Arquivo de ‘boas idéias’

14 mai

Nossa, olha que projeto mais genial: a Joanninha, uma loja criada pelas sócias Alessandra Piu e Anna Fauaz, aluga livros, brinquedos e fantasias para crianças de até 7 anos, em vez de vendê-los. Os alugueis são por mês, trimestre ou ano e a criança pode trocar o brinquedo alugado nesse período. Se ela quiser muito, mas muito mesmo, a loja até pode vendê-lo, mas a ideia não é essa.

Todas as peças são feitas com materiais certificados e a criança deve devolvê-lo na mesma sacola em que ele veio (nossa, é assim que se educa crianças de verdade; sendo coerente nos mínimos detalhes). Outra coisa bacana é que lá não tem essa bobagem de brinquedos de ação para meninos e tudo rosinha para meninas; todo mundo pode brincar com o que quiser.

Cada objeto tem um caderninho que conta sua história, de onde esteve e como participou da vida da criança (elas próprias escrevem no caderninho, que vai circulando conforme o brinquedo vai sendo alugado). Assim o joguinho ou boneco não é descartável, pois tem sua história registrada. Ao mesmo tempo em que brinca, a criança aprende a dar valor às experiências, exercita a escrita (mesmo que com a ajuda dos pais) e aumenta sua rede de relacionamentos.

O serviço é oferecido em São Paulo e Belo Horizonte e, olha, fico orgulhosa de habitar um mundo onde uma ideia dessas vai pra frente. Assim dá até para ter alguma fé no futuro; o que tenho visto no dia-a-dia são serezinhos cada vez mais egoístas, mal-educados e consumistas.

Mas olha que máximo, nem tudo está perdido!

Achei a dica preciosíssima no sempre ótimo Mosca Branca.

29 abr

Uma coisa muito pouco explorada no Brasil é a propaganda que usa a bicicleta como veículo (literalmente). Talvez porque andar de bicicleta no nosso país ainda seja uma temeridade; com o desrespeito geral que impera no trânsito e os pouquíssimos quilômetros de ciclovias, pedalar não é para os fracos.

Mas as empresas bem que podiam ajudar os cidadãos a ficar mais saudáveis, as cidades menos poluídas e ainda ganhar moral com isso. E não é apenas para grandes corporações não; dá para patrocinar alguém que usa bastante a bicicleta no dia-a-dia ou até frotas inteiras para aluguel. Dá até para usar sua própria bike para fazer propaganda de sua start-up, já pensou?

Bom, aqui também tem uns comerciantes espertinhos que estacionam estrategicamente a magrela devidamente paramentada num lugar bem movimentado e a deixam lá, para exposição. De qualquer maneira, a cidade só ganha com essa invasão do bem.

Olha aqui alguns exemplos para o pessoal se inspirar!

Feita à mão... propaganda de uma escola de dança especializada em tango

Auto-referência: propaganda de aluguel e venda de bicicletas

O café fica num pátio interno, meio escondido. Então é só deixar a magrela na porta, que o povo entra!

Veículo da empresa de massagens em domicílio

Mesmo velhinha, a bike serve de suporte hype para placas de sinalização

Uma escultura montada na bike, olha só que original!

Como não notar tanta discrição?

Estúdio fotográfico que curte enigmas visuais...

A loja fica numa ruazinha paralela, então tem que aparecer na avenida de algum jeito (só achei que, pela marca que divulga, a bike devia ser toda estampadinha e colorida. Ruído na identidade.).

A GE, que faz carros elétricos, não podia ficar de fora!

Essa aí não tem placa, mas compõe a fachada de uma floricultura.

Hoteis, aprendam: aluguem bicicletas e façam propaganda ao mesmo tempo!

Minha favorita!

27 abr

Olha só como as ideias viajam pelo mundo e vão parar em lugares insuspeitados!

Em 2009, a Unisul promoveu um workshop de design em parceria com a Universidade de Firenze (Itália) e a Universidade de Tecnologia de Eindhoven (Holanda). Os professores dessas universidades vieram orientar um workshop de design que durou quase um mês e tive a oportunidade de participar como professora convidada. Trabalhei com 3 alunas: as ótimas Maíra Scirea, Isabelle Kowalski e Claudia Peterle.

O curso de moda também estava participando, então a ideia era criar roupas inovadoras para a empresa Mormaii, parceira do projeto.

Bom, o conceito do nosso trabalho final foi o seguinte: desenvolver uma roupa que não fosse descartável e pudesse ser customizada e personalizada como algo único para o indivíduo. A roupa deveria participar da trajetória da pessoa ao longo de toda a sua vida. O primeiro paralelo que fizemos foi com a pele, nossa roupa mais básica, que registra nossas interações com o mundo sem perder nenhum detalhe.

E se a roupa também pudesse mostrar as marcas das nossas emoções, como a pele já faz? Na verdade, bom seria poder trocar uma pela outra, como uma espécie de versão fashion de “O retrato de Doryan Gray” (mas isso já é elucubração minha). Se a roupa pudesse deixar registrados todos os nossos movimentos rotineiros, como a pele faz, formando marcas e rugas, ela seria única no mundo e parte da história de quem a usaria. Ela só seria emprestada para alguém que pudesse contribuir com nossa história, como um filho, por exemplo.

Bom, definida a ideia central, partimos para a prototipação, que era experimentar materiais que pudessem deixar registrados os movimentos; o primeiro teste foi cobrir uma camiseta com massa corrida, como dá para ver na foto abaixo.

Eu experimentando a camiseta de massa corrida e as meninas não gostando muito do resultado...rsrsr

Depois a gente acabou aplicando cola sobre lycra preta e colocando no freezer para craquelar (esses experimentos científicos fazem a gente testar cada coisa…). O resultado ficou mais discreto e aplicável; a gente pensou que ele poderia ser usado comercialmente se fosse desenvolvido algum tipo de produto que pudesse ser aplicado sobre o tecido e registrasse as marcas, mas sem estragá-lo. Pois bem, isso foi há 4 anos.

Semana passada, uma das orientadoras do programa nos mandou um e-mail de uma foto do Pinterest com a coleção 2013/2014 do celebrado estilista espanhol Balenciaga. Dá só uma reparada no modelito…

Balenciaga para a coleção 2013/2014

Aahahahah… não é bacana? Não, nenhuma de nós está achando que isso é plágio ou algo do tipo. A gente nem conhece bem o conceito da coleção do estilista e acho pouco provável que ele tenha tido acesso ao nosso projeto (eu mesma penei para achar um vídeo perdido no Youtube). Para quem trabalha com roupas e tecidos, era só uma questão de tempo para chegar a esse resultado, que, afinal, nem era nada de tão espetacular assim.

A questão é que as ideias voam, viajam, pululam, vivem, multiplicam-se e isso é lindo!

De qualquer maneira, para nós era só uma ideia que nunca iríamos colocar em prática, pois foi apenas um exercício de aprendizado. A empresa parceira também nunca manifestou a vontade de desenvolvê-la, de maneira que a pobre da ideia ia passar o resto da vida no limbo, não fosse essa iniciativa (que nem sabemos se vai dar certo, pois ainda é bem conceitual).

Mas achei essa coincidência divertida e uma amostra prática de como com tanta gente tentando ter ideias originais ao redor do mundo, elas acabam se esbarrando um dia.

Segue uma foto da equipe (foi uma delícia trabalhar com as meninas; sinto muitas saudades desse trabalho tão divertido e proveitoso!) e um vídeo que fizemos para apresentar o conceito do projeto, onde dá para ver melhor o teste com a massa corrida.

Equipe visionária criando tendências para o futuro da moda...rsrsrsr: Eu, a Isabelle Kowalski, a Maíra Scirea e a Claudia Peterle.

17 abr

Animaris ou bestas da praia são os nomes que o engenheiro mecânico e artista holandês Theo Jansen usa para se referir às suas incríveis criaturas. Já queria explorar a Holanda faz tempo, mas agora não vai ter jeito mesmo. Além da espetacular Amsterdam e da famosa cidade de Erasmo (Rotterdam), vamos ter que reservar um tempo para passear um pouco em uma praia próxima a Scheveningen só para ver essas criaturas milagrosas.

Os animaris são construídos a partir de tubos de plástico e possuem um engenhoso sistema de armazenamento de ar construído a partir de garrafas PET que propele o sistema todo com a ajuda do vento. Depois das “bestas” soltas, os movimentos dependem apenas do vento; não se tem nenhum controle sobre elas; por isso parecem tão vivas.

Na verdade, Jansen brinca com isso desde os anos 90 do século passado e já tinha visto outro vídeo sensacional faz alguns anos. Agora estava pesquisando sobre inovação e achei impressionante como o trabalho dele continua cada vez mais surpreendente.

Coloquei isso na minha lista de coisas imperdíveis para se ver nesse mundão de meodeos. Dá uma olhada no vídeo abaixo e dê uma revisada na sua…

clip 1klein kl from Strandbeest on Vimeo.

25 mar

Se tem uma coisa que eu amo fazer é me perder pela cidade. Desço numa estação de metrô aleatória (ou ponto de ônibus) e fico explorando os arredores. Pois hoje desci na estação Hallesches Tor, onde tinha que fazer uma conexão e comecei a flanar para aproveitar o solzinho (apesar do frio de -6 °C).

Fui me metendo pelas ruas e acabei entrando num condomínio simples que tinha tudo para ser um tédio. Mas acontece que o pessoal que participa da reunião de condomínio parece ser mais arejado das ideias e resolveu apostar num grafiteiro (quem sabe ele até mora lá).

Prepare seus olhinhos para a festa. Lá vai!!!

Quer ver mais? Eu surtei e fiz um álbum inteiro só para esse lugar. Clique aqui e vá no Flickr!

22 mar

Bom, vamos combinar que loja de perucas não é a coisa mais comum de se encontrar numa cidade, se comparada com salão de beleza, farmácia, supermercado e outros tipos de comércio mais comuns.

Confesso que não vi tantas assim na vida; em comum, reparei que a vitrine é sempre cheia de cabeças neutras de manequim com perucas de cores e cortes diversos.

Pois bem; essa loja em Nuremberg resolveu inovar para valer: eles criaram uma personalidade para cada uma das cabeças neutras e sem graça adicionando acessórios: óculos, lenços, gravatas, laços, etc. Cada cabeça parece guardar uma história e um estilo diferente; e ainda tem homens, por sinal super descolados, coisa que nunca tinha visto em loja de peruca. A impressão que se tem é que eles estão numa festa e dá para ficar horas imaginando que se cada cabeça tivesse miolos, no que estaria pensando (escolha aí uma para experimentar!).

Achei muito legal e, de quebra, eles ainda diversificam o negócios vendendo os acessórios também. Muito bacana mesmo; se você tem uma loja de perucas, olhaí a ideia!

Tem para todos os gostos mesmo, até cabeça careca (acho que as perucas foram vendidas e não tinha mais para repor....rsrsrsrs).

20 mar

Faz tempo que queria mostrar uma empresa que conseguiu reinventar o negócio do chocolate de uma maneira que considero realmente inovadora; então vamos aproveitar a proximidade da páscoa para falar um pouco sobre isso. A Ritter Sport é uma marca de chocolate alemã com 100 anos de idade, mas de gagá não tem nada, olha só.

Num mercado tão competitivo como o europeu, que conta com os famosos chocolates belgas, além dos suíços e franceses, os alemães da Ritter tiveram que realmente escolher um posicionamento único, e conseguiram. Eles escolheram ser reconhecidos pela variedade de sabores e apostaram forte nisso.

Tudo começou nos primeiros anos da fábrica, quando a filha do fundador descobriu que se a barra fosse quadrada, em vez de retangular, era mais fácil de carregar no bolso. A partir daí, a fórmula do quadradinho norteou todo o design da empresa, inclusive o da marca gráfica. Para traduzir a enorme variedade de sabores, eles contam com boa parte das cores da tabela Pantone; há tantas cores quanto sabores e receitas de chocolate. Com um símbolo gráfico tão simples e colorido, o grupo conseguiu desdobrar a marca em produtos diversos para o fã-clube (tem desde roupinha de bebê até cadernos e bolsas). Ok, até aqui nenhuma novidade; um monte de marcas faz isso e com excelentes resultados.

A novidade é a loja de chocolates personalizados chamada Bunte Chokowelt (algo como “mundo colorido do chocolate”) que eles abriram em Berlin há dois anos. Você chega lá e escolhe o tipo de chocolate para criar sua barra: branco ou preto. Depois, vai definindo o que quer, como se fosse um sanduíche: nozes, passas, avelã, crocante, mel, iogurte, marzipan, flocos, menta, rum, coco, marshmallow, chili, etc; olha, não descobri quantos sabores tem, mas são muuuuitos. Depois ainda tem a cobertura, com outras tantas opções; uma loucura! Você monta sua barra de chocolate (quadrada, naturalmente) e depois de 30 minutos pode vir buscá-la!

Se quiser esperar dentro da loja, tem uma infinidade de opções de chocolates prontos, mas tem também um café bem charmoso no mezzanino com docinhos de chocolate e muffins diversos. Pode ficar tranquilo sentado num sofá lendo seus e-mails ou apenas folheando uma revista; o ambiente é bem aconchegante.

Esse, para mim, é um claro exemplo de identidade bem definida e posicionamento assertivo.

Eles têm projetos ambientais porque, claro, chocolate não dá na Alemanha e o deles vem da Nicarágua — então é necessário ajudar a conservar a floresta porque o cacau precisa da cobertura verde para proteger a plantação. Eles também têm um trabalho de educação ambiental bem interessante (dentro da loja tem uma sala de exposições que mostra o processo de cultura do cacau e porque ele precisa de uma floresta saudável no entorno) e um forte investimento em energias limpas (em especial a energia solar). Os outros ingredientes também são certificados, ou seja, a lição de casa está sendo feita direitinho.

Mas o além do esperado é o que diferencia a empresa: a aposta nos quadradinhos coloridos é tão séria que a marca mantém o Museu Ritter com obras de arte moderna e contemporânea inspiradas na figura geométrica. Fica ao lado da fábrica, na cidade de Waldenbuch (que ainda não conheço).

Olha, não sou chocólatra nem nada (entrei e saí da loja sem comprar nem comer nada), mas virei fã da marca. Penso que a identidade visual ainda precisa de alguns ajustes na tipografia, mas a ideia dos quadradinhos coloridos é genial. E aí, ficou com água na boca?

Então vamos passear um pouquinho pela loja que faz um chocolate especial só para você (de verdade)!

Entrada bem colorida.

A entrada cheia de cores

Dessa vez não precisei tirar fotos escondida; o gerente deixou, numa boa.

Para um chocólatra deve ser o paraíso...

A loja fica logo atrás.

Vista do mezzanino.

É pra comer com os olhos!

O café, no mezzanino.

Hipnotizante...

11 mar

Nem sei como vim parar no site da Dizajno, mas encantei-me por esses modelos de sofás inusitados.

O Cirrus, em formato de nuvem, parece uma delícia. Acho que não dá muito para ficar sentado, a pessoa deve sentir uma vontade irresistível de se jogar.

O Iris é para colocar um arco-íris dentro de casa; sorte para sempre!

Nem sei de qual deles gostei mais. E você?

Para sonhar com os anjos...

Parece bem fofo...

Esse é para levantar o astral da casa.

E tem uma poltrona também.

Se o cachorro viesse junto....

4 mar

Nossa, essa ideia é tão simples e tão genial, que não tive como não me encantar e ficar um tempão contemplando.

Provavelmente tiveram que construir pernas especiais para os manequins, mas o resultado ficou perfeito e irresistível; impossível passar indiferente por essa vitrine que tinha tudo para se misturar no meio das outras sem se destacar.

É ou não é?

16 fev

Para quem gosta de comer com os olhos, como eu, a ideia é daquelas geniais de tão simples e bem pensadas.

Fala sério, depois desse post, suas saladas de tomatinhos nunca mais serão as mesmas….

Achado no ótimo e recentemente descoberto Recipe by Photo.

31 jan

Quando o profissional tem talento mesmo, não tem pra ninguém. Se ele sabe desenhar (ou conhece alguém que sabe), é só alegria.

Olha só o que dá para fazer só com cartolina e pincel atômico (ou tinta preta, não consegui descobrir); talvez seja a impressão digital de um desenho, mas de qualquer maneira, o investimento é ridículo em comparação com o efeito.

Concordam?

23 jan

Já falei várias vezes que o transporte público em Berlin é excelente. De fato, é mesmo. Mas há situações, por exemplo, como quando a gente vai levar a Charlotte na veterinária, que seria bom ter um carro, pois a moça está cada vez mais pesada para carregar na caixinha. Sim, daria para pegar um táxi, mas há outra solução muito mais bacana: o car sharing.

Já tinha ouvido falar bastante sobre o compartilhamento de carros, mas tudo sempre só na teoria, a título de curiosidade. Aqui em Berlin são várias empresas que operam com esse sistema: a Cambio (Citroen C1 e outros carros da Ford), a Car2go (Smart), a DriveNow (BMW e MINI-Cooper), CiteeCar (Kia) e a Flinkster (somente carros elétricos, como Smart ed, Peugot iOn, Citroen C-Zero, Fiat 500 E e Mini E), entre outras (parece ser a tendência, pois a cada dia abrem novas concorrentes).

A ideia é a seguinte: ter um carro é uma incomodação em qualquer lugar do mundo. Não tem onde estacionar e aqui ainda tem o agravante de que você precisa ter dois jogos de pneus, um normal e outro para a neve (obrigatório no inverno). Mas todo mundo concorda que esse é um conforto que, às vezes, vale muito.

O car sharing é muito mais econômico e principalmente ecológico, pois a pessoa precisa realmente ter um motivo muito forte para ter um automóvel particular sustentando-o em tempo integral (como trabalhar com ele, por exemplo). O resto do povo precisa apenas poder usá-lo, mas não necessariamente ter um motor para chamar de seu.

As tarifas, modelos e funcionamento variam de uma empresa para outra. Então vou compartilhar apenas a experiência com o DriveNow, que é o que a gente está usando e adorando.

Funciona assim: primeiro você vai numa revenda BMW e paga € 30 para se inscrever no programa. Eles colam um chip na sua carteira de motorista e ele serve para abrir qualquer carro da rede (são mais de 500 em Berlin).

Aí, um belo dia você precisa do carro. Carrega um aplicativo no seu celular que mostra, em volta de onde você está, onde tem carros livres. Lá aparece também quanto combustível cada um tem no momento. Você escolhe um e reserva por 15 minutos (o tempo estimado para caminhar até ele, se for o caso, mas sempre tem um quase na porta de casa).

Chegando no carro, você passa sua carteira de motorista ao lado do vidro frontal (tem um dispositivo com LED vermelho, amarelo e verde que diz se ele está sendo usado, se foi reservado ou se está livre), que destrava automaticamente a porta. Você entra e tem alguns minutos para digitar sua senha no painel. Nessa hora, você também responde a algumas perguntas simples: dá uma nota para a limpeza e diz se existe algum problema além dos que já estão anotados (tipo um arranhão, ou algo assim). Feito isso, pode dar partida e ir onde quiser.

O preço é de € 0,29 por minuto (geralmente as voltas são de mais ou menos 10 minutos, um pouco mais do que o ticket do metrô) e inclui seguro, combustível e estacionamento na rua.

Se o carro estiver com pouca gasolina, há vários cartões dentro dele com os quais você pode abastecê-lo em qualquer posto. Os minutos serão descontados e você ainda ganha bônus por ter feito o serviço.

Os carros que pegamos até agora, além de lindos, têm banco aquecido (valiosíssimos no inverno) e alguns são até conversíveis (ainda não deu para testar nenhum, pois ainda está muito frio).

Mês passado a gente foi uma vez a um concerto (estávamos atrasados e era mais rápido pegar um carro), levar e buscar a Charlotte no veterinário e ir até a estação de trem com malas. Conta do mês, debitada diretamente no cartão de crédito: € 6,95.

O bom é que você não precisa se preocupar com o estacionamento; também pode usar um carro para ir e outro para voltar de um compromisso, se for o caso (não vale a pena pagar para o carro ficar parado; a ideia é justamente que eles estejam sendo compartilhados o máximo do tempo).

Está certo que é um negócio que não dá para começar pequeno. O sucesso do empreendimento depende da quantidade de carros disponíveis (se quando você precisa o próximo está a dois quilômetros da sua casa, aí não adianta), mas se a DriveNow tem 500 carros e a gente considerar que cada uma das empresas citadas tem mais ou menos o mesmo, já são 2500 carros para uma cidade de 3,6 milhões de habitantes com excelente transporte público. Com certeza o governo deve dar algum tipo de incentivo a esse tipo de empresa, pois reduz os investimentos em ampliação de ruas e praticamente resolve o problema de estacionamentos e engarrafamentos (é menos gente com carro parado nas ruas; são menos carros na cidade).

Se você tem um MINI-Cooper na sua porta à hora que quiser e por um preço tão camarada, lubrificado, ajustado, calibrado e com seguro, para que comprar um, não é mesmo?

Coisa boa se isso também funcionasse no Brasil, né?

19 jan

Olha só que bacana essas lixeiras do aeroporto de Oslo, na Noruega: não apenas há a indicação gráfica e escrita para a separação do lixo, como a abertura do depósito também dá dicas de que tipo de dejeto deve ser jogado ali dentro. O de papel é retangular como uma folha de papel; o de garrafas de vidro, é redondo com aquelas proteções contra cacos de vidro; e a do lixo geral é só um buraco redondo mesmo.

Como as embalagens de plástico são mais volumosas, o container é bem maior e fica ao lado dos outros.

Teoricamente, assim não teria como errar, mas dá uma olhada no conteúdo do container destinado ao lixo geral…

Eles bem poderiam ter colocado no depósito ao lado, para embalagem plástica, né?

16 jan

Ok, a marca da fita adesiva não é Durex, é Mmiinn X-Tape, mas a ideia é a mesma. Só que muuuuito mais charmosa.

Olha como eles conseguem fazer uma caixa sem graça ficar interessante; adoro empresas que se esmeram em fazer o mundo um lugar mais curioso e instigante. E você?

Achei no sempre ótimo Like Cool e tem pra vender aqui.

18 dez

Quando a pessoa acha que não tem mais nada para inventar em serviços, surge um hotel com uma ideia genial (não sei como chegaram nisso, mas pela quantidade de gente em Berlin trabalhando com design thinking, não me surpreenderia se soubesse que saiu de algum workshop).

O suntuoso Hotel Ellington, construído em 1931 e patrimônio arquitetônico protegido pelo governo alemão, conseguiu inovar de uma maneira impensável para um estabelecimento aparentemente tão conservador. E fez isso sem perder o glamour e a tradição que lhe são inerentes, veja só.

O empreendimento lançou um programa onde a faxineira tira férias por um dia. Como na Alemanha praticamente ninguém tem uma diarista para chamar de sua e são os donos da casa mesmo que fazem a limpeza, geralmente aos sábados, então a ideia é fazer os faxineiros tirarem férias na sua própria cidade (no meu caso, no próprio bairro). O programa se chama “Sie genießen und wir putzen” ou “Você aproveita e nós limpamos“.

A pessoa se hospeda por um dia no hotel e funciona assim: o táxi vai pegá-lo em casa sábado de manhã e da mesma condução desembarcam as camareiras do hotel que farão a limpeza na sua casa; é uma troca de papeis. Em vez da tradicional faxina de sábado, você vira turista por um dia e volta com a casa limpinha. Não é puro luxo?

Olha só o que o programa inclui:

- dois dias inteiros e um pernoite em quarto duplo (2 pessoas)

- café da manhã de sábado

- cinema de luxo no sábado à noite com poltronas reclináveis até quase a posição horizontal e apoios para os pés. Acompanha uma taça de vinho e tapas (pestiscos)

- jantar no restaurante estrelado do hotel com menu de 3 pratos (entrada, prato principal e sobremesa) e bebida inclusa

- brunch no domingo incluindo uma banda de jazz ao vivo e uma garrafa de espumante

- faxina completa para um apartamento na cidade de até 80 m2

Quanto custa? A bagatela de € 378,00.

E se você tiver um carro, ele estiver sujo e se você quiser aproveitar, por mais € 60 e eles dão conta do serviço também.

Ok, não é barato nem para quem mora aqui, mas o hotel é master-blaster-luxo e o serviço é de primeira. Na verdade, a faxina é só um detalhe, mas que faz toda a diferença na experiência do cliente (dá para pagar o mesmo em qualquer hotel de luxo e voltar para uma casa suja e bagunçada).

Pena que ainda não estou podendo, mas achei isso aí a minha cara. Assim que meu orçamento permitir (ainda vai demorar uns bons “par de anos”), experimento e conto como foi, ok?

Ah, isso não é propaganda paga não (pena…eheheh). Foi notícia no jornal de hoje (olha aqui).

1 dez

A cada dia me deparo com projetos mais bacanas de gente competente. O povo pode reclamar que a internet isola as pessoas, que vicia, que está cheia de lixo. É verdade, mas tem um pessoal que sabe muito bem usar a ferramenta e faz o mundo ficar muito mais interessante. E o que é melhor, compartilha conhecimento de maneira estruturada e organizada, o que é bom para todo mundo.

Pois a leitora Francesca Geremiah me mandou uma dica quentíssima: uma escola de design virtual totalmente grátis, a Criativosfera. O projeto é capitaneado por um designer que conheço (mesmo que apenas virtualmente) do tempo que ambos éramos colunistas de um portal. O Canha (não sei o nome verdadeiro dele), além de escrever muito bem, é daqueles que entende mesmo do babado (é dele também um dos blogs mais bacanas sobre design: o designblog) .

A ideia não é substituir os cursos convencionais/presenciais de design, mas oferecer um complemento à formação do profissional. Também achei muito útil para o montão de gente que me escreve com dúvidas sobre fazer ou não uma escola de design. Gente, agora tem esse test-drive totalmente grátis. A pessoa pode fazer alguns cursos e ver se o caminho é esse ou não. Para quem já está na escola, é uma chance de aprender mais com quem realmente sabe.

As aulas são gravadas em vídeo, as pessoas podem enviar perguntas e tem até prova, com certificado e tudo.

Penso que ideias como essas merecem ser realmente espalhadas (compartilhe aí você também), pois é com iniciativas assim que o nosso mundo vai se tornar um lugar cada vez melhor para se viver.

Não sei como eles vão manter a escola, pois imagino o monstruoso volume de trabalho que um projeto desses envolve, mas espero de verdade que a coisa se torne sustentável em breve.

Parabéns ao Canha e à toda a equipe de pessoas generosas, competentes e inovadoras. Sucesso e vida longa à Criativosfera!

25 nov

Meu amor por Belo Horizonte não é segredo para ninguém; tem pessoas nessa cidade que aprendi a gostar e admirar demais. Uma delas é o Gustavo Greco, da Greco Design.

Ele é o contrário do que se espera de um designer famoso e premiadíssimo (talvez porque seja advogado por formação…rsrsrs): é discreto, sabe ouvir, não fica por aí exibindo sua sabedoria e superioridade e não se cansa de querer aprender mais (passou 4 noites dessa semana sentado numa cadeira para aprender como se aplica o método de definição da identidade corporativa que desenvolvi; não é o máximo?).

Sou fã declarada de Gustavo por um motivo muito simples: se eu tivesse um décimo da competência e brilhantismo do moço, vocês não iriam me aguentar; eu me acharia a rainha da cocada branca, preta, queimada, tudo!

Só nesse ano, o estúdio ganhou nada menos que um leão em Cannes, o Red Hot Design Awards em Berlin, o IDEA Brasil, o London International Awards, o El Ojo de Iberoamerica e a Bienal Iberoamericana de Design, para citar apenas os mais famosos.

Já tinha visitado a casa onde eles trabalham no ano passado e me encantei (queria trabalhar lá); o lugar é lindo (olha aqui).

Mas vou deixar vocês com dois projetos deles que eu acho mais sensacionais. O primeiro é o projeto de sinalização do consultório de ortodontia Dauro Oliveira (uma ideia simples e genial, que usa os brackets e arames como material).

Agora, o projeto de sinalização da Bienal Brasileira de Design, cuja tipografia é um luxo só.

Como vocês podem ver com os próprios olhos, eles não ficam dando troféus assim para qualquer um não….

24 nov

Acabei de ver uma vitrine incrível aqui em Belo Horizonte. É um painel impresso em alta resolução com uma foto espelhada da atriz Juliana Paes usando um vestido vermelho sensacional. A sacada é que eles colocaram um tecido bem leve, exatamente da cor do vestido, como se fosse a continuação da foto.

Uns ventiladores estrategicamente posicionados e a mágica acontece; é como se a foto fosse se materializando aos poucos no tecido do vestido. Simples e lindo!

23 nov

Uma das vantagens de se trabalhar em Belo Horizonte é que o coffee-break é uma coisa dos sonhos; faz uma semana que praticamente me alimento só de delícias aqui na terra do pão de queijo. Mas ontem teve um treinamento para a equipe de uma universidade que trouxe novidades hora do lanche. É que além das xícaras convencionais de café, apareceu um copinho inovador feito de papel.

Parece mais sustentável que a versão convencional de plástico, além de mais prático para armazenar. Achei a ideia ótima, mas acho que o design ainda tem alguns pontos que precisam ser aprimorados.

Quando a gente enche o saquinho-xícara com café quente, ele não consegue isolar o calor e pode até queimar os dedos. Por causa disso, fica difícil de segurá-lo e a gente acaba pegando por baixo, onde tem a parte da emenda, que é mais larga.

Tomar o café também é uma sensação um pouco estranha, pois o copinho é mole (o papel parece craft, aquele de embrulho). A parte boa é que não vaza café e o saquinho continua perfeito depois que a pessoa esvazia o conteúdo, podendo ser reutilizado como qualquer xícara comum.

Olha, gostei da ideia, mas minha sugestão é que tenha uma parte mais grossinha na lateral (algo que lembrasse uma asa) que servisse de apoio para a pessoa segurar sem se queimar.

Olha só que interessante (o designer Beto Ferris, que estava fazendo o curso, serviu de modelo sem cobrar cachê!!).

E você, o que achou?

2 nov

Fui olhar meus guardados e achei essa vitrine sensacional da Dior em Praga. O cenário é simples, mas o efeito é incrível. Parece que as manequins são estrelas de cinema; tem jeito melhor de mostrar roupas lindas numa vitrine?