Ignorância infinita

Essa tirinha aí de cima, para mim, é uma das coisas mais brilhantes que o genial Luís Fernando Veríssimo já criou (e olha que ele tem muita coisa boa). É sintética, engraçada, profunda.

Pois me lembrei dela ontem quando tive o desprazer de conhecer uma pessoa. Nos cinco minutos em que interagimos, ela pronunciou a palavra burro umas cinco vezes, pobre, umas 8 e ignorante, perdi a conta. Nesse intervalo ínfimo de tempo, despejou seu currículo sobre mim (fala 5 línguas e tem PhD de Harvard).

Gente, se a tese dela ficou muito boa, brilhante mesmo, a criatura conseguiu aumentar em uns 0,003 o índice de conhecimento que os humanos têm do mundo (nem vamos falar no nível de evolução como ser humano). Pode ser muito mais que a média, mas, de qualquer maneira, diante do infinito, o que são 2, 123, 5.928 ou 59 mil?

Que pena, ela aprendeu tanto, mas não tem a menor perspectiva das coisas…

7 Responses

  1. Avatar
    15 outubro 2010 at 1:17 pm

    É como eu sempre digo: Teoria qq um adquire com facilidade, já a prática, poucos conseguem…

    O q q adianta ser um gênio e ser um ser humano desprezível!?

  2. Avatar
    Pedro Castilho
    Responder
    15 outubro 2010 at 1:17 pm

    A ignorância é o mal da humanidade…

  3. Avatar
    15 outubro 2010 at 1:19 pm

    Pobre coitado burro ignorante…

    Lendo isso, me veio o seguinte: Mais vale um Fusca devagar, mas andando, do que um Porsche patinando que não sai do lugar.

  4. Avatar
    15 outubro 2010 at 1:27 pm

    Disse tudo.

    Ego inflado é um problema, pessoas que muito sabem e não sabem o que fazer com tanto.

  5. Avatar
    15 outubro 2010 at 3:40 pm

    A Universidade não garante a remoção da ignorância. O caminho é geralmente bem mais longo.

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    15 outubro 2010 at 4:31 pm

    A quantidade de estrelinhas no céu desenhado pelo LFV é bem parecida com esses seres mencionados por você, Lígia. Tá cada dia mais difícil conviver com essas criaturas…

  7. Avatar
    Usha Velasco
    Responder
    18 outubro 2010 at 4:02 pm

    Impressionante como algumas pessoas conseguem se achar mais importantes que as outras. Lembrei de uma história que o meu namorado contou. Uma vez ele estava conversando com um médico, dono de um hospital em Brasília. A criatura relatou o seguinte fato: estava dirigindo numa estrada quando um trabalhador da roça atravessou na frente do carro e ele não conseguiu evitar o atropelamento. O trabalhador carregava uma ferramenta (foice ou enxada, não me lembro) que atravessou o parabrisa e se cravou no banco bem ao lado da cabeça do motorista. Comentário que o cara fez, enchendo a boca: “Já pensou? Quase que um PEÃO mata um MÉDICO?”

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