Arquivo de ‘consumo’

18 jun

Na verdade, nem tão novo assim, pelo menos por aqui, uma vez que o negócio começou em 2010 e já são 8 filiais em 4 cidades alemãs. Quando a gente pensa que não vão inventar mais nada, aparece uma coisa dessas de cair o queixo.

Mas então vamos lá ver que maravilha é essa.

A Kochhaus é uma loja que vende tudo para quem gosta de cozinhar. Legal, você conhece um monte de lojas assim, né? Mas olha só a diferença: eles prezam alimentos de qualidade e com ingredientes frescos. Ok, todo mundo fala isso também, mas e daí?

Daí que espalham pela loja painéis com receitas apresentadas de uma maneira bem didática e fácil. Embaixo do painel (projeto de design gráfico primoroso) tem uma mesa com os ingredientes ao vivo para vender e já nas quantidades necessárias para duas ou quatro porções. Tudo separadinho e com o preço indicado para você saber quanto custa aquele prato por pessoa com sugestão de louça para servir. E ainda tem um folhetinho que se pode levar para casa com a mesma imagem do painel (no caso, a receita), olha que prático.

As receitas (e ingredientes) estão classificadas por: entradas, sopas e saladas; carnes; peixes e vegetarianos; risotos e massas; e sobremesas. Periodicamente eles atualizam o menu, e quer saber mais? Quem não gosta de cozinhar, pode pedir o prato para entregar ou ir lá na loja comer (eles fazem tudo na hora).

Claro que além dos ingredientes frescos da estação ainda rola uma bela adega com a recomendação do vinho mais adequado para acompanhar cada prato, sem falar nas loucinhas lindas, especiarias, taças, talheres e alguns eletrodomésticos estilosos.

Quem quiser saber mais detalhes, clique aqui para visitar o site (só em alemão, entschuldigung!) que também é lindo; certeza que eles têm uma equipe de designers competentíssima.

Delícia sob todos os pontos de vista!

Assim, até quem nem sabe fritar um ovo se anima, né? Como resistir a tanta lindeza?

16 jun

Tudo leva a crer que motorzinho na vitrine é tendência. Olha só que bacana a vitrine da Diesel usando esse recurso super simples e com um efeito visual pra lá de interessante.

O único problema é que o vitrinista não entende nada de engrenagens; se as menores tivessem um mínimo contato com as maiores, já teriam se espatifado belamente….ehehehehehehehe

Já o profissional que fez essa vitrine de meias achou melhor não se arriscar (vai que as meias se rasgam…) e colocou um motorzinho só. Ficou lindo!

12 jun

Não, infelizmente ainda não inventaram o teletransporte, mas estão perto de colocar no mercado uma coisa há muito desejada por todo mundo: móveis que podem ser carregados numa bolsa.

Olha só que coisa mais incrível: o designer belga Carl de Smet, da cidade de Antuérpia, desenvolveu um tipo de poliuretano que encolhe até ficar bem pequenininho. Daí que você compra uma cadeira, por exemplo, e sai carregando um pacotinho que cabe na bolsa de mão. Quando chegar em casa, é só ligar na tomada e o pacotinho vira uma cadeira (tipo aquelas toalhinhas japonesas que parecem uma pastilha e que viram um pano depois que a gente molha). A IKEA, por exemplo, iria vender horrores, já que tudo que se compra lá (e dá para comprar a casa inteira) tem que ser transportado e montado pelo próprio comprador.

Sem falar que a cadeira que o moço está usando para fazer os experimentos é bacanérrima (eu compraria de certeza) e ele promete que a coisa já deve estar no mercado em 2015. Será? Olha, eu não duvido de mais nada dessa vida.

Graças à luxuosa dica da Angela Langer, não só conheci o projeto, mas também o interessantíssimo, caprichado e imperdível blog d.coração, de onde tirei a fonte do post. Vai que vale a pena, eu garanto!

Segue a reportagem que a BBC fez sobre essa maravilha e aqui o link para o site desse sujeito realmente inovador (adorei o visual dele).

11 jun

Por motivos óbvio$$$ não sou consumidora da marca, mas não posso deixar de me encantar com a criatividade e o capricho dos vitrinistas da Louis Vuitton. Olha só o que eles inventaram esse mês para fazer os passantes viajarem na coleção; há toda uma integração com a vitrine da loja e as da rua. Adorei; como não?

Em vez de asas, balões nos pés :)

Pena que fotografar vitrine com um resultado minimamente decente é uma arte que ainda não domino

Quem não queria estar no lugar da moça?

31 mai

Ok, todo museu é de coisas. Mas é que esse se chama “Museum der Dinge“, ou seja, “museu das coisas” mesmo e fica na Oranienstraße, em Berlin.

O lugar é uma verdadeira aula de história do design, pois uma parte importante do acervo vem de objetos criados pelos integrantes do movimento Deutscher Werkbund, nascido em Berlin em 1907. O Deutscher Werkbund, para quem não sabe, foi um dos três grandes movimentos que originaram o design industrial e fundamentaram a estrutura de sua escola mais famosa, a Bauhaus; os outros dois foram o Arts and Crafts e o Art Nouveau.

Fiquei bem emocionada quando constatei que já tinha escrito sobre isso em 2001, num artigo publicado no XV Simpósio Nacional de Geometria Descritiva e Desenho Técnico/IV International Conference on Graphics Engineering for Arts and Design sob o título “A influência do movimento Werkbund nas empresas de tecnologia“. Quem diria, naquela época, que eu iria ver o acervo desse movimento histórico tão importante ao vivo e em cores, né? E mais, que ainda iria morar em Berlin!

O museu reúne objetos que fazem parte do cotidiano das pessoas dos séculos XX e XXI; tem desde apetrechos de cozinha, eletroeletrônicos, produtos de higiene e limpeza, embalagens e utilidades em geral até brinquedos, móveis, materiais de propaganda política e objetos de decoração.

Dessa vez, a comidinha para os olhos é servida na forma de um verdadeiro banquete pantagruélico. Vem comigo cair no pecado da gula!

Essa boneca centenária é a capa do último disco do Lou Reed com a banda Metallica chamado Lulu.

Gostou? Quer ver mais? Clique aqui para ir ao Flickr e ver o ábum inteiro.

29 mai

Esse blog andou meio abandonado porque passei as duas últimas semanas trabalhando full-time como guia-turística, fotógrafa e intérprete (brincadeira, estava apresentando Berlin para minha mãe…rsrsrs).

Numa de nossas andanças pela cidade, reparei essa campanha maravilhosa do refrigerante Fritz-Kola (sempre achei esse nome genial; é a “Coca-Cola alemã”), marca de uma empresa de Hamburgo que acaba de fazer 10 anos. O refri, como o nome diz, é à base de cola, ou seja, uma cafeína, portanto, estimulante.

A campanha, minimalista, criada pela Rocket & Wink, tem duas peças apenas. Na primeira, as tampinhas aparecem amassadas, como se fossem olhos entreabertos. Só aparece uma pergunta: “müde?” que, numa tradução livre, significa: “cansado?” e mais nada. Na segunda peça, as tampinhas aparecem normais, com a palavra “wach!” que significa “lúcido!” ou “esperto!” com uma garrafinha de Fritz-Kola no canto.

Outra coisa interessante sobre a Fritz-Kola é que, no início, os dois sócios não tinham dinheiro para pagar um designer (qual start-up tem?). Daí que usaram os próprios rostos para fazer a marca gráfica e deu certo (mais sorte que juízo…rsrsrsrs), já que assim não teriam que se preocupar com direitos autorais e processos no futuro. Não sei vocês, mas eu adorei o resultado. Foi a primeira coisa que me chamou atenção quando vi a garrafa pela primeira vez — o rótulo vintage e charmoso, diferente de todas as outras coisas que estavam na mesma prateleira.

Versão sem açúcar.

Outros sabores.

Eles têm projetos muito bacanas de campanhas com artistas parceiros. Qualquer dia posto mais…

29 abr

Uma coisa muito pouco explorada no Brasil é a propaganda que usa a bicicleta como veículo (literalmente). Talvez porque andar de bicicleta no nosso país ainda seja uma temeridade; com o desrespeito geral que impera no trânsito e os pouquíssimos quilômetros de ciclovias, pedalar não é para os fracos.

Mas as empresas bem que podiam ajudar os cidadãos a ficar mais saudáveis, as cidades menos poluídas e ainda ganhar moral com isso. E não é apenas para grandes corporações não; dá para patrocinar alguém que usa bastante a bicicleta no dia-a-dia ou até frotas inteiras para aluguel. Dá até para usar sua própria bike para fazer propaganda de sua start-up, já pensou?

Bom, aqui também tem uns comerciantes espertinhos que estacionam estrategicamente a magrela devidamente paramentada num lugar bem movimentado e a deixam lá, para exposição. De qualquer maneira, a cidade só ganha com essa invasão do bem.

Olha aqui alguns exemplos para o pessoal se inspirar!

Feita à mão... propaganda de uma escola de dança especializada em tango

Auto-referência: propaganda de aluguel e venda de bicicletas

O café fica num pátio interno, meio escondido. Então é só deixar a magrela na porta, que o povo entra!

Veículo da empresa de massagens em domicílio

Mesmo velhinha, a bike serve de suporte hype para placas de sinalização

Uma escultura montada na bike, olha só que original!

Como não notar tanta discrição?

Estúdio fotográfico que curte enigmas visuais...

A loja fica numa ruazinha paralela, então tem que aparecer na avenida de algum jeito (só achei que, pela marca que divulga, a bike devia ser toda estampadinha e colorida. Ruído na identidade.).

A GE, que faz carros elétricos, não podia ficar de fora!

Essa aí não tem placa, mas compõe a fachada de uma floricultura.

Hoteis, aprendam: aluguem bicicletas e façam propaganda ao mesmo tempo!

Minha favorita!

15 abr

Esse ditado latino pode ser traduzido livremente como “a verdade no vinho” e quer dizer, mais ou menos, que depois de uma ou mais taças de vinho é que a pessoa se revela e a verdade vem à tona. Sendo uma das bebidas preferidas lá em casa, sempre temos pelo menos uma garrafa para acompanhar as refeições.

E, vamos combinar, rótulos de vinho são uma diversão à parte, seja nas prateleiras de uma enoteca, seja em um supermercado. Os projetos gráficos me encantam, mas entretenimento mesmo são os nomes de vinhos portugueses e espanhois (que fazem mais sentido na nossa língua e ficam bem engraçados).

Vejam algumas pérolas da minha coleção…

Esse vinho devia custar mais barato por causa do nome, né? Produto com subsídio....

Cuidado com o dedo...rsrsrsr

Aahahahaha... se não gostar, não reclame. Apenas fique p...

O nome nem é tão exótico, mas olha que ilustração mais linda!

Os modelos estão mais para gatinhos, mas va lá... são muito fofos...

22 mar

Bom, vamos combinar que loja de perucas não é a coisa mais comum de se encontrar numa cidade, se comparada com salão de beleza, farmácia, supermercado e outros tipos de comércio mais comuns.

Confesso que não vi tantas assim na vida; em comum, reparei que a vitrine é sempre cheia de cabeças neutras de manequim com perucas de cores e cortes diversos.

Pois bem; essa loja em Nuremberg resolveu inovar para valer: eles criaram uma personalidade para cada uma das cabeças neutras e sem graça adicionando acessórios: óculos, lenços, gravatas, laços, etc. Cada cabeça parece guardar uma história e um estilo diferente; e ainda tem homens, por sinal super descolados, coisa que nunca tinha visto em loja de peruca. A impressão que se tem é que eles estão numa festa e dá para ficar horas imaginando que se cada cabeça tivesse miolos, no que estaria pensando (escolha aí uma para experimentar!).

Achei muito legal e, de quebra, eles ainda diversificam o negócios vendendo os acessórios também. Muito bacana mesmo; se você tem uma loja de perucas, olhaí a ideia!

Tem para todos os gostos mesmo, até cabeça careca (acho que as perucas foram vendidas e não tinha mais para repor....rsrsrsrs).

20 mar

Faz tempo que queria mostrar uma empresa que conseguiu reinventar o negócio do chocolate de uma maneira que considero realmente inovadora; então vamos aproveitar a proximidade da páscoa para falar um pouco sobre isso. A Ritter Sport é uma marca de chocolate alemã com 100 anos de idade, mas de gagá não tem nada, olha só.

Num mercado tão competitivo como o europeu, que conta com os famosos chocolates belgas, além dos suíços e franceses, os alemães da Ritter tiveram que realmente escolher um posicionamento único, e conseguiram. Eles escolheram ser reconhecidos pela variedade de sabores e apostaram forte nisso.

Tudo começou nos primeiros anos da fábrica, quando a filha do fundador descobriu que se a barra fosse quadrada, em vez de retangular, era mais fácil de carregar no bolso. A partir daí, a fórmula do quadradinho norteou todo o design da empresa, inclusive o da marca gráfica. Para traduzir a enorme variedade de sabores, eles contam com boa parte das cores da tabela Pantone; há tantas cores quanto sabores e receitas de chocolate. Com um símbolo gráfico tão simples e colorido, o grupo conseguiu desdobrar a marca em produtos diversos para o fã-clube (tem desde roupinha de bebê até cadernos e bolsas). Ok, até aqui nenhuma novidade; um monte de marcas faz isso e com excelentes resultados.

A novidade é a loja de chocolates personalizados chamada Bunte Chokowelt (algo como “mundo colorido do chocolate”) que eles abriram em Berlin há dois anos. Você chega lá e escolhe o tipo de chocolate para criar sua barra: branco ou preto. Depois, vai definindo o que quer, como se fosse um sanduíche: nozes, passas, avelã, crocante, mel, iogurte, marzipan, flocos, menta, rum, coco, marshmallow, chili, etc; olha, não descobri quantos sabores tem, mas são muuuuitos. Depois ainda tem a cobertura, com outras tantas opções; uma loucura! Você monta sua barra de chocolate (quadrada, naturalmente) e depois de 30 minutos pode vir buscá-la!

Se quiser esperar dentro da loja, tem uma infinidade de opções de chocolates prontos, mas tem também um café bem charmoso no mezzanino com docinhos de chocolate e muffins diversos. Pode ficar tranquilo sentado num sofá lendo seus e-mails ou apenas folheando uma revista; o ambiente é bem aconchegante.

Esse, para mim, é um claro exemplo de identidade bem definida e posicionamento assertivo.

Eles têm projetos ambientais porque, claro, chocolate não dá na Alemanha e o deles vem da Nicarágua — então é necessário ajudar a conservar a floresta porque o cacau precisa da cobertura verde para proteger a plantação. Eles também têm um trabalho de educação ambiental bem interessante (dentro da loja tem uma sala de exposições que mostra o processo de cultura do cacau e porque ele precisa de uma floresta saudável no entorno) e um forte investimento em energias limpas (em especial a energia solar). Os outros ingredientes também são certificados, ou seja, a lição de casa está sendo feita direitinho.

Mas o além do esperado é o que diferencia a empresa: a aposta nos quadradinhos coloridos é tão séria que a marca mantém o Museu Ritter com obras de arte moderna e contemporânea inspiradas na figura geométrica. Fica ao lado da fábrica, na cidade de Waldenbuch (que ainda não conheço).

Olha, não sou chocólatra nem nada (entrei e saí da loja sem comprar nem comer nada), mas virei fã da marca. Penso que a identidade visual ainda precisa de alguns ajustes na tipografia, mas a ideia dos quadradinhos coloridos é genial. E aí, ficou com água na boca?

Então vamos passear um pouquinho pela loja que faz um chocolate especial só para você (de verdade)!

Entrada bem colorida.

A entrada cheia de cores

Dessa vez não precisei tirar fotos escondida; o gerente deixou, numa boa.

Para um chocólatra deve ser o paraíso...

A loja fica logo atrás.

Vista do mezzanino.

É pra comer com os olhos!

O café, no mezzanino.

Hipnotizante...

18 mar

Uma coisa que tenho reparado é que as grandes marcas criam vitrines em escala industrial; o artista cria o projeto e ele é replicado em todas as lojas da rede. Digo isso porque aqui em Berlin tem pelo menos duas lojas grandes da Louis Vuitton com vitrines iguais e vi mais uma parecida quando estive em Nuremberg.

Para essa coleção, eles cromaram máquinas de escrever antigas, daquelas portáteis (ficaram lindas) e usaram um material mais duro (acho que são folhas de metal cromadas e adesivadas) para fazer as folhas de papel. Achei que o resultado ficou sensacional. E você?

11 mar

Olha, depois daquela luminária em forma de cavalo, achei que não iria me deparar com nada tão bizarro por um bom tempo. Mas a criatividade humana e a capacidade de desafiar o status quo é inesgotável. Olha só que achei na LikeCool: manequins que servem de base para luminárias, com roupa e tudo, imagine!

Segundo o estúdio Al-Hamad, a ideia é criar objetos de luxo (?) que surpreendam e encoragem encorajem a interação (isso eles conseguem mesmo).

As figuras vestem roupas típicas do Kwait e o tecido da cúpula cobre a cabeça do boneco. Para acender a luminária, basta apertar as mãos dos manequins (que também são vendidos na versão infantil!). Nas versões masculinas, há um alto falante no dorso.

Olha, o negócio deve fazer sucesso nas festas dos milionários kwaitianos, mas achei aterrorizante. Imagina o susto de levantar à noite, acender a luz e dar de cara com isso!

Esse último é especialmente sinistro….

11 mar

Nem sei como vim parar no site da Dizajno, mas encantei-me por esses modelos de sofás inusitados.

O Cirrus, em formato de nuvem, parece uma delícia. Acho que não dá muito para ficar sentado, a pessoa deve sentir uma vontade irresistível de se jogar.

O Iris é para colocar um arco-íris dentro de casa; sorte para sempre!

Nem sei de qual deles gostei mais. E você?

Para sonhar com os anjos...

Parece bem fofo...

Esse é para levantar o astral da casa.

E tem uma poltrona também.

Se o cachorro viesse junto....

9 mar

A praga dos sobrinhos que sabem “mexer” nos programas e por isso podem sair por aí fazendo cartazes parece ser onipresente. Mas os daqui conseguem se superar (eu acho). Analisem comigo esse cartaz de propaganda dentro de um vagão de metrô.

Bom, tem que explicar primeiro o contexto da “obra”. É comum músicos entrarem no metrô com alguns instrumentos e um amplificador e fazerem um pocket show entre duas estações para recolher contribuições dos passageiros no final. As músicas são quase sempre as mesmas (ainda bem que agora deram um tempo do “Ai se eu tchi pego“), mas algumas bandas são mais empolgadas que outras.

Voltando à propaganda; o cartaz mostra um casal de modelos que parece não entender nada de música (queria ver alguém tocar violão com aquela quantidade de pulseiras que a moça usa) e traz os seguintes dizeres:

Nós desejamos a você músicos de metrô com talento“.

Até aí tudo bem, se logo em seguida não aparecesse uma lista com os seguintes itens:

- lentes de contato

- acessórios

- serviços top

A propaganda é de um SITE QUE VENDE LENTES DE CONTATO!!! Isso mesmo, minha gente!

Acho que esse sobrinho, além de mexer nos programas, deve estar consumindo alguma substância alucinógena. Só pode…

E quero crer que o tio dono do negócio esteja viajando e a mãe do rapaz é que aprovou a peça; é a única explicação.

4 mar

Nossa, essa ideia é tão simples e tão genial, que não tive como não me encantar e ficar um tempão contemplando.

Provavelmente tiveram que construir pernas especiais para os manequins, mas o resultado ficou perfeito e irresistível; impossível passar indiferente por essa vitrine que tinha tudo para se misturar no meio das outras sem se destacar.

É ou não é?

3 mar

Tá bom, fantasias sexuais não se discute; cada um tem a sua e não se fala mais nisso. Mas gente, o que é essa vitrine de uma sex shop em Nuremberg?

Tive que me segurar para não ficar gargalhando sozinha na frente da loja; cada personagem mais bizarro que o outro. E esse ET? Alguém é capaz de achar esse boneco mal-humorado minimamente excitante?

Tem uma cena que parece que ele está desenrolando papel higiênico. Queria saber o que se passou na cabeça do vitrinista que montou esse cenário….ahahahahahah

O ET pesca os moços com uma rede cheia de luzinhas, é isso?

Tem para todos os gostos, tudo junto e misturado: pirâmide, ET, pistolas futuristas, robô, baratas gigantes metalizadas....rsrsrsr

É muita sensualidade, minha gente!

Esse moço aí parece ter vindo diretamente de um desfile da Sapucaí....rsrsrs

E você, o que achou?

18 fev

Sempre que passava pela frente dessa vitrine, na Friedrischstraße, ficava intrigada com a quantidade de máquinas antigas usadas na decoração permanente. A loja é enorme e é máquina que não acaba mais.

Pois esses dias resolvi entrar e perguntar para o vendedor. Sim, são exatas 1900 dessas engenhocas. Acho que conseguiram em alguma confecção desativada lá das antigas. O efeito é impactante, não tem como não se impressionar.

Eu adorei! E você?

16 fev

Para quem gosta de comer com os olhos, como eu, a ideia é daquelas geniais de tão simples e bem pensadas.

Fala sério, depois desse post, suas saladas de tomatinhos nunca mais serão as mesmas….

Achado no ótimo e recentemente descoberto Recipe by Photo.

12 fev

A idade vai chegando, as ruguinhas vão tomando conta, mas o glamour só faz aumentar. Para isso, as deusas do ótimo blog de moda para mulheres maduras, o Advanced Style (já falei desse lindo aqui) foram as modelos escolhidas para divulgar a marca de óculos de sol Karen Walker.

Gente, o resultado é de babar; os óculos são exóticos e cheios de personalidade.

Alguém duvida que uma mulher com estilo e segura da sua elegância pode dispensar o acessório? Amei! Vou prestar mais atenção em óculos de sol, viu?

Pena que aqui em Berlin ficam guardados 6 meses por ano… :(

Olha as lindas!

Achei a joia no ótimo Petiscos.

6 fev

Fotografia: Ligia Fascioni

A empresa Gradiente fez parte da minha infância. Por isso, fico triste com esse ato desesperado e sem noção de utilizar a marca iPhone no Brasil.

A princípio, não parece que a empresa tenha realmente tido má-fé. De fato, ela entrou com o registro da marca em 2000 (a Apple já tinha o iMac e o iBook, mas não era ainda tão popular assim no Brasil). O INPI, com toda a agilidade que lhe é peculiar, só concedeu o registro em 2008 (o iPhone da Apple foi lançado em 2007). Agora, cinco anos depois, a Gradiente resolveu botar as manguinhas de fora e fazer valer seus direitos (a Apple não vai mais poder usar a marca aqui no Brasil por causa disso).

A Gradiente tem direito e é apoiada pela lei, isso é fato. Mas e a questão ética? Quando falo de ética aqui, ressalto, principalmente, a intenção. Com que intenção uma empresa brasileira teima em usar um nome comercial consagrado por outra, ícone no mundo todo?

Não estou aqui questionando a lei. Ela tem direito e pronto, isso não está em pauta. Mas por lei, o Renan Calheiros também tem o direito de estar onde está e não precisamos discutir o que a ética tem a ver com isso. Com base na lei, barbaridades de todo o tipo acontecem diariamente no nosso país. Temos que cumprir a lei sim, é claro, mas uma empresa que quer consolidar sua marca precisa ir além disso. Precisa se preocupar em entregar valor para seus clientes, precisa respeitar sua própria identidade. Precisa ter dignidade.

A identidade da empresa é seu bem mais precioso, é o que a distingue no mundo. A Apple já tem uma identidade conhecida e consagrada. A Gradiente passou por trancos e barrancos e está tentando se reeger. Mas sob que bases essa  ressurreição está sendo construída? Sob a infelizmente famosa e corriqueira “Lei de Gérson”, aquela que glamouriza a esperteza de levar vantagem em tudo?

Penso que não usar a marca iPhone, no caso da Gradiente, não é uma questão de direito. É uma questão de visão estratégica. E ouso dizer mais: é até uma questão de senso de ridículo.

A empresa lançou seu aparelho celular com o nome homônimo da marca Apple integrando o sistema operacional concorrente, o Android. O vídeo promocional reconhece que o aparelho da Apple é melhor (como diferencial, a Gradiente diz que o seu é o único que aceita 2 chips). Há quem tenha elogiado a “honestidade” da empresa em reconhecer que seu telefone não é tão bom quanto o aparelho que usa o nome iPhone no mundo todo há muito mais tempo (mas tinha como ser diferente?). Mas só o que consigo ver é um amontoado de incoerências e uma estratégia confusa.

Qual o posicionamento ela vai usar? O aparelho é xing-ling, mas somos protegidos aqui por lei porque por sorte tivemos a ideia do nome primeiro? Finalmente o iPhone brasileiro pelo preço que você queria? “Chupa” Apple?

Como estudiosa da área de identidade corporativa, vejo um claro problema de identidade: a empresa quer parecer moderna, honesta, esperta, descolada, popular, ou o quê?  O propósito não é claro.

Certamente ela não pode enfatizar a ética como diferencial; já vimos aqui que a questão não está apenas em cumprir a lei.  E não há dúvida, ela está se aproveitando sim da marca que outra empresa consagrou. É o equivalente a pendurar uma melancia no pescoço para ganhar espaço na mídia (inclusive internacional). A empresa, da qual nunca mais ninguém tinha ouvido falar, voltou às manchetes dos principais jornais com essa polêmica. Mas nesse contexto, é tão bom assim aparecer? Tendo suas intenções questionadas publicamente?

Do ponto de vista da inovação, fica bem constrangedor enfatizar esse aspecto. Certamente a Gradiente não pode usar isso como diferencial; é evidente que ela não conseguiria sustentá-lo.

A ênfase podia ser no heroísmo barato, no patriotismo malandro: “somos pequenos e brasileiros, mas botamos uma das maiores empresas do mundo para comer na nossa mão” (por pura sorte, mas isso não vem ao caso). É sabido que a Apple desperta paixão e ódio na mesma medida; então a Gradiente poderia explorar melhor a antipatia que alguns potenciais consumidores nutrem pela marca da maçã.

Mas fundamentar seu diferencial no ódio que alguns consumidores têm por outra empresa (o que poderia facilmente ser interpretado como inveja ou recalque) pode mesmo sequer ser aventado como estratégia?

Penso que uma empresa séria e que buscasse um relacionamento com seus clientes a longo prazo sob bases sólidas, poderia sim, abrir mão do uso da marca, por uma questão de coerência. E ainda se diferenciar e ganhar a simpatia do mercado com isso. Minha sugestão, caso alguém tivesse me perguntado:

Sim, nós da Gradiente poderíamos usar a marca iPhone, temos esse direito. Mas não o faremos, pois sabemos que não é o certo. Se você quer um iPhone, compre um da Apple. Nós temos um produto genuinamente nacional que pode ajudar o país a crescer e gerar empregos aqui. Nosso aparelho, inclusive, atende melhor aos consumidores brasileiros, pois tem capacidade para dois chips, coisa que o concorrente não tem. Nós não usamos a marca iPhone, mas não por causa da Apple. Optamos por não usá-la porque respeitamos você, consumidor, que é inteligente o suficiente para fazer suas escolhas sem o uso desse tipo de malandragem.”

Não sei vocês, mas eu acharia mais digno. E do ponto de vista estratégico, muito mais inteligente.

O fato é que não sei o que será da Gradiente depois desse iPhone xing-ling.

Aguardemos.