Arquivo de ‘cores’

16 jun

Olhar para baixo pode render visões interessantes, às vezes. Olha só o que achei na rua esses dias… e nem era arte contemporânea, apenas a instalação elétrica de um quiosque durante um evento.

Tem tanta beleza em todo lugar, é só treinar bem os olhos :)

16 jun

Por mais que eu achasse os modelos de carros bem bacanudos do Classic Days Berlin 2013 (veja mais sobre esse evento aqui), teve uma hora que enjoei de ver tanto carro. Aí comecei a prestar atenção nos detalhes (divirto-me muitíssimo com isso) e reparei que as rodas eram bem diferentes umas das outras; fiquei imaginando que isso podia muito bem dar samba, ou seja, uma composição legal.

Eis que fotografei nada menos que 44 dessas panelas (o povo me olhava de um jeito muito estranho sem entender o fascínio por essa parte dos carros, pois todo mundo queria fazer pose na frente do automóvel…rsrsrs) para juntar todas elas depois.

Até que achei o resultado bem interessante. E você?

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16 jun

Classic Days Berlin é o nome do evento que rolou domingo passado aqui perto de casa. Os organizadores fecharam quase um quilômetro de uma das principais avenidas da cidade para que 2000 carros antigos pudessem desfilar todo seu charme e glamour. Alguns ficavam estacionados para admiração de todos e outros saíam devagarzinho causando sensação entre os passantes. Os colecionadores eram tão caprichosos que alguns até se vestiam com roupas da época do carro para compor o cenário.

E olha que carro nunca foi meu objeto de desejo; estou bem feliz agora, morando num lugar onde posso fazer tudo apenas usando o transporte público ou a bicicleta. Mas tem umas belezuras que são mais que carros; são verdadeiros cenários de romance.

Os “rabo de peixe” fizeram sucesso, claro, mas o povo ficou fascinado mesmo foi com as romisetas, um projeto atemporal e inovador que não foi superado até hoje. Se fosse para ter um carro, queria um igual ao verdinho aí de baixo :)

Senta aí do meu lado e vem dar uma voltinha!

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11 jun

Por motivos óbvio$$$ não sou consumidora da marca, mas não posso deixar de me encantar com a criatividade e o capricho dos vitrinistas da Louis Vuitton. Olha só o que eles inventaram esse mês para fazer os passantes viajarem na coleção; há toda uma integração com a vitrine da loja e as da rua. Adorei; como não?

Em vez de asas, balões nos pés :)

Pena que fotografar vitrine com um resultado minimamente decente é uma arte que ainda não domino

Quem não queria estar no lugar da moça?

10 jun

Se muito dinheiro um dia eu tiver, com certeza não vou gastar com roupa; adoro moda, mas consigo me sentir bem elegante com uma Zara básica. Minha grana para luxos iria todinha, nessa ordem: viagens, livros e obras de arte.

Fico sonhando com isso cada vez que passo pela galeria Friedmann-Hahn. É cada artista mais genial que o outro, mas a exposição desse mês tem me feito levitar cada vez que cruzo a calçada (e arte não é para isso mesmo?).

Eu olho, olho e não dá nem para escolher. Achei o trabalho da pintora salvadorenha radicada em Berlin Nina Holte tão deliciosamente colorido, bem-humorado, lindo e alto astral (ao mesmo tempo crítico e leve), que vou ser boazinha e dividir aqui com vocês.

Babem.

Quem quiser se imaginar visitando a galeria e fazer um tour virtual, é só clicar aqui.

8 jun

Esse era um parque que eu queria conhecer há tempo; só estava esperando o sol propício. O Gärten der Welt, aberto em 2000, é um parque fechado (paga para entrar) e muito bem cuidado. O interessante, além do lugar lindo, é que dentro há vários jardins temáticos menores, além do clássico labirinto. Há o jardim chinês, o japonês, o coreano, o do mundo islâmico (com templo para meditação e tudo), o balinês, o renascentista,o cristão e o inglês (em construção).

Fiquei tão encantada com o cristão que farei um post separado; aquilo não é um jardim, é uma instalação de arte contemporânea. Foi uma tarde maravilhosa em que conheci flores que nem sonhava que existiam.

Vamos?

Entrada do jardim islâmico; o lugar todo cheira a sândalo por causa da madeira esculpida dos portais. É prazer para todos os sentidos…

Adoro labirintos!

Sou doida por essas árvores vermelhas!

Umas flores lindas para terminar!

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3 jun

Uma das coisas que amo em Berlin é que as pessoas não têm medo de ousar. Seja nas roupas, nos cabelos, nos carros, nos bares, nas paredes e até nas casas e prédios. Já mostrei aqui exemplos muito bacanas de fachadas diferentes, mas semana passada me deparei com mais uma dessas preciosidades.

Os gestores de um consultório médico resolveram tornar a casa mais atraente (que também inclui uma farmácia) e em vez de encherem de paineis óbvios e feios, contrataram um artista plástico para construir e instalar flores gigantes de metal no jardinzinho minúsculo.

Agora olha bem direitinho essas fotos e fala: tem como não amar?

14 mai

A estação de metrô que a gente vai conhecer hoje é a Franz-Neumann-Platz (Am Schäfersee) que pertence à linha U8.

Ela foi inaugurada em 1987 foi construída pelo arquiteto queridinho das estações de metrô em Berlin, R.G.Rümmler (ele também fez a Lindauer Allee, a Rohrdamm e a Jungfernheide que já mostrei aqui, entre outras belezuras).

O nome original era Schäfersee (nome de um lago que fica bem pertinho e é o principal ponto de referência), mas aqui também rolam interesses políticos; alguns anos depois o nome foi mudado para Franz Neumann, o então presidente de um dos principais partidos daqui, o SPD.

Agora desfrutem dessa estação charmosa e vintage

12 mai

Lá pelos idos de 1350, o rei Carlos IV, chefão do sacro império romano-germânico, estava dando umas bandas pela região da antiga boemia quando se deparou com um lugar cheio de fontes termais. Sabe-se lá de onde ele tirou a ideia de que aquelas águas eram curativas e resolveu fundar uma cidade para poder melhor desfrutar dos vários benefícios líquidos.

Humilde como sói aos imperadores serem, o tiozinho se auto-homenageou chamando a cidade de Karlsbad (Termas ou banhos termais de Carlos, em alemão), ou Karlovy-Vary, na versão tcheca.

Se o rei falou está falado, de maneira que todos os nobres da Europa passaram a ter residências lá, cada uma mais linda que a outra. Com os séculos, a cidade sofreu incêndios que destruíram bastante coisa, mas por conta de sua condição de cidade-hospital (as pessoas iam lá para se tratar e curar de doenças diversas), até que foi relativamente poupada durante os bombardeios nas guerras.

Hoje, é a cidade da República Tcheca com o  maior número de Spas (são muitos mesmo, praticamente um em cada esquina). Pensei que o negócio funcionasse mais ou menos como em Budapeste, onde você pagava um valor e podia passar algumas horas murchando em águas abençoadas nos muitos banhos públicos, mas em Karlovy-Vary o esquema é outro. As várias fontes espalhadas pela cidade servem para que as pessoas encham suas canequinhas (vendidas em lojinhas para turistas) e saiam caminhando e bebendo água quente enquanto enchem os olhos de beleza. Os Spas oferecem basicamente massagens e banheiras com águas de fontes diferentes, então não rola ir só tomar um banho.

Aliás, olha uma curiosidade: a palavra Spa significa tratamento à base de águas termais, também conhecida como balneoterapia. O nome vem da cidade belga Spa (na época dos romanos, era chamada Aquae Spadanae), onde esse tipo de tratamento começou.

Bom, a questão é que fomos até lá por sugestão da Rosana Conte e do Rogério Abreu. Fiz a lição de casa e dei uma estudada antes, mas nada me preparou para a beleza que é esse lugar, minha gente; de maneira alguma as coisas que a gente encontra na internet fazem jus a essa joia de cidade. Montanhosa e cortada por bosques e rios, a arquitetura parece uma volta ao tempo.

Pena que durante o período em que a República Tcheca ficou atrás da cortina de ferro sob o domínio da ex-URSS, os arquitetos caolhos do regime socialista andaram construindo uns monstrengos no lugar, daqueles que chega a doer os olhos de tão feios e destoantes do cenário. E dá-lhe caixotes de concreto com vidro fumê amarelo (arghhhh!!!). Por causa desse período histórico, além do tcheco e do inglês, muitas pessoas falam bem alemão e russo (aliás, é impressionante a quantidade de turistas russos endinheirados).

Minha próxima tarefa é reassistir Casino Royale (James Bond), que foi filmado lá.

Mas agora vamos ao que interessa: a festa para os olhos!!!

A maioria das construções, como essa, é dos séculos XVI a XVIII

Pena que os períodos com luz boa para fotos foram poucos (choveu demais)

A cidade é uma teteia :)

Povo coloridíssimo!

Construções maravilhosas.

Jantar mais que especial...

As cerejeiras bombando de tão lindas

Esse é o hotel mais caro e suntuoso, onde foi filmado o Casino Royale

Eu não sabia para onde olhar...

Olha isso, minha gente!

As igrejas ortodoxas russas são sempre maravilhosas...

Show de telhados...

Como não se encantar?

Olha as cores dessas árvores!

Lindeza, né? Quer ver mais? Clique aqui e vá direto no Flickr.

6 mai

A estação Zoologischer Garten não tem esse nome à toa; ela fica bem ao lado do zoológico de Berlin (mas do lado oriental tem outro; nessa cidade é tudo duplicado…rsrsrs), bem onde morava aquele ursinho polar fofo e rejeitado, o Knut. O zoológico é bacana, vale a pena visitar (fiz até um vídeo sobre ele; para ver é só clicar aqui), mas hoje vamos falar da estação de trem.

Construída em 1882, ela hoje conta com 2 linhas de metrô (U-Bahn), 3 linhas de trens urbanos (S-Bahn) e várias linhas regionais. O lugar é famoso por vários motivos: inspirou uma música da banda irlandesa U2 chamada Zoo Station que deu origem o álbum Zooropa; foi lá que a Cristhiane F., 13 anos, drogada e prostituída passou a maior parte do tempo que descreve no livro que virou a bíblia dos jovens dos anos 80; foi tema de músicas para Nina Hagen, Scorpions, Alphaville, The sisters of mercy, entre outras bandas.

Ela fica bem ao ladinho do Museu de Fotografia Helmut Newton, que fica num prédio maravilhoso. Enfim, um lugar histórico que a pessoa tem que ir quando visita Berlin. A linha de metrô U-2 não chama atenção por nada, é bem convencional mesmo, mas o túnel da U-9 é uma graça, cheia de bichinhos gordinhos (parecem aqueles desenhos que os homens pré-históricos desenhavam nas paredes das cavernas).

Dá só uma olhada na fofura!

30 abr

O nome da estação de metrô da vez é Lindauer Allee e esse nome não é à toa não; é a estação mais linda que já vi em Berlin.

O lugar foi projetado por R.G.Rümmler em 1994 (até que nem é muito antiguinha, tem pouco mais de 20 anos). Repare bem nessas flores, portas, luminárias e escadas maravilhosas.

Agora olha bem as fotos e fala a verdade; essa belezura não merecia fama mundial?

24 abr

Continuando meu delírio visual por Ouro Preto (veja mais aqui e aqui), segue agora a sessão de fechaduras e maçanetas nas portas coloridas da cidade.

24 abr

Flanando pelas ladeiras de Ouro Preto, percebi que as portas revelavam muitos segredos. Cheias de cores e de histórias, pensei que seria mais interessante registrá-las em partes para que os detalhes esculpidos pelo tempo fiquem mais visíveis.

Primeiro, a parte onde ninguém nunca olha e sempre pisa. Olha que delícia de comidinha para os olhos…

A segunda parte está aqui.

24 abr

Meu parceiro em Belo Horizonte, o querido Diego Trávez, me deu um presentão no domingo passado: levou-me para almoçar na belíssima Ouro Preto.

O dia estava nublado dentro e fora de mim (meu irmão continua em coma, não tem como não ficar triste), mas o lugar é lindo demais (sem falar na comida deliciosa). As fotos que consegui tirar com o telefone não fizeram jus à toda a delicadeza dessa cidade tão rica de cores e história, de maneira que terei que voltar lá com uma máquina fotográfica de verdade e, de preferência, num dia bem ensolarado.

Por ora, só uma amostra para dar vontade de voltar…

Adorei a menininha dançando lá embaixo...

Tem mais Ouro Preto aqui e aqui.

20 abr

Quando a gente está triste, parece que tudo em volta fica junto. Mas a vida é rica justamente por seus contrastes e a tristeza faz parte; sem ela, a gente não consegue dar valor aos momentos alegres.

Passeando hoje pelas ruas dessa cidade mineira e querida, até os grafites me pareceram doloridos. Mas, como sempre, belíssimos…

8 abr

Estava pesquisando minha coleção de imagens para montar um workshop e achei essas aqui que tirei de uma ponte pênsil em Nuremberg.

Sempre achei muito esquisita essa moda de pendurar cadeados em pontes com o nome de um casal, como se fosse algo muito romântico. Para mim, casamento e cadeado são duas coisas absolutamente antagônicas; me incomoda demais a ideia de estar presa (seja a um lugar ou uma pessoa). Quero estar junto porque quero, desejo; não porque preciso, porque estou irremediavelmente amarrada e não tenho outra alternativa.

Amor, para mim, é o contrário do que um cadeado simboliza: amar é compartilhar a liberdade, ter companhia para voar, cultivar o crescimento, contemplar as asas do outro com sincera satisfação; não vejo como associar esse conceito com uma prisão ou qualquer coisa vagamente assemelhada.

Por isso achei tão bacaninha esse varal de cadeados coloridos. Aí não tem o nome de nenhum casal; é apenas uma instalação colorida que brinca com as cores. Vejo essa combinação mais como um ábaco, uma brincadeira, algo que ajuda a pensar.

E você?

7 abr

A estação de metrô em Berlin que vamos visitar hoje é a Turmstrasse, no bairro de Moabit. Construída em 1961, foi toda decorada pelo artista B.Grimmek, com árvores e animais silvestres. Olha só que linda…

7 abr

O blog não anda sendo atualizado com a frequência de sempre porque estou acompanhando um irmão no hospital em estado bem preocupante, mas esperamos que tudo volte ao normal logo e ele fique bem.

No mais, a ilha da magia continua linda e apaixonante nessas manhãs de outono. Desfrutem um pouquinho dessa Florianópolis douradinha…

25 mar

Se tem uma coisa que eu amo fazer é me perder pela cidade. Desço numa estação de metrô aleatória (ou ponto de ônibus) e fico explorando os arredores. Pois hoje desci na estação Hallesches Tor, onde tinha que fazer uma conexão e comecei a flanar para aproveitar o solzinho (apesar do frio de -6 °C).

Fui me metendo pelas ruas e acabei entrando num condomínio simples que tinha tudo para ser um tédio. Mas acontece que o pessoal que participa da reunião de condomínio parece ser mais arejado das ideias e resolveu apostar num grafiteiro (quem sabe ele até mora lá).

Prepare seus olhinhos para a festa. Lá vai!!!

Quer ver mais? Eu surtei e fiz um álbum inteiro só para esse lugar. Clique aqui e vá no Flickr!

22 mar

Bom, vamos combinar que loja de perucas não é a coisa mais comum de se encontrar numa cidade, se comparada com salão de beleza, farmácia, supermercado e outros tipos de comércio mais comuns.

Confesso que não vi tantas assim na vida; em comum, reparei que a vitrine é sempre cheia de cabeças neutras de manequim com perucas de cores e cortes diversos.

Pois bem; essa loja em Nuremberg resolveu inovar para valer: eles criaram uma personalidade para cada uma das cabeças neutras e sem graça adicionando acessórios: óculos, lenços, gravatas, laços, etc. Cada cabeça parece guardar uma história e um estilo diferente; e ainda tem homens, por sinal super descolados, coisa que nunca tinha visto em loja de peruca. A impressão que se tem é que eles estão numa festa e dá para ficar horas imaginando que se cada cabeça tivesse miolos, no que estaria pensando (escolha aí uma para experimentar!).

Achei muito legal e, de quebra, eles ainda diversificam o negócios vendendo os acessórios também. Muito bacana mesmo; se você tem uma loja de perucas, olhaí a ideia!

Tem para todos os gostos mesmo, até cabeça careca (acho que as perucas foram vendidas e não tinha mais para repor....rsrsrsrs).