Arquivo de ‘cotidiano’

18 jun

Na verdade, nem tão novo assim, pelo menos por aqui, uma vez que o negócio começou em 2010 e já são 8 filiais em 4 cidades alemãs. Quando a gente pensa que não vão inventar mais nada, aparece uma coisa dessas de cair o queixo.

Mas então vamos lá ver que maravilha é essa.

A Kochhaus é uma loja que vende tudo para quem gosta de cozinhar. Legal, você conhece um monte de lojas assim, né? Mas olha só a diferença: eles prezam alimentos de qualidade e com ingredientes frescos. Ok, todo mundo fala isso também, mas e daí?

Daí que espalham pela loja painéis com receitas apresentadas de uma maneira bem didática e fácil. Embaixo do painel (projeto de design gráfico primoroso) tem uma mesa com os ingredientes ao vivo para vender e já nas quantidades necessárias para duas ou quatro porções. Tudo separadinho e com o preço indicado para você saber quanto custa aquele prato por pessoa com sugestão de louça para servir. E ainda tem um folhetinho que se pode levar para casa com a mesma imagem do painel (no caso, a receita), olha que prático.

As receitas (e ingredientes) estão classificadas por: entradas, sopas e saladas; carnes; peixes e vegetarianos; risotos e massas; e sobremesas. Periodicamente eles atualizam o menu, e quer saber mais? Quem não gosta de cozinhar, pode pedir o prato para entregar ou ir lá na loja comer (eles fazem tudo na hora).

Claro que além dos ingredientes frescos da estação ainda rola uma bela adega com a recomendação do vinho mais adequado para acompanhar cada prato, sem falar nas loucinhas lindas, especiarias, taças, talheres e alguns eletrodomésticos estilosos.

Quem quiser saber mais detalhes, clique aqui para visitar o site (só em alemão, entschuldigung!) que também é lindo; certeza que eles têm uma equipe de designers competentíssima.

Delícia sob todos os pontos de vista!

Assim, até quem nem sabe fritar um ovo se anima, né? Como resistir a tanta lindeza?

16 jun

Tudo leva a crer que motorzinho na vitrine é tendência. Olha só que bacana a vitrine da Diesel usando esse recurso super simples e com um efeito visual pra lá de interessante.

O único problema é que o vitrinista não entende nada de engrenagens; se as menores tivessem um mínimo contato com as maiores, já teriam se espatifado belamente….ehehehehehehehe

Já o profissional que fez essa vitrine de meias achou melhor não se arriscar (vai que as meias se rasgam…) e colocou um motorzinho só. Ficou lindo!

16 jun

Por mais que eu achasse os modelos de carros bem bacanudos do Classic Days Berlin 2013 (veja mais sobre esse evento aqui), teve uma hora que enjoei de ver tanto carro. Aí comecei a prestar atenção nos detalhes (divirto-me muitíssimo com isso) e reparei que as rodas eram bem diferentes umas das outras; fiquei imaginando que isso podia muito bem dar samba, ou seja, uma composição legal.

Eis que fotografei nada menos que 44 dessas panelas (o povo me olhava de um jeito muito estranho sem entender o fascínio por essa parte dos carros, pois todo mundo queria fazer pose na frente do automóvel…rsrsrs) para juntar todas elas depois.

Até que achei o resultado bem interessante. E você?

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16 jun

Classic Days Berlin é o nome do evento que rolou domingo passado aqui perto de casa. Os organizadores fecharam quase um quilômetro de uma das principais avenidas da cidade para que 2000 carros antigos pudessem desfilar todo seu charme e glamour. Alguns ficavam estacionados para admiração de todos e outros saíam devagarzinho causando sensação entre os passantes. Os colecionadores eram tão caprichosos que alguns até se vestiam com roupas da época do carro para compor o cenário.

E olha que carro nunca foi meu objeto de desejo; estou bem feliz agora, morando num lugar onde posso fazer tudo apenas usando o transporte público ou a bicicleta. Mas tem umas belezuras que são mais que carros; são verdadeiros cenários de romance.

Os “rabo de peixe” fizeram sucesso, claro, mas o povo ficou fascinado mesmo foi com as romisetas, um projeto atemporal e inovador que não foi superado até hoje. Se fosse para ter um carro, queria um igual ao verdinho aí de baixo :)

Senta aí do meu lado e vem dar uma voltinha!

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13 jun

Mais umas voltas pelas ruas e minha coleção de street art hiper-realista só faz aumentar! Olha que maravilhosos esses senhores com quem andei me encontrando por aí…

12 jun

Não, infelizmente ainda não inventaram o teletransporte, mas estão perto de colocar no mercado uma coisa há muito desejada por todo mundo: móveis que podem ser carregados numa bolsa.

Olha só que coisa mais incrível: o designer belga Carl de Smet, da cidade de Antuérpia, desenvolveu um tipo de poliuretano que encolhe até ficar bem pequenininho. Daí que você compra uma cadeira, por exemplo, e sai carregando um pacotinho que cabe na bolsa de mão. Quando chegar em casa, é só ligar na tomada e o pacotinho vira uma cadeira (tipo aquelas toalhinhas japonesas que parecem uma pastilha e que viram um pano depois que a gente molha). A IKEA, por exemplo, iria vender horrores, já que tudo que se compra lá (e dá para comprar a casa inteira) tem que ser transportado e montado pelo próprio comprador.

Sem falar que a cadeira que o moço está usando para fazer os experimentos é bacanérrima (eu compraria de certeza) e ele promete que a coisa já deve estar no mercado em 2015. Será? Olha, eu não duvido de mais nada dessa vida.

Graças à luxuosa dica da Angela Langer, não só conheci o projeto, mas também o interessantíssimo, caprichado e imperdível blog d.coração, de onde tirei a fonte do post. Vai que vale a pena, eu garanto!

Segue a reportagem que a BBC fez sobre essa maravilha e aqui o link para o site desse sujeito realmente inovador (adorei o visual dele).

11 jun

Por motivos óbvio$$$ não sou consumidora da marca, mas não posso deixar de me encantar com a criatividade e o capricho dos vitrinistas da Louis Vuitton. Olha só o que eles inventaram esse mês para fazer os passantes viajarem na coleção; há toda uma integração com a vitrine da loja e as da rua. Adorei; como não?

Em vez de asas, balões nos pés :)

Pena que fotografar vitrine com um resultado minimamente decente é uma arte que ainda não domino

Quem não queria estar no lugar da moça?

10 jun

Se muito dinheiro um dia eu tiver, com certeza não vou gastar com roupa; adoro moda, mas consigo me sentir bem elegante com uma Zara básica. Minha grana para luxos iria todinha, nessa ordem: viagens, livros e obras de arte.

Fico sonhando com isso cada vez que passo pela galeria Friedmann-Hahn. É cada artista mais genial que o outro, mas a exposição desse mês tem me feito levitar cada vez que cruzo a calçada (e arte não é para isso mesmo?).

Eu olho, olho e não dá nem para escolher. Achei o trabalho da pintora salvadorenha radicada em Berlin Nina Holte tão deliciosamente colorido, bem-humorado, lindo e alto astral (ao mesmo tempo crítico e leve), que vou ser boazinha e dividir aqui com vocês.

Babem.

Quem quiser se imaginar visitando a galeria e fazer um tour virtual, é só clicar aqui.

8 jun

O que realmente mais gostei da incursão pelo parque Gärten der Welt (clique aqui para saber do que se trata) foi o Jardim Cristão, ou Christlicher Garten. O que era para ser apenas um jardim dentro de um parque é uma das instalações de arte contemporânea mais bacanas que já visitei.

Porque o parque já tinha um jardim taoísta (China), budista (Japão), hinduísta (Bali) e islâmico (Oriente), as pessoas começaram a se perguntar se a principal vertente religiosa da Europa não seria representada. Aí foram promovidos vários colóquios com especialistas em religião, teologia, paisagismo, história dos jardins e mídia, entre outros, que desenvolveram a ideia.

É como se fosse uma grande sala cujas paredes são vazadas e construídas por letras de metal, formando uma tela de textos. Há frases do novo e do velho testamento, obras filosóficas e de cultura geral, formando a sala da língua e das palavras. Quando o sol bate, as letras são projetadas no chão, formando um efeito belíssimo. Não dá vontade de sair do lugar; é inspirador demais.

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8 jun

Esse era um parque que eu queria conhecer há tempo; só estava esperando o sol propício. O Gärten der Welt, aberto em 2000, é um parque fechado (paga para entrar) e muito bem cuidado. O interessante, além do lugar lindo, é que dentro há vários jardins temáticos menores, além do clássico labirinto. Há o jardim chinês, o japonês, o coreano, o do mundo islâmico (com templo para meditação e tudo), o balinês, o renascentista,o cristão e o inglês (em construção).

Fiquei tão encantada com o cristão que farei um post separado; aquilo não é um jardim, é uma instalação de arte contemporânea. Foi uma tarde maravilhosa em que conheci flores que nem sonhava que existiam.

Vamos?

Entrada do jardim islâmico; o lugar todo cheira a sândalo por causa da madeira esculpida dos portais. É prazer para todos os sentidos…

Adoro labirintos!

Sou doida por essas árvores vermelhas!

Umas flores lindas para terminar!

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3 jun

Uma das coisas que amo em Berlin é que as pessoas não têm medo de ousar. Seja nas roupas, nos cabelos, nos carros, nos bares, nas paredes e até nas casas e prédios. Já mostrei aqui exemplos muito bacanas de fachadas diferentes, mas semana passada me deparei com mais uma dessas preciosidades.

Os gestores de um consultório médico resolveram tornar a casa mais atraente (que também inclui uma farmácia) e em vez de encherem de paineis óbvios e feios, contrataram um artista plástico para construir e instalar flores gigantes de metal no jardinzinho minúsculo.

Agora olha bem direitinho essas fotos e fala: tem como não amar?

29 mai

Esse blog andou meio abandonado porque passei as duas últimas semanas trabalhando full-time como guia-turística, fotógrafa e intérprete (brincadeira, estava apresentando Berlin para minha mãe…rsrsrs).

Numa de nossas andanças pela cidade, reparei essa campanha maravilhosa do refrigerante Fritz-Kola (sempre achei esse nome genial; é a “Coca-Cola alemã”), marca de uma empresa de Hamburgo que acaba de fazer 10 anos. O refri, como o nome diz, é à base de cola, ou seja, uma cafeína, portanto, estimulante.

A campanha, minimalista, criada pela Rocket & Wink, tem duas peças apenas. Na primeira, as tampinhas aparecem amassadas, como se fossem olhos entreabertos. Só aparece uma pergunta: “müde?” que, numa tradução livre, significa: “cansado?” e mais nada. Na segunda peça, as tampinhas aparecem normais, com a palavra “wach!” que significa “lúcido!” ou “esperto!” com uma garrafinha de Fritz-Kola no canto.

Outra coisa interessante sobre a Fritz-Kola é que, no início, os dois sócios não tinham dinheiro para pagar um designer (qual start-up tem?). Daí que usaram os próprios rostos para fazer a marca gráfica e deu certo (mais sorte que juízo…rsrsrsrs), já que assim não teriam que se preocupar com direitos autorais e processos no futuro. Não sei vocês, mas eu adorei o resultado. Foi a primeira coisa que me chamou atenção quando vi a garrafa pela primeira vez — o rótulo vintage e charmoso, diferente de todas as outras coisas que estavam na mesma prateleira.

Versão sem açúcar.

Outros sabores.

Eles têm projetos muito bacanas de campanhas com artistas parceiros. Qualquer dia posto mais…

14 mai

Nossa, olha que projeto mais genial: a Joanninha, uma loja criada pelas sócias Alessandra Piu e Anna Fauaz, aluga livros, brinquedos e fantasias para crianças de até 7 anos, em vez de vendê-los. Os alugueis são por mês, trimestre ou ano e a criança pode trocar o brinquedo alugado nesse período. Se ela quiser muito, mas muito mesmo, a loja até pode vendê-lo, mas a ideia não é essa.

Todas as peças são feitas com materiais certificados e a criança deve devolvê-lo na mesma sacola em que ele veio (nossa, é assim que se educa crianças de verdade; sendo coerente nos mínimos detalhes). Outra coisa bacana é que lá não tem essa bobagem de brinquedos de ação para meninos e tudo rosinha para meninas; todo mundo pode brincar com o que quiser.

Cada objeto tem um caderninho que conta sua história, de onde esteve e como participou da vida da criança (elas próprias escrevem no caderninho, que vai circulando conforme o brinquedo vai sendo alugado). Assim o joguinho ou boneco não é descartável, pois tem sua história registrada. Ao mesmo tempo em que brinca, a criança aprende a dar valor às experiências, exercita a escrita (mesmo que com a ajuda dos pais) e aumenta sua rede de relacionamentos.

O serviço é oferecido em São Paulo e Belo Horizonte e, olha, fico orgulhosa de habitar um mundo onde uma ideia dessas vai pra frente. Assim dá até para ter alguma fé no futuro; o que tenho visto no dia-a-dia são serezinhos cada vez mais egoístas, mal-educados e consumistas.

Mas olha que máximo, nem tudo está perdido!

Achei a dica preciosíssima no sempre ótimo Mosca Branca.

14 mai

A estação de metrô que a gente vai conhecer hoje é a Franz-Neumann-Platz (Am Schäfersee) que pertence à linha U8.

Ela foi inaugurada em 1987 foi construída pelo arquiteto queridinho das estações de metrô em Berlin, R.G.Rümmler (ele também fez a Lindauer Allee, a Rohrdamm e a Jungfernheide que já mostrei aqui, entre outras belezuras).

O nome original era Schäfersee (nome de um lago que fica bem pertinho e é o principal ponto de referência), mas aqui também rolam interesses políticos; alguns anos depois o nome foi mudado para Franz Neumann, o então presidente de um dos principais partidos daqui, o SPD.

Agora desfrutem dessa estação charmosa e vintage

13 mai

Quando o pessoal da República Tcheca precisa trocar o óleo, usa essa marca aqui (achei num posto de gasolina da estrada)…rsrsrs

12 mai

Lá pelos idos de 1350, o rei Carlos IV, chefão do sacro império romano-germânico, estava dando umas bandas pela região da antiga boemia quando se deparou com um lugar cheio de fontes termais. Sabe-se lá de onde ele tirou a ideia de que aquelas águas eram curativas e resolveu fundar uma cidade para poder melhor desfrutar dos vários benefícios líquidos.

Humilde como sói aos imperadores serem, o tiozinho se auto-homenageou chamando a cidade de Karlsbad (Termas ou banhos termais de Carlos, em alemão), ou Karlovy-Vary, na versão tcheca.

Se o rei falou está falado, de maneira que todos os nobres da Europa passaram a ter residências lá, cada uma mais linda que a outra. Com os séculos, a cidade sofreu incêndios que destruíram bastante coisa, mas por conta de sua condição de cidade-hospital (as pessoas iam lá para se tratar e curar de doenças diversas), até que foi relativamente poupada durante os bombardeios nas guerras.

Hoje, é a cidade da República Tcheca com o  maior número de Spas (são muitos mesmo, praticamente um em cada esquina). Pensei que o negócio funcionasse mais ou menos como em Budapeste, onde você pagava um valor e podia passar algumas horas murchando em águas abençoadas nos muitos banhos públicos, mas em Karlovy-Vary o esquema é outro. As várias fontes espalhadas pela cidade servem para que as pessoas encham suas canequinhas (vendidas em lojinhas para turistas) e saiam caminhando e bebendo água quente enquanto enchem os olhos de beleza. Os Spas oferecem basicamente massagens e banheiras com águas de fontes diferentes, então não rola ir só tomar um banho.

Aliás, olha uma curiosidade: a palavra Spa significa tratamento à base de águas termais, também conhecida como balneoterapia. O nome vem da cidade belga Spa (na época dos romanos, era chamada Aquae Spadanae), onde esse tipo de tratamento começou.

Bom, a questão é que fomos até lá por sugestão da Rosana Conte e do Rogério Abreu. Fiz a lição de casa e dei uma estudada antes, mas nada me preparou para a beleza que é esse lugar, minha gente; de maneira alguma as coisas que a gente encontra na internet fazem jus a essa joia de cidade. Montanhosa e cortada por bosques e rios, a arquitetura parece uma volta ao tempo.

Pena que durante o período em que a República Tcheca ficou atrás da cortina de ferro sob o domínio da ex-URSS, os arquitetos caolhos do regime socialista andaram construindo uns monstrengos no lugar, daqueles que chega a doer os olhos de tão feios e destoantes do cenário. E dá-lhe caixotes de concreto com vidro fumê amarelo (arghhhh!!!). Por causa desse período histórico, além do tcheco e do inglês, muitas pessoas falam bem alemão e russo (aliás, é impressionante a quantidade de turistas russos endinheirados).

Minha próxima tarefa é reassistir Casino Royale (James Bond), que foi filmado lá.

Mas agora vamos ao que interessa: a festa para os olhos!!!

A maioria das construções, como essa, é dos séculos XVI a XVIII

Pena que os períodos com luz boa para fotos foram poucos (choveu demais)

A cidade é uma teteia :)

Povo coloridíssimo!

Construções maravilhosas.

Jantar mais que especial...

As cerejeiras bombando de tão lindas

Esse é o hotel mais caro e suntuoso, onde foi filmado o Casino Royale

Eu não sabia para onde olhar...

Olha isso, minha gente!

As igrejas ortodoxas russas são sempre maravilhosas...

Show de telhados...

Como não se encantar?

Olha as cores dessas árvores!

Lindeza, né? Quer ver mais? Clique aqui e vá direto no Flickr.

6 mai

A estação Zoologischer Garten não tem esse nome à toa; ela fica bem ao lado do zoológico de Berlin (mas do lado oriental tem outro; nessa cidade é tudo duplicado…rsrsrs), bem onde morava aquele ursinho polar fofo e rejeitado, o Knut. O zoológico é bacana, vale a pena visitar (fiz até um vídeo sobre ele; para ver é só clicar aqui), mas hoje vamos falar da estação de trem.

Construída em 1882, ela hoje conta com 2 linhas de metrô (U-Bahn), 3 linhas de trens urbanos (S-Bahn) e várias linhas regionais. O lugar é famoso por vários motivos: inspirou uma música da banda irlandesa U2 chamada Zoo Station que deu origem o álbum Zooropa; foi lá que a Cristhiane F., 13 anos, drogada e prostituída passou a maior parte do tempo que descreve no livro que virou a bíblia dos jovens dos anos 80; foi tema de músicas para Nina Hagen, Scorpions, Alphaville, The sisters of mercy, entre outras bandas.

Ela fica bem ao ladinho do Museu de Fotografia Helmut Newton, que fica num prédio maravilhoso. Enfim, um lugar histórico que a pessoa tem que ir quando visita Berlin. A linha de metrô U-2 não chama atenção por nada, é bem convencional mesmo, mas o túnel da U-9 é uma graça, cheia de bichinhos gordinhos (parecem aqueles desenhos que os homens pré-históricos desenhavam nas paredes das cavernas).

Dá só uma olhada na fofura!

4 mai

Olha só as duas obras que vi hoje; não são sensacionais?

Não tem como a pessoa passar e não notar, o trabalho é muito bem feito. Fotografia impressa em grande formato e colada em paredes externas causam um impacto profundo na paisagem da cidade; o efeito é incrível!

E você, gostou?

2 mai

Quando estive em Belo Horizonte lançando o livro “Design desmodrômico para curiosos” e ministrando um workshop com o mesmo nome, tive a oportunidade de dar uma entrevista para a BHNews, emissora de notícias de BH (graças ao excelente trabalho do meu parceiro Diego Trávez e de sua assessora Laryssa Mariano). A entrevistadora era ótima, fez perguntas muito pertinentes e me deixou falar bastante (ôba!).

Assim deu para explicar direitinho que história é essa de desmodrômico de de onde surgiu o termo, além de esclarecer a questão do design thinking.

Dá só uma conferida!

1 mai

Lembro até hoje da primeira vez que, de dentro de um trem, avistei um Kleingartenverein (também conhecido como Schrebergarten). Era final de outono e o lugar parecida uma favela; um terrenão cheio de tralhas e construções estranhas. Aliás, eram vários lotezinhos com barracos de madeira, sempre separados por cercas e com muito mato em volta.

Ué, mas na Alemanha tem favela?

Não se preocupe, não tem não.

Aquelas “comunidades” não eram de fato favelas. Mas olha só que curioso (sei lá porque ninguém fala a esse respeito, já que a ideia é tão sensacional): os alemães são tão apaixonados por jardinagem que eles arrendam lotes na perferia das cidades só para poder cultivar suas próprias flores, já que a maioria mora em apartamentos pequenos. Não é lindo?

A ideia surgiu na época da revolução industrial, quando a vida dos operários era realmente miserável. Além de morarem em pulgueiros e trabalharem demais, os pobres comiam muita porcaria. Foi aí que um médico da cidade de Leipzig, o Dr. Daniel Schreber teve a ideia de pegar um terreno grande e separar em lotes (numerados, claro, estamos falando da Alemanha..rsrsr). Ele organizou uma espécie de comunidade e incentivou cada operário a plantar sua própria comida e flores (que, na cultura alemã, são quase tão importantes quanto).

Além de relaxar trabalhando com a terra e plantando suas próprias sementes, a alimentação também ficou mais saudável. Os terrenos são bem pequenininhos (é para não caber uma casa mesmo, pois a ideia não é essa); então eles têm no máximo uma cabana ou rancho para guardar ferramentas, insumos e cadeiras de sol. Os ranchos também são necessários para instalar pias ou tanques para as tarefas de plantar e regar. O capricho é tamanho que alguns terrenos têm chalezinhos que parecem de brinquedo, de tão bonitinhos.

No inverno o lugar é feio, claro, cheio de barraquinhas e apetrechos diversos de jardinagem (por isso achei que fosse um tipo de favela). Mas na primavera, tudo se transforma. As lojas ficam cheias de ofertas de ferramentas, sementes e vasos; parece que fazem concurso para ver quem faz o jardim mais lindo.

Aliás, lindo não, idílico. Suspeito que, no fundo, os alemães são muito românticos no sentido de ter uma vida de contos de fadas. Observando esses jardins, dá para ver duendes, princesas, bichinhos diversos, flores para todos os lados e arranjos caprichados. A impressão é que cada um constroi seu próprio mundo de fantasia particular e se entrega aos detalhes do fundo do coração, como se estivesse brincando de casinha. Deve funcionar como uma espécie de refúgio perfeito para escapar dos problemas.

As famílias vão todo final de semana e as crianças adoram. Olha só; não é uma ótima ideia para desestressar esse povo das grandes cidades brasileiras?

Pena que se os governos já são pão-duros para construir praças e áreas verdes, imagina ter um terreno enorme só para as pessoas plantarem suas flores…

Mas não custa sonhar, né? Tirando os duendes, os bichos de cimento e os anões de jardim, o resto é muito lindo; dá só uma reparada…

Quer ver mais fotos? O álbum completo está aqui, no Flickr.