Como criar uma mente

Como é que eu nunca tinha ouvido falar em Ray Kurzweil? O sujeito é um dos cérebros vivos mais extraordinários que se tem notícia. Essa mente brilhante teve a sorte de nascer em New York, numa família que incentivou muito seu desenvolvimento. Seu pai, um respeitado músico e maestro, e sua mãe, uma artista visual, eram judeus austríacos que foram para os EUA fugindo da guerra. Ray decidiu que queria ser inventor aos 5 anos; aos 14, ele escreveu um artigo explicando detalhadamente sua teoria sobre o funcionamento do neocortex. Seu tio, um engenheiro da Bell Labs, ensinou-lhe os princípios da computação, lá pelos idos de 1963, quando ele escreveu seu primeiro programa, aos 15 anos. Graduado em computação e literatura, o moço também é profundo conhecedor de música.

O sujeito produz tanto e em tantas áreas diferentes que nem consigo acompanhar: ele tem trabalhos em reconhecimento ótico de caracteres, nanotecnologia, robótica, reconhecimento de fala, inteligência artificial, neurociência, futurismo, transhumanismo, sintetizadores de instrumentos musicais, softwares para investimentos; ganhou prêmios diversos, escreveu vários livros, foi co-produtor de um documentário, e hoje trabalha em tempo integral para a Google.

Acabei conhecendo o trabalho dele por sugestão da Amazon, que, durante minhas pesquisas, indicou “How to Create a Mind: The Secret of Human Thought Revealed”. O algoritmo até que funciona bem direitinho; adorei o livro. Na verdade, é bem mais técnico do que eu esperava, mas ainda assim vale muito.

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Homo Deus

No começo, a natureza era coisa mais importante do mundo, e a religião dominante era o animismo. Depois vieram os deuses externos (o Teísmo) como principal referência para as decisões. Agora, a figura mais importante da galáxia é o Homo Sapiens, com suas religiões humanistas. Onde é que vamos parar com isso (se é que vamos)?