Arquivo de ‘cursos’

14 set

Nesse episódio a gente vai ver um pouco de Prenzlauer Berg, o bairro onde fica a escola onde eu estudo (GLS – German Language School). É um lugar colorido e muito interessante, acho que vocês vão gostar. Vamos lá?

Se o vídeo não funcionar, clique aqui e vá direto no Youtube.

24 jun

Imagem: Beas1 (DevianArt)

Nesse feriado tive o privilégio de participar do workshop Inovação + Design Thinking promovido pela dupla dinâmica Maria Augusta Orofino e Maurício Manhães, da InnovaService. Foram dois dias inteiros para descolar os neurônios, como disse uma participante. Uma coisa é estudar inovação e design thinking em livros, outra bem diferente é desenvolver um produto inovador na prática.

Eles começam os trabalhos falando do conceito da VaCa RoSa, acrônimo para a técnica de Variação Cega e Retenção Seletiva. A variação cega parte da metáfora baseada no darwinismo, onde a natureza faz variações aleatórias sobre um tema (ou, no caso, ser vivo) e a retenção é feita seletivamente, pelo desempenho de cada uma. Então, no começo houve girafas pescoçudas, orelhudas, linguarudas e até estrábicas. As características que tiveram desempenho melhor e contribuíram para a sobrevivência da espécie foram reproduzidas, fazendo esses animais, hoje em dia, terem pescoços e orelhas bem desenvolvidos. Mas, no começo da variação cega, não havia como saber como ia ser a forma final da girafa.

Com a inovação, acontece algo semelhante: não se sabe se a ideia será bem sucedida até ela se tornar febre. Antes disso, nem mesmo o Steve Jobs consegue garantir o que exatamente vai dar certo. As variáveis são muitas e complexas, o que torna a gestão da inovação algo muito improvável. O que se consegue gerir é o design (sem design, não há inovação). Então, a chave é ter uma profusão de ideias (variação cega) para só então fazer uma seleção e desenvolver designs para as melhores. Aí é testá-las, mesmo que ainda não estejam prontas, ver o desempenho, selecionar de novo e por aí vai. É como sua avó já dizia: não coloque todos os ovos na mesma cesta – aposte em várias ideias diferentes e vá incrementando o investimento conforme o desempenho de cada uma.

Passamos então o primeiro dia exercitando a tal da variação cega e, para minha surpresa, não havia um problema para ser resolvido, apenas um tema a ser explorado. Aí ficou clara a principal diferença entre a engenharia e o design; enquanto a engenharia parte de um problema e se vale de um conjunto de ferramentas para resolvê-lo, o design para inovação parte de uma figura chamada muito apropriadamente espaço-problema-solução, onde tanto o problema como a solução ainda estão indefinidos e misturados no mesmo espaço conceitual.

Daí o valor da variação cega: relacionar ideias e conceitos de maneira exaustiva (depois de duas horas, minha equipe achou que já havia esgotado o assunto; com um empurrãozinho, criou mais um conjunto equivalente, ou seja, a gente já tinha se dado por satisfeito só com a metade e ia perder boa parte das possibilidades; bom ter isso em mente).

A variação cega é uma bagunça organizada; os facilitadores sempre lembravam que ela era cega, não burra. O cego aí é no sentido que todas as ideias têm o mesmo valor, como a justiça, mas não podem fugir demais do tema principal. Post-its, peças de Lego, canetinhas, fantasias e objetos diversos foram muito úteis na brincadeira.

O próximo passo era tentar montar narrativas com aquelas ideias todas, usando a técnica do storytelling (ou, em bom português, contação de histórias). Esse exercício nos deu alguns insights de produtos/serviços que poderiam ser desenvolvidos; fomos incentivados novamente a não nos contentarmos com pouco e pensamos em uma dúzia de opções. Selecionamos uma para explorar melhor e aí a gente descobriu o verdadeiro valor da prototipagem. Montamos a história para apresentar o produto para o grande grupo e, como feedback, descobrimos que não tínhamos conseguido comunicar o valor e o conceito do produto.

Outra descoberta: é muito fácil mudar de ideia quando se tem muitas. A pessoa só se agarra numa opinião e teima quando isso é tudo o que ela tem. Como a gente estava rico de potenciais produtos e tinha uma lista enorme para escolher, resolvemos mudar radicalmente e testar outra alternativa. A apresentação final (prototipada e testada internamente várias vezes, com contribuições de todos os lados) foi um sucesso! Se o produto realmente existisse, venderíamos horrores.

O mais bacana é que o workshop aconteceu na mesma semana em que a revista Época Negócios mostra as vantagens da variação cega no processo de inovação bem na matéria de capa (Pense pequeno). Sinal de que muita gente boa está trilhando por esse caminho que aparece como tendência clara no mundo inteiro.

Confesso que estou muito animada com tudo o que aprendi, pois sou a própria variação cega materializada num profissional. De onde será que a próxima inovação vai sair?

Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br

17 jun

Fotografia: Steve McCurry

Como eu ia falando no post anterior, boa parte da sensação de que uma palestra foi um sucesso é totalmente ilusória. As pessoas que não gostaram raramente se manifestam e tem muita gente que exagera nos elogios. Para chegar um pouco mais perto do resultado real, há que se provocar feedbacks sem fazer mimimi com o que vai ouvir.

Esses dias, uma pessoa compartilhou sua decepção porque foi num evento divulgado como sendo um workshop comigo. Ela chegou lá e era uma palestra normal, de apenas uma hora. Ficou ainda mais desapontada porque a propaganda gerou muita expectativa. Na verdade, a moça educada não disse que a palestra foi ruim, mas compreendam ela foi preparada para um workshop. Calma que eu já explico a diferença.

Atenção, pessoal que organiza e divulga eventos: workshop e palestra são duas coisas absolutamente distintas! Workshop não é um nome mais chique para palestra, como alguns podem pensar.

Numa palestra, você compartilha suas ideias por um tempo que varia entre 60 e 90 minutos e depois as pessoas fazem perguntas (pode ter algumas variações, como perguntas durante a explanação, que eu até prefiro, mas é basicamente isso).

Um workshop pressupõe interação e experiência prática (não é à toa que a tradução em português é oficina — quase ninguém usa porque não é tão chique). Nesse caso, quem está participando não é apenas passivo; vai sair de lá com alguma coisa construída. Ah, e inserir uma dinâmica de grupo não configura workshop (detesto aquela de abraçar o estranho ao seu lado ou cantar músicas bregas com mãozinha para cima…eheheh).

Num workshop você coloca em prática alguma técnica que o facilitador está compartilhando (Viu? O nome nem é palestrante!). Para isso, é preciso tempo, ferramentas e local adequado. Não sei os demais, mas nunca participei e nem facilitei nenhum trabalho desses em menos de 3 horas. É que primeiro você precisa dizer a que veio, explicar a técnica, seus objetivos. Depois, o pessoal põe a mão na massa para, no final, apresentar e discutir os resultados.

Agora imagine a decepção de uma pessoa que vai esperando uma coisa dessas, se vê numa sala cheia de gente e tem que escutar alguém falar ininterruptamente por uma hora. É de chorar mesmo!

Então, fiquem espertos. Se o evento só dura uma hora e está sendo vendido como workshop, desconfie! Provavelmente o pessoal da divulgação não sabe direito a diferença entre uma coisa e outra.

14 mai

Sábado delícia! Participei de uma oficina de encadernação promovida pela GM2 Papeis Especiais e me diverti horrores. Primeiro o ambiente, que é o paraíso para quem ama papel. Depois, os participantes (apenas 5), divertidíssimos. A professora (Joana Amarante), um poço de paciência, nos ensinou a fazer 2 modelos de caderninhos de anotação: um com capa de papel vegetal grosso e um com capa de papelão, mais durinha; depois, um álbum de fotos no formato concertina (aquela sanfoninha).

A gente corta tudo com estilete, fura e costura com linha e agulha comuns. Os papeis maravilhosos é que fazem a diferença. Uma terapia e tanto, além de render presentes bem personalizados e charmosos. Ficou com inveja? Manda um e-mail para contato@gm2papeisespeciais.com.br e pede para se cadastrar. Eles avisam toda vez que tem oficina de origami (há várias temáticas), encadernação e tudo relacionado com papel.

O curso, que durou 2 horas, custou R$ 40 com todo o material incluso (e ainda ganhamos um kit maravilhoso com amostras de vários papeis metalizados sensacionais).

Cortei, furei, costurei e colei essas belezinhas em menos de 2 horas!

15 mar

Para quem mora em Florianópolis, olha só que oportunidade imperdível: um curso de origami só com motivos de Páscoa.

Quem oferece é a GM2, paraíso dos papeis especiais, e vai rolar dia 2 de abril, um sábado pela manhã. São dois módulos, um das 9 às 10h30 e outro das 11 às 12h30, sendo que cada um custa R$ 25,00 e os papeis são por conta da GM2.

Ficou com água na boca? É só pedir mais informações para a Carla Timbó escrevendo para  contato@gm2papeisespeciais.com.br ou ligando para (48) 3223-4735 | 9947-2021.

10 fev

Fotografia: Liz Wolfe

Minha amiga Renata Rubim vai ministrar um workshop de criação de design de superfícies para mobiliário imperdível para quem é da área. O evento faz parte de um curso de Design de superfícies aplicado ao mobiliário promovido pelo Prêmio Salão Design Casa Brasil e também conta com a Andréa Krause (Tecnologias atuais para superfícies em madeira), Iris Di Ciommo (Design de superfícies em estamparia para móveis) e Bia Cunha (Design Têxtil aplicado ao mobiliário).

O curso vai rolar entre 23 e 26 de fevereiro de 2011 em Sampa. Ficou com água na boca? Saiba tudo clicando aqui.

8 fev

A Carla Salles pediu para avisar ao pessoal de Curitiba que o Alexandre Wolner vai estar na cidade nos dias 26 e 27 de março, para, a pedidos, repetir o curso Identidade Visual que deu em Sorocaba no ano passado e que fez o maior sucesso. Ficou com água na boca? Clique aqui e saiba como participar!

23 jan

O Márcio Sartori, da Ícon design, um estúdio especializado em design automotivo, escreveu porque observou a quantidade de comentários de um post de 2008 relacionado ao assunto.  Eles oferecem cursos de sketch, gestalt automotivo, rendering digital, modelação em alias e em breve modelação em clay. Então, para quem quer se iniciar no assunto e não sabe por onde começar, aqui está a escola. Para saber mais detalhes, é só clicar aqui.

18 out

Para quem está em Sampa, essa é imperdível. Nos dias 29 e 30 de novembro, o fotógrafo Michel Téo Sin e o Food Stylist Heiko Grabolle, do Fotografia de Comida, vão ensinar os segredos para quem quer que seu macarrão fique bem na foto. E também o pudim, o feijão, as empadinhas…hummm…

Ficou curioso? Clique aqui e saiba tudo sobre esse workshop delicioso!

13 ago

Oi, pessoas de sorte que moram em BH e imediações! O Centro Minas Design está promovendo o 2º Ciclo de Capacitação para Designers e tem um monte de palestras irresistíveis. Se eu estivesse aí, não perderia nenhuma.

Quer saber mais? Clica aqui.

24 jul

newsletter_workshop_design-de-superfacie_10-03-19-capiaQuem estiver no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de agosto não pode perder o workshop de Design de Superfície da queridíssima Renata Rubim.

Quer saber mais?

Vai correndo clicar no link do Instituto RioModa. Imperdível!

21 jan

Quer fazer uma pós em branding? Pois a Unisul está oferecendo o curso esse ano (vou ministrar duas disciplinas) e acho que vai ser bem bacana. As aulas serão às quartas e quintas feiras (seu final de semana está garantido) no campus da Rua Trajano, bem no centro de Florianópolis. Clique aqui para saber tudo e se matricular para não perder a chance!

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10 jul

Se tem uma coisa que eu amo, é papel. Gosto do cheiro, da textura, de tudo! Pois o paraíso das pessoas que adoram papel é a GM2, que vende papéis especiais aqui em Florianópolis. E olha só que ideia mais bacana a loja está promovendo. Todas as terças e quintas do mês de julho tem oficina de origami, das 10 às 11 horas da manhã. Cada aula custa R$ 10,00 (material incluso) e para reservar seu lugar é só escrever para contato@gm2papeisespeciais.com.br ou ligar para (48) 3223 4735.

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30 jun

9Ou pelo menos, quase tudo. São nada menos que 50 lições que falam de tipografia, design baseado em grids, teoria das cores, teoria do design, interface com o usuário e usabilidade. Tudo isso de graça, presente do generoso Danny Outlaw. Imperdível!

Clique aqui e divirta-se!

19 jun

Esse é o nome do curso que o premiadíssimo Christian Ullmann estará ministrando em São Paulo, dias 30 de junho, 1 e 2 de julho (período noturno). Ele vai apresentar cases de sucesso e revelar para empreendedores, gestores, designers e demais interessados como o design pode ser um importante aliado para desenvolver soluções sustentáveis para as empresas e a sociedade. Quer saber mais? Clique aqui ou envie um e-mail para info@idds.com.br.

24 mai

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Toda semana eu recebo dicas de português por e-mail. É um boletim com dúvidas que os internautas postaram no site www.linguabrasil.com.br com as respectivas respostas e exemplos. Quer receber também? É só ir no site e se cadastrar. Muito bacana mesmo!

19 mai

Quem estiver a fim de expandir seus conhecimentos nas tecnologias do mercado de criação pode participar do seminário Digital Update, que acontece nos dias 3 e 4 de julho, em São Paulo. O evento dedica um dia para abordar a teoria e outro só a prática, com treinamentos em laboratório.

(mais…)

13 mai

Gente, olha que notícia boa para quem está tomado pela febre dos games (que, pelo que eu sei, tá pegando mais que a gripe suína)! Ian Schreiber, professor de Game Design e co-autor do livro Challenges for game designers, resolveu montar um curso de game design no seu blog. O curso tem duração de 10 semanas (29 de junho a 6 de setembro) e só tem que pagar o livro didático (R$ 25,00). Quer saber mais? Clique aqui. Fiquei sabendo pelo Design on the Rocks.

6 mar

Essa é para o pessoal de São Paulo: vai rolar o Workshop de Criação com Renata Rubim (referência no Brasil em design de superfícies, sou muito fã dela) na CASA (Museu do Objeto Brasileiro) nos dias 25 e 26 de março, das 14 às 20 horas. As inscrições vão só até dia 16 de março e as vagas são limitadas. Quer saber mais? Clique aqui!

renatarubim

15 nov

orbitato

Eu ainda não conheço pessoalmente o Instituto Orbitato, mas vou tentar me organizar para fazer alguns cursos lá o ano que vem. É um mais legal que o outro, dá uma olhada:

Tipografia sem mistérios − Moda, design e comunicação: oficina interessantíssima sobre logotipos de marcas famosas com Ricardo Mayer (dias 22 e 23 de novembro). O Ricardo Mayer tem um olho tão treinado que tem até um blog sobre as soluções tipográficas em caçambas, o bem-humorado FontesEntulho. Entre outros trabalhos, ele é o criador da marca Orbitato.

Fotografia com qualquer máquina: oficina com Tony de Marco (dias 5 e 6 de dezembro), sendo que no dia 5 tem uma palestra gratuita “A difícil imagem fácil“. O cara tem um senhor currículo − só para se ter uma idéia, foi o criador da revista MacMania e hoje edita a TupiGrafia. Concorda que é imperdível?

A Orbitato fica na chamosa cidadezinha de Pomerode, interior de Santa Catarina. Isso é que é unir o agradável ao agradável! Quer saber mais? Clique aqui.