora de mim (meu irmão continua em coma, não tem como não ficar triste), mas o lugar é lindo demais (sem falar na comida deliciosa). As fotos que consegui tirar com o telefone não fizeram jus à toda a delicadeza dessa cidade tão rica de cores e história, de maneira que terei que voltar lá com uma máquina fotográfica de verdade e, de preferência, num dia bem ensolarado.

Por ora, só uma amostra para dar vontade de voltar…

Adorei a menininha dançando lá embaixo...

Tem mais Ouro Preto aqui e aqui.

20 abr

Quando a gente está triste, parece que tudo em volta fica junto. Mas a vida é rica justamente por seus contrastes e a tristeza faz parte; sem ela, a gente não consegue dar valor aos momentos alegres.

Passeando hoje pelas ruas dessa cidade mineira e querida, até os grafites me pareceram doloridos. Mas, como sempre, belíssimos…

17 abr

Animaris ou bestas da praia são os nomes que o engenheiro mecânico e artista holandês Theo Jansen usa para se referir às suas incríveis criaturas. Já queria explorar a Holanda faz tempo, mas agora não vai ter jeito mesmo. Além da espetacular Amsterdam e da famosa cidade de Erasmo (Rotterdam), vamos ter que reservar um tempo para passear um pouco em uma praia próxima a Scheveningen só para ver essas criaturas milagrosas.

Os animaris são construídos a partir de tubos de plástico e possuem um engenhoso sistema de armazenamento de ar construído a partir de garrafas PET que propele o sistema todo com a ajuda do vento. Depois das “bestas” soltas, os movimentos dependem apenas do vento; não se tem nenhum controle sobre elas; por isso parecem tão vivas.

Na verdade, Jansen brinca com isso desde os anos 90 do século passado e já tinha visto outro vídeo sensacional faz alguns anos. Agora estava pesquisando sobre inovação e achei impressionante como o trabalho dele continua cada vez mais surpreendente.

Coloquei isso na minha lista de coisas imperdíveis para se ver nesse mundão de meodeos. Dá uma olhada no vídeo abaixo e dê uma revisada na sua…

clip 1klein kl from Strandbeest on Vimeo.

11 abr

Estou cheia de ideias para escrever, mas por conta da doença do meu irmão e meus dias serem quase todos no hospital, acabo não conseguindo. Então achei essas imagens aqui e resolvi compartilhar.

Essa casa linda que aparece na foto é a Literaturhaus de Berlin, onde escritores de vários gêneros se reúnem para falar, é claro, sobre literatura. Ainda não sei bem como funciona, mas penso que é tipo uma Academia de Letras. Quase todo dia tem programação e há um auditório onde escritores falam de suas obras por um ingresso quase simbólico. A construção é de 1889 e foi residência de um capitão de corveta que depois virou deputado (foi um dos primeiros alemães a chegar no polo norte, Herr Richard Hildebrandt).

Na mesma casa, funciona uma pequena livraria especializada em literatura e o Wintergarten Café; tem uma sala de vidro, logo na entrada, e depois salas com pés direito bem altos (adoro). É lá que faço tandem uma vez por semana com a Renate; conversamos uma hora em português e depois uma hora em alemão. Tem lugar mais inspirador?

Agora é só curtir as fotos e se imaginar tomando um chocolate quente enquanto curte esse ambiente lindo…

Ainda vou descobrir o artista que pintou esses quadros. São lindos!!

8 abr

Estava pesquisando minha coleção de imagens para montar um workshop e achei essas aqui que tirei de uma ponte pênsil em Nuremberg.

Sempre achei muito esquisita essa moda de pendurar cadeados em pontes com o nome de um casal, como se fosse algo muito romântico. Para mim, casamento e cadeado são duas coisas absolutamente antagônicas; me incomoda demais a ideia de estar presa (seja a um lugar ou uma pessoa). Quero estar junto porque quero, desejo; não porque preciso, porque estou irremediavelmente amarrada e não tenho outra alternativa.

Amor, para mim, é o contrário do que um cadeado simboliza: amar é compartilhar a liberdade, ter companhia para voar, cultivar o crescimento, contemplar as asas do outro com sincera satisfação; não vejo como associar esse conceito com uma prisão ou qualquer coisa vagamente assemelhada.

Por isso achei tão bacaninha esse varal de cadeados coloridos. Aí não tem o nome de nenhum casal; é apenas uma instalação colorida que brinca com as cores. Vejo essa combinação mais como um ábaco, uma brincadeira, algo que ajuda a pensar.

E você?

7 abr

A estação de metrô em Berlin que vamos visitar hoje é a Turmstrasse, no bairro de Moabit. Construída em 1961, foi toda decorada pelo artista B.Grimmek, com árvores e animais silvestres. Olha só que linda…

25 mar

Se tem uma coisa que eu amo fazer é me perder pela cidade. Desço numa estação de metrô aleatória (ou ponto de ônibus) e fico explorando os arredores. Pois hoje desci na estação Hallesches Tor, onde tinha que fazer uma conexão e comecei a flanar para aproveitar o solzinho (apesar do frio de -6 °C).

Fui me metendo pelas ruas e acabei entrando num condomínio simples que tinha tudo para ser um tédio. Mas acontece que o pessoal que participa da reunião de condomínio parece ser mais arejado das ideias e resolveu apostar num grafiteiro (quem sabe ele até mora lá).

Prepare seus olhinhos para a festa. Lá vai!!!

Quer ver mais? Eu surtei e fiz um álbum inteiro só para esse lugar. Clique aqui e vá no Flickr!

22 mar

Bom, vamos combinar que loja de perucas não é a coisa mais comum de se encontrar numa cidade, se comparada com salão de beleza, farmácia, supermercado e outros tipos de comércio mais comuns.

Confesso que não vi tantas assim na vida; em comum, reparei que a vitrine é sempre cheia de cabeças neutras de manequim com perucas de cores e cortes diversos.

Pois bem; essa loja em Nuremberg resolveu inovar para valer: eles criaram uma personalidade para cada uma das cabeças neutras e sem graça adicionando acessórios: óculos, lenços, gravatas, laços, etc. Cada cabeça parece guardar uma história e um estilo diferente; e ainda tem homens, por sinal super descolados, coisa que nunca tinha visto em loja de peruca. A impressão que se tem é que eles estão numa festa e dá para ficar horas imaginando que se cada cabeça tivesse miolos, no que estaria pensando (escolha aí uma para experimentar!).

Achei muito legal e, de quebra, eles ainda diversificam o negócios vendendo os acessórios também. Muito bacana mesmo; se você tem uma loja de perucas, olhaí a ideia!

Tem para todos os gostos mesmo, até cabeça careca (acho que as perucas foram vendidas e não tinha mais para repor....rsrsrsrs).

18 mar

Uma coisa que tenho reparado é que as grandes marcas criam vitrines em escala industrial; o artista cria o projeto e ele é replicado em todas as lojas da rede. Digo isso porque aqui em Berlin tem pelo menos duas lojas grandes da Louis Vuitton com vitrines iguais e vi mais uma parecida quando estive em Nuremberg.

Para essa coleção, eles cromaram máquinas de escrever antigas, daquelas portáteis (ficaram lindas) e usaram um material mais duro (acho que são folhas de metal cromadas e adesivadas) para fazer as folhas de papel. Achei que o resultado ficou sensacional. E você?

17 mar

Continuando nosso périplo por bares que tocam jazz, blues e assemelhados e que também comecem a função cedo (a gente não tem um perfil muito baladeiro), dessa vez fomos ao Badenscher Hof.

Mistura de restaurante, clube de jazz e café, o lugar é pequeno, simples e bem aconchegante (e o melhor, o show começa às 9 da noite e dá para ir e voltar tranquilamente de metrô).

Ontem estava rolando o tributo I love Peggy Lee, uma homenagem da cantora Susanna Bartilla ao ícone do jazz americano nos anos 1940. Com voz doce e muito afinada, acompanhada por uma banda competentíssima, a moça arrasou.

Se quiser ver uma performance muito boa de “Fever” (minha preferida), é só clicar aqui e ir no Youtube (esse vídeo é de outro show; da mesa onde estávamos, a gravação não ia prestar).

Curiosidade: Eu não sabia, mas a Miss Piggy, do Muppet Show, é uma homenagem à Peggy Lee (a porquinha fofa é loira e romântica).

11 mar

Olha, depois daquela luminária em forma de cavalo, achei que não iria me deparar com nada tão bizarro por um bom tempo. Mas a criatividade humana e a capacidade de desafiar o status quo é inesgotável. Olha só que achei na LikeCool: manequins que servem de base para luminárias, com roupa e tudo, imagine!

Segundo o estúdio Al-Hamad, a ideia é criar objetos de luxo (?) que surpreendam e encoragem encorajem a interação (isso eles conseguem mesmo).

As figuras vestem roupas típicas do Kwait e o tecido da cúpula cobre a cabeça do boneco. Para acender a luminária, basta apertar as mãos dos manequins (que também são vendidos na versão infantil!). Nas versões masculinas, há um alto falante no dorso.

Olha, o negócio deve fazer sucesso nas festas dos milionários kwaitianos, mas achei aterrorizante. Imagina o susto de levantar à noite, acender a luz e dar de cara com isso!

Esse último é especialmente sinistro….