Como calcular ofensas

A imagem mostra a reprodução do quadro Auf Vorposten, de Georg Friedrich Kersting. Há um homem deitado sobre a relva. Ele está armado, usa uma capa azul e uma expressão infeliz.

Já faz um tempo que havia sumido, mas semana passada voltou a circular nas redes sociais um meme com os dizeres “a minha educação depende da sua” e suas variações “minha atitude depende de quem tu és”, “sou legal com quem é legal comigo”. A frequência e a convicção com que se compartilha esse tipo de mensagem são preocupantes, para não dizer assustadoras.

Nem vou entrar na vida pessoal; vamos analisar apenas a questão profissional: como vou contratar ou trabalhar com alguém que se orgulha de deixar a decisão de como vai se comportar nas mãos de um estranho? Nunca vou poder confiar nessa pessoa; vai que um grosso aleatório entra em contato com ela? Um profissional excelente tem um código que conduta que independe da educação, caráter ou postura de quem está do outro lado.

Ah, mas fulano me ofendeu. Eu não podia deixar barato.” Ah, é?

Penso que a chave de tudo está na palavra ofender. Reflita: é impossível ofender uma pessoa que não se deixa ser ofendida. E a ciência da computação (ou sei lá como se chama isso agora) pode nos ajudar a entender essa questão de um jeito bem simples, veja. Continue lendo “Como calcular ofensas”

Pirulito que não bate

Ontem aconteceu uma coisa que me fez lembrar o meu queridíssimo amigo e parceiro Tio Flávio, famoso pelas suas aulas e palestras brilhantes sobre marketing. É que o moço costuma andar com um saco de pirulitos dentro da mochila. Quando o povo está muito agitado, o Flávio distribui os confeitos e instantaneamente a paz e a atenção absoluta são restauradas no ambiente. Não é um gênio, esse rapaz?