O paradoxo de Fermi

Você já pensou que a gente não está sozinho no mundo? E por mundo, quero dizer o universo.

Estima-se que só na Via Láctea existam entre 200 e 400 bilhões de estrelas como o nosso sol (algumas com planetas orbitando, outras não). No universo inteiro, seria, mais 70 sextilhões. Como assim seríamos o único especial premium master alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado de toda essa bagaça? Tanta estrela e planeta e só o nosso azulzinho teria vida inteligente? Meio forçado, né?

Por outro lado, ninguém ainda parece ter dado as caras por aqui. Não há evidências científicas que mostrem que haja outras civilizações. É justamente disso que trata o paradoxo de Fermi. É muito improvável que sejamos a única vida inteligente no universo. Mas onde é que está o povo?

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Um sol é bom, dois é demais, três é o caos!

Imagine um planeta que orbita não apenas em torno de um sol, mas de três. A vida lá não é fácil; os três sóis influenciam-se mutuamente na questão da gravidade, de maneira que é impossível prever a posição deles no espaço. O planeta, coitado, nunca sabe qual sol estará mais perto ou mais longe, se vai ficar nessa posição por muito ou pouco tempo.

O resultado é que por algum tempo os habitantes conseguem desfrutar de uma certa estabilidade no clima, mas, sem aviso prévio, os movimentos são alterados e vem o caos: ou um dos sóis chega muito perto e torra toda a superfície do planeta, ou os três ficam longe demais e congelam tudo. Todas as combinações são possíveis, não há como prever.

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O luxo e a autoestima

Olha como é bom gente curiosa e perguntadeira: a Carol Miotto estava fazendo um curso online onde falei (ou pelo menos dei a entender) que quem consumia luxo tinha problemas de autoestima. 

Pois a moça me enviou uma mensagem inbox no Instagram cheia de cuidado e respeito, dizendo que ela gostava de bolsas de marca e tinha amigos que curtiam carrões e não achava que houvesse algum problema de autoestima envolvido. Ela acreditava que esse julgamento parecia superficial, no que estava coberta de razão. Às vezes a gente fala as coisas de uma maneira que o pensamento fica incompleto e acaba passando batido. Ainda bem que existe gente como a Carol.

O que eu mais gostei é que ela entendeu perfeitamente a mensagem do curso: apesar de discordar do que eu disse, ela queria se abrir para o contraditório e ouvir mais a respeito. Nota 10! É isso mesmo. 

Vamos lá!

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Como o preconceito prejudica a inovação

Já está disponível também no Youtube a Live que fiz sobre o preconceito no Instagram.

O resumo da ideia está nesse texto aqui: Porque preconceito é preguiça de pensar).

Na Live, também falo sobre a APAC, uma organização onde os presos cuidam da própria cadeia (inclusive das chaves!), que está relatado aqui: Segunda chance de verdade.

A ilusão do conhecimento

Já tinha lido sobre a importância do trabalho colaborativo para o desenvolvimento da raça humana em livros e textos do Yuval Harari, mas “The knowledge illusion: why we never think alone”, dos cientistas cognitivos Steven Sloman e Philip Fernbach trata especificamente disso. E olha, é um soco na cara dos mais bem dados (e merecidos).

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A oscilação e a mente criativa

Sem oscilação, o risco de stress aumenta e a criatividade diminui. Nessa Live salva no Youtube, eu converso com a Stela d’Escragnolle Klein, que nos deu uma verdadeira aula. Recomendo fortemente!

Stela Klein é coach executiva e é certificada Eneagrama (estudo da personalidade). Foi executiva de Branding em empresas multinacionais por mais de 20 anos e fala fluentemente 5 idiomas. Casada e dona de dois gatos muito lindos, morou por dois anos na Itália e vive na França desde 2016, onde também é coach voluntária em associações ligadas ao empreendedorismo. Trabalha com particulares e empresas de vários países com coaching executivo e de carreira, coaching para expatriados e cônjuges e preparação para a aposentadoria.

E se os gatos desaparecessem do mundo?

Eu me lembro vagamente de ter assistido um filme japonês com esse título durante um voo, numa das viagens que fiz ao Brasil. Não me recordava direito da história, mas fiquei muito atraída quando vi um livro com o mesmo título numa livraria de museu. “If cats disappeared from the world”, do japonês Genki Kawamura, é interessante, apesar da montanha de clichês e da linguagem adolescente cheia de interjeições um pouco chatinha (para mim).

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Rework

Olha, confesso que me irrito bastante quando leio clichês do mundo empresarial, tipo pessoas pregando loucamente que é preciso repensar o mindset, que as empresas precisam ser disruptivas e escalar para crescer exponencialmente.

Será que ninguém reparou que se todo mundo crescer exponencialmente a coisa explode, uma vez que os recursos são limitados? Que, aliás, já crescemos até mais do que seria sustentável?

Acho que por isso gostei tanto de “Rework: change the way you work forever”, de Jason Fried e David Hansson. Os dois autores são os fundadores de uma empresa chamada 37 signals criadora de vários produtos bem sucedidos para gestão e trabalho colaborativo em empresas.

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Dois mundos tão diferentes

O livro começa com um homem de 35 anos entrando num elevador. Ele é uma espécie de codificador humano que consegue criptografar informações em seu subconsciente. A técnica foi desenvolvida por um pesquisador e o serviço é oferecido por uma grande corporação. 

O homem, ou Calculator, como é chamado no livro, vai visitar um cliente. Tudo no prédio é estranho; não há nenhum tipo de ruído e o elevador parece não se mexer. Dali em diante, as estranhezas só pioram.

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Os seis segredos da inteligência

Tudo o que explica (ou tenta explicar) o modo como a gente pensa, me interessa. Então, mesmo com esse título caça-cliques horrível, resolvi levar o “The six secrets of intelligence: what your eduction failed to teach you”*, de Craig Adams, para casa. E, olha: não me arrependi.

O livro é dividido em 5 partes, começando com uma breve história do não pensamento; seguindo para os tais seis segredos, falando sobre “pensar sobre pensar”, questionando o pensamento na educação e, finalmente, apresentando uma escola de pensamento.

O autor é professor de linguística e línguas modernas em Londres e, um pouco desiludido com o currículo que precisava ensinar aos seus estudantes e que deixava de lado ideias muito importantes do seu ponto de vista, resolveu escrever esse livro, para a sorte de todos nós.

Ele começa afirmando que a inteligência não é sobre cultura ou educação, pois não é sobre o que você sabe. Inteligência é sobre como você pensa

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