Arquivo de ‘palestras’

27 mar

Amanhã embarco para o Brasil para pegar um calorzinho, rever gente querida e trabalhar bastante!

A novidade é que acabei de fechar uma parceria com o Diego Trávez e vamos oferecer o workshop Design Desmodrômico em duas datas diferentes em Belo Horizonte (quem quiser saber tudo, é só clicar aqui). Quem fizer o workshop ganha um exemplar do meu mais novo filhote; não tem como perder, né?

Para quem não puder participar, depois só em Berlin…

14 nov

Fotografia: Dominik Śmiałowski e Monika Prus

Esses dias dei uma palestra em Minas Gerais sobre o profissional inovador. O povo pediu um texto, então, ei-lo.

Comecemos a conversa esclarecendo o que vem a ser esse tal de profissional inovador. Quando a gente diz inovador, está falando daquele sujeito que usa a criatividade para gerar valor para o cliente e está sempre buscando oportunidades de fazer isso acontecer. A frase parece simples, mas é fácil esquecer que a referência é o cliente, esse ser que nos remunera pelo trabalho que fazemos, ou, em última instância, pela mudança que provocamos na vida dele.

É tentador cair na armadilha de investir tempo e dinheiro construindo uma coisa para a qual o cliente não está nem aí, mas que a gente acha que vai ser o máximo da inovação. Em se tratando de profissionais criativos, o ego é uma armadilha perigosa que nunca sossega. Inovação não é para ganhar prêmio ou fazer sucesso na balada, é para provocar mudança boa na vida dos clientes.

Dito isso, vamos aos hábitos que convém desenvolver para tornar a inovação uma prática cotidiana.

1. Não se acomode. O mundo é dos insatisfeitos, daquelas pessoas que não se conformam, que acham que se pode fazer melhor. O profissional inovador não poderia ser diferente, pois está sempre em busca de algo que ainda não existe; você jamais vai ouvi-lo dizer “é, nosso atendimento está ruim, mas há piores” ou “em time que está ganhando (ou empatando) não se mexe“. Nivelar por baixo não faz parte de seus princípios. Seu mantra é “mesmo que os clientes tenham elogiado, ainda podemos melhorar muito“.

2. Seja curioso. As experiências que a gente vive no dia-a-dia são a principal matéria-prima para criar. Inovação nada mais é do que a recombinação de informações que já existem para criar algo novo e de valor. Se a pessoa tem um repertório pobre e convencional, dificilmente vai conseguir fazer recombinações inéditas e valiosas. Se não tem elementos originais, não alimenta seus sentidos com sensações diferentes e inusitadas, corre o sério risco de cair no lugar-comum. Aí, babaus inovação. Experimente uma textura, sabor ou cheiro novo todo dia. Ouça sons que normalmente não escolheria. Dê comidinha nova para seus olhos. Sempre.

3. Não alimente preconceitos. Ok, essa é a mais difícil, pois a gente é geneticamente programado para ser preconceituoso (nosso cérebro categoriza as coisas para economizar energia e processamento), mas faça um esforço para não tirar conclusões antes de ter as informações completas. Se a gente não julga e não tenta encaixar as coisas em caixinhas estanques, o mundo fica maior e mais cheio de possibilidades.

4. Coloque-se no lugar do outro. O nome disso é empatia e faz a gente ficar muito mais tolerante com os erros alheios, além de ser ótimo para acabar com preconceitos. Também abre as portas da percepção para perceber coisas que antes passavam batido. Um bom jeito de potencializar a capacidade de empatia é fazer um curso de teatro. Quer mais empatia do que emprestar seu corpo para dar vida a um ser completamente diferente de você? Toda vez que estiver discutindo com alguém, proponha vocês trocarem de lugar e defenderem o ponto de vista um do outro. É uma experiência transformadora e nem dói tanto quanto parece.

5. Equilibre os lados do cérebro. O lado esquerdo é o racional, analítico, sequencial. O direito é emocional, sintetizador, simultâneo. O profissional inovador sabe usar os dois lados sem privilegiar nenhum em especial, para não ficar manco. A pessoa que é pura emoção e intuição não consegue converter suas ideias em realidade; então é como se não as tivesse tido. Quem é pura razão deixa escapar sutilezas que poderiam ser valiosas. Por isso é que quem usa um lado só, simplesmente não inova.

6. Tenha bom humor. Gente ranzinza gasta muito tempo reclamando das coisas e perde a chance de aprender com situações inusitadas; é como se fechasse as oportunidades para o cérebro “viajar”. Bom humor é essencial no processo criativo. Além disso, excesso de seriedade afasta as pessoas e isso é péssimo, haja vista o fato de que não é possível criar nada sozinho. Bom ter em mente que pessoas com competências diferentes das nossas são indispensáveis no processo de inovação — ninguém consegue ser bom em tudo e inovar sozinho.

7. Estude muito. Conhecimento não cai do céu, é preciso ralar muito, não tem como pular essa parte chata. Saber como executar e tornar real a ideia é tão importante como ter a ideia. Ainda mais porque o estudar amplia em muito a possibilidade de criar, já que aumenta a quantidade de matéria-prima que se tem para recombinar. Malcom Gladwell já demonstrou que não dá para ser excelente em nada se não dedicar pelo menos 10.000 horas ao tema que se quer dominar. Inovação não é exceção.

8. Saiba ouvir. Falar é bem legal, mas a gente aprende muito ouvindo, principalmente o cliente. Às vezes, de uma frase solta a gente consegue desenvolver uma ideia bem original. Ouvir pessoas, de uma maneira geral, é uma experiência enriquecedora, além de desenvolver a paciência, o que não é pouco. Não dá para inovar sem ouvir. Fato.

9. Pense a longo prazo. Faz parte do processo de inovação pensar em como aquela ideia pode se desenrolar no decorrer do tempo. Sustentabilidade não é só ecologia; trata de como manter a coisa funcionando no médio e longo prazos. De que adianta uma coisa ser bacana e encantar o cliente por um período curto, se depois ele quer mais e não consigo entregar? Ser consequente é essencial para inovar com responsabilidade.

10. Acredite no impossível. Já dizia o artista francês Jacques Cocteau: “Não sabendo que era impossível, foi lá e fez“. Isso resume bem o espírito da inovação. Certamente haverá muita gente para dizer que a ideia é impossível, que não dará certo. Se o profissional usou bem os lados esquerdo e direito do cérebro, já terá calculado os riscos e planejado o sucesso. A inovação é a arte de tornar possível o impossível, e todo profissional inovador sabe bem disso.

12 nov

O povo pediu e a gente faz! Dia 23 de novembro vou falar sobre meu livro “DNA Empresarial: identidade corporativa como referência estratégica” lá em Sampa! O evento é promovido pelos estudantes da pós-graduacao em gestão do design da Escola de Belas Artes e também vai rolar sessão de autógrafos. A entrada é grátis, mas precisa se inscrever mandando um e-mail para inscricoes@eventogde.com.br.

Última chance esse ano, pois de lá embarco direto para Berlin, que a essas alturas já está bem geladinha…

O link do evento para saber mais detalhes é esse aqui.

3 nov

Nesses dias de correria onde mal dá tempo para aparecer por aqui, lá vai outra coluna requentada. Essa é de 2006, quando lancei “Quem sua empresa pensa que é?“. Mas continua cabendo direitinho para o meu quarto livro, “DNA Empresarial“, olha só.

***

Escolhi não ter filhos. Mas calma, antes que alguém se levante da cadeira, quero deixar bem claro: não, não tenho absolutamente nada contra os atuais e futuros papais e mamães (tenho, acredite, casos assim na minha própria família). Aliás, dou graças a Deus que nem toda gente pense como eu, senão o mundo, além de muito chato, já teria se acabado. Sem dizer que eu nem existiria.

É que me conheço o suficiente para saber que não me satisfaria ser uma mãe “mais ou menos”, então, decidi não ser mãe. Acredito realmente que a experiência de gerar um filho é transformadora, mas, o empenho e a dedicação que eu me exigiria são incompatíveis com as outras experiências que escolhi viver. Só saberei se acertei ou não no balanço final. Mas vou arriscar. De qualquer maneira, sempre desconfio de quem tem muita certeza das coisas – isso significa que sempre há a remota possibilidade de eu mudar de idéia algum dia (ou não, como diria o paradoxal Caetano).

Falo isso porque estou lançando um livro em Florianópolis semana que vem (é o quarto), e muitas pessoas que convidei fizeram uma analogia do evento com o nascimento de um filho. E fiquei pensando em como essas duas coisas têm diferenças e semelhanças interessantes.

Livros e filhos são muito prazerosos de se conceber. É divertido e bom. A gravidez de ambos é mágica e estimulante, você se sente importante e especial. O problema é trazê-los ao mundo e fazer com que tenham uma vida longa, feliz e saudável. Porque escrever um livro é a parte mais fácil. A mais difícil é encontrar uma editora disposta a publicá-lo e distribui-lo com competência.

Ambos são a prova de sua passagem pelo mundo, a marca que você vai deixar, a diferença que você vai fazer. Dependendo do filho ou do livro, você pode ser lembrado com carinho ou xingado sem dó por um bom pedaço da eternidade. Ou ser solenemente ignorado pela eternidade inteira.

Mas não se deve esquecer que, tal qual para criar bem uma criança, para lançar um livro é bom que se tenha a ajuda de um pai. A editora faz as vezes desse segundo poder e é responsável por dar forma ao corpo ao volume, distribui-lo e promovê-lo. E o pai, nesses casos, pode encher o filho de carinho e ajudá-lo a crescer e ser feliz ou pode ignorá-lo e impingir-lhe traumas intransponíveis, impedindo-o de se desenvolver. Quem saberá até que o trabalho seja feito? Por sorte, esse meu último rebento tem a Integrare como pai e ele tem sido irrepreensível, um verdadeiro modelo.

Pode-se educar e cuidar de um filho, mas seu caráter já nasce com ele.  Isso deve explicar porque irmãos criados da mesma maneira são tão diferentes.  Também exime um pouco os pais de alguns comportamentos inexplicáveis dos filhos, pois, como nos lembra Sartre, “o essencial não é aquilo que se fez do homem, mas aquilo que ele fez daquilo que fizeram dele”. Assim, se um filho, por infortúnio dos genitores, virar ladrão ou assassino, não dá para simplesmente culpar os pais. Se ele for um gênio, também não. O humano é um ser muito complexo.

Já um livro é muito simples. Se você não gostar, achar chato, pretensioso, entendiante ou um desperdício de papel, a culpa é toda de quem o escreveu. Se for um amontoado de asneiras, se for cheio de veleidades e absurdos, se não servir nem para calço de mesa, o autor é o único responsável.

Dito isso, espero todo mundo no auditório da Acate, dia 7, segunda-feira, em Floripa, para apresentar a minha mais nova cria (inscrições para a palestra aqui).

Mas e alguém for lá e achar o meu rebento muito feio, sem sal, inconveniente, magrinho, mal-educado ou com cara de joelho, por favor, não me diga nada não; coração de mãe é muito sensível…rsrsrsrsrs

No ano que vem, espero aumentar a família com mais dois irmãozinhos para meus filhotes. Uns 9 meses e eles devem estar nascendo…

30 out

Ôba, finalmente vou lançar meu livro “DNA Empresarial: identidade corporativa comor referência estratégica” aqui em Floripa. Vai ser uma palestra, promovida pela Confraria Empresarial, e aconteceráno auditório da Acate (Rua Lauro Linhares, 589, Ático).

O encontro com gente interessante é no dia 7 de novembro (segunda-feira) e começa às 19 horas; não se esqueça de levar os cartões de visita, pois um dos objetivos da Confraria é promover networking entre gente bacana.

Vai ter venda de livros lá no local, para quem quiser.

As inscrições devem ser feitas clicando aqui.

Espero todo mundo lá, heim?

17 jul

Essa semana está tão atribulada que imaginei que a próxima coluna já seria enviada diretamente de Berlim, para onde me mudo de mala e cuia na próxima quinta-feira, dia 21. Mas hoje foi um dia tão especial e transformador que não vou conseguir dormir sem compartilhar a experiência.

Certamente muita gente já ouviu falar do TED, sigla de Technology, Entertainment and Design, nome de uma fundação americana que convida pessoas com ideias que merecem ser espalhadas (esse é o slogan do projeto) para palestras de 15 minutos. Disponíveis na internet no TED.com, já assisti a dezenas dessas conferências rápidas (a assinatura do podcast é grátis), mas nunca tinha participado de um evento pessoalmente. Com o sucesso do projeto, a organização criou o TEDx, uma espécie de franquia gratuita para quem quer replicar o modelo ao redor do planeta. Pois hoje rolou pela primeira vez o TEDxFloripa e tive a sorte de estar na plateia.

Como disse, já tinha assistido virtualmente a várias apresentações, mas nada se compara à sensação de compartilhar o espaço com uma centena de pessoas embuídas pelo espírito transformador reunidas num pequeno e charmoso teatro. Dá para sentir a energia no ar e posso dizer que a sensação é extasiante. A gente passa realmente a achar que o mundo tem solução, e que nem estamos assim tão longe.

Claro que há apresentações melhores que outras e nem sempre a gente concorda com tudo o que está sendo dito, mas isso é o de menos. Até fiquei um pouco surpresa ao constatar que ainda há pessoas adultas, inteligentes e com ideias bacanas que acreditam piamente que o mundo se divide binariamente entre mocinhos e bandidos. Algumas palestras adotaram esse tom maniqueísta, que, na minha opinião, simplifica e empobrece a questão da complexidade que é o ser humano, mas, enfim, são maneiras de ver e abordar os problemas. A questão é que todo mundo que falou, de fato merecia mesmo ser ouvido. As ideias foram permeadas pelo querido e espirituoso apresentador Marcos Piangers, que tratou de manter o astral do pessoal na estratosfera.

Bom, foram 21 ideias que merecem ser espalhadas e não vou aqui fazer um relatório completo (os vídeos estarão logo disponíveis no site do TEDxFloripa), mas quero muito compartilhar aquelas que me impactaram, emocionaram e surpreenderam mais, ou pelo ineditismo da proposta, ou pelo talento do palestrante.

Lixo Zero (Rodrigo Sabatini). O Rodrigo foi meu colega na universidade e, assim como eu, sempre foi inquieto e cada vez que o encontro está com alguma ideia nova e diferente. Pois ele nos fez pensar em quando é que o lixo se torna lixo. Será que há um momento mágico que dura milisegundos e opera a milagrosa transformação de algo de valor (que você comprou) em um estorvo que você quer se livrar? Pois o momento em que isso acontece é quando você mistura e desorganiza as coisas. Se você mantém os restos de seu consumo limpos, separados e organizados, eles nunca viram lixo; passam instantaneamente de objeto útil a matéria-prima útil. Lixo só vira lixo com sua preciosa e inestimável ajuda. Simples assim.

Eu sou gay (Carol Almeida). A jornalista, revoltada com a notícia do assassinato de uma garota de 16 anos pelo pai da namorada em maio deste ano, fez um desabafo em seu blog e propôs que pessoas lhe enviassem fotos com os dizeres “eu sou gay”, independente da orientação sexual. Para a surpresa da moça, sua caixa postal ficou entupida em questão de horas e ela não dá conta até hoje. Carol usou as fotos para produzir um vídeo que já foi visto por milhões de pessoas ao redor do globo (veja aqui, é lindo). Ela leu uma carta que recebeu de um rapaz na semana passada, contando que “eu sou gay” foram as três palavras mais difíceis que ele pronunciou na vida, e que elas eram tão importantes, afirmativas e reveladoras como aquelas outras três tão difíceis quanto: “eu te amo”. Ele disse que os amigos que o acompanham na foto segurando o cartaz “eu sou gay”, na verdade, estavam dizendo um grande “eu te amo”. E que ele sonha com o dia em que sua orientação sexual não mais o defina como pessoa; que seja o que de fato é, apenas mais uma de suas inúmeras características. Eu também sonho com isso. A Carol também. E, pelo jeito, a galera do TEDxFloripa também, pois todo mundo chorou com o depoimento corajoso do rapaz lido por uma Carol emocionada.

Instituto Guga Kuerten (Alice Kuerten). Eu já tinha visto a Alice em reportagens (até frequentamos a mesma sala de aula de inglês no século passado), mas nunca a tinha visto falar em público. Gente, a mulher arrasa! Bela, elegantíssima, segura, com uma voz linda e mostrando competência, deixa muito palestrante profissional no chinelo. Mostrou serviço numa área onde é fácil cair no assistencialismo barato de uma maneira muito objetiva e focada; é uma executiva de primeira linha. Além disso, ela trata o Guga como alguém que faz bem o seu trabalho, não como um ídolo. Se um décimo dessas celebridades que a gente vê por aí tivesse uma mãe dessas, o mundo seria muito diferente (pra melhor). O Guga certamente não é uma pessoa tão fantástica, querida, sem estrelismos e com uma rara noção de perspectiva assim, à toa. Essa D. Alice não é fraca não, não tem como não amar e admirar.

A revolução do baldinho (Marcos de Abreu). O agrônomo coordena o projeto tão simples como transformador na comunidade Chico Mendes, uma das mais violentas de Florianópolis. Depois de um surto de ratos que resultaram na morte de uma criança, o projeto foi concebido para transformar o lixo orgânico em adubo. Voluntárias moradoras do lugar, as simpaticíssimas e estilosas Lena Rodrigues e Karol Conceição, visitam casa por casa, convencem as pessoas a guardarem o lixo orgânico em baldes plásticos tampados e fazem o recolhimento uma vez por semana. Orientadas por Marcos, elas também fazem a compostagem e ensinam o povo a plantar e cuidar das hortas. As fofas contaram sobre as emoções de viajar de avião e até visitar a Itália por causa do projeto, que também ajudou o rapper Maicon Jesus (jovem ex-presidiário totalmente recuperado pelo projeto). Marcos generosamente deixou a apresentação com o trio, que comandou um show com o Rap do Baldinho e fechou o evento com todo mundo fungando e de nariz escorrendo. Inesquecível.

Teve também muita coisa boa digna de nota, como um equipamento desenvolvido por professores da Ufsc que transforma CO2 em um combustível muito mais eficiente que o carvão; a história do presidente da associação de empresas de tecnologia, que viveu sem energia elétrica até os 14 anos e se tornou engenheiro inspirado num soldado que conheceu na infância; um projeto que pinta casas no Morro Santa Marta e melhora a auto-estima das pessoas; um jovem casal que deu a volta ao mundo em 3 anos a bordo de um jipe, entre outras experiências fantásticas e muito interessantes.

Bom, só posso agradecer ao Bruno Cheuiche, que trouxe o TEDx para Floripa, e o grupo de 14 voluntários que fizeram o dia de hoje ser possível. Pessoas como vocês merecem muito ser espalhadas, mas, reunidas, são a própria essência do lado bom da força!

Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br

30 jun

Saí ontem de Florianópolis semi-molhada e tiritando de frio, mas agora já estou voltando ao normal. Aqui em Belo Horizonte as condições de temperatura e umidade estão muito mais favoráveis à manutenção da vida confortável sobre a terra (sol e 21ºC de temperatura média). Ainda mais com o pão de queijo (trem bom demais) e as cafeterias que essa terra tem. Olha só meu café da manhã: um moka pra lá de caprichado (café expresso, chocolates preto e branco e leite espumado, tudo bem quentinho). Hummmmm….

Amanhã a agenda está cheia de visitas e contatos e sábado rola o Branding Minas o dia todo (minha palestra é às 10 da manhã). Talvez ainda dê tempo de se inscrever, recomendo muito!

Delícia mineira

17 jun

Fotografia: Steve McCurry

Como eu ia falando no post anterior, boa parte da sensação de que uma palestra foi um sucesso é totalmente ilusória. As pessoas que não gostaram raramente se manifestam e tem muita gente que exagera nos elogios. Para chegar um pouco mais perto do resultado real, há que se provocar feedbacks sem fazer mimimi com o que vai ouvir.

Esses dias, uma pessoa compartilhou sua decepção porque foi num evento divulgado como sendo um workshop comigo. Ela chegou lá e era uma palestra normal, de apenas uma hora. Ficou ainda mais desapontada porque a propaganda gerou muita expectativa. Na verdade, a moça educada não disse que a palestra foi ruim, mas compreendam ela foi preparada para um workshop. Calma que eu já explico a diferença.

Atenção, pessoal que organiza e divulga eventos: workshop e palestra são duas coisas absolutamente distintas! Workshop não é um nome mais chique para palestra, como alguns podem pensar.

Numa palestra, você compartilha suas ideias por um tempo que varia entre 60 e 90 minutos e depois as pessoas fazem perguntas (pode ter algumas variações, como perguntas durante a explanação, que eu até prefiro, mas é basicamente isso).

Um workshop pressupõe interação e experiência prática (não é à toa que a tradução em português é oficina — quase ninguém usa porque não é tão chique). Nesse caso, quem está participando não é apenas passivo; vai sair de lá com alguma coisa construída. Ah, e inserir uma dinâmica de grupo não configura workshop (detesto aquela de abraçar o estranho ao seu lado ou cantar músicas bregas com mãozinha para cima…eheheh).

Num workshop você coloca em prática alguma técnica que o facilitador está compartilhando (Viu? O nome nem é palestrante!). Para isso, é preciso tempo, ferramentas e local adequado. Não sei os demais, mas nunca participei e nem facilitei nenhum trabalho desses em menos de 3 horas. É que primeiro você precisa dizer a que veio, explicar a técnica, seus objetivos. Depois, o pessoal põe a mão na massa para, no final, apresentar e discutir os resultados.

Agora imagine a decepção de uma pessoa que vai esperando uma coisa dessas, se vê numa sala cheia de gente e tem que escutar alguém falar ininterruptamente por uma hora. É de chorar mesmo!

Então, fiquem espertos. Se o evento só dura uma hora e está sendo vendido como workshop, desconfie! Provavelmente o pessoal da divulgação não sabe direito a diferença entre uma coisa e outra.

6 jun

Quarta-feira, dia 8 de junho, o Alberto Costa e eu somos convidados do Instituto Sustentare para falar sobre atitude profissional e liderança na Expogestão, em Joinville, SC. Nossa palestra começa às 14h30 e é gratuita. Para se inscrever, é só ligar para (47) 3461-3365 ou enviar um e-mail para abrhjoinville@acij.com.br.

20 mai

Lá vou eu comer pão de queijo de novo, ó sacrifício…eheheh… mas agora é só em julho, mais especificamente dia 2 de julho.

É que vai rolar o Branding Minas 2011, o primeiro evento em Minas Gerais com o objetivo de trazer a prática do branding para o universo de gestores, empreendedores, profissionais de RH e diretores de marketing e comunicação. Vai ser um dia inteiro de palestras em Belo Horizonte falando sobre branding sob os mais diversos pontos de vista. Manja só o naipe dos palestrantes:

Luiz Malta: Gestor da Marca da USIMINAS – Usina Siderúrgica de Minas Gerais desde 2001 e participou da criação e aplicação do projeto de branding e do lançamento da Soluções Usiminas e da Rede Usiminas.

Daniel Guimarães: fundador e sócio-diretor da 2DA Branding & Design, um dos escritórios pioneiros em estratégia e gestão de marca em Minas Gerais, fundado em 2001 sobre os pilares do branding.

Flávio Tófani: coordenador de vários cursos de pós-graduação em Gestão de Marcas e Identidade Corporativa, Comunicação Interna para Relacionamentos Estratégicos, Gestão de Marketing e Comunicação Estratégica. Atua também como consultor e palestrante.

José Roberto Martins: consultor e palestrante, é autor e co-autor de 5 livros sobre branding e fundador da Globalbrands, primeira consultoria brasileira especializada na área, tendo dirigido projetos para diversas organizações.

Lígia Fascioni: consultora e palestrante, autora de 4 livros sobre design, identidade corporativa e atitude profissional, desenvolveu o método GIIC — Gestão Integrada da Identidade Corporativa, tema de seu mais recente livro, DNA Empresarial.

Quer saber tudo sobre o evento e se inscrever? Clica aqui!

13 abr

Gente, vê se não é o sonho de consumo para qualquer designer: a abcDesign Wolff Olins Conference, que vai acontecer nos dias 10 e 11 de maio em Sampa, vai selecionar um designer participante para fazer um estágio de um mês lá mesmo, na sede da empresa em Londres, com todas as despesas pagas! Corra e se inscreva que uma oportunidade dessas de bater cartão em uma das maiores empresas de branding do mundo não aparece toda semana não…

24 mar

Amanhã vou a Belo Horizonte para um fim de semana de muito trabalho: duas palestras “DNA Empresarial” (sábado e segunda), um curso sobre atitude profissional (domingo) e, na terça, a inauguração do mural Templuz com meu desenho. Nos intervalos, reuniões de trabalho, mas também muita festa, que ninguém é de ferro…

A palestra de segunda, no auditório do SENAC, já está lotada. Mas acho que sábado, no auditório da PUC, ainda há algumas vagas (pelo menos ontem ainda tinha). Se quiser reservar um lugar, escreva para falecom@flaviotofani.com.br.

Semana que vem posto as fotos do mural — estou super curiosa…

25 out

Por conta de ter dormido pouco em Manaus e sofrido um certo processo de pasteurização (calor, ar-condicionado, calor, ar-condicionado), cheguei em Floripa com o nariz escorrendo, enjôo e olhos lacrimejantes. Resumindo: gripe da braba. Ontem dormi o máximo que pude (meu corpo se recupera assim) e hoje vou pegar leve (dou aula à noite).

É que tenho que ficar boa logo porque quinta, dia 28, já estarei em Belo Horizonte (ôba!) para falar sobre Design e Percepção no espaço Templuz. É só clicar no cartaz abaixo que ele amplia, tá?

31 ago

Quem mora em Floripa não pode perder a 15º Mostra de Design IF-SC. O tema desse ano é “Debute, encare, busque!“; serão 3 dias de exposições, oficinas, palestras e festa (que ninguém é de ferro!). Já participei como palestrante em várias edições e amanhã (dia 1º de setembro outubro), às 19h45 vou falar sobre atitude profissional: dicas para quem está começando.

Quer saber tudo o que vai rolar em detalhes? É só clicar aqui!

29 ago

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Em busca de um jeito melhor de apresentar e organizar minhas ideias, comprei “Faça como Steve Jobs e realize apresentações incríveis em qualquer situação“, de Carmine Gallo. Nossa, se todo mundo lesse isso, quanta diferença em produtividade teríamos.

O autor é especialista no assunto e estudou ponto por ponto o que faz as apresentações de Jobs serem tão encantadoras e convincentes (é claro que ele tem produtos espetaculares para apresentar, o que facilita muito as coisas, mas estes também são reflexo do Job’s way of thinking).

É interessante observar que tudo no livro é absolutamente coerente com a bíblia das apresentações (Presentation Zen - Simple Ideas On Presentation Design And Delivery, de Garr Reynolds), que também recomendo fortemente (além do que, o livro é liiiindo!).

Mas vamos ao que interesssa: o que Steve Jobs faz de tão excepcional que atrai todo mundo para as suas apresentações? Vou compartilhar um pouco do que li, mas recomendo o livro todo.

(mais…)

27 ago

Relutei em postar mais uma palestra do TED (está ficando chato tanto vídeo), mas essa é imperdível mesmo. David Logan fala sobre as relações sociais e que todos nós fazemos parte de tribos. Existem 5 níveis diferentes; em qual deles você está?

20 ago

Andei assistindo a um montão de palestras do projeto TED (Technology, Entertainment & Design) para uns cursos que estou preparando (nossa, dá para gastar dias, é tudo muito interessante). Aí esbarrei nesse vídeo aqui, onde Johanna Blakley mostra que, no mundo da moda, essa história de direitos autorais não pegou simplesmente porque a aplicação é inviável.

Em vez de prejudicar os designers, o negócio só faz crescer e fazer todo mundo ganhar dinheiro, ao contrário das indústrias onde as pessoas ainda se preocupam com isso.

A moça estuda o impacto da propriedade intelectual sobre a inovação e concordo com ela quando diz que temos que repensar essa questão; o mundo mudou muito e as receitas velhas não estão mais servindo. Os argumentos são matadores, vale muito a pena assistir.

Você pode selecionar legendas em português no rodapé do vídeo. São só 15 minutos para mostrar um outro ponto de vista sobre coisas que você achava que já sabia. Puro TED!

13 ago

Oi, pessoas de sorte que moram em BH e imediações! O Centro Minas Design está promovendo o 2º Ciclo de Capacitação para Designers e tem um monte de palestras irresistíveis. Se eu estivesse aí, não perderia nenhuma.

Quer saber mais? Clica aqui.

13 ago

Boas novas! O povo foi ouvido e a palestra “Relacionamento dá trabalho” que meu sócio Alberto Costa vai ministrar na próxima segunda-feira, dia 16 de agosto, vai ser transmitida ao vivo pela Internet, a partir das 19h30.

Os interessados devem acessar este link aqui com alguma antecedência, pois para poder participar do chat é necessário criar uma conta no sistema. Para conferir presencialmente, é só se inscrever no site da Confraria Empresarial, que está organizando o evento.

8 ago

Nossa, minha passagem por Belo Horizonte foi curta, mas ótima. Coisa mais linda ver um Estado que realmente investe no design a ponto de considerá-lo um projeto estruturante (isto é, tem prioridade). Além do mais, fui muito bem recebida e pude contar com uma plateia atenta e maravilhosa; isso sem falar na atenção e competência do pessoal do Sebrae de lá.

Se metade dos Estados brasileiros tivessem a visão estratégica que Minas tem em termos de design, a gente já teria deixado fornecedor de commodities para o mundo há muito tempo.

Bom, isso era sobre design. Sobre o sol e o calorzinho de 27 graus não vou nem falar porque já bate uma saudade…