Arquivo de ‘boas maneiras’

11 out

Fotografia: Natasja Fourie

Ontem aconteceu uma coisa que me fez lembrar o meu queridíssimo amigo e parceiro Tio Flávio, famoso pelas suas aulas e palestras brilhantes sobre marketing. É que o moço costuma andar com um saco de pirulitos dentro da mochila. Quando o povo está muito agitado, o Flávio distribui os confeitos e instantaneamente a paz e a atenção absoluta são restauradas no ambiente. Não é um gênio, esse rapaz?

É que vi uma mulher no metrô com uma cara tão indignada e mal-humorada que me fez pensar na teoria do pirulito. Se eu tivesse um na bolsa, juro que ofereceria para a moça na mesma hora. Se ela recusasse, a cara não ia ficar pior mesmo. Mas se aceitasse o mundo ganharia mais um sorriso, o que não é pouco se a gente for um pouquinho ambicioso e pensar na coisa em escala.

Repare bem, é impossível ficar irritado e chupar um pirulito ao mesmo tempo; são tarefas mutuamente exclusivas. Além de se dar conta do ridículo que é ficar com a cara amarrada, a pessoa percebe que é fisicamente muito complicado manter a carranca nessas condições.

Imagine uma reunião tensa entre líderes de países em crise, naquele momento em que todo mundo quer ter razão e ninguém quer ceder. Se o pessoal da diplomacia fosse mais esperto, sairia distribuindo pirulitos. Certeza de sucesso! Quem sabe guerras não seriam evitadas com esse artifício?

Chupando um pirulito todo mundo fica mais concentrado e instrospectivo. Passa a ver o mundo sob uma perspectiva mais doce. Cala a boca e ouve mais. Sente-se criança novamente e se dá conta de que nada é assim tão dramático que não possa ser calmamente resolvido enquanto se delicia uma guloseima bem doce e colorida.

Pense numa pessoa grossa e mal educada empurrando outros numa fila. Pense nesse mesmo ogro chupando um pirulito nessa hora. Tudo muda, incluindo o comportamento do próprio, não tem como ser diferente.

Enfim, é de se pensar porque as pessoas param de chupar pirulitos quando crescem. Não deveriam.

Não sei se poderia ser uma solução para o problema da violência no mundo, mas do mau-humor e da malcriação, com certeza seria.

Nesse dia das crianças, saboreie um pirulito bem devagar e pense a respeito.

25 jun

Não pude resistir a essa luminária bem humorada de quem quer botar o mundo de pernas para o ar: uma xícara de chá que usa o saquinho como interruptor. Show de chá!

1804_thumb

Achei no Casa da Chris.

20 out

331528tacy_w

Essa semana assisti a uma palestra bem interessante. No coquetel de encerramento conversei com um empresário que elogiava a ótima apresentação, pois tinha lhe rendido ótimas ideias. Quando ele começou a apresentar suas propostas, fiquei surpresa: a maioria contradizia ponto a ponto tudo o que o palestrante tinha falado.

Aos poucos, dei-me conta do que aconteceu: as primeiras frases lhe inspiraram tanto que depois ele não prestou atenção em mais nada do que foi dito. Perdeu a melhor parte e, apesar da diversão mental, suas ideias cairiam todas por terra em uma análise mais crítica. Mas ele estava feliz e satisfeito com seu próprio desempenho e despejava, contente, suas sacadas geniais.

Quantas vezes a gente comete o mesmo erro, de começar a elucubrar e não ouvir o que poderíamos aprender? Ficamos tão maravilhados com a festa que rola dentro da nossa própria cabeça que o mundo exterior fica completamente dispensável e até meio entediante. Do lado de dentro da gente não há críticas, chatos duvidando do nosso brilhantismo, ceticismos e julgamentos fora de hora. São ideias lindas pipocando e se reproduzindo descontroladamente como fogos de artifício. Resistir, quem há de?

Isso faz lembrar de um dito antigo, onde há quem se gabe de “enquanto você está indo com a farinha, eu já estou voltando com o bolo”. Essa frase, apesar da pessoa que a usa com frequência não perceber, resume a total e incontestável incapacidade de ouvir. Para mim ela faz um parzinho perfeito com outra que diz que “tem gente que só aprende o que já sabe”. É ou não é?

É que ouvir é uma das tarefas mais difíceis que existem para um ser humano. Desviar um pouquinho os olhos do próprio e adorado umbigo e prestar atenção no outro; concentrar os sentidos em absorver o conhecimento e a experiência de alguém que não mora na nossa cabeça; deixar de lado nossas próprias convicções e tentar vestir a pele de outrem. A missão demanda muito esforço e um domínio quase sobrehumano do nosso pobre ego. Mas compensa. Sem isso, é quase impossível aprender de verdade.

Mas é preciso dizer que é difícil, muito difícil mesmo. Resta a confissão final e envergonhada: eu mesma bolei essa coluna inteirinha enquanto “ouvia” o tal empresário…

Fazer o quê?

Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br

12 mar

nickdewar

Sabe quando uma pessoa faz um comentário ou uma observação qualquer e, em vez de refutar o argumento, você critica a pessoa? Automaticamente o assunto tratado fica fora de questão, o foco passa a ser quem o está defendendo. Esse erro de raciocínio é tão antigo e comum que tem até um nome: argumentum ad hominem (expressão latina que significa “argumento contra o homem”).
(mais…)

20 mai

O blog www.design.com.br, onde também escrevo, decidiu publicar fotos de colunistas e leitores em seu local de trabalho. A coluna dessa semana trata de correspondências virtuais, e estava procurando uma imagem para ilustrar quando resolvi usar essa mesmo. Somos o Haroldo (meu assistente) e eu, trabalhando.

Segue a coluna que trata das boas práticas na web.

(mais…)

20 set

Fazia tempo que eu não acessava o blog Favoritos, que eu adoro. Dando uma geral, acabei de encontrar um post muito legal sobre como ser bacana na web. Tal como recomendado, aqui vai o link original e segue o texto com os devidos créditos.

blog.jpg

COMO SER BACANA NA WEB: DICAS PARA BLOGUEIROS

1- Gostou de um post? Retribua com um link

No mundo dos blogs, links são o melhor pagamento. Se você gostou de uma informação que encontrou em algum blog e decidiu postar no seu, faça a gentileza de oferecer um link para a fonte original. Não custa nada para você e ajuda muito o outro blogueiro.

2- Não peça a outros blogs para praticarem a “troca de links”

Se você gosta de um blog e deseja colocar um link para ele em seu blog, não peça nada em troca. Se ele gostar do seu, as chances são altíssimas de que ele também ofereça um link para você.

3- Não copie os textos de outros blogs

Textos de blogs, por menos pessoais que sejam, são de autoria do dono do blog. Nele, são expressadas a opinião desta pessoa. Ao copiar um texto sem mudar nada, você confunde o leitor e acaba perdendo a sua credibilidade. E você não quer isso, não é mesmo? Caso deseje mostrar o que o blogueiro escreveu, deixe claro que o texto é dele (usando aspas e indicando a fonte, por exemplo).

4- Responda os comentários e os e-mails enviados por seus leitores

É claro que não é necessário responder a todos mas, se algum leitor escreveu alguma coisa bacana para você ou tem alguma dúvida, responda. Afinal, se ele deixou um comentário ele deseja fazer uma comunicação com você e às vezes uma simples resposta vai significar muito mais do que você imagina. Palavra de leitora.

5- Tal escritor, tal leitor

O blog é seu e por isso você pode escrever o que der na telha, certo? Certíssimo. Entretanto, esteja preparado para as consequências. Se você constantemente fala mal sobre algumas coisas em seu blog ou talvez escreve coisas que sejam ofensivas a determinadas pessoas, você está automaticamente dando a liberdade para que os seus leitores façam o mesmo. O resultado disso pode ser crítico: uma legião de comentários ferozes (de leitores anônimos, sempre) e talvez até uma série de inimizades na web. Se você não liga para isso, maravilha. Caso contrário, tenha como mantra “Gentileza gera gentileza”. “

Fonte: Favoritos