O QUE FAZER QUANDO AS MÁQUINAS FIZEREM TUDO?

Malcom Frank, Paul Roherig e Ben Pring são três futuristas sócios de uma empresa de consultoria sobre o futuro do trabalho que dedicam suas carreiras a encontrar respostas para a pergunta do título desse artigo. E elas estão muito bem organizadas e fundamentadas no livro “What to do when machines do everything: how o get ahead in a world of AI, algorithms, and big data”. 

Já de início, os autores deixam claro que as perspectivas apresentadas não são para daqui a 25 anos, quando tudo poderá se modificar radicalmente; o trabalho é mais para orientar empresas e profissionais para as ações nos próximos cinco anos, quando ainda é possível fazer planos com algum realismo.

Eles ressaltam que a gente sempre subestima as mudanças que irão ocorrer nos próximos dois anos e superestima as dos próximos dez anos.

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O que um romancista tem a nos dizer sobre ciência

A primeira vez que vi um romance do Ian McEwan foi no cinema, no filme Reparação. Achei-o tão sensível, belo, instigante, que fui procurar outras obras dele (aquela já não dava mais; depois de ver o filme, não consigo ler o livro — minha mente já está contaminada com a visão do diretor).

Então li o belíssimo Na praia que narra um casal em lua de mel e seus silêncios mal entendidos. Depois Solar, na minha opinião o mais genial de todos, em que um ganhador do prêmio Nobel de física vive às custas da fama sem produzir mais nada de útil. Também entrei no cotidiano de um médico neurologista em Sábado, uma estranha família de crianças no Jardim de cimento, meti-me na briga de dois jornalistas em Amsterdam e por último levei um robô humanoide para casa em Máquinas como eu

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O futuro da educação

Por causa da demanda de palestras online, principalmente de empresas da área de educação, venho me dedicando a estudar o assunto com mais cuidado e interesse. 

A questão é que estamos às portas da quarta revolução industrial, e o modelo educacional continua estagnado na segunda.

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O código da cultura

Gostei demais de tudo que aprendi com “The Culture Code: an ingenious way to understand why people around the world live and buy as they do”*, de Clotaire Rapaille. É como se muita coisa que a gente não tinha pensado a fundo passasse a fazer sentido.

Doutor em Psicologia Social, Rapaille desenvolveu um método para descobrir o código de cada conceito dentro de uma cultura para ajudar empresas a comunicarem melhor seus produtos. É um sistema muito semelhante em estrutura que apliquei no meu método Gestão Integrada da Identidade Corporativa. Ele reúne amostras representativas de pessoas no universo que será estudado e faz workshops. Por meio de dinâmicas, ele vai relaxando as pessoas, observando as contradições até encontrar um padrão que traduza, para aquele grupo, a essência do conceito que se está pesquisando. Eu fazia para identidades das empresas; ele aplica para descobrir códigos culturais.

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Sobre ter certezas

O título “On being certain: believing you are right even when you’re not” (Tradução livre: “Sobre ter certezas: acreditando que você está certo mesmo quando não está”) me atraiu logo de cara. Mas confesso que achei a obra do neurologista Robert A. Burton muito chata.

Sabe aqueles livros que poderiam ter sido apenas um bom artigo, mas precisam preencher 250 páginas, então ficam recheados com um monte de histórias intermináveis? Então. Mas se abusa um pouco da paciência do leitor, não chega a  não tira o valor do conteúdo.

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O paradoxo de Fermi

Você já pensou que a gente não está sozinho no mundo? E por mundo, quero dizer o universo.

Estima-se que só na Via Láctea existam entre 200 e 400 bilhões de estrelas como o nosso sol (algumas com planetas orbitando, outras não). No universo inteiro, seria, mais 70 sextilhões. Como assim seríamos o único especial premium master alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado de toda essa bagaça? Tanta estrela e planeta e só o nosso azulzinho teria vida inteligente? Meio forçado, né?

Por outro lado, ninguém ainda parece ter dado as caras por aqui. Não há evidências científicas que mostrem que haja outras civilizações. É justamente disso que trata o paradoxo de Fermi. É muito improvável que sejamos a única vida inteligente no universo. Mas onde é que está o povo?

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Um sol é bom, dois é demais, três é o caos!

Imagine um planeta que orbita não apenas em torno de um sol, mas de três. A vida lá não é fácil; os três sóis influenciam-se mutuamente na questão da gravidade, de maneira que é impossível prever a posição deles no espaço. O planeta, coitado, nunca sabe qual sol estará mais perto ou mais longe, se vai ficar nessa posição por muito ou pouco tempo.

O resultado é que por algum tempo os habitantes conseguem desfrutar de uma certa estabilidade no clima, mas, sem aviso prévio, os movimentos são alterados e vem o caos: ou um dos sóis chega muito perto e torra toda a superfície do planeta, ou os três ficam longe demais e congelam tudo. Todas as combinações são possíveis, não há como prever.

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O luxo e a autoestima

Olha como é bom gente curiosa e perguntadeira: a Carol Miotto estava fazendo um curso online onde falei (ou pelo menos dei a entender) que quem consumia luxo tinha problemas de autoestima. 

Pois a moça me enviou uma mensagem inbox no Instagram cheia de cuidado e respeito, dizendo que ela gostava de bolsas de marca e tinha amigos que curtiam carrões e não achava que houvesse algum problema de autoestima envolvido. Ela acreditava que esse julgamento parecia superficial, no que estava coberta de razão. Às vezes a gente fala as coisas de uma maneira que o pensamento fica incompleto e acaba passando batido. Ainda bem que existe gente como a Carol.

O que eu mais gostei é que ela entendeu perfeitamente a mensagem do curso: apesar de discordar do que eu disse, ela queria se abrir para o contraditório e ouvir mais a respeito. Nota 10! É isso mesmo. 

Vamos lá!

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Como o preconceito prejudica a inovação

Já está disponível também no Youtube a Live que fiz sobre o preconceito no Instagram.

O resumo da ideia está nesse texto aqui: Porque preconceito é preguiça de pensar).

Na Live, também falo sobre a APAC, uma organização onde os presos cuidam da própria cadeia (inclusive das chaves!), que está relatado aqui: Segunda chance de verdade.