Arquivo de ‘Berlin’

14 mai

A estação de metrô que a gente vai conhecer hoje é a Franz-Neumann-Platz (Am Schäfersee) que pertence à linha U8.

Ela foi inaugurada em 1987 foi construída pelo arquiteto queridinho das estações de metrô em Berlin, R.G.Rümmler (ele também fez a Lindauer Allee, a Rohrdamm e a Jungfernheide que já mostrei aqui, entre outras belezuras).

O nome original era Schäfersee (nome de um lago que fica bem pertinho e é o principal ponto de referência), mas aqui também rolam interesses políticos; alguns anos depois o nome foi mudado para Franz Neumann, o então presidente de um dos principais partidos daqui, o SPD.

Agora desfrutem dessa estação charmosa e vintage

6 mai

A estação Zoologischer Garten não tem esse nome à toa; ela fica bem ao lado do zoológico de Berlin (mas do lado oriental tem outro; nessa cidade é tudo duplicado…rsrsrs), bem onde morava aquele ursinho polar fofo e rejeitado, o Knut. O zoológico é bacana, vale a pena visitar (fiz até um vídeo sobre ele; para ver é só clicar aqui), mas hoje vamos falar da estação de trem.

Construída em 1882, ela hoje conta com 2 linhas de metrô (U-Bahn), 3 linhas de trens urbanos (S-Bahn) e várias linhas regionais. O lugar é famoso por vários motivos: inspirou uma música da banda irlandesa U2 chamada Zoo Station que deu origem o álbum Zooropa; foi lá que a Cristhiane F., 13 anos, drogada e prostituída passou a maior parte do tempo que descreve no livro que virou a bíblia dos jovens dos anos 80; foi tema de músicas para Nina Hagen, Scorpions, Alphaville, The sisters of mercy, entre outras bandas.

Ela fica bem ao ladinho do Museu de Fotografia Helmut Newton, que fica num prédio maravilhoso. Enfim, um lugar histórico que a pessoa tem que ir quando visita Berlin. A linha de metrô U-2 não chama atenção por nada, é bem convencional mesmo, mas o túnel da U-9 é uma graça, cheia de bichinhos gordinhos (parecem aqueles desenhos que os homens pré-históricos desenhavam nas paredes das cavernas).

Dá só uma olhada na fofura!

4 mai

Olha só as duas obras que vi hoje; não são sensacionais?

Não tem como a pessoa passar e não notar, o trabalho é muito bem feito. Fotografia impressa em grande formato e colada em paredes externas causam um impacto profundo na paisagem da cidade; o efeito é incrível!

E você, gostou?

1 mai

Lembro até hoje da primeira vez que, de dentro de um trem, avistei um Kleingartenverein (também conhecido como Schrebergarten). Era final de outono e o lugar parecida uma favela; um terrenão cheio de tralhas e construções estranhas. Aliás, eram vários lotezinhos com barracos de madeira, sempre separados por cercas e com muito mato em volta.

Ué, mas na Alemanha tem favela?

Não se preocupe, não tem não.

Aquelas “comunidades” não eram de fato favelas. Mas olha só que curioso (sei lá porque ninguém fala a esse respeito, já que a ideia é tão sensacional): os alemães são tão apaixonados por jardinagem que eles arrendam lotes na perferia das cidades só para poder cultivar suas próprias flores, já que a maioria mora em apartamentos pequenos. Não é lindo?

A ideia surgiu na época da revolução industrial, quando a vida dos operários era realmente miserável. Além de morarem em pulgueiros e trabalharem demais, os pobres comiam muita porcaria. Foi aí que um médico da cidade de Leipzig, o Dr. Daniel Schreber teve a ideia de pegar um terreno grande e separar em lotes (numerados, claro, estamos falando da Alemanha..rsrsr). Ele organizou uma espécie de comunidade e incentivou cada operário a plantar sua própria comida e flores (que, na cultura alemã, são quase tão importantes quanto).

Além de relaxar trabalhando com a terra e plantando suas próprias sementes, a alimentação também ficou mais saudável. Os terrenos são bem pequenininhos (é para não caber uma casa mesmo, pois a ideia não é essa); então eles têm no máximo uma cabana ou rancho para guardar ferramentas, insumos e cadeiras de sol. Os ranchos também são necessários para instalar pias ou tanques para as tarefas de plantar e regar. O capricho é tamanho que alguns terrenos têm chalezinhos que parecem de brinquedo, de tão bonitinhos.

No inverno o lugar é feio, claro, cheio de barraquinhas e apetrechos diversos de jardinagem (por isso achei que fosse um tipo de favela). Mas na primavera, tudo se transforma. As lojas ficam cheias de ofertas de ferramentas, sementes e vasos; parece que fazem concurso para ver quem faz o jardim mais lindo.

Aliás, lindo não, idílico. Suspeito que, no fundo, os alemães são muito românticos no sentido de ter uma vida de contos de fadas. Observando esses jardins, dá para ver duendes, princesas, bichinhos diversos, flores para todos os lados e arranjos caprichados. A impressão é que cada um constroi seu próprio mundo de fantasia particular e se entrega aos detalhes do fundo do coração, como se estivesse brincando de casinha. Deve funcionar como uma espécie de refúgio perfeito para escapar dos problemas.

As famílias vão todo final de semana e as crianças adoram. Olha só; não é uma ótima ideia para desestressar esse povo das grandes cidades brasileiras?

Pena que se os governos já são pão-duros para construir praças e áreas verdes, imagina ter um terreno enorme só para as pessoas plantarem suas flores…

Mas não custa sonhar, né? Tirando os duendes, os bichos de cimento e os anões de jardim, o resto é muito lindo; dá só uma reparada…

Quer ver mais fotos? O álbum completo está aqui, no Flickr.

30 abr

O nome da estação de metrô da vez é Lindauer Allee e esse nome não é à toa não; é a estação mais linda que já vi em Berlin.

O lugar foi projetado por R.G.Rümmler em 1994 (até que nem é muito antiguinha, tem pouco mais de 20 anos). Repare bem nessas flores, portas, luminárias e escadas maravilhosas.

Agora olha bem as fotos e fala a verdade; essa belezura não merecia fama mundial?

29 abr

Uma coisa muito pouco explorada no Brasil é a propaganda que usa a bicicleta como veículo (literalmente). Talvez porque andar de bicicleta no nosso país ainda seja uma temeridade; com o desrespeito geral que impera no trânsito e os pouquíssimos quilômetros de ciclovias, pedalar não é para os fracos.

Mas as empresas bem que podiam ajudar os cidadãos a ficar mais saudáveis, as cidades menos poluídas e ainda ganhar moral com isso. E não é apenas para grandes corporações não; dá para patrocinar alguém que usa bastante a bicicleta no dia-a-dia ou até frotas inteiras para aluguel. Dá até para usar sua própria bike para fazer propaganda de sua start-up, já pensou?

Bom, aqui também tem uns comerciantes espertinhos que estacionam estrategicamente a magrela devidamente paramentada num lugar bem movimentado e a deixam lá, para exposição. De qualquer maneira, a cidade só ganha com essa invasão do bem.

Olha aqui alguns exemplos para o pessoal se inspirar!

Feita à mão... propaganda de uma escola de dança especializada em tango

Auto-referência: propaganda de aluguel e venda de bicicletas

O café fica num pátio interno, meio escondido. Então é só deixar a magrela na porta, que o povo entra!

Veículo da empresa de massagens em domicílio

Mesmo velhinha, a bike serve de suporte hype para placas de sinalização

Uma escultura montada na bike, olha só que original!

Como não notar tanta discrição?

Estúdio fotográfico que curte enigmas visuais...

A loja fica numa ruazinha paralela, então tem que aparecer na avenida de algum jeito (só achei que, pela marca que divulga, a bike devia ser toda estampadinha e colorida. Ruído na identidade.).

A GE, que faz carros elétricos, não podia ficar de fora!

Essa aí não tem placa, mas compõe a fachada de uma floricultura.

Hoteis, aprendam: aluguem bicicletas e façam propaganda ao mesmo tempo!

Minha favorita!

25 abr

Nossa, como é que pode? Entre a primeira e a segunda foto, a diferença é de apenas quatro semanas! Quando eu digo que na primavera parece que a cidade desabrocha, não é figura de linguagem. Veja com seus próprios olhos!

Antes: última semana de março.

Depois: penúltima semana de abril.

Pois é, não resisti e desci para tirar umas fotos, até porque tinha que cobrir a moto do Conrado; aparentemente algum vento tirou a capa. Na foto de inverno as motos não aparecem porque estavam hibernando num lugar quentinho.

Olhando mais de perto...

Eu amo essa cerejeira!

Como pode ser tão perfeita?

Impossível não amar!

Acho que essa outra também é cerejeira.

A colheita vai ser boa!

25 abr

Hoje fui até a minha nova escola (sim, mudei de novo para encaixar datas e mesmo assim já perdi duas semanas de aula porque estava no Brasil) e me deparei com essa fachada incrível!

Essa é nova, pois já tinha passado pela August Straße (adoro!) várias vezes e não tinha visto a obra. O artista criou um emaranhado de rabos de macacos com vários deles subindo pela fachada. Pena que é muito difícil de fotografar alguma coisa assim sem uma objetiva de respeito. O ideal seria arrumar uma janela no prédio em frente, para melhorar o ângulo.

Mesmo da calçada, já dá para ter uma ideia do impacto visual. Só em Berlin mesmo… :)

Se a pessoa passar distraída, nem repara...

Mas chegando mais pertinho... surpresa!

A macacada parece estar se divertindo!

Adorei o resultado!

Uma macarronada de rabos muito original...

19 abr

Estava aqui pensando quanta ideia errada eu tinha sobre a Alemanha antes de me mudar. As pessoas falavam coisas e eu acreditava na boa, já que não tinha como conferir; mas agora tenho. Aproveite para não ser iludida como eu fui…rsrsrs

MITO 1: Dá para sair na neve com roupa normal e só um bom casaco por cima.

Gente, isso é só em filme. Ou então a pessoa veste um casaco com super-poderes (que ainda não encontrei). Aquela história da moça sair de vestidinho leve e scarpin (alô Carrie Bradshaw) é só no cinema mesmo. Você fica pelo menos três meses vendo suas pernas e braços só na hora de tomar banho; é sempre duas calças, três meias, 5 camisetas e o tal do casaco. E, olha, mesmo que o casaco fosse de pele de urso polar, como é que ficam os pés, que chegam a endurecer os dedos se você estiver só com uma meia? Não caia nessa, é pura enganação.

MITO 2: Dá para ficar de camiseta e chinelo em casa no inverno.

Sim, se a camiseta for de lã e o chinelo for de pelúcia (não esquecer das meias). Mesmo colocando o aquecedor no máximo, não dá para ficar sem um casaquinho. A não ser que os aquecedores dos filmes americanos sejam mais fortes que esse aqui de casa.

MITO 3: Europeus amam artesanato porque aqui quase não existe trabalho manual.

A mais pura mentira; qualquer feirinha de natal por aqui bate as feirinhas hippies brasileiras em termos de quantidade de artesanato à venda. Algumas coisas são diferentes, claro, mas outras são exatamente iguais. Sem dizer que lojinhas de material para artesanato e revistas especializadas existem aos montes.

MITO 4: Saudade só existe em português.

Não consegui descobrir quem inventou isso, mas foi tão fácil de acreditar… Como se só os brasileiros (e portugueses) sentissem saudades e o resto do mundo fosse habitado por gente insensível. Em alemão existe Sehnsucht que é a tradução literal da palavra. Sem mais.

MITO 5: Alemão é uma língua estruturada.

Essa, para mim, foi a pior, pois caí do cavalo em grande estilo. Vim preparada para aprender um conjunto de regras e aplicá-las. Tolinha…. essa língua tem tantas exceções que para algumas coisas eles nem se deram ao trabalho de criar a regra; tem que aprender que é assim e aceitar. Ponto.

MITO 6: Alemão é o povo mais pontual do mundo.

Olha, no resto da Alemanha pode ser, mas em Berlin, em todos os encontros de Tandem que agendei em cafés, sempre fui a primeira a chegar. Tem um parceiro com quem já tive uns 10 encontros que sempre chega pelo menos uns 15 minutos atrasado (vai ver por isso é que ele quer aprender português….rsrsrsrs). Também já fui convidada para uma festa na casa de uma alemã da gema e cheguei pontualmente para não fazer feio. Pois é, ela ainda não estava pronta e os outros convidados só começaram a chegar 20 minutos depois…

MITO 7: Alemães não são muito amigáveis.

De fato, alguns realmente são mais difíceis, é verdade. Mas também conheci pessoas queridíssimas e muito delicadas. Como em qualquer lugar…

11 abr

Estou cheia de ideias para escrever, mas por conta da doença do meu irmão e meus dias serem quase todos no hospital, acabo não conseguindo. Então achei essas imagens aqui e resolvi compartilhar.

Essa casa linda que aparece na foto é a Literaturhaus de Berlin, onde escritores de vários gêneros se reúnem para falar, é claro, sobre literatura. Ainda não sei bem como funciona, mas penso que é tipo uma Academia de Letras. Quase todo dia tem programação e há um auditório onde escritores falam de suas obras por um ingresso quase simbólico. A construção é de 1889 e foi residência de um capitão de corveta que depois virou deputado (foi um dos primeiros alemães a chegar no polo norte, Herr Richard Hildebrandt).

Na mesma casa, funciona uma pequena livraria especializada em literatura e o Wintergarten Café; tem uma sala de vidro, logo na entrada, e depois salas com pés direito bem altos (adoro). É lá que faço tandem uma vez por semana com a Renate; conversamos uma hora em português e depois uma hora em alemão. Tem lugar mais inspirador?

Agora é só curtir as fotos e se imaginar tomando um chocolate quente enquanto curte esse ambiente lindo…

Ainda vou descobrir o artista que pintou esses quadros. São lindos!!

7 abr

A estação de metrô em Berlin que vamos visitar hoje é a Turmstrasse, no bairro de Moabit. Construída em 1961, foi toda decorada pelo artista B.Grimmek, com árvores e animais silvestres. Olha só que linda…

25 mar

Se tem uma coisa que eu amo fazer é me perder pela cidade. Desço numa estação de metrô aleatória (ou ponto de ônibus) e fico explorando os arredores. Pois hoje desci na estação Hallesches Tor, onde tinha que fazer uma conexão e comecei a flanar para aproveitar o solzinho (apesar do frio de -6 °C).

Fui me metendo pelas ruas e acabei entrando num condomínio simples que tinha tudo para ser um tédio. Mas acontece que o pessoal que participa da reunião de condomínio parece ser mais arejado das ideias e resolveu apostar num grafiteiro (quem sabe ele até mora lá).

Prepare seus olhinhos para a festa. Lá vai!!!

Quer ver mais? Eu surtei e fiz um álbum inteiro só para esse lugar. Clique aqui e vá no Flickr!

23 mar

Vivo recebendo e-mails de várias pessoas interessadas em fazer o treinamento para aplicar o método GIIC®, mas não estou conseguindo fechar com parceiros no Brasil. Então pensei: por que não oferecer o curso em Berlin?

Os participantes poderiam aproveitar para conhecer a cidade com uma guia para lá de luxuosa (rsrsrs) e fazer o curso ao mesmo tempo. Reúna 10 amigos e venha! Os encontros serão de segunda a sexta e duram 4 horas por dia (parte para o curso e parte para visitas guiadas pela cidade); o resto do tempo é livre para flanar por aqui.

Já tem uma turma aberta para junho; vai perder?

As aulas vão ser em cafés ou em parques e recomendo o período entre maio e setembro para a gente conseguir aproveitar mais. Num grupo pequeno assim, a interação é maior e a gente aprende muito mais, de um jeito divertido e produtivo. Berlin é uma das capitais mais baratas da Europa, o que viabiliza muito a participação dos brasileiros interessados.

Você volta para casa feliz, cheio de ideias, com o currículo turbinado e ainda ganha o livro e um certificado! Na verdade, qualquer um dos cursos disponíveis no meu site pode ser ministrado dessa maneira, é só escolher.

Junte a fome com a vontade de comer: faça o curso em português e conheça Berlin!!!

Ficou com água na boca? É só clicar aqui para ir no hot site do curso.

Seguem umas fotos das salas de aula para o povo se animar!

Tchüss :)

21 mar

Ontem começou a primavera e as temperaturas já deveriam estar mais civilizadas com árvores cheias de brotinhos; até os passarinhos acham isso.

Mas olha só que dó: li no jornal que as aves migratórias que costumam passar o inverno em lugares mais quentes, como Egito e Turquia, vieram para a Alemanha cedo demais esse ano para passar o verão. Elas se animaram todas porque deu uma ameaça de esquenta há algumas semanas e vieram prontas para fazer ninhos. Tadinhas, deram de cara com a neve e tiveram que voltar um pedaço da viagem para não morrerem congeladas.

As fofas (inclusive cegonhas) precisam fazer seus ninhos e terem seus filhotes logo. É que os penosos nascem no verão e até outubro eles já têm que estar fortinhos o suficiente para migrar com o bando e escapar do inverno.

Mas São Pedro está se fazendo de morto, o danado. Nem dá bola, só quer saber de mandar neve. O pior é que a farra vai continuar, pois a previsão para o “frio de semana” é -10 °C com mais branquidão.

Apesar de cansada desse frio todo, não tem como não me comover quando acordo e olho a rua toda branquinha e linda. Mas semana que vem eu também migro e já vou voar para um lugar mais quentinho (assim espero, Florianópolis!), que nem os passarinhos friorentos.

Mas volto logo, espero que a tempo de ver a florada das cerejeiras; como os passarinhos, não quero perder o espetáculo por nada!

Sim, o povo anda de bicicleta mesmo no inverno!

Para escorregar é uma beleza (só que não)...

O dono deve ter emigrado e a bike já está até brotando...

Vista da janela da academia de ginástica

Parecem floquinhos de algodão.

Adoro como os galhos ficam contornados de gelo.

Cara de frio....

A rua tem amanhecido assim todo dia; acordo com o barulho da máquina passando para limpar o caminho.

O pátio interno agora está sempre assim.

20 mar

Faz tempo que queria mostrar uma empresa que conseguiu reinventar o negócio do chocolate de uma maneira que considero realmente inovadora; então vamos aproveitar a proximidade da páscoa para falar um pouco sobre isso. A Ritter Sport é uma marca de chocolate alemã com 100 anos de idade, mas de gagá não tem nada, olha só.

Num mercado tão competitivo como o europeu, que conta com os famosos chocolates belgas, além dos suíços e franceses, os alemães da Ritter tiveram que realmente escolher um posicionamento único, e conseguiram. Eles escolheram ser reconhecidos pela variedade de sabores e apostaram forte nisso.

Tudo começou nos primeiros anos da fábrica, quando a filha do fundador descobriu que se a barra fosse quadrada, em vez de retangular, era mais fácil de carregar no bolso. A partir daí, a fórmula do quadradinho norteou todo o design da empresa, inclusive o da marca gráfica. Para traduzir a enorme variedade de sabores, eles contam com boa parte das cores da tabela Pantone; há tantas cores quanto sabores e receitas de chocolate. Com um símbolo gráfico tão simples e colorido, o grupo conseguiu desdobrar a marca em produtos diversos para o fã-clube (tem desde roupinha de bebê até cadernos e bolsas). Ok, até aqui nenhuma novidade; um monte de marcas faz isso e com excelentes resultados.

A novidade é a loja de chocolates personalizados chamada Bunte Chokowelt (algo como “mundo colorido do chocolate”) que eles abriram em Berlin há dois anos. Você chega lá e escolhe o tipo de chocolate para criar sua barra: branco ou preto. Depois, vai definindo o que quer, como se fosse um sanduíche: nozes, passas, avelã, crocante, mel, iogurte, marzipan, flocos, menta, rum, coco, marshmallow, chili, etc; olha, não descobri quantos sabores tem, mas são muuuuitos. Depois ainda tem a cobertura, com outras tantas opções; uma loucura! Você monta sua barra de chocolate (quadrada, naturalmente) e depois de 30 minutos pode vir buscá-la!

Se quiser esperar dentro da loja, tem uma infinidade de opções de chocolates prontos, mas tem também um café bem charmoso no mezzanino com docinhos de chocolate e muffins diversos. Pode ficar tranquilo sentado num sofá lendo seus e-mails ou apenas folheando uma revista; o ambiente é bem aconchegante.

Esse, para mim, é um claro exemplo de identidade bem definida e posicionamento assertivo.

Eles têm projetos ambientais porque, claro, chocolate não dá na Alemanha e o deles vem da Nicarágua — então é necessário ajudar a conservar a floresta porque o cacau precisa da cobertura verde para proteger a plantação. Eles também têm um trabalho de educação ambiental bem interessante (dentro da loja tem uma sala de exposições que mostra o processo de cultura do cacau e porque ele precisa de uma floresta saudável no entorno) e um forte investimento em energias limpas (em especial a energia solar). Os outros ingredientes também são certificados, ou seja, a lição de casa está sendo feita direitinho.

Mas o além do esperado é o que diferencia a empresa: a aposta nos quadradinhos coloridos é tão séria que a marca mantém o Museu Ritter com obras de arte moderna e contemporânea inspiradas na figura geométrica. Fica ao lado da fábrica, na cidade de Waldenbuch (que ainda não conheço).

Olha, não sou chocólatra nem nada (entrei e saí da loja sem comprar nem comer nada), mas virei fã da marca. Penso que a identidade visual ainda precisa de alguns ajustes na tipografia, mas a ideia dos quadradinhos coloridos é genial. E aí, ficou com água na boca?

Então vamos passear um pouquinho pela loja que faz um chocolate especial só para você (de verdade)!

Entrada bem colorida.

A entrada cheia de cores

Dessa vez não precisei tirar fotos escondida; o gerente deixou, numa boa.

Para um chocólatra deve ser o paraíso...

A loja fica logo atrás.

Vista do mezzanino.

É pra comer com os olhos!

O café, no mezzanino.

Hipnotizante...

18 mar

Uma coisa que tenho reparado é que as grandes marcas criam vitrines em escala industrial; o artista cria o projeto e ele é replicado em todas as lojas da rede. Digo isso porque aqui em Berlin tem pelo menos duas lojas grandes da Louis Vuitton com vitrines iguais e vi mais uma parecida quando estive em Nuremberg.

Para essa coleção, eles cromaram máquinas de escrever antigas, daquelas portáteis (ficaram lindas) e usaram um material mais duro (acho que são folhas de metal cromadas e adesivadas) para fazer as folhas de papel. Achei que o resultado ficou sensacional. E você?

17 mar

Continuando nosso périplo por bares que tocam jazz, blues e assemelhados e que também comecem a função cedo (a gente não tem um perfil muito baladeiro), dessa vez fomos ao Badenscher Hof.

Mistura de restaurante, clube de jazz e café, o lugar é pequeno, simples e bem aconchegante (e o melhor, o show começa às 9 da noite e dá para ir e voltar tranquilamente de metrô).

Ontem estava rolando o tributo I love Peggy Lee, uma homenagem da cantora Susanna Bartilla ao ícone do jazz americano nos anos 1940. Com voz doce e muito afinada, acompanhada por uma banda competentíssima, a moça arrasou.

Se quiser ver uma performance muito boa de “Fever” (minha preferida), é só clicar aqui e ir no Youtube (esse vídeo é de outro show; da mesa onde estávamos, a gravação não ia prestar).

Curiosidade: Eu não sabia, mas a Miss Piggy, do Muppet Show, é uma homenagem à Peggy Lee (a porquinha fofa é loira e romântica).

16 mar

A primavera já começou a dar as caras e tomara que o dia amanhã amanheça nublado; é que com sol é impossível ficar em casa trabalhando, viro a maior vagal; dá vontade de flanar e aproveitar cada raiozinho até escurecer.

As principais revendas de motocicletas também lançaram os modelos novos hoje (o Conrado foi conferir cada um e prometeu um post no blog do www.duasmotos.com; aguardemos). Eu decidi conhecer o Wannsee, que faz o papel de praia no verão berlinense. Olha só que bacana uma cidade cheia de possibilidades; voltamos os dois felizes da vida para casa e cheios de novidades. Vamos às minhas, então.

Wannsee é um bairro que fica no sudoeste da cidade e é formado por dois lagos ao longo do Rio Havel: o grande Wannsee e o pequeno Wannsee. A água ainda está bem congelada e os bares de verão estão fechados, mas nem por isso o lugar é menos encantador. Entre patos selvagens sensacionais e uma vegetação exuberante, até um esquilo fofo consegui fotografar.

Daqui a alguns meses posto as fotos do verão para a gente comparar. Por ora, vamos passear um pouquinho?

Que tal uma casinha assim na beira do lago, heim?

Ache os bancos brancos...

Os barcos estão todos recolhidos na hibernação; só tem esses aí hoje.

Patinhos milagrosos caminhando sobre a água...rsrsrs

O pessoal fica jogando pãozinho para os fofos.

Olha a festa que eles fazem!

Selvagem e charmoso...

Mas esse ruivinho conquistou meu coração...

Esse pontinho vermelho é um esquilo!

Não é um querido?

Quer ver mais fotos e com uma resolução melhor? Clique aqui e vá lá no Flickr.

13 mar

Olha, toda cidade que tem água (mar, rio ou lago) sempre sai bem na foto quando rola um pôr-do-sol espetacular como o de hoje. Mas quando além de água a cidade em questão ainda tem bosque, castelo e neve… bom, aí fica muito difícil manter os olhos secos.

O azul de hoje me inspirou a ir ver o crepúsculo lá do bosque do Castelo de Charlotenburg; estava tão, mas tão lindo, que deu até vontade de chorar. Como pode ter tanta beleza assim no mundo?

Está certo que minha mão endureceu e quase congelou de tirar fotos, mas, né? Valeu demais.

Como não sou gulosa, vou compartilhar aqui um pouquinho com vocês.

Quer ver as fotos numa definição melhor? Clique aqui e vá direto para o Flickr.

12 mar

Sério, se eu encontrar mais uma vitrine de loja de vestido de noiva com manequins tão mal humorados, vou ter que criar uma categoria especial aqui no blog.

Não é possível! Como é que esse povo quer vender vestidos para celebrar uma união com essas vitrines?

Fico só rindo e imaginando a festa. Vem comigo…

Essas duas era amigas de infância. Eram. Agora é guerra....

Essa mãozona aí está claramente reservada para a madrinha "to nem aí, dou em cima mesmo!"

Quanto tempo será que dura essa união de almas tão apaixonadas nesse momento mágico e único?

Acho que vai rolar pancadaria, a julgar pela cara de encrenca das moças

Cabelo no olho é tendência...

Cabelo no olho é tendência entre as madrinhas abusadas...

As crianças fazem figuração em filme de terror quando não estão em casamentos

Se quiser ver o outro casamento infeliz na vitrine, clique aqui.