O espontâneo

February 8th, 2010
Fotografia: Marco Grizelj e Kristian Kran

Fotografia: Marco Grizelj e Kristian Kran

Trabalhei com um sujeito que pensava em voz alta o dia todo. O resultado é que a gente nunca podia confiar no que ele dizia, uma vez que as idéias ainda não estavam maduras e ele as mudava a toda hora. Nas reuniões, fazia questão de expressar seu ponto de vista, mesmo que não acrescentasse nada no que estava sendo discutido. Ele se gabava de ser autêntico, espontâneo, em resumo: “ele era ele mesmo“.  Seu lema: “Quem quiser que goste de mim do jeito que eu sou“.

O resultado é que, na empresa, em vez de ressaltar a sua competência, ele era conhecido como “o chato“. E não estava sozinho não. A legião de espontâneos só vem crescendo depois que os BBBs da vida começaram a alardear em cadeia nacional o valor de ser “eu mesmo“. E, nas empresas, isso está cada vez mais se tornando um problema.

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O shop do amor

February 8th, 2010

Aahahah…. essa eu ganhei de presente do JR Guimarães, de Belo Horizonte. É de uma Sex Shop cuja marca gráfica não deixa dúvidas quanto ao ramo de negócio. Cosa max fofa… Duvida? Clica aqui, ó!

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Vista da fachada, super discreta:

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Só para esclarecer: shopping é o ato de comprar. A gente fala shopping center porque quer dizer centro de compras e shopping é uma forma reduzida. Shop é loja. Se eles querem dizer que ali se faz compras relacionadas ao amor (?) deveria ser “o shopping do amor“…

Novas cédulas

February 7th, 2010

Essa semana, o Banco Central apresentou as novas cédulas de real que irão circular daqui para frente. Segundo a Folha de São Paulo, no começo só serão subsitituídas as notas de 50 e 100, mas até 2012 vão trocar tudo. O novo design é claramente inspirado no Euro e os tamanhos variaram bastante para que os cegos e as pessoas que não exergam bem poderem diferenciar os valores.

Os bichos continuarão os mesmos, o que penso ser uma boa ideia, mas continuo achando as cores muito desbotadas. Dinheiro é uma coisa viva, que circula. No Brasil, principalmente, acho que eles deveriam botar para quebrar nas cores. Lembro até hoje da cédula mais bonita que já vi ao vivo — uma nota de franco suíço (já não deve existir mais), era enorme e coloridíssima, dava até pena de gastar. Por que ficar se fazendo de light, discreto e low-profile se o Brasil não é assim? Mais cor nisso, minha gente!

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Dei uma pesquisada na web e olha só que cédulas bonitas achei aqui. O Brasil bem que merecia umas mais caprichadas…

Florim de Aruba

Florim de Aruba

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Franco suíço, bem colorido

Guilder holandês, o mais lindo de todos (foi substituído pelo Euro em 2002).

Guilder holandês, o mais lindo de todos.

Sem palavras

February 7th, 2010

Pessoas, me expliquem (se puderem): o que passou pela cabeça do “criativo” que fez essa aplicação na escada rolante? Parece que o avião vai se estabacar no chão a qualquer momento!

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Achei no ótimo Haha.nu.

Exageros no planeta

February 6th, 2010

Enquanto a gente está se liquefazendo aqui em Floripa (sério, hoje achei que meus dedos tinham virado plasma), o Conrado está em Washington enfrentando a maior tempestade de neve desde 1922 (60 cm de puro gelo). Houve centenas de acidentes de carro, gente sem luz, escolas sem aulas, pessoas que não conseguem voltar do trabalho, uma loucura. Com ele está tudo ok e eu bem que queria estar lá fazendo uns bonecos com nariz de cenoura. Quem sabe esse ano ainda me escalo e vou no papel de mala….ehehehh

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Foto da cidade de Alexandria, ao lado de Washington

Bairro de Alexandria: bagunça nevada

Bairro de Alexandria: bagunça nevada

A minha opinião é tão importante…

February 6th, 2010
Fotografia: Aneta

Fotografia: Aneta

Decididamente resolvi levar a vida no bom-humor. Agora não só me divirto com spams, como também com telemarketing (como dizia sabiamente Drummond, “se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional“).

Pois bem, recebi agora uma ligação do Diário Catarinense. A moça ligou para informar que eu era uma das poucas pessoas da cidade que tinham sido selecionadas para fazer uma avaliação do novo design do jornal e, para tanto, ganharia algumas semanas de degustação.

Macaca velha, usei o método mais eficiente que existe para se livrar definitivamente de vendedores — disse que já era assinante (mentira, mas foram eles que começaram…ehehe). A atendente disse que meu nome não constava, então falei que devia estar no nome do meu marido.

A moça ficou atônita, agradeceu e desligou!!! Ué, mas ela não achava a minha opinião importante? Não queria saber o que eu achava do jornal? Meu nome não tinha sido até um dos poucos selecionados? Aahahaha… que estratégia mais batida e furada, heim? Muito feio…..

Abraços partidos

February 5th, 2010

Essa semana fui ver “Abraços partidos“, do Almodóvar. Adoro o jeito bem-humorado como ele conta as histórias tristes; adoro as atrizes que ele escolhe (principalmente as coadjuvantes), adoro tudo. Sem falar que a Penélope Cruz está cada dia mais linda e charmosa.

Esse não é o melhor Almodóvar que eu vi, mas é muito bom. Mesmo.

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Não vá esconder seu potencial…

February 5th, 2010

Gente, acho que vou abrir um blog só para spams divertidos. O pessoal está se superando a cada dia, não sei onde isso vai parar. Alguém pode me explicar o que vem a ser o tal “potencial” das duas moças que está escondido atrás da árvore e que a Psicopedagogia Online quer mostrar para todo mundo? Artigos ninguém esconde atrás de árvores, já o potencial de moças….

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O escritor que virou gato

February 5th, 2010

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O Thiago Suiten mandou o link para um curta metragem muito original e bem feito! Conta a história de um escritor que morreu e virou gato. Ele anda pela Freguesia do Ó e frequenta várias casas. O gato é a cara do Haroldo e tem a voz de ninguém menos que o Selton Melo. Não dá para perder de jeito nenhum, eu adorei! Obrigadão, viu, Thiago?

Quer assistir? Clique aqui!

Haroldo ao forno

February 5th, 2010

Gente, o calor está demais, dá até pena de ver os gatinhos. Eles só conseguem brincar à noite, quando a temperatura baixa para 30 ºC. Olha só como o fofo está entregue…

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Frescura no último!

February 5th, 2010

Nossa, nem eu que tenho um índice de frescura altíssimo consigo imaginar alguém lavando louça com essas luvas. E depois, como é que se lava as luvas? Mesmo assim, elas não deixam se ser muitíssimo charmosas e poderiam servir de inspiração para quem faz aqueles modelitos feios e sem graça que tem por aí para vender.

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Achado no Noquedanblogs.

Cantinho da beleza

February 5th, 2010

Presentão do Thiago Nunes: se esse é o cantinho da beleza, como seria o cantinho da feiúra?

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Alerta: Preços abduzidos

February 4th, 2010

Mais uma que o Michel mandou. Olha só esse cartaz em que o disco voador é a estrela da promoção e parece estar abduzindo um texto em preto escrito “preços”. Sem dizer que os preços “foram reduzido“.

Será que eles acharam que abduzir e reduzir eram a mesma coisa ou a intenção é só rimar? Só os marcianos podem dizer…

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Melhor nem discutir o design da peça.

Cara esperto

February 4th, 2010

Essa eu ganhei de presente do sempre atento e querido Michel Téo Sin. O cara coloca um cartaz desses na frente da casa, todo mundo fotografa e coloca na web. Quer anúncio mais barato e eficiente que esse? Querendo comprar, é só ligar. Parece que está funcionando…

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O morro dos ventos uivantes

February 4th, 2010

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Há um mês, quando me mudei, fiz uma “limpa” na estante e o Conrado fez o mesmo. O resultado foi que toneladas de livros migraram para o sebo. A parte sensacional da história é que estamos com o crédito nas alturas em dois sebos legais e toda vez que passo por lá encontro alguma coisa.

Semana passada achei um exemplar novinho da reedição de “O morro dos ventos uivantes” (Emily Brontë) por conta do sucesso que o livro anda fazendo (segundo relatos, é o favorito dos personagens principais do casal cujo rapaz é vampiro da série de livros e filmes “Lua Nova“, que ainda não vi nem li).

Já tinha lido o livro na adolescência e não me lembrava quase nada da história, que se passa no interior da Inglaterra do século XVII e conta uma epopeia de amor dessas clássicas.

O grande diferencial, na minha opinião, é que esse foi o pioneiro dos romances onde a mocinha não tinha nada de boa, linda, pura e virtuosa; o mocinho também não era lá flor que se cheirasse. Na verdade, eles formavam um belo casal de pessoas egoístas, crueis e desequilibradas.  Mesmo assim, o amor deles é intenso, desesperado e profundo; eu diria até doentio (uma espécie de “os brutos também amam“…hehehe).

A rotina da vida nessa época e lugar, a maneira como as pessoas pensavam e se comportavam faz pensar que muita coisa mudou, mas, na verdade, a essência continua extamente como era.

Estou adorando.

Explicando a piada…

February 4th, 2010

Acho trágico ter que explicar uma piada, mas, pelos comentários do post anterior, vejo-me compelida a fazer isso. Infelizmente o sarcasmo e a ironia são artes perdidas, as pessoas tendem a tomar tudo ao pé da letra…

Gente, é ÓBVIO (pelo menos eu achava que fosse) que não foi um estagiário que fez o cartaz. É piada no meio empresarial que sempre quem leva a culpa é o estagiário, seja o que for que tenha saído de errado numa empresa. Foi uma ironia, entenderam? Porque, se alguém for perguntar para quem fez o site, ele rapidamente vai colocar a culpa no estagiário, sacaram?

É claro que eu também fui estagiária (quem não foi?) com muito orgulho. Mas, felizmente, não perdi meu senso de humor com a experiência…

Lamento e peço desculpas pelos que se ofenderam com o título do post anterior e não sei se a minha explicação ajudou (piada não se explica…). Realmente não foi a minha intenção ofender ninguém, muito menos estagiários. Enfim, sorry!

Esses estagiários…

February 4th, 2010

Olha só a propaganda de uma livraria virtual que recebi por e-mail. Aqui o frete não é grátis; é grátes. Será uma nova e desconhecida modalidade?

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Da série spams bizarros

February 2nd, 2010

Juro que não entendi quando vi isso na minha caixa postal. Será que tem alguma mensagem que eu não consegui captar? Pinguins a mil por hora e com flores no bico? E o que educação e saúde tem a ver com isso? E psicopedagogia? Boiei…

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Sobre garrafinhas

February 2nd, 2010

2009111009352317867Ano passado, quando o Conrado foi para a Alemanha a trabalho, pedi para ele me trazer uma garrafinha bem bacana para carregar água. É que bebo pelo menos meio litro a cada aula ou palestra que dou, de maneira que já estava ficando ridículo consumir garrafinhas de plástico descartável nas disciplinas que falam de sustentabilidade ambiental.

Ele me trouxe uma lindíssima SIGG de alumínio (0,75 litros) que é sensacional (essa aí da foto ao lado). A única desvantagem é que essa joia é um pouco pesada para carregar na bolsa quando tenho que caminhar bastante ou levá-la em viagens.

Mas para essas situações a empresa americana Vapur já pensou numa solução, olha só. É uma garrafinha maleável de um plástico ultra-resistente que pode ser congelada e até, pasmem, ir para a máquina de lavar louça. Sendo de plástico, acho que não deve ser tão durável quanto a minha, mas se adequa a várias situações e não é cara (U$ 9 cada). Você ainda pode gravar seu nome nela e tem um furo para pendurá-la.

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Se as garrafinhas PET fossem banidas da face da terra e os designers conscientes tomassem o poder, já pensou que bacana seria?

Achei a garrafinha dobrável no LikeCool.

Será que dá?

February 2nd, 2010

Vi no Swissmiss uma solução (será?) para o problema gerado pelo descarte de canudinhos de plástico: canudinhos de aço inox reutilizáveis (o pacote com meia dúzia sai por U$ 18 na loja virtual Brook Farm).

A ideia parece bem boa e sustentável, tem tudo para pegar. Só fiquei com uma dúvida: como será que se limpa isso? Será que a gente não corre o risco de tomar suco à tarde com traços da vitamina da manhã? Será que tem que ferver os canudinhos? Não sei, mas mesmo assim ainda acho a ideia bem simpática (e elegante)…

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Calor…

February 1st, 2010

Instalação Nele Azevedo

Instalação: Nele Azevedo

É o seguinte: sou uma pessoa de essência friorenta. Isso significa que quase sempre estou com frio, mesmo no auge do verão, quando o resto dos mortais está derretendo (meu sensor de temperatura veio com o offset meio desajustado). Se dependesse de mim, as empresas de ar condicionado faliriam.

Digo isso porque agora eu estou com calor MESMO, hoje cheguei a suar. Sinto muito pelos demais…

O andar do bêbado

February 1st, 2010
Foto: Kerry Karbakka

Foto: Kerry Karbakka

Já estava namorando do livro desde o ano passado, mas agora finalmente consegui dar conta de lê-lo. Estou falando de “O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas“, do PhD em Física Leonard Mlodinow. Apesar do estofo acadêmico, Leonard contribuiu como roteirista nas séries MacGyver (eu adorava!) e Star Trek, além de ter escrito “Uma nova história do tempo” tendo ninguém menos que Stephen Hawking como co-autor.

Mlodinow explica a teoria da aleatoriedade de uma maneira, que, como diria (e aprovaria) Einstein, até uma garçonete entenderia.

Ele começa já destruindo nossos mais sólidos paradigmas que costumam associar sucesso com competência. Segundo uma galera que se ocupa há anos (na verdade, há séculos) em estudar  as questões probabilísticas, o número de variáveis aleatórias envolvidas em qualquer situação da vida real é tão grande que nos seria impossível calculá-las, mesmo que tivéssemos todas as informações necessárias. Sim, o que ele afirma categoricamente é que não há uma associação simples e direta de que a empresa X vai indo bem por causa do talento e brilhantismo seu principal executivo. Ele tem que ser capaz, mas também precisa muito que os eventos aleatórios sobre os quais não possui nenhum controle lhe sejam favoráveis (chamamos isso vulgarmente de sorte). Depois ele mostra uma série de exemplos muito convincentes e faz contas probabilísticas bem simples (que, infelizmente não cabem numa coluna) para corroborar a idéia.

Nós tentamos ser desesperadamente determinísticos o tempo todo: se o filme fez sucesso, então é porque é bom; se fulana se separou é porque o marido a enganava; se beltrano não consegue se dar bem na vida é porque é um fracassado; rápido, fácil, simples e… errado (ou pelo menos, não é bem assim).

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Pode rir à vontade…

February 1st, 2010

Se você for uma pessoa discreta ou tímida, escolha outro lugar para fazer sua refeição. Aqui é para os expansivos, que gostam de rir alto enquanto comem…eheheh.

Presentão do querido Cristiano Chaussard, que não perde uma!

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Frases que resumem tudo

January 31st, 2010

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Quase todo dia dou uma olhada no Quotes in Design para ver a frase do dia. Olha aqui algumas amostras geniais:

Não tente ser original. Tente ser bom”  Paul Rand

“As pessoas perdem oportunidades porque muitas vezes elas vêm disfarçadas de trabalho” Thomas Edison

“Simplicidade é a forma definitiva da sofisticação” Leonardo da Vinci

Assim não dá…

January 30th, 2010

Não era a minha intenção fazer desse blog uma exposição permanente de gatos fofos, afinal, há outros assuntos a tratar e eu também tenho que trabalhar. Mas explica como é que alguém pode se concentrar desse jeito? Como? Como?

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Não dá, o seu Otávio Coruja e o seu Horácio Algodão não deixam (eles tinham derrubado essa luminária minutos antes, pois acharam divertido vê-la balançando).

Vai um algodão doce aí?

January 30th, 2010

Esse Horácio é um floquinho…

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Lixa fashion

January 30th, 2010

Encontrei agora há pouco essas fofuras em uma farmácia, olha só que lindas! São lixas de unha estampadinhas para carregar na bolsa. Por que ninguém pensou nisso antes?

Estou de olho nessa empresa (Marco Boni) desde que eles lançaram pinças com essas padronagens, coisa que achei um luxo. Meu único porém nessa embalagem é que eu colocaria a marca gráfica atrás (ficaria mais bacana). De resto, é show! Vou ficar monitorando os próximos lançamentos… quem sabe minhas preces sejam atendidas e eles inventam uma embalagem para lenço de papel decente.

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Beiramar Norte

January 30th, 2010

Dia lindo, solzão, lá fui eu caminhar de manhã pela avenida beiramar. Que sorte morar num lugar lindo assim, né? Presenciei até um congresso de gaivotas que estava rolando num local impróprio para banho, mas como ninguém traduz as placas na língua delas…

Cidade maravilhosa

Cidade maravilhosa

Tudo leva a crer que o congresso versava sobre a qualidade da água

Tudo leva a crer que o congresso versava sobre a qualidade da água

Para a concordância ficar correta não devia ser imprópriA?

Acho que a concordância está imprópriA...

Designer engraçadinho

January 29th, 2010

Não sei quem bolou a cara desse equipamento, mas toda vez que o vejo acho que ele foi pensado para fazer graça com quem está com as mãos molhadas. Pelo desenho, a gente entende que basta agitar as mãos sobre essa parte preta que a toalha de papel logo desce (realmente há alguns que funcionam desse jeito, mas o sensor fica embaixo, escondido).

Nesse modelo em particular (já analisei vááárias unidades, não é de hoje que tenho bronca dele), essa parte preta não é um sensor como parece, mas um botão, que quando a gente aperta sai o papel.

Então alguém me explique, plis: para que essa legenda em inglês (Hã…?) dizendo que o negócio é ativado pelo movimento das mãos, corroborado pelo desenhinho tão didático? É pegadinha?

A toda hora vejo alguém fazendo mímica na frente do negócio para só depois de muita macaquice descobrir que aquilo é um botão, não um sensor…

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Sei não, mas além de botão, isso deve ter uma câmera embutida para ficar filmando as pessoas pagando mico…

Otávio ensaiando uma teoria

January 29th, 2010

Parece que essa sacada é propícia para meditações felinas. Olha a cara do Otávio. Ele está ficando tão peludinho…

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Haroldo na sacada

January 29th, 2010

Adoro quando o fofo fica com esse ar medidativo como quem está analisando os problemas do mundo. O que será que rola dentro desse cérebro de 30 g?

Por que esse pessoal aí embaixo anda tão nervoso?

Pego ou não pego esse bichinho? Será que vale a pena?

O que vocês estão olhando? Nunca viram um filósofo?

O que vocês estão olhando? Nunca viram um gato filósofo?

Falando em ler…

January 28th, 2010

Se eu tivesse uma TV seria uma assim, da

Se eu tivesse TV seria uma assim, da LG

Toda vez que ouço as pessoas me explicarem que não lêem mais porque trabalham demais e falta tempo, acabo me sentindo a maior malandra e desocupada do bairro. Trabalho bastante, mas, como estou sempre com um livro na bolsa, não me chateio em filas e nem esperando reuniões que nunca começam na hora. Convém sempre ter alguma coisa para ler no banheiro e ao lado da cama. Mas tem outro segredo: não tenho televisão.

Eu tinha uma bem velhinha e pequena e, quando me mudei no começo do ano para morar com meu amor, resolvi doá-la. O Conrado já vive há anos sem TV e eu estou gostando da novidade, até agora não fez falta nenhuma. Uma casa com 4 gatos, cheia de livros e com Internet banda larga pode tranquilamente dispensar o equipamento, acreditem em mim.

Não que eu não goste dessa caixinha de fazer malucos. Adoro. Só não tenho paciência. Os programas que mais gosto são da TV a cabo (fico que nem criança pequena quando passa o GNT Fashion ou a TV está ligada no Animal Planet e na National Geographic), mas a hora assistida acaba saindo muito caro. Além do mais, como estou pagando, acabo me sentindo na obrigação de assistir. De qualquer forma, mesmo O Reino dos Suricatos, que consegue me hipnotizar, começa a ficar repetitivo depois do quinto episódio.

Então faço assim: como viajo com relativa frequência (tomara que esse ano seja bastante), me farto de ver TV nos hoteis. Começa sempre com alguma coisa bacana (tipo “Irritando Fernanda Young“), mas depois de horas zapeando fico com a sensação de que perdi tempo e não consigo explicar nada do que assisti. E volto para casa feliz por não ter TV.

Fica a dica, experimente!

Desculpem, sou novo aqui

January 28th, 2010

1701Nova sou eu. Esse cara nasceu escrevendo, não é possível! Já aconteceu com você de grudar num livro e, a cada página pensar: “Puxa, que bela sacada! Nossa!!“. Fiquei encantada, apaixonada, embevecida, enfim, agradavelmente surpresa como fazia anos não ficava ao ler um livro. Lembro de ter sentido algo semelhante quando li Jane Austen pela primeira vez. No “Retrato de Doryan Gray“, do Oscar Wilde, também fiquei assim, deliciando-me com cada frase.

Recentemente li Fernanda Young e Chico Buarque e adorei, mas eu já sabia qual era a deles e a expectativa era alta, então não foi surpresa.

Já no caso do “Desculpem, sou novo aqui“, do Carlos Moraes (como é que esse sujeito ainda não virou celebridade internacional? não consigo entender), eu tinha lido uma resenha na Veja no começo do ano passado e fiquei curiosa. Essa semana dei com o livro novinho num sebo. Arrisquei. E ganhei na megassena acumulada.

A história não é nada demais, um ex-padre gaúcho começando a vida em São Paulo nos anos 70 como jornalista, tal qual o autor (o livro é um pouco autobiográfico). Mas como o tal escreve!

Olha um trecho onde ele e o colega de trabalho ficam perturbadíssimos com as coxas bronzeadas de uma jornalista:

Só sei que depois, junto à máquina do cafezinho, o Jéfferson me perguntou num tom assim de gravidade contida:

— Qual é, pô?

Eu só falei:

— Pois é, cara.

Não sei o que ele quis perguntar, nem direito o que eu respondi. Felizmente a comunicação moderna nos propicia esses confortos

E essa impagável descrição: “Olhamos instintivamente em volta e damos com um sujeito de terno creme, camiseta preta, óculos escuros, bigode ralo e um sorrisinho desses nascidos para justificar, em português, a palavra perfunctório“.

Por último, esse trecho de conversa, quando uma colega pergunta sobre o celibato:

— Isso de sacerdócio, celibato, como na prática é vivido? Agora você já pode contar.

—  Bom. Começa, claro, com um grande enlevo por Cristo, o Evangelho. Com o tempo, se a gente não se cuida, passa do enlevo para uma espécie de auto-hipnose. Depois, pelo que eu pude observar em certos colegas, vem a zumbificação, a completa zumbificação. Esses dias aí eu vi um bando de cardeais pela televisão, com aquelas caras, aquelas roupas, meu Deus do céu.

— Sei.

— Sabe como?

—  Pelo casamento. Se a gente não se cuida, não é muito diferente. Enlevo, auto-hipnose, zumbificação.

Recomendo, recomendo, recomendo.

Para voar e pensar

January 27th, 2010

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Acabei de chegar do cinema. Fui assistir Up in the air, bizarramente traduzido como “Amor sem escalas” (de onde eles tiram as ideias para esses títulos?). Pelo nome em português, parece uma comédia romântica de sessão da tarde, ainda mais porque é estrelado pelo bonitão George Clooney (adoro!).

Apesar do bom humor e das tiradas bem sacadas, o filme pode ser tudo, menos uma comédia, muito menos romântica. Gostei de tudo: o elenco é perfeito, o roteiro é muito bem escrito e  direção irrepreensível; curti até a trilha sonora.

Fala de um sujeito que ganha a vida fazendo o trabalho sujo de demitir pessoas em escala industrial para empresas em crise. Para isso, tem que viajar o tempo todo, coisa que ele adora, mas que também o impede de ter qualquer ligação com a terra. Até que aparece uma nova funcionária que tem a brilhante ideia de usar a tecnologia para reduzir custos e melhorar a produtividade das demissões usando recursos de teleconferência. Ela viaja com ele para ver a coisa de perto e leva tempo para ver que, apesar de tecnicamente perfeita, a solução desconsidera completamente o impacto psicológico sobre as pessoas envolvidas (já é ruim ser demitido, mas por teleconferência ninguém merece).

Eu me identifiquei muito com a tal funcionária, a boa aluna empenhada em fazer o seu melhor, mas um pouco sem noção de que as pessoas são diferentes e podem ver a suas ideias aparentemente tão bacanas sob um ângulo que ela nem tinha sonhado.

O filme também fala de relacionamentos e faz a gente sair pensando do cinema. Tem o mérito de não repetir a fórmula do típico final “sessão da tarde” com mensagem edificante e “lição de vida“. Meus amigos não gostaram muito, mas eu adorei.

Recomendo.

Pirâmide bibliográfica

January 26th, 2010

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Todo mundo conhece aquele desenho da pirâmide alimentar, que começa com fartura de cereais e massas na base, depois empilha frutas, hortaliças, leite, leguminosas até chegar na pontinha, com consumo limitado de carnes, gorduras, açúcares e doces.

A pirâmide de Maslow é outra dessas figuras geométricas muito famosas, que coloca as necessidades fisiológicas e de segurança na base para só depois pensar em relacionamentos, aceitação social; a auto-realização fica lá no topo, quando tudo já foi resolvido. Pesquisando mais um pouco a gente descobre pirâmides políticas, organizacionais, socioeconômicas e até, veja só, egípcias.

Como se vê, pirâmides são muito didáticas para deixar bem claro o que é fundamental e o que é cereja; também são ótimas para mostrar por onde se começa a construir bases bem estruturadas para qualquer coisa.

Pois então. Estava aqui ruminando umas alcachofras e resolvi elaborar uma espécie de pirâmide da leitura. Vamos lá então.

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