Arquivo de ‘ecodesign’

8 jun

Essa semana fui com a queridíssima Angela Langer na abertura da exposição dos alunos de design industrial da Universität der Künste BerlinKoordinaten und Ecken – Oh Behave!“ e ficamos babando não só com o campus, à beira do Rio Spree, como com a possibilidade de estudar num lugar assim.

Como era uma exposição de alunos, a maioria dos objetos era bem conceitual (à exceção da turma de Design Digital que apresentou vários aplicativos para Smartphones). O Design de Moda apresentou sapatos, acessórios e vestimentas bem curiosos, mas a parte que eu mais gostei foi o tema do Design de Produto: o espaço do canto.

Eles explicam que o canto é um lugar onde se fica de castigo ou com vergonha. É também um lugar usado para rezar e meditar. Apesar de sua importância, o canto sempre tem seu poder subestimado nos projetos de interiores. E não é que é mesmo?

Eles então apresentaram uma estante muito original, um pufe com elástico e bolinha de madeira (que eu levaria para casa, com certeza), alguns banquinhos nem tão inspirados e um banco de madeira bem interessante. Agora fui no site da exposição para pegar as referências e vi que a Angela e eu aparecemos em duas fotos…veja só.

Esse aí embaixo é o tal do pufe. Ele é feito com bolinhas de madeira amarradas com elástico (0 autor disse que gastou cerca de 200 horas para montá-lo e eu acredito). Na primeira versão, era todo maciço, mas não funcionou muito bem. Agora tem um miolo de espuma e, talvez por causa dos elásticos de amarração, a peça ficou surpreendentemente confortável. Gostei!

Essa é a estante de canto; muito instigante.

Esse banquinho serve para os pais conversarem ou lerem enquanto a criança brinca de escorregador. A garrafinha não faz parte…rsrsrs

Esse projeto de pesquisa mostrava todas as aberturas possíveis em uma camisa branca e a forma de vesti-la. Tinha sapatos e acessórios baseados na mesma ideia.

14 mai

Nossa, olha que projeto mais genial: a Joanninha, uma loja criada pelas sócias Alessandra Piu e Anna Fauaz, aluga livros, brinquedos e fantasias para crianças de até 7 anos, em vez de vendê-los. Os alugueis são por mês, trimestre ou ano e a criança pode trocar o brinquedo alugado nesse período. Se ela quiser muito, mas muito mesmo, a loja até pode vendê-lo, mas a ideia não é essa.

Todas as peças são feitas com materiais certificados e a criança deve devolvê-lo na mesma sacola em que ele veio (nossa, é assim que se educa crianças de verdade; sendo coerente nos mínimos detalhes). Outra coisa bacana é que lá não tem essa bobagem de brinquedos de ação para meninos e tudo rosinha para meninas; todo mundo pode brincar com o que quiser.

Cada objeto tem um caderninho que conta sua história, de onde esteve e como participou da vida da criança (elas próprias escrevem no caderninho, que vai circulando conforme o brinquedo vai sendo alugado). Assim o joguinho ou boneco não é descartável, pois tem sua história registrada. Ao mesmo tempo em que brinca, a criança aprende a dar valor às experiências, exercita a escrita (mesmo que com a ajuda dos pais) e aumenta sua rede de relacionamentos.

O serviço é oferecido em São Paulo e Belo Horizonte e, olha, fico orgulhosa de habitar um mundo onde uma ideia dessas vai pra frente. Assim dá até para ter alguma fé no futuro; o que tenho visto no dia-a-dia são serezinhos cada vez mais egoístas, mal-educados e consumistas.

Mas olha que máximo, nem tudo está perdido!

Achei a dica preciosíssima no sempre ótimo Mosca Branca.

29 abr

Uma coisa muito pouco explorada no Brasil é a propaganda que usa a bicicleta como veículo (literalmente). Talvez porque andar de bicicleta no nosso país ainda seja uma temeridade; com o desrespeito geral que impera no trânsito e os pouquíssimos quilômetros de ciclovias, pedalar não é para os fracos.

Mas as empresas bem que podiam ajudar os cidadãos a ficar mais saudáveis, as cidades menos poluídas e ainda ganhar moral com isso. E não é apenas para grandes corporações não; dá para patrocinar alguém que usa bastante a bicicleta no dia-a-dia ou até frotas inteiras para aluguel. Dá até para usar sua própria bike para fazer propaganda de sua start-up, já pensou?

Bom, aqui também tem uns comerciantes espertinhos que estacionam estrategicamente a magrela devidamente paramentada num lugar bem movimentado e a deixam lá, para exposição. De qualquer maneira, a cidade só ganha com essa invasão do bem.

Olha aqui alguns exemplos para o pessoal se inspirar!

Feita à mão... propaganda de uma escola de dança especializada em tango

Auto-referência: propaganda de aluguel e venda de bicicletas

O café fica num pátio interno, meio escondido. Então é só deixar a magrela na porta, que o povo entra!

Veículo da empresa de massagens em domicílio

Mesmo velhinha, a bike serve de suporte hype para placas de sinalização

Uma escultura montada na bike, olha só que original!

Como não notar tanta discrição?

Estúdio fotográfico que curte enigmas visuais...

A loja fica numa ruazinha paralela, então tem que aparecer na avenida de algum jeito (só achei que, pela marca que divulga, a bike devia ser toda estampadinha e colorida. Ruído na identidade.).

A GE, que faz carros elétricos, não podia ficar de fora!

Essa aí não tem placa, mas compõe a fachada de uma floricultura.

Hoteis, aprendam: aluguem bicicletas e façam propaganda ao mesmo tempo!

Minha favorita!

17 abr

Animaris ou bestas da praia são os nomes que o engenheiro mecânico e artista holandês Theo Jansen usa para se referir às suas incríveis criaturas. Já queria explorar a Holanda faz tempo, mas agora não vai ter jeito mesmo. Além da espetacular Amsterdam e da famosa cidade de Erasmo (Rotterdam), vamos ter que reservar um tempo para passear um pouco em uma praia próxima a Scheveningen só para ver essas criaturas milagrosas.

Os animaris são construídos a partir de tubos de plástico e possuem um engenhoso sistema de armazenamento de ar construído a partir de garrafas PET que propele o sistema todo com a ajuda do vento. Depois das “bestas” soltas, os movimentos dependem apenas do vento; não se tem nenhum controle sobre elas; por isso parecem tão vivas.

Na verdade, Jansen brinca com isso desde os anos 90 do século passado e já tinha visto outro vídeo sensacional faz alguns anos. Agora estava pesquisando sobre inovação e achei impressionante como o trabalho dele continua cada vez mais surpreendente.

Coloquei isso na minha lista de coisas imperdíveis para se ver nesse mundão de meodeos. Dá uma olhada no vídeo abaixo e dê uma revisada na sua…

clip 1klein kl from Strandbeest on Vimeo.

23 nov

Uma das vantagens de se trabalhar em Belo Horizonte é que o coffee-break é uma coisa dos sonhos; faz uma semana que praticamente me alimento só de delícias aqui na terra do pão de queijo. Mas ontem teve um treinamento para a equipe de uma universidade que trouxe novidades hora do lanche. É que além das xícaras convencionais de café, apareceu um copinho inovador feito de papel.

Parece mais sustentável que a versão convencional de plástico, além de mais prático para armazenar. Achei a ideia ótima, mas acho que o design ainda tem alguns pontos que precisam ser aprimorados.

Quando a gente enche o saquinho-xícara com café quente, ele não consegue isolar o calor e pode até queimar os dedos. Por causa disso, fica difícil de segurá-lo e a gente acaba pegando por baixo, onde tem a parte da emenda, que é mais larga.

Tomar o café também é uma sensação um pouco estranha, pois o copinho é mole (o papel parece craft, aquele de embrulho). A parte boa é que não vaza café e o saquinho continua perfeito depois que a pessoa esvazia o conteúdo, podendo ser reutilizado como qualquer xícara comum.

Olha, gostei da ideia, mas minha sugestão é que tenha uma parte mais grossinha na lateral (algo que lembrasse uma asa) que servisse de apoio para a pessoa segurar sem se queimar.

Olha só que interessante (o designer Beto Ferris, que estava fazendo o curso, serviu de modelo sem cobrar cachê!!).

E você, o que achou?

17 nov

Fazia um tempo que eu não postava nada sobre crise de identidade, mas motivada pelo curso de identidade corporativa que começa terça-feira aqui em Belo Horizonte (veja aqui mais detalhes), resolvi ressuscitar alguns exemplos onde o que a empresa diz não é compatível com o que ela mostra.

O primeiro caso me foi enviado pelo Daniel Santos, sempre atento. Ele foi almoçar nesse restaurante em Florianópolis que também frequento (comida ótima e atendimento acima da média, por sinal) e percebeu o ruído na comunicação.

Nem vou dizer que o restaurante se chama Mirantes e nenhuma das muitas filiais espalhadas pela cidade tem vista para algum lugar que valha a pena (Mirante não é isso? Um lugar com ponto de vista privilegiado?).

O fato é que eles usam um saquinho de papel para embrulhar os talheres que gera mais lixo (pois o saquinho não tem nenhuma função adicional além dessa extremamente fugaz, sendo que eu poderia pensar em várias); o papel é branqueado (nem sequer é pardo ou reciclado) com impressão em preto.

Até aí não chamaria a atenção de ninguém; o problema é que aparece a totalmente descabida frase “Junto com você por um mundo mais sustentável“. Gente, de onde saiu isso? Parece que alguém achou a frase bonitinha e colocou lá (ou achou que não usar plástico já autorizava chamar a empresa de sustentável, vai saber).

Olha, não ficou legal não, melhor rever e ênfase na sustentabilidade porque o argumento não está se sustentando…

O segundo exemplo é uma vitrine que vi também em Florianópolis. Uma loja que, entre outras coisas, vende “moda evangélica” seja lá o que isso signifique. Mas por mais imaginativa que a pessoa possa ser, jamais vai adivinhar que essas roupas que estão mais para periguete pudessem combinar com o conceito de evangelização. Sei lá, achei muito ecletismo.

Prestem bem atenção nos modelitos e reflitam…

22 jun

Hoje fui ver a mostra dos trabalhos selecionados no 5. Recycling Designpreis 2012, um evento que acontece todo ano e premia as melhores peças de design de vários países do mundo (inclusive do Brasil) concebidas a partir de materiais reciclados ou reutilizados.

O evento acontece no shopping de decoração Stilwerk Berlin;  todo mês tem uma exposição diferente no lugar (veja a Mostra de Design Brasileiro aqui), e achei essa uma das mais tímidas, pois não tem muitos projetos não.

Mesmo assim, vale uma olhada com atenção, pois o que tem foi muito bem escolhido pela curadoria. Vem ver…

Você já tinha reparado que a forma de um orelhão é perfeita para uma poltrona?

Esses óculos feitos de tocos de madeira ficaram super estilosos

Esses sacos são tecidos com fitas de vídeo cassete

Uma geringonça engraçada que faz café espresso (será que é bom?)

Achei essas cadeiras bem simpáticas...

Para ver mais imagens, clique aqui e vá direto no Flickr.

10 jun

Nossa, acontece tanta coisa nessa cidade que a pessoa não dá conta nem de saber, quanto mais de ir nos eventos. Para se ter uma ideia, fiquei sabendo que a Madonna vai cantar aqui dia 30 e nem vi propaganda nenhuma (os ingressos já estão esgotados).

Mas eu não podia perder o International Design Festival Berlin 2012, né? Acabei indo só na exposição, mas já valeu demais; festa para os olhos é pouco.

O evento aconteceu em um dos hangares do Tempelhof, um aeroporto construído em 1927 e desativado em 2008 porque estava muito dentro da cidade (a arquitetura é linda e esse lugar histórico merece um post específico, aguardem).

Mas você está pensando naquelas mostras sofisticadas e arrumadinhas, tipo Casa Cor? Nada mais diferente! Aqui a coisa é bem despojada (a cara de Berlin) e tinha desde um carro do patrocinador até coletivas de estudantes e pesquisas com objetos do cotidiano bem conhecidos. Todo mundo bem à vontade, como se estivesse em casa…

Além da exposição, nos 4 dias do evento aconteceram também um simpósio, premiações, workshops, visitas a estúdos e palestras diversas. Os experimentos e materiais dos workshops estavam bem no meio da exposição, com o povo trabalhando ao vivo e a cores. Aliás, tinha muita gente produzindo objetos em tempo real, sujando a mão mesmo.

Só senti falta do design brasileiro, que não estava representado na mostra, sabe-se lá por quê…

Mas chega de blablabla e vamos ao que interessa: as fotos!

Quase morri de rir com isso. É que tinha uma parte da exposição mostrando objetos cotidianos da China; olha que prática uma cueca para políticos...eheheh (mudando de assunto, a China já parou de copiar faz tempo; o design deles já está chamando atenção do mundo).

Fiquei muito impressionada com esse guarda-chuva holandês; tinha um vídeo mostrando várias situações de ventania, até um cara pulando em queda livre antes de abrir o pára-quedas e ele não vira de jeito nenhum, é quase milagroso!!!

Que tal estampar um tapete com a imagem de satélite de sua cidade ou bairro? Adorei!

Esse designer explorou as várias possibilidades de sentar; ele usava discos de borracha para tornar as cadeiras alternativas mais confortáveis (os discos eram produzidos ao vivo!)

Tinha muito trabalho manual e esse sujeito fazendo um tricô gigante fez sucesso. As texturas e o design de superfície estavam causando (a Renata Rubim iria surtar)

O painel feito de caixas de papelão amarradas com cintas ficou muito bacana; todos os armários e móveis desse estande usavam o mesmo princípio.

Esse banquinho foi o meu preferido de toda a exposição. Não é muito fofo?

Poltronas feitas de sucata de avião e pelego; aproxima bem as pessoas, perceba que um assento é virado de frente para o outro, numa peça só.

Baguncinha boa de workshop...

Esse chão é maravilhoso: dá para fazer qualquer coisa que fica show!

Lanchinho na pista; lembra que o evento era num aeroporto?

Legal, né? Mas tem muito, mas muito mais mesmo! Clica aqui e vai direto no Flickr visitar a exposição!

22 mai

Uma das coisas mais pitorescas aqui em Berlin é o fascínio que esse povo tem por coisas usadas; as pessoas não são desesperadamente consumistas e valorizam bastante os objetos que têm histórias para contar.

Bom, está certo que as calçadas largas são tudo na vida de uma cidade que respira arte e hoje o dia estava particularmente ensolarado e inspirador. Mas vê se não dá vontade de ter uma lojinha assim no seu bairro…

Olha que cadeiras mais charmosas...

Água fresca para os muitos peludos que frequentam o pedaço

Tem louças, sapatos, móveis, discos de vinil, brinquedos, malas, revistas, livros... é só escolher!

Essa combinação de cores é TUDO, né não?

O café ao lado também usa móveis usados na calçada; como não amar?

Sério, dá até um tédio agora quando olho aquelas revistas de decoração com móveis caríssimos e monocromáticos onde parece que não mora ninguém. Assim é tão mais bonito!

13 mai

Tem uma campanha do governo alemão rolando aqui que bem poderia ser reproduzida no Brasil. Chama-se “Zu gut für die Tonne” ou “Bom demais para o lixo“.

É o seguinte: um estudo da Universidade de Stuttgart descobriu que cada alemão joga fora, por ano, cerca de 82 kg de comida. Juntando a população do país todo, dá absurdas 6,7 milhões de toneladas por ano de comida jogada no lixo. E comida é uma coisa que dá trabalho produzir: requer muita água, muito espaço, muita gente trabalhando e queima um montão combustíveis fósseis no transporte. Em última instância, além de contribuir com a destruição do planeta, jogar comida fora é rasgar dinheiro.

Só para se ter uma ideia, lá se vão 700 litros de água para produzir apenas 1 kg de maçã. Mais 1.300 litros para 1 kg de pão (considerando que tem que plantar o trigo e irrigá-lo). Para 1 kg de queijo, a conta fica em 5.000 litros. Se pensar em 1 kg de carne, mais 15.000 litros. Depois ninguém sabe porque o planeta está ameaçado e estamos todos indo para o buraco. Quantos milhões de litros de água a gente joga fora só em comida? E se considerar o transporte e o resto do impacto, então, é para dar vergonha mesmo.

A pergunta que não quer calar é: por que jogamos tanta comida fora? A campanha responde: primeiro, a gente compra mais do que precisa. Depois, não sabemos conservar os alimentos corretamente. Por último, não comemos direito.

A campanha dá dicas para comprar melhor (ex: não se deixar seduzir por promoções que forçam você levar para casa uma quantidade maior do que precisa; fazer um planejamento e sempre levar uma listinha, etc); para conservar melhor (ex: não encher demais a geladeira, embalar corretamente, dicas de como conservar cada tipo de alimento); e para comer melhor (ex: tem várias dicas e receitas para aproveitar sobras).

Eles distribuem cartões postais com receitas e dicas, além de espalhar vários cartazes pela cidade. Mas o mais legal são as garotas-propaganda da campanha. Olha só que fofuras!

Penso que a ideia podia também ser aplicada no Brasil, onde desconfio que a gente desperdice mais ainda (no nosso caso, o desperdício acontece até antes da gente comprar, durante o transporte e o armazenamento).

O site da campanha é esse aqui para quem quiser saber mais: www.zugutfuerdietonne.de.

27 jan

Como eu já tinha comentado, o quente aqui são as coisas de segunda mão. Com roupas não é diferente. Pessoas realmente descoladas e que ditam tendências, não se vestem nas H&M, Zara e C&A da vida (como eu); nem nas Gucci ou Prada (isso é para turistas). Elas querem coisas originais; então vão nos brechós.

Tem muita roupa para vender nos flohmärkte, mas nos brechós é que a coisa esquenta mesmo. Tem os exclusivos, especializados em peças vintage (bem caros, por sinal) e os mais populares. A rede Humana tem 13 lojas em Berlin (e mais meia dúzia em outras cidades), mas a top mesmo é a da Torstraβe, com 5 pavimentos!

Hoje fui dar uma voltinha por lá com minha câmera secreta (acho que vou estudar jornalismo; descobri que adoro essa vida de repórter), já que, como em todas as lojas, é proibido fotografar, mesmo se for para fazer propaganda a favor (vai entender….).

Essa loja da Humana é como qualquer loja de departamentos, só que mais despojada na infraestrutura (acho que faz parte do conceito); os cartazes são de papel escritos à mão, assim como as etiquetas. A loja é decorada com algumas colagens de revista, bem alternativa mesmo. Mas também muito organizada; é tudo separado por cores (como no meu guarda-roupa, quando eu tiver um…rsrsrsr). A principal diferença de uma loja de departamentos comum é que não tem duas peças iguais, são todas diferentes.

No térreo fica a seção feminina; primeiro andar, mais roupas de mulher e crianças. No segundo, roupas masculinas e calçados. No terceiro, tem de tudo: cortinas, lençois, louças, toalhas de banho, brinquedos, livros, discos, CDs, patins, bolsas, cintos, material de escritório, vestidos de noiva, utensílios domésticos variados e tudo o mais que você possa imaginar. No último é a sessão vintage: as roupas estão separadas por décadas: 50, 60, 70 e 80. Mesmo que você não compre nada, é um passeio e tanto.

Os preços variam muito (claro, tem camisetas de € 4, como na H&M, mas também casacos de pele ou couro de € 350); entre uma coisa e outra, há de tudo. Vem comigo!

Fachada do parque de diversões

Tudo separado por tipos e cores

Acho que é aqui que o Augustinho da Grande Família compra as camisas

É muita estampa bacana

Como não se divertir num lugar desses?

Tinha gente às gargalhadas experimentando de tudo

Vestidos de noiva horrorosos, acompanhados de soutiens pretos (?!)

Sim, também dá para comprar calcinhas ultra modernas (e pijamas, cuecas, meias, louças, tapetes, toalhas, brinquedos, enfeites, camisolas, cortinas, enfim, tudo para o seu enxoval)

Blusinhas fofas que eu jamais usaria

Onde mais você encontraria esse belíssimo vestido verde e o macacão no melhor estilo Dancing Days? O incrível é que ele é todo forrado de pele por dentro...

Ainda tem mais um montão de fotos, mas iria ficar pesado postando aqui. Quer ver todas? Clica aqui e vai lá nomeu Flickr!

11 dez

O leitor Marcelo Alves mandou uma sugestão de post bem bacana. Eu já tinha visto em um blog gringo (que agora não me lembro mais qual é) e achei muito interessante, mas na correria em que estou, acabei não postando nada. Aí vem o moço chamando atenção para o mesmo tema; agora vai, porque vale a pena mesmo.

Estou falando do trabalho do publicitário Bruno Honda Leite. Ele pega qualquer embalagem de qualquer produto e transforma o negócio em arte usando só canetinhas de escrever em CDs (antigamente se escrevia em transparências para retroprojetores). Por causa disso, Bruno deu o nome da arte que ele inventou de retroreciclagem (retro, no caso, é o tipo da caneta que ele usa).

Acho eu que ele faz uma base com algum tipo de tinta para uniformizar a superfície de fundo, mas não consegui confirmar isso em lugar nenhum (é só dedução minha). E o site/portfólio dele é bacanérrimo, mas também não consegui achar nada sobre o autor, além das obras e de uma entrevista que ele deu para a revista Pais e Filhos.

Enfim, o sujeito faz mágica mesmo com as canetinhas, tem uma criatividade impressionante e, mais do que essas duas coisas, desenha como ninguém.

Dá orgulho de ver um um artista brasileiro tão sensacional assim, né? Olha só uma amostra do que esse sujeito consegue fazer com a tal canetinha; não tem como não amar.

Acho que na encarnação passada, isso foi um camburão de gasolina

Toy art feito com embalagens de desodorante (eu acho)

Nem caixa de papelão escapa

Babei. Qualquer dia vou experimentar também…

Ah, as imagens desse post eu tirei daqui.

***

PS: O Bruno viu o post e comentou, dando umas dicas legais para mais informações, inclusive divulgando canal dele no Youtube. Quanto aos personagens, o primeiro é o Lafayette Toledo, ex-galão de sabão industrial de 50 l, gerente de lojas de departamento, solitário e mal-humorado (veja mais aqui); o segundo , ex-desodorante, é o super-herói Yellowman (mais aqui); o terceiro, com 2 m de altura, é feito com caixas velhas de papelão e chama-se Malaquias de Souza, mendigo e ex-publicitário (veja aqui).

26 nov

Pois é, preciso confessar que sou uma mulher que viaja às custas das milhas do marido (claro que tinha que ter um truque né? Ou vocês achavam que eu era rica para poder ficar indo e voltando de Berlin na maior moleza? Eeheheh..).

Dessa vez as milhas disponíveis eram da Air France e a passagem que consegui era uma operação conjunta com a Alitalia. Então entrei na Europa por Roma, depois fui a Amsterdam e só depois para Berlin. Graças às minhas fervorosas preces à Nossa Senhora das Bagagens Extraviadas, minha mala chegou junto comigo, contra todas as expectativas.

Em Roma foi uma delícia chegar ouvindo todo mundo parlando alto; me senti em casa (ainda não visitei a Itália; estou sonhando com isso). Rolou um certo stress (minha bolsa sumiu na fila de inspeção do Raio-X, mas depois dessa mulher fina que vocês conhecem ter armado um barraco — acho que na Itália tá valendo — e gritado exigindo a presença da polícia, a bolsa apareceu milagrosamente, vejam que coincidência), mas no final, fiquei com pena de não podido visitar a cidade, que parece deslumbrante vista de cima.

Mas a maior surpresa mesmo foi o aeroporto de Amsterdam. Não sei vocês, mas para mim aeroporto é que nem shopping; uns maiores, outros menores, mas a maior parte é mais do mesmo. Não conheço tantos aeroportos assim, mas o troféu Top One ficou, sem sombra de dúvida, para Schiphol, em Amsterdam.

Gente, aquilo é que é aeroporto, o resto é rodoviária melhorada (em alguns casos, piorada). Já cheguei estranhando o silêncio que impera no lugar, apesar do número de pessoas e da enormidade do local (desembarquei no portão H43 e minha conexão era no D82; calculem). O tratamento acústico é perfeito e cada vez que um vôo é chamado, a voz da moça parece música; dá para ouvi-la respirar, de tão limpo é o som.

Havia duas lojas de flores, sementes e bulbos dentro do aeroporto (não é à toa que a Holanda é famosa por suas flores maravilhosas). Mas o que mais me chocou foi a sala de espera. Gente, tinha árvore de verdade plantada; um verdadeiro projeto de paisagismo e integração de mobiliário. Deu vontade de morar lá, juro.

Vou deixar vocês com uma amostra das imagens; só posso dizer que se o aeroporto é assim, imagina só a cidade. Amsterdam já estava na lista de desejos, mas agora foi para a categoria “urgente: não posso mais viver sem“.

Floricultura dentro do aeroporto

Praça central cheia de árvores, pro povo relaxar nos pufes enquanto espera o vôo

É uma verdadeira floresta dentro do aeroporto

Nada daquelas cadeirinhas de tortura medieval...

Como na maioria dos aeroportos grandes, aqui também tem esteira rolante nos corredores. Mas nunca tinha visto com projeto de paisagismo incluso...

Os aeroportos deviam usar esse aí como benchmark

Até na sala de embarque tem plantinhas

A propósito, sei que estou com 653 e-mails para serem lidos e tem gente esperando. Mas ainda não conseguir dar conta; bitte, um pouco mais de paciência…

16 nov

Olha só o que descobri no twitter da @alesie: uma brasileira que mora em Londres e está participando de um projeto muito bacana e original. A ideia era fazer uma revista sobre sustentabilidade e vida saudável. Aí o povo pensou melhor e viu que a revista devia servir para mais alguma coisa. Foi aí que nasceu a Elpis MagBag, uma revista em forma de sacola que é distribuída gratuitamente nos estabelecimentos que respeitam a sustentabilidade (fora que a sacola é de papel, anos-luz mais charmosa que as manés de plástico…).

Como a sacola é de graça, a ideia é financiar o projeto com anúncios. Não é genial?

Dá para saber mais sobre o projeto e até colaborar, clicando aqui. O link que a @alesie postou foi esse aqui (blog ótimo de uma brasileira morando em Londres cheio de dicas bacanas).

14 out

Gente, não é por nada não, mas se eu fosse vocês não deixaria de ver esse vídeo. Vocês vão ver o quanto pode render para uma cidade ter um prédio que ia ser demolido ser ocupado por artistas. Fato.

Se você não conseguir ver o vídeo aqui no blog, pode ir direto no Youtube clicando aqui.

28 set

Não sei se funciona bem, se é prático ou se vale a pena, mas tenho visto muitos carros ligados em tomadas nas ruas. Parece que o futuro já chegou por aqui…

Se eu realmente precisasse de um carro, ia querer o Smart aí da primeira foto. Mas agora é só metrô e bicicleta, para que mais?

24 set

Dessa vez vamos conhecer um pouco do fascínio que os alemães têm por feirinhas de coisas usadas chamados Flohmarkt (plural: flohmärkte) que significa, literalmente, mercado de pulgas.

Gente, tem de tudo mesmo, não é brincadeira não; se duvidar, até pulga adestrada a pessoa corre o risco de encontrar num lugar desses. Na cidade tem um montão dessas feiras, mas a mais famosa, bacana e divertida é a que acontece no Mauer Park, em Prenzlauerberg. Vem dar uma voltinha e ver como é que a coisa acontece.

Se o vídeo não rodar automaticamente, você pode assisti-lo direto no Youtube, basta clicar aqui.

8 jul

A ideia que a gente faz (pelo menos eu) de móveis feitos de papelão é mais um menos como um armário, um banquinho e uma mesa meio toscos para usar em casos de emergência. Mas olha só que coisa mais bacana a empresa australiana Karton inventou. Não é que ficou bem joinha? Os gatículos aqui de casa iriam adorar…

Achei no sempre ótimo LikeCool.

31 mai

Pelo jeito, a palavra multifuncional está bombando mesmo por aqui essa semana.

Se você é como eu, que adora aquelas revistas lindas de design como a abcDesign e a ArcDesign, vai entender o drama.  Leio, olho, namoro e não tenho coragem de me desfazer das belezuras.

O resultado é que a pilha só faz aumentar e me deixar um pouco desesperada com a falta de espaço e desapego de minha parte. O desapego vai ficar mesmo é para a próxima encarnação, ainda mais agora, que descobri esse projeto incrível na newsletter do Think Big Chief com a solução para os meus, os seus, os nossos problemas!

A ideia é dos designers alemães do NJUStudio. Inspirador!

31 mai

Sempre gostei de estantes e móveis multifuncionais (até por necessidade, pois tenho muitos livros), mas essa semana está especialmente recheada do assunto aqui no blog. Recebi do Michel Téo Sin, o fotógrafo de ideias mais brilhante que conheço (são dele as fotos do site e do blog, além do vídeo), um projeto realizado durante a graduação em design (ele também foi meu aluno, mas em outras disciplinas).

Olha só que coisa mais bem bolada e realmente multifuncional. Nota 10!