A psicologia da viagem no tempo

Fui atrás desse livro porque li elogios de várias pessoas em todas as redes sociais que participo. Mas acho que se esbarrasse com ele por acaso, teria comprado mesmo assim. “The Psychology of time travel” (tradução livre: “A psicologia da viagem no tempo”), de Kate Mascarenhas, é o tipo de título que me fisga.

A história é muito diferente de tudo que li até hoje sob vários aspectos; mas confesso que fiquei bem irritada no começo (eu e meus infinitos preconceitos…rs). Por sorte, confiei nas recomendações e teimei em continuar.

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Trabalho de equipe

Que delícia poder fazer equipe com gente brilhante, competente e, além de tudo, querida! A ilustração feita sob encomenda para a Berlin School of Creative Leadership foi uma dessas experiências gratificantes!

A ideia era que os formandos levassem para casa uma lembrança do curso, mas com a cara de Berlim. Para isso, usei recortes digitais de fotos dos restos de grafite do trecho do muro de Berlim que ainda resta no Mauerpark, tanto no fundo como no destaque.

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Terra do nunca

Existem pessoas muito criativas, existem aquelas totalmente loucas das ideias e existe o Neil Gaiman. Gente, de onde esse sujeito tira tanta ideia?

Niemalsland (tradução livre: “Terra do Nunca“) é o primeiro romance do autor, escrito a partir de uma série que ele escreveu para a TV (que nunca assisti e nem tinha ouvido falar).

Junto com Harumi Murakami, penso que é uma das mentes mais criativas da literatura contemporânea. Escritores de ficção, de maneira geral, costumam ser bastante criativos; mas boa parte pega uma lenda ou universo que já foi pensado (tipo Harry Potter, que explora o mundo da magia) e desenvolve. Acontece também com alguns escritores de ficção científica, que partem de uma ideia já iniciada (tipo marcianos ou seres extra-terrestres) e expandem, mas dentro de princípios já mais ou menos estabelecidos.

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Utopia vermelha

Ficção científica é um tema que me atrai, mas o contexto em que “Der Rote Planet” (Tradução livre: “O planeta vermelho”), de A. Bogdanow, foi escrito, torna a leitura mais atrativa. O livro foi publicado pela primeira vez na Rússia,  em 1908, sob pseudônimo. O autor, Alexander Malinowski, era um médico, revolucionário e filósofo. Ele acreditava que se podia recuperar a juventude fazendo transfusões de sangue (criou o primeiro instituto para essas pesquisas). Ironicamente, morreu após receber sangue contaminado com malária e tuberculose.

O exemplar que encontrei num sebo foi publicado em 1986, na antiga Alemanha Oriental, como parte de uma coleção recomendada para jovens.

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O cérebro idiota

Vou ser sincera; já li muitos livros sobre neurociência, pois o tema me interessa bastante. Mas esse foi o mais divertido e didático de todos! O autor é debochado e usa umas metáforas ótimas para explicar porque a gente faz tanta bobagem na vida.

Dean Burnett é um neurocientista britânico com um senso de humor incomum (britânico? Rsrsrsr…) que nos presenteia com o excelente “The idiot Brain: a neuroscientist explains what your head is really up to” (tradução livre: “O cérebro idiota: um neurocientista explica o que sua cabeça realmente está fazendo”). 

A ideia é mostrar como o cérebro regula o corpo e, não raro, provoca a maior bagunça dando instruções erradas e fazendo a gente trancar o dedo na gaveta, por exemplo.

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Inovação na academia

Não vou enganar ninguém: odeio academia de ginástica! Adoro dançar, caminhar, fazer yôga, enfim, me mexer. Mas ficar fazendo movimentos repetidos sem sentido; detesto!

Só que por conta de uma osteopenia que tive (princípio de osteoporose) tenho que fortalecer os músculosdas costas. Infelizmente, o único jeito (além do boxe) é musculação mesmo.

No Brasil eu frequentava a Curves, só para mulheres, e gostava bastante. É um circuito de meia hora com aparelhos e estações de descanso entre eles. Um minuto praticando no aparelho e um minuto fazendo outra atividade nas plataformas de descanso.

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Minha amiga genial

Fazia muito tempo que eu queria ler Elena Ferrante; só ouvi a falar bem das obras dela. Esse livro, especificamente, “Meine geniale Freundin“, mereceu até um filme e uma série na Netflix. Pois não é que encontrei o danado em edição capa dura num sebo por € 4,00?

Bem, o romance começa com a narradora, Elena, recebendo um telefonema de um homem desesperado procurando sua mãe, que sumiu sem deixar nenhuma pista. Elena é amiga de infância da desaparecida; ambas estão com 66 anos quando a história é contada. A narradora não se surpreende com o sumiço (há anos a amiga dizia que queria retirar-se do mundo sem deixar pistas) e decide escrever sobre a amizade das duas.

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Esse tal de Elon Musk

Pensa numa pessoa genial. Tipo, sei lá, Nikola Tesla. Ou Thomas Alva Edison. Imagina se fizessem uma fusão desses dois e daí nascesse um novo ser humano. Certeza que sairia um Elon Musk.

Acabei de ler a biografia dele chamada “Elon Musk: how the billionaire CEO of Space X and Tesla is shapping your future”, escrita por Ashlee Vance e estou muito impressionada. É claro que muita coisa eu já tinha conhecimento por outros canais (quem se interessa por tecnologia e inovação não tem como não acompanhar as aventuras dele), mas o sujeito é realmente especial. Mas vamos do início.

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Manual para criar viciados

Sim, é isso que você leu no título. Os autores de “Hooked: how to build habit-forming products” (tradução livre: “Viciado: como construir produtos que formam hábitos”), Nir Eyal e Ryan Hoover, pesquisaram arduamente e descobriram o que faz a gente se viciar em alguns produtos de tecnologia e ignorar outros. 

Eles lembram, por exemplo, que 79% dos smartphones são checados no máximo 15 minutos depois que a pessoa acorda de manhã cedo. E pasme: 33% dos americanos dizem que preferem ficar sem sexo do que sem seus brinquedinhos. Estima-se que, em média, as pessoas consultam seus aparelhos cerca de 150 vezes por dia! Se isso não é um vício, difícil dizer o que seria.

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Gent: surpresa maravilhosa!

Uma amiga que mora em Antuérpia já havia me dito que preferia Gent a Bruges. Hoje entendi o porquê. Bruges é linda, mas não parece de verdade; é como um parque temático com o cenário perfeito e suas hordas de turistas.

Gent também tem muitos visitantes, mas parece uma cidade de verdade, onde mora gente. O centro histórico é como uma viagem no tempo; e a viagem continua se a gente se afasta um pouco e caminha pelas ruas vazias. Peguei chuva, o sol saiu só um pouquinho e a luz não ajudou as fotos. Mesmo assim, que cidade! 

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