Dois mundos tão diferentes

O livro começa com um homem de 35 anos entrando num elevador. Ele é uma espécie de codificador humano que consegue criptografar informações em seu subconsciente. A técnica foi desenvolvida por um pesquisador e o serviço é oferecido por uma grande corporação. 

O homem, ou Calculator, como é chamado no livro, vai visitar um cliente. Tudo no prédio é estranho; não há nenhum tipo de ruído e o elevador parece não se mexer. Dali em diante, as estranhezas só pioram.

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Os seis segredos da inteligência

Tudo o que explica (ou tenta explicar) o modo como a gente pensa, me interessa. Então, mesmo com esse título caça-cliques horrível, resolvi levar o “The six secrets of intelligence: what your eduction failed to teach you”*, de Craig Adams, para casa. E, olha: não me arrependi.

O livro é dividido em 5 partes, começando com uma breve história do não pensamento; seguindo para os tais seis segredos, falando sobre “pensar sobre pensar”, questionando o pensamento na educação e, finalmente, apresentando uma escola de pensamento.

O autor é professor de linguística e línguas modernas em Londres e, um pouco desiludido com o currículo que precisava ensinar aos seus estudantes e que deixava de lado ideias muito importantes do seu ponto de vista, resolveu escrever esse livro, para a sorte de todos nós.

Ele começa afirmando que a inteligência não é sobre cultura ou educação, pois não é sobre o que você sabe. Inteligência é sobre como você pensa

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Os presentes que a vida nos dá…

Tudo começou quando o Flávio Torres, de Belo Horizonte, me mandou uma mensagem inbox, dizendo, de uma maneira educadíssima, que se sentia subestimado quando eu colocava a descrição para cegos nas fotos. Do ponto de vista dele, era um deboche eu descrever fotos que todo mundo estava vendo. Se eu fazia realmente questão de descrevê-las, poderia usar algo como “meu olhar” em vez da grosseira “descrição para cegos”.

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Tipping point

Faz anos que estou para resenhar esse livro, mas agora o assunto veio à tona, não só por causa do Coronavírus, mas principalmente por conta do curso de coolhunting que estou fazendo. 

Então vamos lá!

Der tipping point: wie kleine dinge grosses bewirken können” (tradução livre: “O ponto de inflexão: como pequenas coisas podem causar grandes efeitos”), de Malcolm Gladwell, discute como é que as epidemias se formam, ou seja, como as coisas viralizam (para o bem e para o mal).

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O líder inovador e a diversidade

Salvei a Live que fiz com a queridíssima Patricia Augusto no YouTube e recomendo demais todo mundo assistir.

A Paty conta a sua extraordinária história e, no final, ela diz que contratar uma mulher transexual é contratar alguém com uma capacidade de sobrevivência e resiliência muito acima da média. E ela prova. Depois que acabamos a conversa, ela me confessou em off que o carregador do celular dela tinha dado um problema na noite anterior e a linda fez a Live com 4% de bateria.

Pessoas, por favor, assistam até o final e percebam que ela mantém a calma SEMPRE! Eu já estaria me descabelando e chorando em completo desespero…rsrsrs… essa mulher não existe! Como pode? Imagina quanta coisa ela já enfrentou para manter o equilíbrio numa situação dessas!

Se você vai assistir, é por sua conta e risco, mas vou avisando: vai virar fã de carteirinha dessa moça!

Humanos + Máquinas

Como imaginar o mundo do trabalho na era da Inteligência Artificial? Dois executivos da Accenture, Paul Daugherty e James Wilson fizeram uma belíssima pesquisa e econtraram vários insights. O resultado está publicado em “Human + Machine: Reimagining Work in the Age of AI“, publicado em 2018 pela Harvard Business Review Press.

O título do livro já é uma brincadeira, pois normalmente a gente vê a dicotomia Humanos X Máquinas. Os autores giraram um pouco o x e o transformaram em +. Achei genial!

Eles começam explicando as três ondas da transformação dos negócios

A primeira onda tratou de padronizar os processos. Um grande ícone dessa onda é Henry Ford, que repensou toda a produção em escala de uma linha de montagem. Cada parte do processo era medido, otimizado e padronizado para ganhar eficiência.

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Afinal: o iPhone é ou não um objeto de luxo?

A questão apareceu numa Live recente que fiz com o querido Eduardo Magrani há alguns dias (link para assistir aqui). Estávamos falando sobre storytelling e eu dizia que todos nós contamos histórias sobre nós mesmos; é a maneira como nos mostramos para o mundo.

E a gente se vale de objetos para nos representar nessa missão. Nós nos cercamos de coisas que nos ajudem a corroborar com a narrativa, que sirvam de auxílio para ilustrar a história pessoal que estamos contando aos outros. 

Os objetos, sejam naturais ou fabricados, carregam histórias. As marcas sabem muito bem disso, tanto que o marketing e o branding usam o storytelling como ferramenta essencial de trabalho. São definidas as palavras-chave para fundamentar as histórias e toda a gestão de uma marca gira em torno desses conceitos.

Foi aí que veio a questão: o iPhone é um objeto que representa o luxo?

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