Arquivo de ‘eventos’

27 mar

Amanhã embarco para o Brasil para pegar um calorzinho, rever gente querida e trabalhar bastante!

A novidade é que acabei de fechar uma parceria com o Diego Trávez e vamos oferecer o workshop Design Desmodrômico em duas datas diferentes em Belo Horizonte (quem quiser saber tudo, é só clicar aqui). Quem fizer o workshop ganha um exemplar do meu mais novo filhote; não tem como perder, né?

Para quem não puder participar, depois só em Berlin…

23 mar

Vivo recebendo e-mails de várias pessoas interessadas em fazer o treinamento para aplicar o método GIIC®, mas não estou conseguindo fechar com parceiros no Brasil. Então pensei: por que não oferecer o curso em Berlin?

Os participantes poderiam aproveitar para conhecer a cidade com uma guia para lá de luxuosa (rsrsrs) e fazer o curso ao mesmo tempo. Reúna 10 amigos e venha! Os encontros serão de segunda a sexta e duram 4 horas por dia (parte para o curso e parte para visitas guiadas pela cidade); o resto do tempo é livre para flanar por aqui.

Já tem uma turma aberta para junho; vai perder?

As aulas vão ser em cafés ou em parques e recomendo o período entre maio e setembro para a gente conseguir aproveitar mais. Num grupo pequeno assim, a interação é maior e a gente aprende muito mais, de um jeito divertido e produtivo. Berlin é uma das capitais mais baratas da Europa, o que viabiliza muito a participação dos brasileiros interessados.

Você volta para casa feliz, cheio de ideias, com o currículo turbinado e ainda ganha o livro e um certificado! Na verdade, qualquer um dos cursos disponíveis no meu site pode ser ministrado dessa maneira, é só escolher.

Junte a fome com a vontade de comer: faça o curso em português e conheça Berlin!!!

Ficou com água na boca? É só clicar aqui para ir no hot site do curso.

Seguem umas fotos das salas de aula para o povo se animar!

Tchüss :)

10 out

Charles e Ray Eames eram um casal de designers americanos dos sonhos. Bonitos, charmosos, bem-relacionados e talentosíssimos, contribuíram muito para o mundo ficar mais instigante, interessante e confortável.

O Conrado e eu somos fãs não é de hoje; temos algumas cadeiras da dupla no apartamento de Florianópolis que foram compradas de segunda mão e restauradas (são aquelas de telinha preta, mãe). Por isso, na minha passada semanal pelo shopping de decoração Stilwerk fiquei felicíssima em ver que tinha uma exposição deles lá (vai até o dia 18 de novembro).

A mostra apresenta a coleção que eles fizeram para a empresa Vitra (um ícone do design de mobiliário) e concentra-se basicamente em cadeiras e poltronas.

Para minha surpresa, descobri que o passarinho de madeira que namoro há tanto tempo (é um corvo bem gordinho, igualzinho aos que pousam na minha sacada) é de autoria do casal Eames também.

Bom, chega de papo e vamos ao que interessa. Deliciem-se…

Nessa ilha estava passando aquele vídeo antológico feito nos anos 70 e continua atual: Powers of 10. O vídeo é um clássico e vale a pena assistir (já passei para várias turmas de design). Ainda não viu? É só clicar aqui.

25 set

Em novembro volto ao Brasil para dar algumas palestras e cursos (ainda há algumas datas vagas para palestras no começo do mês, aproveite!). Também vou começar o projeto de treinar multiplicadores para o método que desenvolvi, o GIIC® (Gestão Integrada da Identidade Corporativa). O método, já aplicado com sucesso em dezenas de empresas, começa definindo o DNA da organização para depois alinhar todas suas ações e interações de maneira coerente.

Pois é, a parte mais difícil é justamente definir a identidade; ela não é simplesmente uma lista de desejos ou aquilo que os donos gostariam que ela fosse; também não é o que o mercado pensa (isso é imagem). A identidade é o que corre nas veias, que se manifesta na cultura da empresa, que aparece sutilmente (ou não) na tomada de decisões.

Apesar do sucesso e da satisfação dos clientes, há muita coisa para ser melhorada, como tudo na vida. E, penso eu, a única maneira de fazer a coisa evoluir é colocar mais gente praticando, exercitando e criticando. Por isso, decidi treinar multiplicadores e compartilhar todas as dicas, dificuldades, sacadas e experiências com quem estiver interessado.

Penso que os maiores beneficiados são as pessoas que precisam conhecer a identidade da empresa para comunicá-la e geri-la: empreendedores, designers, publicitários, profissionais de marketing, administradores, jornalistas, consultores, enfim, todos os profissionais interessados na interação da empresa com os públicos interno e externo.

Vamos simular um workshop da mesma maneira que faríamos numa empresa; a diferença é que, como cada participante vem de uma organização diferente, vamos usar o exercício para definir a identidade da cidade onde o treinamento acontecerá. Não é bacana? Olha aí a oportunidade para administradores públicos também!

Fazendo o curso você ainda leva, como parte do material incluso, meu livro “DNA Empresarial: identidade corporativa como referência estratégica” autografado (o método está todo explicadinho lá também).

Por enquanto já temos turmas confirmadas em Florianópolis e Belo Horizonte. Quer saber mais detalhes? Fiz uma página caprichada só para isso, é só clicar aqui.

14 jul

Faz um mês que está chovendo praticamente todo dia nessa terra; como estou saindo de uma gripe, as conjunções climáticas não estão me permitindo muitas incursões pela cidade (e olha que minha lista de lugares para visitar só faz crescer). Mas hoje parou de chover das 2 às 5 da tarde; calhou que eu tinha lido no jornal que ia ter um Encontro Internacional de Möpse, aquele cachorrinho que em português se chama Pug (Möpse é o plural de Mops). Catei o marido e lá fomos nós ver os fofuchos.

Confesso que minha preferência é por peludos grandes (eu surtaria num encontro de galgos afegãos ou labradores, meus preferidos) e nem acho essa raça muito bonita, mas valeu demais.

Nossa, que evento bacana! Teve corrida (cada um corria de uma vez; ou o dono chamava na outra ponta da pista, ou então corria junto com o fofucho) e muitas brincadeiras. O engraçado é que eles são fortinhos, mas com pernas bem curtas, o que torna a corrida mais divertida. Os pequenos pareciam crianças felizes, correndo na grama e interagindo com os amigos. Até que o bichinho é bem charmoso…

Não está dando para resistir mais tempo sem um peludo aqui; talvez no final do mês que vem a gente adote um gatinho… vamos ver…

Por ora, divirtam-se com esses gostosinhos queridos :)

Depois da chuva, nada como brincar na lama....

Alguém pode me dizer quem está em primeiro na corrida?

Dia de estrela

Corre um de cada vez, e olha que eram 60 competidores

Eles pareciam estar se divertindo muito

Grama perfeita para jogar bola

As pessoas também se divertiram muito e fizeram amigos

E aí, tá olhando o quê?

Muita atenção nessa hora...

Ôba, brinquedos!

Ai que vontade de levar um para casa...

Vai uma cerveja aí, amigo?

23 jun

Hoje aconteceu a Parada Gay aqui em Berlin, mais conhecida como Christopher-Street Day. O nome vem de uma rua de New York, onde, em 28 de junho de 1969, num bar chamado Stonewall, houve a primeira manifestação pública contra a homofobia. Com o tempo, vários países da Europa adotaram o final de junho para fazer a festa (o Brasil também).

Nesse ano, mais um motivo chama atenção para o fato: hoje é também o aniversário do nascimento de Alan Turing, precursor da informática e um dos maiores gênios matemáticos que a Inglaterra já produziu. Todo mundo que trabalha com informática já ouviu falar da Máquina de Turing, o protótipo do primeiro computador. Alan inventou o conceito de algoritmo e, além disso, era filósofo. Durante a Segunda Guerra Mundial ajudou os militares a vencer decifrando mensagens nazistas criptografadas.

Pois é, mas nem mesmo tudo de sensacional que ele fez pelo seu país o livrou de ser preso por um motivo idiota: era homossexual. Ficou doente na prisão, recebeu um “tratamento” com hormônios e acabou se suicidando. E o mundo perdeu um gênio aos 42 anos, no auge de sua produtividade, por pura burrice. O mesmo aconteceu com Oscar Wilde, outra mente brilhante vítima da ignorância.

Sério, por mais que eu me esforce, não consigo entender como é que a vida íntima de uma pessoa pode incomodar tanto outras que não são sequer minimamente impactadas por ela. Que diferença faz se o sujeito só pega no sono com a TV ligada, se adora cebolas cruas ou se prefere pessoas do mesmo sexo para se relacionar? Se você não pretende dormir com ele, nenhuma.

Ainda mais se a gente considerar que a neurociência já descobriu faz tempo que a prediposição para a homossexualidade é biológica e a pessoa já nasce com os genes predipostos a se sentir atraída por pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo, independente de fatores externos (ambiente, cultura, educação, etc). É como ter olhos azuis ou pernas compridas; a pessoa nasce assim e não tem nada de errado nisso.

Então, minha gente, ter preconceito contra homossexuais é igualzinho a ser racista; você está considerando apenas um detalhe genético irrelevante como argumento para prejudicar pessoas. Não é justo. O nazismo usava as mesmas bases, pense nisso.

Estatisticamente, cerca de 10% da população nasce homossexual, não escolhe; por isso, é complicado falar em opção. A única opção que a pessoa tem, no caso, é entre violentar ou não sua natureza; tentar ou não ser feliz.

As desculpas para se perseguir (mesmo que de maneira velada) os homossexuais são tão bizarras que chegam a ser motivo de vergonha alheia. Selecionei algumas colhidas entre conhecidos meus, com nível superior e teoricamente mais esclarecidos. Vai vendo só o naipe das desculpas; a frase invariavelmente começa assim: “Não tenho preconceito contra gays, mas…

“…não é uma coisa normal“. Gente, mas o que é ser normal? Ser a maioria? Então devemos sair dando pauladas para exterminar todos os ruivos, pois eles são apenas 4% da população mundial; muito menos normais que os gays, portanto.

…não permito que meus filhos convivam com gays, pois eles podem se influenciar“. Bom, como já se sabe que a predisposição para a homossexualidade é biológica, essa frase tem o mesmo não-sentido que “Não permito que meus filhos convivam com pessoas de canelas finas, pois eles podem se influenciar“. Ridículo, não? Pois homofobia é ridícula mesmo.

…tenho medo que um gay abuse do meu filho; eles são perigosos“. Bom, segundo uma pesquisa da Universidade de Medicina do Colorado, 82% dos abusadores são heterosexuais e parentes próximos das vítimas (não raro, os próprios pais). Tire suas próprias conclusões.

“…não ando com gays porque tenho medo de levar uma cantada“. Olha, para mim essa é a melhor. Primeiro, a pessoa se acha gostosa a ponto de achar que o(a) gay em questão vai ficar irresistivelmente atraído(a) por ela. Segundo, por que alguém teria medo de levar uma cantada? Será que nunca levou nenhuma? Funciona assim, ó: se estiver a fim encoraje, se não estiver, diga não e pronto. Não doi nada, vai por mim.

Infelizmente ainda tem muita luta pela frente para as pessoas pararem de se incomodar com bobagem e deixar cada um levar a vida como melhor lhe convém, desde que não prejudique os outros; a homossexualidade ainda é considerada crime em mais de 100 países, em pleno século XXI, acredita?

Mas já se esteve mais longe.

Pelo menos aqui em Berlin, os casais gays, homens e mulheres, andam de mãos dadas na rua e ninguém liga. O prefeito da cidade é gay assumido e os partidos não ficam de enrolação fazendo média sem se posicionar; cada um tinha o seu carro oficial na parada com pelo menos um representante.

Coisa linda ver uma festa colorida assim, famílias inteiras com crianças (que não têm preconceitos, isso é coisa de gente grande), shows, música, comida, bebida e, principalmente, muita paz. Talvez demore um pouco ainda, mas tenho fé que o mundo todo ainda vai chegar num nível de civilidade que respeite e valorize as diferenças.

E que não se percam mais Turings, Wildes e outras vidas preciosas em nome da intolerância, da burrice e do preconceito.

Tudo de importante nessa cidade acontece na frente do portão de Brandemburgo

Festa linda, com gente bonita, colorida e bem humorada; como não amar?

Casais hetero aproveitando a festa, que era para todos

Aqui os cadeirantes sempre têm vez

Adorei as perucas coloridas

Bom humor à toda prova

Ano que vem vou comprar uma peruca dessas; amei

Lindona!

Quer ver mais fotos dessa festa coloridíssima? Clique aqui e vá direto no Flickr.

10 jun

Nossa, acontece tanta coisa nessa cidade que a pessoa não dá conta nem de saber, quanto mais de ir nos eventos. Para se ter uma ideia, fiquei sabendo que a Madonna vai cantar aqui dia 30 e nem vi propaganda nenhuma (os ingressos já estão esgotados).

Mas eu não podia perder o International Design Festival Berlin 2012, né? Acabei indo só na exposição, mas já valeu demais; festa para os olhos é pouco.

O evento aconteceu em um dos hangares do Tempelhof, um aeroporto construído em 1927 e desativado em 2008 porque estava muito dentro da cidade (a arquitetura é linda e esse lugar histórico merece um post específico, aguardem).

Mas você está pensando naquelas mostras sofisticadas e arrumadinhas, tipo Casa Cor? Nada mais diferente! Aqui a coisa é bem despojada (a cara de Berlin) e tinha desde um carro do patrocinador até coletivas de estudantes e pesquisas com objetos do cotidiano bem conhecidos. Todo mundo bem à vontade, como se estivesse em casa…

Além da exposição, nos 4 dias do evento aconteceram também um simpósio, premiações, workshops, visitas a estúdos e palestras diversas. Os experimentos e materiais dos workshops estavam bem no meio da exposição, com o povo trabalhando ao vivo e a cores. Aliás, tinha muita gente produzindo objetos em tempo real, sujando a mão mesmo.

Só senti falta do design brasileiro, que não estava representado na mostra, sabe-se lá por quê…

Mas chega de blablabla e vamos ao que interessa: as fotos!

Quase morri de rir com isso. É que tinha uma parte da exposição mostrando objetos cotidianos da China; olha que prática uma cueca para políticos...eheheh (mudando de assunto, a China já parou de copiar faz tempo; o design deles já está chamando atenção do mundo).

Fiquei muito impressionada com esse guarda-chuva holandês; tinha um vídeo mostrando várias situações de ventania, até um cara pulando em queda livre antes de abrir o pára-quedas e ele não vira de jeito nenhum, é quase milagroso!!!

Que tal estampar um tapete com a imagem de satélite de sua cidade ou bairro? Adorei!

Esse designer explorou as várias possibilidades de sentar; ele usava discos de borracha para tornar as cadeiras alternativas mais confortáveis (os discos eram produzidos ao vivo!)

Tinha muito trabalho manual e esse sujeito fazendo um tricô gigante fez sucesso. As texturas e o design de superfície estavam causando (a Renata Rubim iria surtar)

O painel feito de caixas de papelão amarradas com cintas ficou muito bacana; todos os armários e móveis desse estande usavam o mesmo princípio.

Esse banquinho foi o meu preferido de toda a exposição. Não é muito fofo?

Poltronas feitas de sucata de avião e pelego; aproxima bem as pessoas, perceba que um assento é virado de frente para o outro, numa peça só.

Baguncinha boa de workshop...

Esse chão é maravilhoso: dá para fazer qualquer coisa que fica show!

Lanchinho na pista; lembra que o evento era num aeroporto?

Legal, né? Mas tem muito, mas muito mais mesmo! Clica aqui e vai direto no Flickr visitar a exposição!

6 jun

Sábado, dia 6 de junho, vai ser aberta a 13a edição da dOCUMENTA, talvez a mais importante exposição de arte contemporânea do mundo. O evento acontece a cada 5 anos na cidade alemã de Kassel, a mais ou menos 400 km de Berlin.

Bom, mesmo com meu orçamento de estudante-sem-bolsa, vou ter que dar um jeito de ir. Como perder um acontecimento assim?

A exposição dura exatos 100 dias e movimenta artistas, colecionadores, curadores, críticos e todo o povo que faz e acontece na cena das artes ao redor do globo.

Pois essa semana saiu no The New York Times um artigo maravilhoso da jornalista especializada em design Alice Rawsthorn que é uma verdadeira aula de tipografia. Achei tão sensacional que vou compartilhar aqui um pouquinho das ideias dela com vocês.

Alice explica que, nessa edição, os organizadores optaram usar como logotipo a palavra dOCUMENTA escrita normalmente; a única particularidade é que ela está toda em caixa-alta, exceto pelo “d” inicial. A decisão é bastante incomum, a julgar pela assiduidade de marcas multisensoriais, complexas e cheias de movimento nos grandes eventos internacionais ; ainda mais numa exposição como essa, intrinsecamente ligada à criatividade.

Quem opta por usar apenas um logotipo sem o símbolo anexado, não raro apela sem dó para truques tipográficos com o objetivo declarado de chamar atenção. Rawsthorn comenta que normalmente não é muito chegada nessas “inovações” (grifo meu) que dificultam a leitura, como o Ford Th!nk e o I MiEV, da Mitsubishi; se essas marcas são distintivas e memoráveis, não o são pelas razões certas, mas pelo seu poder de irritação quando a pessoa tenta pronunciá-las ou escrevê-las (concordo plenamente com ela, acho que a brincadeirinha já datou e perdeu a graça). Por isso é que a moça ficou tão intrigada com a grafia da dOCUMENTA.

Mas a Alice, com cultura e conhecimento de sobra, conseguiu matar a charada; tem a ver com a moderna cultura alemã, acompanhem o raciocínio.

A dOCUMENTA aconteceu pela primeira vez em 1955, quando o artista e professor Arnold Bode resolveu organizar a mostra na sua cidade natal como uma forma de contribuir para a reparação dos danos causados pela Segunda Guerra Mundial. A ideia era promover empatia e entendimento entre diferentes nações, e o sucesso foi tão grande que a exposição tornou-se um evento mundialmente reconhecido e ansiosamente aguardado nas décadas seguintes.

Cada edição tem sua própria identidade visual, a maioria explorando variações tipográficas, geralmente em letras minúsculas, herança da conterrânea Bahaus. Aliás, esse amor pelas letras minúsculas veio do carismático artista e designer húngaro Laszlo Moholy-Nagy, que começou a dar aulas na lendária escola em 1923. Laszlo era conhecido por encorajar os estudantes a fazer experimentações e inspirou muita gente boa na época (na verdade, inspira até hoje).

As iniciais maiúsculas nos títulos e textos estavam muito associadas ao poder, à disciplina extrema e ao autoritarismo alemão. Quando o artista e professor Joseph Albers propôs usar apenas letras minúsculas, estava subvertendo o sistema e demonstrando uma certa liberdade de pensamento. A  partir de 1920 a Bauhaus praticamente aboliu a caixa-alta de todas as suas publicações, catálogos, convites para festas e performances (ironicamente, o letreiro da escola na cidade de Dessau é todo em maiúsculas, como se pode ver aqui).

Para o alemão, essa insubordinação tem um significado adicional ainda mais forte, pois nesse idioma todos os substantivos (não apenas os nomes próprios) são grafados normalmente com iniciais maiúsculas.

O espírito libertário, descomplicado e livre de hierarquia advindo do uso exclusivo de minúsculas passou a ter também um forte apelo vanguardista e foi abraçado com gosto pelo mundo do design, como se pode observar até hoje, tanto nos logotipos de pequenas empresas como os de grandes corporações. Se você observar bem, o negócio virou modinha, tem em todo lugar.

Mas a coisa desandou mesmo foi na década de 1990, com a popularização da internet; escrever tudo em caixa-baixa era mais rápido e prático, e proliferou de tal maneira que se tornou um clichê corporativo, totalmente adaptado ao “sistema” e sem nenhum traço da rebeldia que lhe deu origem. A julgar pelos logotipos totalmente desconectados do conceito inicial, boa parte dos designers sequer faz ideia do simbolismo dessa prática. Ou como explicar que grandes corporações, totalmente adaptadas e dominantes no atual sistema hierárquico e de poder se utilizem de um recurso que representa o seu avesso?

Por conta desse histórico, o comitê da dOCUMENTA resolveu fazer exatamente o contrário. Sim, a hierarquia das letras está de volta, mas agora novamente com um traço de rebeldia. A tal ponto que o manual de identidade visual permite o uso de qualquer fonte tipográfica, até mesmo as manuscritas, desde que respeitada a capitalização, a inserção do (13) no final e que as letras sejam impressas em preto.

Como resultado, a identidade visual do evento pode ser reconhecida em qualquer lugar, independente da aplicação e da fonte.

Gênio, gênio, gênio.

Tenho que limpar a baba logo, pois preciso de reservas para visitar a exposição. Me aguardem…

***

Para ler o artigo original “A symbol is born“, de Alice Rawsthorn, basta clicar aqui.

28 mai

Pois é, já tinha contado aqui que em fevereiro não rola carnaval de rua como a gente conhece no Brasil (no auge do inverno, não tem nem como pensar numa coisa dessas). Mas isso não quer dizer que o povo não festeje. Em Berlin, toda primavera acontece o Karneval der Kulturen, uma festa gigante que dura 4 dias.

O evento é organizado no bairro de Kreuzberg, tradicionalmente reduto de imigrantes de várias partes do mundo. A ideia é juntar todas as culturas numa festa de rua, com direito a comidas típicas, muita música, manifestações artísticas e gente bonita e animada. Boa parte do bairro é tomada pela manifestação; há barraquinhas, danças, teatro de rua e muitos palcos. Os 4 principais são divididos conforme a região do globo:

Bazaár Berlin (Música oriental)
Eurasia (Música europeia e asiática)
Farafina (Música africana)
Latinauta (Música lationamericana)

Fora esses, tem mais um monte de palcos menores, sem falar nos artistas, bandas, mágicos e dançarinos se apresentando sem palco nenhum. É uma babel de línguas, culturas, sabores e cores de dar gosto; uma delícia, ainda mais se a gente considerar que tudo acontece na mais santa paz e alegria, com uma organização nota 10 e banheiros de verdade instalados em trailers (nada daquelas coisas químicas horrorosas).

A feira funciona nos 4 dias, das 11 da manhã até às 11 da noite, mas tem um dia especial para o desfile de rua (tipo uma procissão de blocos representando as diferentes culturas) e outro só para as crianças. E olha, São Pedro está colaborando esse ano, pois a festa está sensacional.

Os caras são tão bem humorados que tem até uma parte chamada carnaval das sub-culturas. Muito bom!

Só tenho uma reclamação a fazer: havia uma meia dúzia de barracas brasileiras e fui sonhando com uma coxinha, uma empadinha ou mesmo um pastel. Pois nem um mísero pão de queijo tinha… só feijoada e caipirinha. Gente, pão de queijo nessa terra iria fazer um baita sucesso, ninguém resiste a essa delícia!! E coxinha, então? Ai, que frustração, viu?

Fiquem aqui com algumas imagens dessa manifestação linda de paz entre os povos…

Que delícia, o povo todo dançando na rua

Mas sempre há quem prefira a calmaria...

Quer ver sua sorte?

A cada 20 metros tem um espetáculo rolando

Palhaços não poderiam faltar

Dias maravilhosos para curtir uma festa de rua

Um mágico chamado Gilberto? Esse era o nome do meu pai. Ele iria adorar isso aqui...

Quer curtir um pouco mais dessa festa linda? Clique aqui e vá no ábum do Flickr!

3 mai

Gente, essa internet é uma coisa tão sensacional que não dá nem pra falar, viu? Estava eu tranquilamente indo para a aula de metrô e olhando meus twits quando vejo um post da Rosana Hermann (@rosana), dona do lendário Querido Leitor e pioneira das redes sociais no Brasil, dizendo que estava em Berlin.

É que em 2008 a moça ganhou o prêmio The Bobs, outorgado pela Deutsche Welle, como melhor blog do mundo em língua portuguesa. Por causa disso e por todo o seu vasto e variado currículo, agora ela é jurada do prêmio e vem todo ano aqui para ajudar a escolher o melhor da internet pelo mundo.

Gente, repara o naipe da indivídua: ela é Física formada pela USP, com mestrado em física nuclear, faz o blog da Skype no Brasil, é gerente de criação e inovação no portal R7, dá aulas de roteiro na Faap e ainda encontra tempo para dar palestras. Fora todo o histórico na televisão em vários canais, como apresentadora, diretora e roteirista. Tem como não amar?

Pois usei toda a minha cara de pau e convidei-a para tomar um café, bem na cara dura mesmo. E não é que ela me respondeu quase na mesma hora e, dias depois, cá estamos nós, jantando e falando pelos cotovelos?

Sabe quando a conversa rende e você aprende um montão de coisas, além de ter vários insights, ideias, e gostar muito mesmo do tempo que passou com a pessoa? Acho que saiu até faísca do nosso papo, de tanto que a gente falou, falou e falou. Muito legal esse Twitter.

Rosana, adorei. Ano que vem reserva um dia para a gente fofocar de novo!

2 mai

Não sou só eu que fico radiante quando chega a primavera (ainda bem). Para se ter uma ideia, todo ano, no dia primeiro de maio, é declarada a abertura oficial da temporada de Vespas nas ruas de Berlin (sim, aquelas lambretinhas charmosésimas). Aqui não tem aquelas CGs ou Titans feinhas; vai todo mundo de Vespa, esbanjando charme e glamour pela cidade (há motoboys sim, mas eles andam de bicicleta, vejam vocês).

É que a maioria das possantes passa o inverno hibernando (como as nossas queridas duasmotos) e imaginem só a alegria de poder ver o sol de novo.

Pois o enxame se reuniu todo na Winterfeldplatz nesse feriado e a gente foi lá ver o festival de belezinhas. As máquinas eram lindas, mas as pessoas não ficavam atrás não. Sobe na garupa e vem!

Fala sério: não são lindas?

Os alemães nunca perdem a oportunidade de fazer a fotossíntese, mesmo que seja só num cantinho da praça

Essa moça de vestido de bolinhas era puro charme; fez o maior sucesso

Meu limão, meu limoeiro....

Frau Pink, toda combinandinha :)

Levou nosso prêmio de casal mais exótico: o tiozinho era pequeno e combinava com a Vespa, mas a moça tinha quase a altura dele só de pernas!

Tem mais um monte de fotos bacanas e curiosidades. Quer ver mais? Clique aqui e vá lá no Flickr.

31 mar

Banqueta Carambola, de Sérgio Matos, no cantinho direito

Yes, fui na exposição de mobiliário brasileiro e só fiz foi ficar mais orgulhosa ainda da terrinha. Gente, que coisa linda!! A exposição está primorosa; além do trabalho sensacional de curadoria, está tudo organizadíssimo. Parte da mostra acontece no vão central do piso térreo do shopping Stilwerk Mall e parte na galeria Zeitlos, no terceiro andar do prédio.

E pra quem acha que o design brasileiro não tem identidade, reproduzo aqui o texto introdutório do catálogo (tradução livre): “Através de sua diversidade, irreverência, criatividade e sustentabilidade, o design brasileiro atual tem atingido um inequívoco reconhecimento externo (..)

Primeiro fiquei namorando as peças no vão central; ali estão as principais obras do design contemporâneo brasileiro (muitas eu só tinha visto em sites e revistas) de Brunno Jahara, Carlos Motta, Zanini de Zanine, Gerson Oliveira e Luciana Martins (já era fã desses dois desde a cadeira cubo, que também estava lá), Sérgio Matos (sim, as banquetas Carambola não podiam faltar), entre outros.

Depois subi e fui na galeria Zeitlos, que já conhecia de outra visita (esse shopping é aquele do cavalo). Essa loja-galeria só trabalha com objetos vintage assinados, o verdadeiro paraíso na terra para quem curte decoração. Muita coisa dos anos 40 e 50 em perfeito estado de conservação; peças únicas assinadas e restaurações irretocáveis. Em duas salas grandes estavam os ícones do design moderno brasileiro (anos 40 e 50): Oscar Niemeyer, Sérgio Rodrigues, Joaquim Tenreiro, Paulo Mendes da Rocha, entre outros. Para fechar, num canto separado, os convidados especiais: Irmãos Campana.

Cadeira "Tiras" de Ruy Teixeira

Cadeira Africa, de Rodrigo Almeida (liiiinda!!)

Mesa Ciranda, da dupla Gerson Oliveira e Luciana Martins (Divertida e intrigante, como tudo que esses dois fazem).

Cadeira Balão, de Sérgio Matos

Vista geral da mostra (a cadeira cubo é aquela azul lindona, lá no meio)

Aqui dá pra ver mais

O rapaz da galeria me recebeu muito bem, mas fiquei sem graça de pedir para fotografar, ainda mais com o telefone. Ele me deu um catálogo maravilhoso com texto introdutório da nada fraca Maria Helena Estrada (aquela da revista ArcDesign) e mais um DVD com as entrevistas dos 8 designers contemporâneos convidados. Olha aqui os links que você não pode deixar de visitar (e babar):

www.brazilianfurnituredesign.com (site ofical da mostra)

www.zeitlos-berlin.de (galeria organizadora da mostra)

www.stilwerk.de/berlin-haus.php (site do shopping; dá uma olhada no naipe das lojas)

30 mar

Apesar de ter perdido 5 horas por causa do fuso horário, estou feliz da vida de ter voltado para minha cidade do coração; não tinha me dado conta de como estava saudosa desse lugar.

Já fui andar na rua para dar uma volta e com o que me deparo? Cartazes convidando para a exposição de design brasileiro, bem aqui perto de casa. Os cartazes são lindos e estão por toda a cidade. Nesse final de semana vou visitar e depois conto (e mostro) como foi, tá? Aguardem!

\

12 nov

O povo pediu e a gente faz! Dia 23 de novembro vou falar sobre meu livro “DNA Empresarial: identidade corporativa como referência estratégica” lá em Sampa! O evento é promovido pelos estudantes da pós-graduacao em gestão do design da Escola de Belas Artes e também vai rolar sessão de autógrafos. A entrada é grátis, mas precisa se inscrever mandando um e-mail para inscricoes@eventogde.com.br.

Última chance esse ano, pois de lá embarco direto para Berlin, que a essas alturas já está bem geladinha…

O link do evento para saber mais detalhes é esse aqui.

30 out

Ôba, finalmente vou lançar meu livro “DNA Empresarial: identidade corporativa comor referência estratégica” aqui em Floripa. Vai ser uma palestra, promovida pela Confraria Empresarial, e aconteceráno auditório da Acate (Rua Lauro Linhares, 589, Ático).

O encontro com gente interessante é no dia 7 de novembro (segunda-feira) e começa às 19 horas; não se esqueça de levar os cartões de visita, pois um dos objetivos da Confraria é promover networking entre gente bacana.

Vai ter venda de livros lá no local, para quem quiser.

As inscrições devem ser feitas clicando aqui.

Espero todo mundo lá, heim?

26 set

Ontem assistimos à Maratona de Berlin, com nada menos de 40 mil participantes na categoria principal (e mais 30 mil em eventos paralelos: corrida infantil, para-maratona, patins, entre outras). Por sorte, o dia estava lindíssimo e a cidade ficou bem colorida. No percurso de pouco mais de 42 km, foram espalhadas mais de 80 bandas para animar os corredores e quem estava assistindo ao evento.

A gente viu a partida (impressionante, pela quantidade de pessoas), depois foi de bicicleta, pelo caminho mais curto, até a chegada. É claro que o campeão foi um queniano, que chegou praticamente passeando (quebrou o recorde da prova), mais de 5 minutos antes do segundo colocado. Ele chegou, descansou, deu uma volta para cumprimentar a plateia, deu entrevista e só depois chegou o segundo (também queniano, veja que coinciência). Mais um tempão para chegar o resto da elite do atletismo e as mulheres (uma queniana também papou o primeiro lugar − esse povo deve ser aparentado com gazelas, só pode). Depois das premiações principais, fomos dar uma volta pelo circuito (uma pequena parte, e mesmo assim, de bicicleta, claro).

Perto de casa passavam os corredores quase no final, aos 38 km. Fiquei impressionada em ver tantas pessoas idosas, homens e mulheres, correndo. O estado dos semblantes (e respectivos corpitchos) variava muito, mas dava para ver que estava todo mundo muito contente em apenas chegar. Eu disse apenas? Se andar (ou se arrastar) por 42 km já é tarefa dura para quem está em muito boa forma, visualize como é correr esse pedação de chão!

Alguns pareciam realmente esgotados, como se o corpo estivesse prestes a se derreter e aderir ao asfalto. Fiquei pensando: o que move uma pessoa a topar um desafio desses? Os atletas estão pela competição em si e vivem disso. Mas e aquele pessoal a um passo de ir para a UTI no meio da prova?

Penso que essas pessoas querem provar que podem, para si, e talvez para os outros também. Mas acredito que uma disciplina desse tamanho tem que ter muita automotivação, um entusiasmo genuíno (não por acaso, entusiasmo significa “o deus dentro de si”). Porque disciplina não é agradável e nem natural para o ser humano. Quando ela vence a luta entre o desejo (o que o corpo, esse malandro sem vergonha, está pedindo) e a vontade (os objetivos de mais longo prazo), aí a humanidade caminha para valer (ou corre, em alguns casos).

E olha, podem dizer o que quiserem, mas disciplina só funciona mesmo quando há paixão, fervor ou uma vontade muito, muito forte. É um arrebatamento de verdade, não aquela coisa acomodada de “ah, que bom seria se eu tivesse uma barriga tanquinho” enquanto se esparrama no sofá com um Big Mac na mão. É um querer todo maiúsculo, que empurra o vivente para fora da cama num dia gelado de chuva, mesmo quando o amor da sua vida está quentinho do seu lado. Olha, não é para amadores, só posso dizer isso.

Meu respeito mais profundo a esse povo que sabe o que quer e vai muito, mas muito mais longe que os tais 42 km.

CURIOSIDADE: Como a temperatura era de 8 graus no horário da largada (9 da matina), os atletas estavam agasalhados. Para correr eles têm que descartar os casacos e calças. Aí a organização recolhe tudo para doação (eu acho); tinha gente lá escolhendo o que ia levar. Nunca tinha pensado nisso…

30 jun

Saí ontem de Florianópolis semi-molhada e tiritando de frio, mas agora já estou voltando ao normal. Aqui em Belo Horizonte as condições de temperatura e umidade estão muito mais favoráveis à manutenção da vida confortável sobre a terra (sol e 21ºC de temperatura média). Ainda mais com o pão de queijo (trem bom demais) e as cafeterias que essa terra tem. Olha só meu café da manhã: um moka pra lá de caprichado (café expresso, chocolates preto e branco e leite espumado, tudo bem quentinho). Hummmmm….

Amanhã a agenda está cheia de visitas e contatos e sábado rola o Branding Minas o dia todo (minha palestra é às 10 da manhã). Talvez ainda dê tempo de se inscrever, recomendo muito!

Delícia mineira

20 mai

Lá vou eu comer pão de queijo de novo, ó sacrifício…eheheh… mas agora é só em julho, mais especificamente dia 2 de julho.

É que vai rolar o Branding Minas 2011, o primeiro evento em Minas Gerais com o objetivo de trazer a prática do branding para o universo de gestores, empreendedores, profissionais de RH e diretores de marketing e comunicação. Vai ser um dia inteiro de palestras em Belo Horizonte falando sobre branding sob os mais diversos pontos de vista. Manja só o naipe dos palestrantes:

Luiz Malta: Gestor da Marca da USIMINAS – Usina Siderúrgica de Minas Gerais desde 2001 e participou da criação e aplicação do projeto de branding e do lançamento da Soluções Usiminas e da Rede Usiminas.

Daniel Guimarães: fundador e sócio-diretor da 2DA Branding & Design, um dos escritórios pioneiros em estratégia e gestão de marca em Minas Gerais, fundado em 2001 sobre os pilares do branding.

Flávio Tófani: coordenador de vários cursos de pós-graduação em Gestão de Marcas e Identidade Corporativa, Comunicação Interna para Relacionamentos Estratégicos, Gestão de Marketing e Comunicação Estratégica. Atua também como consultor e palestrante.

José Roberto Martins: consultor e palestrante, é autor e co-autor de 5 livros sobre branding e fundador da Globalbrands, primeira consultoria brasileira especializada na área, tendo dirigido projetos para diversas organizações.

Lígia Fascioni: consultora e palestrante, autora de 4 livros sobre design, identidade corporativa e atitude profissional, desenvolveu o método GIIC — Gestão Integrada da Identidade Corporativa, tema de seu mais recente livro, DNA Empresarial.

Quer saber tudo sobre o evento e se inscrever? Clica aqui!

13 abr

Gente, vê se não é o sonho de consumo para qualquer designer: a abcDesign Wolff Olins Conference, que vai acontecer nos dias 10 e 11 de maio em Sampa, vai selecionar um designer participante para fazer um estágio de um mês lá mesmo, na sede da empresa em Londres, com todas as despesas pagas! Corra e se inscreva que uma oportunidade dessas de bater cartão em uma das maiores empresas de branding do mundo não aparece toda semana não…

24 mar

Amanhã vou a Belo Horizonte para um fim de semana de muito trabalho: duas palestras “DNA Empresarial” (sábado e segunda), um curso sobre atitude profissional (domingo) e, na terça, a inauguração do mural Templuz com meu desenho. Nos intervalos, reuniões de trabalho, mas também muita festa, que ninguém é de ferro…

A palestra de segunda, no auditório do SENAC, já está lotada. Mas acho que sábado, no auditório da PUC, ainda há algumas vagas (pelo menos ontem ainda tinha). Se quiser reservar um lugar, escreva para falecom@flaviotofani.com.br.

Semana que vem posto as fotos do mural — estou super curiosa…