18 set 11

Ontem estávamos passeando pela Ilha dos Museus e passamos pela frente da casa da Angela Merkel, primeira ministra alemã. A mulher é doutora em física e o sobrenome Merkel é do ex-marido. Agora ela é casada com um professor de química da Universidade Humboldt, em Berlin, chamado Joachim Sauer.

Pois é, quando assumiu o governo, Angela teria direito a uma residência oficial, mas como já morava na cidade, achou essa despesa extra desnecessária e continuou morando no mesmo lugar. O único gasto é com os policiais que fazem plantão na frente o prédio por questões de segurança.

Reparem que ela mora nesse edifício, mas não é o prédio todo. É um apartamento comum, sem sacada. Qualquer mortal pode passar pela frente e até fotografar a porta de entrada com o nome do marido (aqui os apartamentos não tem números, mas os sobrenomes dos moradores).

Gente, essa é uma das pessoas mais poderosas do mundo e não está nem um pouco deslumbrada com a pompa e circunstância a que estamos acostumados no Brasil. Tenho certeza de que D. Angela não apresenta contas escandalosas de vinhos importados e toneladas de iguarias caríssimas, como no nosso Palácio do Planalto, além de não precisar do circo todo para se fazer importante. Quando ela pede austeridade e corte nos gastos públicos, tem moral para falar, as pessoas acreditam.

Mas, como dizia a sábia Coco Chanel, há pessoas realmente ricas e aquelas que só têm dinheiro. No nosso caso, dinheiro do povo…

Comentários

3 respostas de “Olha a casa da Dona Angela”

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  1. Fatima disse:

    Ligia valeu a pena dar uma passadinha rápida por aqui nesta segunda-feira! Eu, assim como muitos brasileiros, também presto muita atenção nas decisões dessa senhora. Valeu o artigo! Abraço daqui do litoral sul de Santa Catarina/Fatima de Laguna

  2. Antonio Rossa disse:

    Eu, de certa forma, fico bastante admirado com a maneira como os alemães vivem a “riqueza”. Tenho vários amigos alemães morando aqui em Florianópolis e, claro, na Alemanha. É realmente um outro jeito de ver e viver o dinheiro, os bens materiais. Espero que com esse atual crescimento econômico do Brasil não sejamos mais uma vez um mero quintal dos EUA, e como consequência termos que importar alguns de seus excessos e doenças.

    • ligiafascioni disse:

      Oi, Antonio!
      É, aqui o pessoal pensa mesmo diferente. Não tem empregada doméstica e os homens passam suas camisas, levam as crianças para a escola e ajudam na casa. Os condomínios não têm porteiros e, em alguns, a limpeza dos corredores é feita pelos próprios moradores do andar. E vou falar: não cai a mão de ninguém. Os europeus passaram por guerras e muitas privações; não ostentam e nem têm medo de botar a mão na massa. Por outro lado, uma cidade com apenas 3,5 milhões de moradores tem nada menos que 3 casas de ópera, 100 museus, 3 casas de concerto (especiais para música erudita) e mais um montão de galerias de arte (superam em muito as farmácias).

      Já a cultura americana (que herdamos), ninguém tem vergonha de desperdiçar e o consumismo faz o povo se descontrolar completamente nas finanças.

      É para se pensar mesmo…