Retroreciclagem: um novo tipo de arte?

O leitor Marcelo Alves mandou uma sugestão de post bem bacana. Eu já tinha visto em um blog gringo (que agora não me lembro mais qual é) e achei muito interessante, mas na correria em que estou, acabei não postando nada. Aí vem o moço chamando atenção para o mesmo tema; agora vai, porque vale a pena mesmo.

Estou falando do trabalho do publicitário Bruno Honda Leite. Ele pega qualquer embalagem de qualquer produto e transforma o negócio em arte usando só canetinhas de escrever em CDs (antigamente se escrevia em transparências para retroprojetores). Por causa disso, Bruno deu o nome da arte que ele inventou de retroreciclagem (retro, no caso, é o tipo da caneta que ele usa).

Acho eu que ele faz uma base com algum tipo de tinta para uniformizar a superfície de fundo, mas não consegui confirmar isso em lugar nenhum (é só dedução minha). E o site/portfólio dele é bacanérrimo, mas também não consegui achar nada sobre o autor, além das obras e de uma entrevista que ele deu para a revista Pais e Filhos.

Enfim, o sujeito faz mágica mesmo com as canetinhas, tem uma criatividade impressionante e, mais do que essas duas coisas, desenha como ninguém.

Dá orgulho de ver um um artista brasileiro tão sensacional assim, né? Olha só uma amostra do que esse sujeito consegue fazer com a tal canetinha; não tem como não amar.

Acho que na encarnação passada, isso foi um camburão de gasolina
Toy art feito com embalagens de desodorante (eu acho)
Nem caixa de papelão escapa

Babei. Qualquer dia vou experimentar também…

Ah, as imagens desse post eu tirei daqui.

***

PS: O Bruno viu o post e comentou, dando umas dicas legais para mais informações, inclusive divulgando canal dele no Youtube. Quanto aos personagens, o primeiro é o Lafayette Toledo, ex-galão de sabão industrial de 50 l, gerente de lojas de departamento, solitário e mal-humorado (veja mais aqui); o segundo , ex-desodorante, é o super-herói Yellowman (mais aqui); o terceiro, com 2 m de altura, é feito com caixas velhas de papelão e chama-se Malaquias de Souza, mendigo e ex-publicitário (veja aqui).

6 Respostas

  1. 14 dezembro 2011 at 4:21 pm

    Olá, Lígia, tudo bem?

    Primeiro, gostaria de agradecer pelo post; em geral vejo muitos posts repicados, o seu está com um texto tão elogioso quanto bacana. Sempre é bom quando alguém gosta no nosso trabalho/hobby; e, quando a pessoa gosta a ponto de ecoar e resenhar, é melhor ainda.

    Vi que você ficou com algumas dúvidas, né? Bom, eu não passo base nenhuma, na verdade. Tiro as etiquetas (a maioria das embalagens tem rótulo colado, não mais impresso, como costumava ser. Na verdade, foi por isso que consegui desenvolver esse trabalho). Estou fazendo um trabalho agora que preciso de uma cor específica que não existe em embalagens, então vai ser o primeiro teste com uma base, ao invés de catar a canetinha e ir direto com sede ao pote.

    Se quiser mais algums informações, tem mais alguns vídeos no meu canalzinho (http://www.youtube.com/brunohonda), mas esteja à vontade pra perguntar mais; como todo bom artista plástico, adoro falar do meu trabalho, é meio quixotesco…!

    Quanto aos personagens: o primeiro é o Lafayette Toledo, ex-galão de sabão industrial de 50l, gerente de lojas de departamento, solitário e mal humorado (http://brunohondaleite.blogspot.com/2009/11/sr-lafayette-toledo.html). O segundo, ex-desodorante, é o super-herói Yellowman (http://brunohondaleite.blogspot.com/2008/06/yellowman.html). O terceiro, que tem cerca de 2 metros de altura, é feito com caixas de papelão velhas e chama-se Malaquias de Souza, é mendigo ex-publicitário (http://brunohondaleite.blogspot.com/2010/03/malaquias-de-souza.html).

    Ufa!

    Quanta coisa.

    Beijo.

    Bruno.

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      14 dezembro 2011 at 4:31 pm

      Oi, Bruno!
      Nossa, que bacana que você leu (e respondeu!!). Então você não passa nenhuma base, nossa, que incrível!
      Adorei também os nomes dos personagens (cada qual com sua história).

      Vou passar parte do seu comentário com os links para o post, assim o pessoal pode ir lá direto.

      Mas, se posso dar uma sugestão, trata de colocar sua biografia/currículo resumido em algum lugar desse site. Você já está ficando ultra-mega-upper-super-famosão e o povo precisa de informações de fonte segura, rapaz!

      Abração e muito obrigada pela visita 🙂

      • 19 dezembro 2011 at 10:08 am

        Olá, Lígia, eu de novo!

        Agora o post ficou mais completão, né? 😉

        Estou testando um modo dynamics no blog, mas como ele é beta ainda, tem algumas falhas; ele não tem barra lateral, então comeu todas as ferramentinhas, inclusive lista de links, tags e até a bio. Mas logo o blogger deve apresentar novas soluções pra facilitar a navegação, né?

        E não estou ficando ultra-mega-upper-super-famosão não, é que tem um pessoal meio tantã como eu, que gosta de tranqueiras rabiscadas.

        Beijo!

        bruno.

      • ligiafascioni
        ligiafascioni
        19 dezembro 2011 at 6:42 pm

        Vai turbinando aí que o povo acompanha. E deixa de ser modesto….eheheheheh

  2. Alex Reis
    Responder
    27 junho 2012 at 2:15 pm

    Não gostei! achei FEIO (criativo, mas…feios!).
    Não compraria nenhuma peça.

  3. Deva Bhakta
    Responder
    1 novembro 2017 at 2:26 pm

    eu admiro vários trabalhos do Bruno Honda com a produção do Mauricio de Souza, mas esses trabalhos de retroreciclagem me chamam muito atenção. A proposta artistica, expressão e criatividade são maravilhosas! Mas, além disso tudo, fico admirado e sensibilizado com a questão social e ambiental que esse trabalho lindo aborda indiretamente. Nos faz pensar no retrocesso de tantas embalagens perdidas e jogadas reflexo de uma sociedade de consumo…e o que considero mais importante, podemos tambem ver esses trabalhos como uma metáfora da exclusão social (como o perfil dos personagens indicam). Enfim gratidão, gratidão Ligia por mostrar a arte dessa cara que é um grande artista e uma grande pessoa e parabens pro Bruno Honda por continuar com essa proposta mesmo ganhando notoriedade com os trabalhos da Turma da Monica. abraços

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