Qual é seu nome?

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Muita gente não se dá conta, mas todos nós, como profissionais, também somos marcas. Independente da área, oferecemos serviços ao mercado de acordo com a nossa expertise. E como qualquer marca, precisamos nos diferenciar das outras pelo nome.

No caso de profissionais, não é necessária uma representação gráfica, até porque as oportunidades de usá-la em entrevistas e trabalhos para empresas são muito raras. Então, mesmo que exista, esse recurso acaba sendo sub-utilizado; a força da identificação, o que vai ser considerado, acaba sendo mesmo o nome do sujeito que deixou lembranças (boas ou más).

E quanto mais sofisticado e raro é o profissional, mais ele acaba se destacando e mais seu nome acaba sendo lembrado. Leva tempo para alguém competente se consolidar como referência no mercado, mas tenham certeza de que fica muito mais complicado quando a pessoa se apresenta como José Alberto Marques Mendonça Paes de Souza Rodrigues. Como qualquer marca, o nome profissional precisa ser curto e de fácil memorização.

Um exercício bom é tentar se lembrar dos profissionais que você mais respeita em qualquer área. Faça uma lista: vai ver que, salvo exceções, a maioria esmagadora usa apenas dois nomes (nome + sobrenome); no máximo três, quando o prenome é composto. Ex: Eike Batista, Steve Jobs, Bill Gates, Luís Fernando Veríssimo, etc

No caso de pessoas, a coisa fica confusa porque não é a gente que escolhe nossos nomes; são nossos pais. E eles nem sempre têm muita noção de marketing quando olham para o bebê bochechudo. Dependendo da criatividade dos progenitores, o sujeito fica em situação bem delicada.

Se a pessoa com nome difícil (ou constrangedor) é artista ou político, a solução é simples. É só escolher um nome artístico sem necessariamente ter relação com o nome verdadeiro. Nesse caso, o compromisso é com o estilo, com a identidade do profissional em questão.

Vejamos dois ótimos exemplos de políticos.

Luís Inácio da Silva não é um nome de destaque. Além disso, o político sempre foi conhecido pelo seu apelido Lula. Apelidos devem ser adotados com bastante comedimento, pois geralmente são utilizados em círculos mais íntimos, mas como o objetivo era o de se aproximar das pessoas de maneira totalmente informal e popular, o apelido aqui se encaixa bem. Deu tão certo que acabou se incorporando depois ao nome, como no caso do Pelé.

Já Fernando Henrique Cardoso é um daqueles casos difíceis de nomes compridos. Mas o perfil do profissional sempre foi acadêmico (área onde não se utiliza nomes artísticos) e solene. O nome completo acaba representando um uso mais formal e menos popular, bem de acordo com o perfil do profissional em questão.

Nos dois casos, a escolha foi muito coerente e apropriada.

Outros políticos, que ficaram famosos em atividades artísticas com forte apelo popular, levam o o nome profissional de uma área para outra: Ratinho, Mão Santa, Agnaldo Timóteo, Tiririca, etc.

Nos esportes, acontece fenômeno semelhante com relação ao estilo: para se aproximar dos torcedores, os jogadores acabam simplificando ao máximo e usando um nome só (até porque senão não cabe na camiseta): Neymar, Romário, Pelé, Oscar, Bernardinho, Ronaldo, Robinho, etc.

Se o esporte é menos popular, como tênis, natação, ginástica artística ou automobilismo, eles ganham sobrenomes, veja: Gustavo Küerten, César Cielo Diego Hipólito, Daiane dos Santos, Airton Senna. No caso de Gustavo, ele é um sujeito tão acessível que ganhou até o apelido carinhoso de Guga, coisa incomum de acontecer em um esporte como o tênis.

Ok, mas você não é cantor, ator, apresentador, político ou atleta. Você é publicitário, contador, administrador, designer, engenheiro, dentista, psicólogo ou qualquer outra profissão menos, digamos, glamourosa do ponto de vista midiático. Mesmo assim você precisa de uma marca. As pessoas precisam se lembrar de você. Vamos então a algumas dicas:

1. Na medida do possível, tente sempre usar a fórmula simples (nome + sobrenome).

2. Evite apelidos; eles foram criados para ser usados na intimidade, pelos amigos ou família. Artistas e políticos, na maioria das vezes, não se importam tanto em expor a privacidade, faz parte. Mas nas profissões mais convencionais, convém manter uma certa formalidade no contato (confesso que teria dificuldades em contratar um contador que coloca Totó em seu cartão de visitas; ou um advogado conhecido por Zé).

3. Dispense abreviaturas. Para que colocar José T. S. F. de Souza? Use José de Souza, que é só o que as pessoas vão se lembrar mesmo; as abreviaturas acabam funcionado como ruído e dificultando a memorização. A não ser que seu primeiro nome seja muito constrangedor, como um professor meu chamado Cornélio. Ele sempre assinava C. de Almeida, por motivos mais que justificados, e a marca ficou; poucos sabiam o que significava o C.

4. Seja coerente em todos os meios de comunicação. Não adianta ter um cartão de visitas com Fabíola Almeida se o endereço de e-mail é fadadanoite@hotmail.com. Já tive um conhecido cuja página no LinkedIn era vivalavida; complicado de conseguir um emprego assim. Para fins profissionais, seja o mais formal possível e use sempre o mesmo nome.

5. Se você tem um sobrenome estrangeiro, de difícil pronúncia, certamente o risco das pessoas escreverem seu nome errado é maior; por outro lado, haverá menor probabilidade de ser confundido com outros. Certamente nenhum consultor aconselharia a alguém ter o nome artístico de Arnold Schwarzenegger, mas ele teimou e deu certo. Há que se analisar cada caso pesando os prós e os contras.

6. Se você tem um nome comum, como José da Silva, fica bem difícil conseguir um endereço de e-mail exclusivo, assim como outros identificadores em redes sociais. Aí, há que se usar a criatividade: pode-se duplicar um dos nomes, usar números (que façam algum sentido) ou acrescentar o título profissional. Mas atenção: inserir Y, TH, W, duplicar consoantes ou inserir apelidos não configura solução para esse caso, ok?

7. Alguns profissionais liberais teimam em ter um nome comercial que nada tem a ver com o seu. Por exemplo: o designer Márcio Alves trabalha sozinho em seu escritório e não pretende se transformar numa corporação.  Por que ele precisa de uma placa como o nome Ideia Nova na porta? Assim ele acaba concorrendo consigo mesmo na cabeça das pessoas. Elas devem se lembrar da Ideia Nova ou do Márcio Alves?

8. Se você é funcionário de uma empresa de grife, fuja da tentação de usar a marca do lugar onde trabalha como “sobrenome”. Se o sujeito fica conhecido como o Roberto da IBM, o que acontecerá quando ele sair da empresa e for trabalhar em outra? Por isso, convém ter sempre um endereço de e-mail para uso próprio, independente de sua situação profissional. Perdi contato com vários conhecidos porque eles mudaram de emprego e, por conseguinte, perderam seus endereços de e-mail.

9. Nomes engraçados, como Pinto Souto ou Pinto Brochado  (sim, existem) justificam omissões ou adaptações. Ninguém quer ser associado com piadas, não é mesmo? Escolha um e use apenas ele.

10. Mulheres que mudam de nome quando se casam, cuidado. Ao usar o nome novo, vocês acabam “apagando” o histórico profissional com o nome antigo e causando certa confusão. A dificuldade é tamanha que há muitos casos em que as pessoas se separam e acabam continuando o uso do sobrenome do ex, para não ter que recomeçar (ex: Luiza Brunet, Angela Merkel). A decisão de mudança de nome tem que ser bem pensada.

Só uma curiosidade: meu nome completo é Ligia Cristina Fascioni (por 8 anos já fui também Corrêa, do primeiro casamento). No meu primeiro livro, assinei como Ligia Cristina Fascioni Corrêa (falta de noção grau 10; acontece).

É claro que o nome é seu e você usa como quiser, mas convém pensar antes nas implicações de cada decisão. E aí, pensou bem? Qual é seu nome mesmo?

112 Responses

  1. Avatar
    Fatima
    Responder
    4 março 2012 at 8:23 pm

    Adorei o artigo! Andam me chamando de Fatima Michels aqui na aldeia mas minha marca antiga a Fátima Barreto é tão forte quanto esta ahahahahahahah. Tô de volta na península de Laguna ao litoral sul de SC. Agora vou visitar suas postagens aqui no blogão que faz tempo não leio. Abraço . Fatima

    • Avatar
      Naédja Alves Santos
      Responder
      12 setembro 2018 at 3:37 am

      Artigo super esclarecedor. Meu nome é Naédja Alves Santos, por muito tempo devido ao matrimonio acrescentei Rezende, mas com o divórcio voltei ao meu verdadeiro nome. Como Canto e estou compondo minhas letra e também sou Terapeuta Holística sempre desejei adotar um apelido até poder registra-lo.
      E o nome escolhido que amo é NAÉDJA AMARANTHA. Acho que o significado dos dois nomes tem muito a ver comigo, com meus objetivos e minha Missão, agradeço sua opiniao. Obrigada

      • ligiafascioni
        12 setembro 2018 at 5:32 am

        Que história mais bacana, Naédja! Adorei! Muito sucesso para você! <3

      • Avatar
        Cleiane Evelen
        6 outubro 2019 at 12:55 pm

        Boa tarde, Lígia. Meu nome é Cleiane Evelen Ramos Araujo Sampaio. Sou médica e pensei em criar minha logo para o consultório, mas estou em dúvida em qual nome usar. Meu email e redes sociais estão como Cleiane Evelen, mas Evelen também é nome. Estou em dúvida se ficaria melhor uma combinação com sobrenome – Cleiane Sampaio, por exemplo. Gostaria de saber o que você acha. Desde já agradeço a atenção.

      • ligiafascioni
        6 outubro 2019 at 1:29 pm

        Oi, Cleiane!

        Olha, como eu disse nas resposta anteriores, não sou especialista. E, mais importante que tudo é o dono do nome se sentir confortável e representado com a escolha. Evelen de fato é um nome, mas penso que atua bem também no papel de sobrenome sem nenhum problema. Cleiane Sampaio também é bacana; como Cleiane não é um nome muito comum, você tem a vantagem de não se preocupar muito com homônimos. Veja o que faz você se sentir melhor representada. Acredito que as duas opções são muito boas.

    • Avatar
      Adilson Adilson Marcos
      Responder
      19 janeiro 2020 at 2:27 pm

      Boa tarde.
      Meu nome é Adilson Marcos da Silva.
      Como posso utilizar melhor o nome sendo escritor na sua opinião. Obrigado.

      • ligiafascioni
        29 janeiro 2020 at 10:11 am

        Oi, Adilson!
        Como disse acima, não sou especialista, então só posso dar palpites mesmo. A mim agrada Adilson Marcos. Mas essa decisão é muito importante; quem tem que sen sentir representado pelo nome é você! Abraços e muito sucesso!

  2. Avatar
    4 março 2012 at 8:28 pm

    Perfeito, dona Ligia, perfeito:) O meu caso é o 10 : descasei com um CV bom demais para ser esquecido. Fiquei com o nome. Que não era o de solteira.

  3. Avatar
    4 março 2012 at 11:16 pm

    Eu tenho certa dificuldade quanto ao meu nome. Adoro o “Rosa Clara”, mas tenho minhas dúvidas em usá-lo somente assim. Até já cogitei usar profissionalmente “Clara Rosa”, pois o Rosa soaria como sobrenome. Mas quando vejo “Maria Flor” e outras artistas que não consigo lembrar agora mas que usam somente os dois primeiros nomes, sem sobrenome, fico mais tranquila. Adorei o texto!

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      5 março 2012 at 6:56 am

      Rosa Clara é lindo, muito poético, perfeito para uma cantora ou atriz (adoro Maria Flor). Mas em profissões mais convencionais (engenharia, direito, contabilidade, etc), eu sentiria falta de um sobrenome (Clara Rosa pode ser uma excelente solução mesmo).

  4. Avatar
    Diogo
    Responder
    5 março 2012 at 10:37 am

    Lígia,

    Acredito que, em muitos casos, são as pessoas em sua essência que dão o verdadeiro significado ao seu próprio nome. Albert Einstein, por exemplo, poderia ter sido bibliotecário, músico ou padeiro. Mas ele fez escolhas e defendeu ideias que revolucionaram o mundo. Seu nome virou referência de genialidade, e viraria mesmo se ele fosse chamado João da Silva ou Lukas Müller. O que você acha?

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      5 março 2012 at 4:19 pm

      Acho que João da Silva e LuKas Müller são nomes ótimos: fórmula simples (nome + sobrenome) e fáceis de lembrar. A questão é que se Albert tivesse nascido Albert Wilherm Alexander Weber Schmidt Einstein, todo mundo só conseguiria guardar os dois nomes. Nem dos príncipes as pessoas se lembram do nome completo.

      É claro que a pessoa é que faz o nome (sempre; não apenas em alguns casos); o que estou dizendo é que as pessoas só vão se lembrar do nome se ele for fácil de ser memorizado. Se a gente quer ser lembrado, vamos facilitar o trabalho dos outros, né?
      Abraços e sucesso 🙂

      • Avatar
        Diogo
        6 março 2012 at 12:02 pm

        Ah, agora peguei a sua linha de raciocínio! É tipo o nome do Dom Pedro I, que era Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon…

      • ligiafascioni
        ligiafascioni
        6 março 2012 at 2:53 pm

        Aahahaha… exatamente! Esse é o ponto. Acho que nem ele sabia o nome todo…eheheh
        Abraços e sucesso!

  5. Avatar
    5 março 2012 at 2:36 pm

    Lígia,

    Sempre tive esse pensamento, mas tenho dificuldade de conseguir saber qual dos sobrenomes utilizar.
    Na faculdade todos me conheciam como Guilherme Joviano e atualmente tenho utilizado Guilherme Pires pois é mais curto e mais fácil de lembrar.
    Então atualmente utilizo o o sobrenome mais curto mas mantenho meu email pessoal com o outro.
    Dependendo do sobrenome também, um pode ter mais força que o outro devido ao poder aquisitivo da família ou você crê que isso não afeta quando o trabalho realizado é de qualidade e reconhecido pelas pessoas?

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      5 março 2012 at 4:14 pm

      Oi, Guilherme!
      Penso que não tem a ver com o poder aquisitivo da família não (talvez isso valesse antigamente). Hoje em dia, quem contrata quer mais é competência mesmo. Mas penso que você devia escolher um ou outro (os dois são ótimos) e usar apenas esse; senão a pessoa fica com problema de dupla personalidade…eheheh
      Abraços e sucesso!

  6. Avatar
    5 março 2012 at 3:22 pm

    Lígia

    Uma das disciplinas que eu ministro em cursos de pós-graduação é justamente GESTÃO DE CARREIRA E MARKETING PESSOAL. Nela o Marketing Pessoal é entendido como a GESTÃO DA IMAGEM PÚBLICA. E a Imagem Pública é a maneira como o indivíduo é visto (percebido) pelos outros. A imagem pública é construída à partir da forma como a pessoa combina ações sobre os diversos elementos que a compõem: o nome, a aparência física, os gestos e postura, a voz e vocabulário, os conhecimentos e habilidades profissionais, os conhecimentos e habilidades gerais, as marcas de caráter, as marcas de personalidade e, por fim, as ações de visibilidade e disponibilidade;

    Pois bem, no quesito NOME, tudo o que eu ensino em sala de aula é EXATAMENTE o que você colocou no seu texto. Fiquei muito feliz ao ler, pois senti que devo estar no caminho certo, pois sei que você tem sempre uma leitura correta das coisas.

    Concordo 100% com cada um dos dez tópicos que você explora no seu texto. Acrescento apenas uma observação que faço aos meus alunos: mesmo no futebol, território dos apelidos e nomes curtos, vê-se hoje em dia, cada vez mais, os nomes dobrados (Willian José, Júlio Cesar, Leandro Castan, Paulo Victor… e por aí vai).

    No mais, este seu artigo entra para o numeroso grupo de TEXTOS GENIAIS DA LÍGIA FASCIONI.

    Abraço!

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      5 março 2012 at 4:13 pm

      Aahahahah… Ênio; ou você está no caminho certo ou então estamos os dois juntos no caminho errado….ehehehe
      Ai, como eu queria assistir a uma aula sua. Assisti uma palestra há tantos anos e aprendi tanta coisa. Quem sabe ainda dá certo, né?
      Beijocas 🙂

  7. Avatar
    6 março 2012 at 8:30 pm

    Excelente artigo, Ligia!! Concordo em gênero, número e grau! Parabéns! A propósito, seu nome é muito forte e charmoso! Abs,

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      6 março 2012 at 10:34 pm

      Obrigada! O seu também é ótimo, Débora (essa era a segunda opção dos meus pais, veja só…eheheh).

  8. Avatar
    7 março 2012 at 1:59 am

    Olá, Lígia!!!

    Tenho um nome comprido e complicado, de quando fui casada: Daniele Cristina Ricci Sahuquillo. Mantenho-o porque gosto e é o nome da minha filha, Mariana, que ficou apenas Mariana Ricci para os amigos e colegas de trabalho.
    Na faculdade, um amigo me dizia que eu deveria usar Dani Ricci, mais sonoro,mas sempre insisti com o Daniele, que adoro. Pois não é que, com o tempo, profissionalmente as pessoas foram me intitulando “Dani Ricci”, fiquei conhecida assim tanto nas reportagens (sou jornalista), como em assessorias e outros trabalhos, o nome é adotado também pelos amigos como uma “sentença”: Danirricci (assim mesmo, falam tudo junto, mas escrevem separado)… eu achava estranho, mas tornou-se minha marca.
    Outro dia me ligou um rapaz de Ribeirão Preto, solicitando uma assessoria minha. “Boa tarde, gostaria de falar com a Dani Ricci!”… hahaha… achei engraçado.
    Te parece um bom nome? Qual sua opinião sobre isso? Afinal ainda assino minhas reportagens em jornal e me apresento profissionalmente como Daniele Ricci.

    Um beijo carinhoso!

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      7 março 2012 at 7:30 am

      OI, Dani Ricci!
      Achei bacanérrimo esse seu nome profissional (jornalistas podem ousar mais que a média, veja que bacana). Esse nome daria tanto para uma atriz famosa como para uma escritora ou arquiteta. Já se você fosse uma advogada, teria mesmo que repensar (mas acho que ninguém ia chamar você assim). Eu, como você, adotaria o que o povo está pedindo e usaria só Dani Ricci mesmo. Chique no último…eheheh
      Abraços e sucesso!

  9. Avatar
    Pri-k
    Responder
    8 março 2012 at 12:29 am

    Ai ai Lígia, eu sinceramente as vezes penso que está tudo errado comigo, em outras por encontrar tantos homônimos (na própria faculdade tinha uma que era meu tormento sempre que precisava resolver burocracias) na profissão e ser Pri-k há tantos anos penso que estou é bem certa. Desde o colegial eu já era Pri-k e meu e-mail priks (a propósito raridade um e-mail desse tamanho que todo mundo decora sem esforço).
    Antes mesmo de eu ter noção da importância que isso teria na minha vida já era tarde para mudar o Pri-k que hoje parece ser meu nome, no meu Linkedin é o único lugar que eu sou Priscila Fernandes… popularmente conhecida como Pri-k, em todas as outras redes Pri-k… para as formalidades Priscila Fernandes, eu me esforço e assino minhas fotos como Priscila Fernandes mas me parece tão estranho. Ai ai mais uma vez!!
    Depois que eu vim morar aqui em SP já recebi até e-mail de profissionais de Itajaí dizendo que receberam material impresso que eu criei, por causa de um “Pri-k” minúsculo que eu costumo assinar minhas criações, se alguém perguntar por “Priscila Fernandes” nos meios em que eu convivo dificilmente vai me achar.
    Ah, eu tenho até uma “amiga pessoal” (brincadeirinha) que se chama Priscila Fernandes, a sorte é que ela tem um Oliveira como segundo nome, já eu.
    Enfim… acho que é por experiência própria que eu me preocupo tanto com os “nomes” enquanto estou assessorando.

    Bjx grande!

    Ps. Você nasceu chique e fina até no nome né! 😀

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      8 março 2012 at 7:40 am

      Aahahahah…. Mas Pri-k, você é designer, não é advogada. Então relaxa….ehehehe… usa Pri-k sempre e tira essa Prisicila Fernandes da tua vida; esse nome não te pertence….eheheheheh (eu achei que até ficou charmoso, mas uma vez que você assume o nome, tem que ir até às últimas consequências, viu? O que não dá é pra ficar com dupla personalidade).

      Ah, a propósito: não tem nada errado com você (de onde você tirou essa ideia, sua louca? Dos clientes satisfeitos é que não foi; garanto…).

      Beijocas e sucesso 🙂

      • Avatar
        Pri-k
        8 março 2012 at 11:19 am

        Sério?? Com essa resposta você curou todas as minhas crises de “identidade”, você já cumpriu sua boa ação do dia, pode ir dormir. 😉 Realmente eu amo ser Pri-k! Ainda bem que não sou advogada… hahaha… Digamos que o Priscila Fernandes nas minhas fotos, seria uma divisão de setores (Criação/Fotografia).
        Confesso que eu também não sei de onde eu tirei essa ideia, talvez seja porque não foi proposital sabe, mas acredito que um dos grandes fatores seria o fato de nunca ninguém ter me dado essa segurança que você me deu agora, porem eu nunca tinha compartilhado esse meu ANTIGO pensamento com alguém que pudesse me ajudar.

        Ainda bem que eu tenho você!! Bjx querida! 😀

      • ligiafascioni
        ligiafascioni
        8 março 2012 at 4:25 pm

        Meodeos, acho que criei um monstro…ahahahaahahahah
        Beijocas e sucesso 🙂

      • Avatar
        Pri-k
        8 março 2012 at 5:02 pm

        Que medo! hahahahahaha… 😀

  10. Avatar
    C Rosa Rosado
    Responder
    4 abril 2012 at 11:07 pm

    Oi Lígia!

    li o artigo e não pude deixar de comentar, concordo plenamente! eu tive um grande dilema para encontrar o nome certo com o qual me poderia apresentar como designer, chamo-me Cátia mas tive a “felicidade” de ter como apelidos Rosa Rosado, chega a ser cómico; a verdade é que os meus apelidos sempre ficaram na cabeça das pessoas, então optei por usar C Rosa Rosado para me apresentar, pois tambem não quero que pensem que me chamo Rosa, o que acha? devo usar simplesmente o C para não entrar em “conflito” com o Rosa Rosado? ou ficaria melhor usar o Cátia?

    abraço directo de terras Lusas!

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      7 abril 2012 at 4:45 am

      Oi, C Rosa!

      Olha, as pessoas tendem a eliminar a letra da abreviatura (ainda mais quando não tem ponto, como seria o correto) ou juntá-la com o resto (Crosa?), de maneira que isso fica um ruído mesmo. Penso que você deve fazer uma auto-análise e decidir o que quer e como quer ser conhecida. Acredito de C Rosa não seja uma opção, pois fica indefinido (meio em cima do muro e ainda tem que explicar o que é o C, entende?). Você quer ser Cátia ou Rosa? Ou Cátia Rosa? Há várias opções legais, mas depois que você escolher, convém manter a coerência para consolidar sua marca sem confusão…

      Um abração bem grande para você e muito sucesso!!!!!

  11. Avatar
    24 junho 2012 at 5:01 pm

    Posso te chamar de Cris então? Hehehe

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      24 junho 2012 at 5:23 pm

      Nananinanão! Cristina é meu nome secreto e só quem tem poderes para usá-lo é a minha mãe, quando quer me dar uma bronca. Aí ela fala bem sério: Lígia Cristina! E eu sei que vem chumbo….ahahahaha

  12. Avatar
    24 junho 2012 at 5:55 pm

    Meu sobrenome é Francotti, vc acha muito complicado ? Tenho dificuldade em avaliar se é muito complexo já que estou familiarizada com ele desde sempre… rs Sempre assino Ana Paula Francotti, acha que eu deveria deixar apenas dois nomes ?
    Um abraço ! E obrigada por compartilhar tantas informações tão importantes !

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      24 junho 2012 at 6:49 pm

      Oi, Ana Paula!
      Eu achei Francotti chiquérrimo (tenho um fraco por sobrenomes italianos…ehehehe). O seu até que não é difícil; precisa ver o nó que dá na cabeça das pessoas quando eu falo que Fascioni é com SC…eheheh
      Mas não se pode ter tudo; pelo menos esse nome não é tão comum e vai ser fácil de registrar um domínio, endereço de e-mail, twitter, essas coisas.
      Sobre usar Ana Paula, só Ana ou só Paula, aí depende de como as pessoas chamam você e a conhecem no mercado (e também de como você se sente melhor, afinal, o nome é seu e ouvirá o dito cujo pelo resto de sua vida). Penso que as três opções são aceitáveis.
      Abraços e sucesso!

      • Avatar
        25 junho 2012 at 7:22 pm

        Ah, obrigada pela orientação, é importante para mim 🙂
        Fascioni parece mais simples quando se lê, mas quando se ouve realmente, se for anotar, tem que pedir mais informações… rs
        A propósito, acho fascinante (!) como vc arruma tempo para fazer tantas coisas e ainda dar atenção ao pessoal aqui.. rsrsrs
        Grande abraço !

  13. Avatar
    Carlos Koehler
    Responder
    24 junho 2012 at 11:08 pm

    pois é… profissionalmente todos me chamam de Koehler (pq uma diretora me chamou assim quando comecei naprofissão e pegou). minha família (e amigos íntimos) me chamam de Carlos Luiz. minha ex-mulher, a última, de Coelho… e a primeira, de Carlinhos, junto com uma turma de amigos. e a atual, e toda a família dela e amigos comuns… de Brito.

    e meu nome é Carlos Luiz Brito Koehler Filho.

    acho que isso acontece pq nunca disse: me chame de…

    que tal? Koehler é legal? (é meio inconfundível… pelo menos)

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      25 junho 2012 at 4:04 am

      Nossa, mas você tem mesmo múltiplas personalidades, heim? Eeheheh…
      Koehler é ótimo, mas talvez fosse melhor um prenome junto (não dá para colocar só o sobrenome no cartão de visitas, né?). Como o nome é seu, escolha o que acha mais confortável para ser reconhecido profissionalmente. Para mim, você sempre foi Carlos Koehler, me parece ótimo; mas é você quem decide (Carlinhos não vale, tá? Eheheh…).
      Abraços e sucesso!

  14. Avatar
    Diego Trávez
    Responder
    20 julho 2012 at 11:16 pm

    Amei o artigo e a discussão! Se eu contasse o meu dilema, iria ser assassinado por roubar a cena da Avenida Brasil!

  15. Avatar
    Fernanda
    Responder
    16 setembro 2012 at 9:39 pm

    Adorei a matéria, adorei o site (que conheci hoje).
    Lendo percebi q tô sem identidade! rsrs
    é Fernanda Duarte em tudo quanto é emprego, mas no email é fdmoreno?! CONFUSO! rs

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      17 setembro 2012 at 12:42 pm

      Aahahah… confuso mesmo, Fernanda Duarte (ou seria fdmoreno?). Mas ainda está em tempo….ehehehehe
      Abraços e sucesso!

  16. Avatar
    7 março 2013 at 4:50 pm

    Oi Ligia,

    Semore gratificante aprender com você. Escolhi Di Castro como sobrenome, apesar dos pais não terem colocado o sobrenome do meu avô amado oficialmente nos documentos. Polliana Guimarães Lopes fica para os documentos, e Polli Di Castro para a vida profissional. Tem funcionado. Amadureci percebendo que Shiver, meu apelido, não passava solidez junto ao Polli como eu gostaria, aproveitei pra homenagear meu grande avô e assumi de vez o Polli Di Castro. Creio que tomei uma decisão acertada né?
    Abraço,
    p!
    (micro assinatura que veio muito, muito antes da cantora pink , ela usa essa grafia como marca de uns anos pra cá, devia ter registrado)

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      7 março 2013 at 4:53 pm

      Parece nome de designer famosa, rica e fina….ehehehehe

      Mas a microassinatura está funcionando mais como uma marca gráfica; eu investiria mais no nome.

      Beijos e sucesso!

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    Daniella Facchientti
    Responder
    7 março 2013 at 5:12 pm

    Olá Ligia, sempre fiz isso mesmo inconsciente hehehe meu nome completo é Daniella Facchinetti Freire de Oliveira, pelo que li em seu texto não existe uma regra para a escolha de apresentação, é isso? Sempre tive dúvida se deveria usar o último sobrenome ao invés do que mais gosto. Bju.

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      7 março 2013 at 5:15 pm

      Oi, Daniella!

      Olha, pelo que eu saiba, não existe uma regra. Achei sua solução ótima! O nome é seu e essa é uma das poucas coisas da vida em que se tem controle total; escolha o que você achar mais bacana, afinal, ele vai representar você nas situações mais importantes.

      O Facchientti facilita a sua vida na hora de registrar um endereço de e-mail, um domínio e também não ser confundida com outras Daniella Freire ou Danielle Oliveira. Acho mais memorável.

      Sucesso!

  18. Avatar
    Cleide Coelho
    Responder
    7 março 2013 at 5:20 pm

    Curioso como você escreve na hora certa o que a gente tá querendo ler. Me chamo Cleide Coelho e sou designer de interiores. Estou abrindo meu escritório que a princípio se chamaria Deccore Ambientes porque acho Cleide Coelho muito “simples”. Pois quando você mora numa cidade colonizada principalmente por alemães cujos sobrenomes são na maioria das vezes impronunciáveis, é comum ouvir um sonoro “só Cleide Coelho?” quando me apresento, porque as pessoas acham que Cleide é um apelido oriundo de um nome maior como Lucicleide, Rosicleide… Então achei que Deccore (com cc de Cleide Coelho) seria legal pois é fácil de lembrar e auto explicativo no que diz respeit