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A fábrica de sonhos

Foto: site BMW

Foto: site BMW

Quando fiz minha primeira viagem de moto na garupa, pelo Chile, em 2002, jamais poderia imaginar que um dia estaria pilotando minha própria BMW F650GS e cruzando a Cordilheira dos Andes. Isso foi há muito tempo e a moto acabou sendo vendida, mas ontem tivemos a oportunidade de visitar o lugar onde ela nasceu.

No bairro de Spandau fica uma das três fábricas de motocicletas da BMW no mundo; a de Berlim é a única de verdade mesmo (as outras duas, uma em Manaus e outra em Rayong, na Tailândia, são apenas montadoras de alguns modelos).

BMW é a sigla de Bayerische Motoren Werke (Fábrica de Motores da Bavária) e a divisão de motocicletas, fundada em 1923, funcionou em Munique até 1969, quando se mudou para Berlin.

A fábrica produz 600 motos por dia (desde o bloco do motor até a montagem final para todos os modelos) e tem 1.900 funcionários.

Pena que não podia tirar fotos, mas foi uma experiência incrível (sem falar na saudade que bateu ao visitar um chão de fábrica com todos aqueles robôs articulados e fresas maravilhosas).

Mas o que mais me surpreendeu mesmo foi o cuidado nos testes finais. Sim, em cada etapa há um rígido controle de qualidade, como era de se esperar, mas no final da linha de produção tem um funcionário que realmente monta na moto, testa os freios ABS, engata todas as marchas e vai a 120 km/h (numa esteira, claro). Isso para  CADA UMA das unidades. Ficou todo mundo babando em saber que, além de ganhar para fazer esse trabalho dos sonhos (testar motos zeradas), os profissionais dessa etapa são dos mais bem remunerados na fábrica (o sujeito tem que ter muita sensibilidade e conhecimento para atestar que está tudo irretocável, além do que os equipamentos já mediram).

O guia que nos levou pela fábrica disse que todo ano eles recebem inscrições para o programa de estágio, que é bem concorrido (cerca de 500 candidatos se estapeiam por uma vaga), mas além de um excelente currículo, um pré-requisito básico é que a pessoa seja apaixonada por motos.

Olha, achei um excelente critério. Não é à toa que eles conseguem fazer máquinas tão perfeitas.

Para quem quiser ir, as visitas guiadas são em inglês e alemão. Mais informações clicando aqui. Recomendo demais!

PS: Quer saber mais sobre nossas viagens de moto? Visite o www.duasmotos.com.

 

5 dicas para não ser espontâneo nas redes sociais

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Qualquer pessoa, por mais distraída e sem noção que seja, tem uma ideia de como seria seu mundo ideal, confere? O que ela às vezes não se dá conta é que deveria agir e se comunicar de maneira que as coisas convergissem para esse mundo se materializar. Assim não precisaria reclamar da vida e se lamentar continuamente, pois estaria ocupada realizando a transformação.

Pois é, e pessoas que agem e se comunicam de maneira intencional, com um objetivo claro, não podem ser espontâneas, sabe por quê? Olha a definição de espontâneo no dicionário: instintivo, não premeditado, ou seja, aquilo que a pessoa faz sem pensar antes. Se eu ajo e me comunico sem pensar antes, sem ser intencional, o que acontece? Hummm…. qualquer coisa. Inclusive com resultados indesejados…

Nas redes sociais, pessoas espontâneas estão sempre à mercê da emoção do momento e postam fotos e textos sem refletir se aquilo contribui para o mundo que deseja realizar e como isso tudo será interpretado do outro lado da tela. E isso pode trazer consequências bem sérias, veja por que.

1. O que for publicado ficará para a eternidade. Tudo o que você posta nas redes sociais não dá mais para apagar. Mesmo que você delete o post, alguém pode ter salvado a imagem. De qualquer maneira, vale saber que empresas como o Facebook mantêm backups que podem ser requisitados pela justiça. Depois não adianta se lamentar; melhor não ser espontâneo e pensar antes de usar um meio público para fazer um desabafo íntimo que só interessa a você e a talvez mais uma ou duas pessoas.

2. Tudo o que você postar pode ser usado contra você num tribunal. É isso mesmo; cuidado com mensagens ou comentários racistas, homofóbicos, preconceituosos ou ofensivos a alguém ou a algum grupo em particular. Uma rede social não é uma mesa de bar, onde você fala bobagens sem pensar. E compartilhar mensagens criminosas faz de você cúmplice aos olhos da justiça; era essa mesma a sua intenção?

3. Publicou, não pertence mais a você. É do mundo. Isso mesmo, depois que apertou o botãozinho “publicar” não tem mais volta, o controle é totalmente perdido. Você não sabe quem vai ler, quem vai opinar, quem vai compartilhar, onde isso vai parar. Mesmo que a mensagem ou foto tenha ido apenas para um grupo de amigos, há muitos meios dela ganhar o mundo sem o seu conhecimento. Pense carinhosamente nisso antes de apertar o botão, por favor.

4. Verifique se o que você está compartilhando é verdade mesmo. Muita gente sai reproduzindo bobagens e divulgando mentiras sem ao menos se dar ao trabalho de conferir as fontes. Repare: como se chama a pessoa que espalha boatos maldosamente e de maneira inconsequente? Fofoqueiro, não é? Depois não adianta chorar, lamentar-se, dizer que não sabia, que não tinha a intenção. Quem tem acesso às redes sociais, também tem acesso ao Google e pode muito bem pesquisar as fontes para saber se aquilo que está compartilhando é verdade ou não. A não ser que sua intenção seja construir um mundo melhor baseado na fofoca.

5. Reflita sobre qual é sua intenção ao postar uma foto ou mensagem. Ela é útil para alguém? Ajuda, de alguma maneira, a construir o mundo que você quer? Por favor, não confunda chatice e mau-humor com utilidade; piadas e frases espirituosas podem fazer o mundo ficar mais divertido e leve, mas há que se ter um filtro. Por exemplo: se a informação que estou postando só tem utilidade para a minha mãe, por que não envio uma mensagem particular para ela, em vez de ficar poluindo a página de meus amigos que nada têm a ver com isso? Qual a minha intenção a cada foto ou foto que publico? O que quero que as pessoas pensem ou sintam, qual é a mensagem por trás da imagem?

Ok, já estou ouvindo vozes berrando “a página é minha e posto o que eu quiser”. Está claro, não discordo disso em nenhum ponto. Só quero chamar atenção para cada um pensar sobre a real intenção ao compartilhar cada informação e as consequências que o ato pode provocar.

Redes sociais são o pior lugar do universo para alguém ser espontâneo. Acredite, é sério.

O muro de luz

A festa de comemoração aos 25 anos da queda do muro de Berlin é um evento que vai ficar na memória para sempre. Não tanto pelo final, mas pelo efeito que causou nas pessoas que caminharam ao longo do muro imaginário de luz.

O evento, planejado há sete anos pelos artistas e irmãos Christopher e Marc Bauder, distribuiu 8 mil suportes com balões de gás instalados ao longo dos 15 km da área central por onde passava o muro de Berlim (o muro completo, que contornava toda a área de Berlim ocidental, uma ilha capitalista no meio de um país socialista, tinha 160 km).

Na sexta-feira, dia 7 de novembro, os suportes foram instalados e os balões se acenderam. Foi muito emocionante ver gente do mundo todo caminhando ao longo  do “muro de luz” que se formou. Em vários lugares havia telões passando vídeos desde a construção e, em alguns pontos, suportes contando histórias de pessoas que tentaram atravessá-lo (algumas parecem ficção de tão fantásticas). Mas o impressionante mesmo é que, caminhando, dava para ter uma vaga ideia do que era ter um muro alto (na verdade, dois paralelos com um campo minado entre eles) separando famílias, amigos, enfim, pessoas.

No dia 8 (sábado), fui visitar as imediações do parlamento e do Portão de Brandemburgo, onde seria a cerimônia de encerramento do evento; já estava praticamente impossível chegar perto (e igualmente emocionante), motivo pelo qual escolhemos ver a subida dos balões à beira do rio Spree, perto da Oberbaumbrücke, no bairro de Kreuzberg.

Para mim, a grande sacada foi distribuir a festa em 15 km e por três dias (se somar os quase 4 milhões de moradores com mais os turistas, imagina só esse povo concentrado em volta do Portão de Brandemburgo). Mesmo assim, para todo lado estava lotado de gente, não tinha um espacinho que fosse perto dos balões; o bom é que aqui em Berlim você pode se meter tranquilamente numa muvuca sem medo; não tem briga, nem arrastão, nem nada — crianças em carrinho de bebê, idosos, cadeirantes e  cachorros frequentam a festa sem nenhum risco).

A hora de soltar os balões é que foi um pouco decepcionante; imaginei que eles seriam soltos todos de uma vez só, e acesos, mas o primeiro  subiu apagado com 15 minutos de atraso e os outros vieram numa sequência irregular. Cada balão tinha um padrinho (que foi escolhido por ter alguma história com o muro), cuja chave soltava a base. Talvez algumas não tenham funcionado direito ou os padrinhos ficaram emocionados e não conseguiram soltar, sei lá, mas ficou um anti-clímax depois de tanta espera.

Enfim, o bom é que a festa foi linda, na maior paz, São Pedro colaborou e eu agradeço muito o privilégio de ter participado.

Dá uma olhadinha nas fotos…

PS: Aqui tem o link do site oficial da festa.

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Checkpoint Charlie

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O muro de luz fazendo sombra no muro original (esse aí é um pedaço que ficou)…

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Portão de Brandemburgo

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Poder legislativo

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Cruzes de metal em homenagem aos mortos que tentaram cruzar o rio nadando para tentar escapar e acabaram alvejados pelos policiais da DDR.

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Reserva de tranquilidade

Quando estiver chateado, estressado, de mal com o mundo, põe uma música que você gosta e fica assistindo esse vídeo em loop infinito. É o outono em Berlin, na esquina da minha casa.

Garanto tranquilidade, paz e inspiração instantâneas.

Vai por mim.

Caminhos mineiros

Estou desde o começo da semana em Belo Horizonte trabalhando (e comendo) muuuuuito, por isso o blog está andando um pouco devagar nas atualizações.

Bem, pois nas minhas andanças por essa cidade linda, reparei que não existe um padrão único para calçadas. E mais, os mineiros parecem ser muito criativos com essas pedrinhas.

Olha só que lindeza <3 <3

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Suculenta

Quase nunca falo sobre padrões de beleza injustos ligados ao peso porque sou suspeita: nasci magra e sempre vivi sem olhar para a balança. Sim, é uma sorte nascer no século certo, mas não dá para simplesmente ficar quieta e aproveitar. Tivesse eu sido contemporânea de pintores renascentistas, ficaria sem marido, o que, numa época em que as mulheres dependidam deles para comer, seria uma verdadeira tragédia.

Ser magra é confortável e um “problema” a menos para resolver na vida, mas não consigo deixar de me preocupar com as pessoas que tiveram um pequeno atraso no timing e nasceram numa época em que as dobrinhas já haviam caído de moda. É muito sofrimento e cobrança por uma bobagem fabricada.

Padrão de beleza é uma convenção, sempre foi. E muda com o tempo, com o contexto, com a história. Aí, quem não está sintonizado, acaba se sentindo deslocado, inadequado, errado. Não está não.

É só pensar em como o padrão muda ao longo dos anos, dos séculos, de lugar para lugar. É só uma convenção besta. E convenções a gente muda.

Não estou aqui propondo que o novo padrão seja a abundância (também não quero ficar mal na foto), mas num momento tão rico de possibilidades como o nosso, é de uma pobreza inimaginável definir “peso ideal” de um jeito tão quadradinho e limitado.

A ideia é ver beleza onde tem e chutar esses padrões chatos e desnecessários. Dá para agradar aos sentidos sendo magra, gorda, alta, baixa, musculosa ou molinha, enfim, dá para gostar de feijão e de arroz ao mesmo tempo. Ou preferir um dos dois. Ou farofa. O que não dá é para estabelecer que todo mundo tenha que caber na mesma forma feito clones, pois aí perde a graça.

Esse texto todo é só para apresentar uma escultura linda que vi esses dias. Fiquei um tempão parada olhando essa beleza. Não descobri quem é o(a) artista, mas faz tempo que não vejo uma mulher tão bem representada. Mesmo sendo fisicamente tão diferente, consegui me ver nela inteirinha.

Olha só que coisa mais linda, cheia de graça… e poderosa!

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Alongando madeixas de gente feia

Semana passada estive em Hamburgo (infelizmente, apenas por algumas horas), mas deu tempo de achar coisas curiosas naquela cidade linda.

Pense: quando um cabeleireiro faz propaganda de alongamento de fios, geralmente usa aquelas modelos maravilhosas, com aquele cabelón de propaganda de shampoo para divulgar seu trabalho, não é?

Pois o Jörn Friseur não pensa assim: ele usou fotos de pessoas que não são exatamente modelos  de beleza, ainda mais fazendo caretas. Não são feios, mas rostos interessantes e curiosos que ninguém pensaria em usar para fazer propaganda de produtos de beleza. De fato, chama bastante atenção quando a gente passa pelo lado de fora do salão.

Só fiquei com pena porque pensei que tudo fizesse parte de uma estratégia de marketing bem pensada, mas não. Só uma ação para “ficar diferente” mesmo, ao que tudo indica, uma vez que não achei nada sobre a tal campanha e o site só tem uma página de propaganda que deve ter sido feita por um sobrinho quando tinha 12 anos (já deve estar aposentado e em outra profissão…rsrsrs).

Mesmo o trabalho tendo sido feito pela metade, achei bem interessante. E você?

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Ajudando a formar cidadãos, não consumidores

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Olha que interessante; há algumas semanas postei aqui uma notícia de que a polícia de Berlin tinha sido destacada para dar suporte às crianças que estavam indo pela primeira vez à escola, ensinando-as a atravessar a rua, respeitar o semáforo, etc.

Pois ontem saiu outra notícia dizendo que a Alemanha está começando a enfrentar um problema que já acontece no mundo todo: pais que levam as crianças à escola de carro e param em fila dupla, atrapalhando todo o tráfego na região.

Pois a solução que eles pensaram em Frankfurt foi fazer os policiais explicarem para os pais que, fazendo isso, eles estão não apenas prejudicando os outros cidadãos, como também colocando em risco a vida das outras crianças que vão para a escola a pé e de bicicleta. Além disso, é bom para o desenvolvimento da criança fazer pelo menos o último trecho sozinha (elas se tornam mais responsáveis, independentes e aprendem a reconhecer sozinhas os perigos da rua). Assim, para os pais que insistem em levar o filho de carro, há a opção de estacionar a uma ou duas quadras de distância para o filho fazer o último trecho de maneira civilizada, como as outras crianças.

Adoro a maneira como esse polvo resolve os problemas!

PS: Eles têm duas expressões engraçadas para descrever esse tipo de pai/mãe: os pais-táxi e os pais-helicóptero (que se pudessem entregariam o filho de helicóptero no pátio da escola; fizeram até um filminho para ironizar a situação).

Aqui o link da notícia (em alemão) com o vídeo: http://blog.zeit.de/fahrrad/2014/09/19/elterntaxis-schulweg/

Eu vejo tudo enquadrado

Era uma vez um lavabo sem janelas, entendiante, chato de dar dó. Fiquei pensando em como fazer esse lugar ficar interessante e acolhedor (casa para mim é isso), que fosse especial e diferente de todos os outros lavabos chatos e sem personalidade.

Aí lembrei das fotos que posto todo dia para mostrar um pouco da beleza e interessância dessa cidade linda pela qual sou tão perdidamente apaixonada. Eis que agora temos 500 fotos (sim, quinhentas, cortadas e coladas uma a uma sobre foam preto) cobrindo todas as paredes (ainda bem que o aposento é minúsculo…rs).

Gostou da ideia e quer fazer também, mas acha que não tem essa quantidade de fotos bacanas? Use as minhas! No Instagram não dá para baixar (nem eu consegui), mas no blog e no Facebook é bem fácil. No tamanho que imprimi, 7.5 x 7.5 cm (encaixei duas fotos no formato 10 x 15 cm para facilitar a impressão), a resolução não compromete o resultado. Dá um trabalhão, mas fica bem bacana.

Dá uma olhada aí como ficou para você se inspirar…

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O papel desenrolado (que só vi depois) é a colaboração da Isabel para a obra :)

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Selinhos solidários

É de pessoas generosas como o Gustavo Couto que o mundo precisa: além de excelente profissional e referência em design thinking aplicado à educação, o moço fica compartilhando comigo inbox as coisas bacanas que descobre.

Graças a ele, fiquei sabendo do projeto Pumpipumpe que quer diminuir o consumo desnecessário no mundo. Para isso, olha só a ideia simples e genial que eles tiveram: criaram selinhos que você pode colar na sua caixa de correio com os itens que você poderia emprestar para os seus vizinhos. Quando eles estiverem precisando, já sabem para quem pedir.

Além de tornar o mundo melhor, a gente ainda faz uma social com os moradores do prédio. O primeiro contato já é solidário, quer coisa melhor?

O projeto foi criado na Suíça (o site tem versões em alemão, francês e italiano) e você escreve e pede os selos correspondentes às coisas que tem para emprestar; eles também pedem sugestões de coisas que ninguém se lembrou ainda, mas que também podem ser úteis para alguém. A ideia é sempre produzir novos selos (ainda não tem xícara de açúcar…rsrsr).

Como tem um monte de gente trabalhando voluntariamente e há custos, você pode contribuir se e com quanto quiser. Eles também fornecem cartões postais lindos com os mesmos desenhos dos selos.

Eu já colei meus selos na caixa de correio e agora é só esperar algum vizinho tocar a campainha… :)

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No meu caso, posso emprestar ferramentas, livros, uma panela wok e uma balança de cozinha (ainda não desapeguei da bicicleta…rsrsr). No último selo aparece a mensagem “Alls das kannst du bei mir ausleihen” que, em uma tradução pra lá de livre quer dizer “todas essas coisas você pode me pedir emprestado“. Embaixo tem o site do projeto, caso o vizinho também queira participar.

Penso que eles ficariam contentes se alguém no Brasil quisesse expandir o projeto para baixo do Equador; é só entrar em contato pelo site.

PS: Já sei que vai ter gente curiosa perguntando o que está escrito no adesivo de cima. É um pedido para não colocarem folhetos, revistas e periódicos de propaganda, ou seja, spam de papel. Se não colocar isso, a caixa fica abarrotada. Outra curiosidade é que os apartamentos não têm números, então o correio distribui a correspondência pelo sobrenome que está marcado na caixa.

Para arranhar com classe

Quem tem gato sabe: se você não tiver um lugar muito bacana para os bichanos arranharem, seus sofás, poltronas e demais estofados sofrerão as consequências como um cão.

O problema é que os arranhadores disponíveis no mercado são tão horríveis que meus gatos, sempre pródigos em bom gosto e finesse, nunca deram bola para essas coisas feias cheias de cordas enroladas.

Eis que descobrimos aqui em Berlin um fabricante que faz móveis tão maravilhosos que podem tranquilamente compor a decoração da casa sem fazer ninguém passar vergonha.

Nossas gatas adoraram tanto que estamos até pensando em comprar outra peça. Os arranhadores são construídos artesanalmente em papelão ondulado e totalmente reciclado. Tem vários modelos, tamanhos e acabamentos diferentes, mas a estrutura é sempre de papelão.

Nessa primeira foto a Charlotte aparece posando como verdadeira princesa que é no seu divã exclusivo; as fotos seguintes foram retiradas da loja virtual do fabricante: cat-on.

Se o negócio não fosse tão pesado e trambolhudo, levaria um para o Otávio e o Horácio se divertirem, mas não tem como…

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Charlotte em seu divã, toda deusa <3

 

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Foto do site cat-on.com

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Foto do site cat-on.com

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Foto do site cat-on.com

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Foto do site cat-on.com

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Abençoado

Olha que ideia mais bacana e original é a fachada desse prédio, no bairro de Wedding; ele é todo decorado com anjos renascentistas de bronze (ou pintados para parecer que o são, pois não dá para ter certeza do material). É pena que não tenho asinhas como eles para voar e vê-los de pertinho.

Mas o efeito é sensacional; além de charmoso, o prédio fica super abençoado, né?

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Cara e coração

Tem umas lojinhas que têm uma fachada tão, mas tão caprichada, que é impossível não pensar no tanto de amor que tem lá dentro.  Na maioria são instalações simples, com zero de luxo, mas muito criativas e acolhedoras.

Veja uma amostra (a cidade está cheia delas) e veja se não dá vontade de entrar…

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Chefe ou líder?

 

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De vez em quando vejo pessoas falando sobre liderança e tratam o termo chefe como sinônimo de líder. Pois é, então fica a pergunta: um líder é um chefe? Precisa ser chefe para ser líder?

Outra questão que aparece bastante nos treinamentos para empresas: para que vou dar um curso de desenvolvimento de liderança para pessoas que não têm subordinados?

Bem, vamos analisar primeiro o conceito de chefe. O dicionário Aulete diz que é a pessoa que exerce a autoridade principal, de comando, que tem poder de decisão, que dirige.

Já sobre líder, gosto da definição de Peter Drucker: “Líder é alguém que possui seguidores”. A de Wishard também é clara: “A essência da liderança é a visão”. Só para acabar, o resumão de Lin Bothwell consegue sintetizar de maneira brilhante: “A moral da história é clara: para ser líder é necessário saber para onde se vai”.

Não sei se vocês repararam, mas as definições de chefe e líder não têm nada a ver uma com a outra. Uma define posição, autoridade. Outra trata principalmente de inspiração.

Mas vamos desdobrar essas ideias direitinho para ver por que a confusão acontece.

Durcker diz que líder é aquele que tem seguidores (observe: seguidores, não fãs!).

O líder é um sujeito que consegue enxergar para o futuro e ver um cenário que deseja que se torne real. Como o líder quer muito que essa visão se materialize, pensa num jeito de fazê-la acontecer; estuda caminhos e descobre um jeito. Quanto mais ambicioso é o cenário, mais o líder entende que não consegue construi-lo sozinho — precisa de ajuda de outras pessoas, outros profissionais, outras competências. Precisa de mais gente que também tenha a mesma visão e que queira ir junto com ele no caminho para chegar lá.

Então, o que o líder faz? Apresenta esse cenário de maneira que consiga inspirar outras pessoas a segui-lo. Ele consegue comunicar a ideia de maneira que os seguidores consigam ver e entender o papel e a importância de cada um na construção do caminho.

E tem mais: dependendo da complexidade do cenário, o líder entende que o caminho é longo, penoso e que não consegue dar conta sozinho. Aí, não tem outro jeito: ele tem que preparar alguns seguidores para assumir a liderança em determinados trechos. Os envolvidos sabem que o foco é a visão, o cenário futuro, que não inclui o umbigo de ninguém; quem é o líder em qual parte do caminho é apenas um detalhe técnico.

Vamos a exemplos práticos: Martin Luther King inspirou milhões de pessoas na construção de um cenário que apresentava um mundo sem racismo. A visão era grande, complexa e de difícil realização, mas importantíssima. Ele conseguiu apresentar a ideia de maneira muito clara, e mais; conseguiu mostrar aos seguidores a importância de cada um nessa luta. O cenário em questão ainda está em obras, Martin já morreu, mas deixou muitos seguidores-líderes que se revezam na batalha. São pessoas de países, línguas e culturas diferentes, com atuações em diversos campos, com abordagens diferentes, mas que têm em comum a mesma visão.

Um exemplo mais do dia-a-dia, vejo defensores de animais abandonados. Tem muita gente trabalhando para construir um mundo sem bichos sofrendo maus tratos, atuando em diversas frentes. Há muitos seguidores e muitos líderes. Não há estrelas ou egos; há o futuro desejado, a visão.

O importante é que se saiba que o papel do líder é temporário e limitado, mas fundamental. E que a pessoa que está líder no momento é apenas um instrumento para fazer a visão se realizar.

E onde é que entra o chefe nessa história?

Bem, o chefe deveria ser a pessoa que foi escolhida pela empresa para tomar decisões justamente porque ele conhece e entende bem o cenário futuro, a visão da organização. Ele deveria ser uma pessoa que consegue traduzir bem esse quadro para sua equipe e inspirá-la a trabalhar juntos para construi-lo.

Nem sempre o chefe e a empresa possuem essa clareza de definições e acontece muito de pessoas assumirem o cargo sem estar preparadas, achando que precisam de fãs (ou então tementes). E, como disse antes, líder não precisa ter subordinados, mas seguidores. Pessoas que acreditam na ideia e sentem-se motivadas a participar.

A senhora que serve o café pode ser uma líder muito mais influente que o diretor da divisão, pois pode conseguir mudar o comportamento das pessoas se tiver grande poder de comunicação, mesmo não tendo nenhuma autoridade. Então, a questão de ter ou não subordinados, não é relevante nesse caso. O pessoal que faz trabalhos voluntários, às vezes sequer pode contar com uma pessoa ajudando no início do projeto — começa sozinho mesmo e vai arregimentado seguidores enquanto caminha.

Todos somos líderes e liderados em muitas e diversas causas, só depende da situação e do contexto. Mudamos de papel o tempo todo e, o mais importante para empresas, chefes, subordinados, líderes e seguidores entenderem é que as pessoas são movidas pela visão.

E é somente ela que importa, no final das contas.

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Os primeiros passos

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Olha que fofura: o Conrado ouviu no rádio (por isso não tem o link da matéria) que hoje 3.000 crianças em Berlim estão indo à escola pela primeira vez (o ano letivo no hemisfério norte começa em setembro, depois das férias de verão).

Pois a polícia se mobilizou numa operação especial em todos os cantos da cidade para ensinar os pequenos a atravessar a rua e como se comportar no trânsito.

Muito amor, né? <3 <3 <3   

Por que Berlim é tão diferente do resto da Alemanha?

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Rola um ditado aqui no qual se diz que “Berlim não é Alemanha”. Não é mesmo. Em Berlim as coisas são bem diferentes do resto da pátria de Goethe.

Enquanto o país é conhecido pela disciplina, organização e respeito quase cego às regras estabelecidas, aqui o povo é mais relaxado. Diria que Berlim é tipo a Bahia da Alemanha: uma mistura de culturas de pessoas descontraídas que seguem uma filosofia voltada ao bem estar e à qualidade de vida. Acaba sendo um celeiro de artistas de todas as áreas e um caldeirão cultural que está sempre fervendo. O efeito colateral disso é que as coisas não funcionam tão perfeitamente como no resto do país e o atendimento ao cliente… bem, não vou comentar…rsrsr

Berlim também é conhecida por ser pobre (pelos padrões alemães, que fique claro), pois não tem grandes indústrias, ao contrário de Munique, que, continuando a analogia, seria como São Paulo (rica e culta também, mas de uma outra maneira). Tanto que o lema de Berlim é “Pobre, porém sexy” (como não amar?).

Bom, mas como é que a sede do governo prussiano, conhecido pelo militarismo e disciplina ficou assim? Por que Berlim é tão diferente da Alemanha?

Primeiro, vamos ao contexto histórico. Depois da segunda guerra mundial, a Alemanha perdeu e foi dividida entre os aliados. A Rússia ficou com quase metade (e fundou a União Soviética, que congregava a maior parte dos países do Leste Europeu) e a Inglaterra, França e EUA ficaram com o restante.

Berlim era uma cidade muito importante para pertencer somente a um aliado. Então, mesmo ficando bem no meio da antiga Alemanha Oriental (ou DDR— Deutsche Demokratische Republik), acabou dividida também; uma parte (quase metade) para a Rússia e a outra parte para os demais aliados.

Agora imagine a tensão do povo que vivia na cidade na época da divisão (a fuga do lado oriental para a parte ocidental da cidade era tão grande que tiveram que construir o famoso muro). A qualquer momento a coisa podia explodir; uma ilha capitalista no meio de um país comunista medindo poder o tempo todo. Teve um ano (entre 1948 e 1949) que os russos bloquearam todas as estradas que davam acesso ao lado ocidental, de maneira que absolutamente tudo tinha que chegar de avião: de comida a combustível; de remédios a material de construção. Eram quase 600 voos cargueiros por dia para abastecer a cidade! Olha aí embaixo como era o mapa naquela época.

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Claro fica que ninguém queria morar nessa arapuca, né? Então o governo ocidental teve que se virar para incentivar as pessoas a viver na cidade e fez mais ou menos como o governo brasileiro para povoar Brasília: aumentou salários para quem se mudasse para lá, deu incentivos e prêmios, algumas regalias, enfim. Mas o que fez definitivamente diferença foi a isenção do serviço militar.

Naquela época, todo cidadão alemão tinha que cumprir dois anos de serviço militar obrigatório*. Depois de perder duas guerras, muita gente não se animava com a perspectiva. E adivinhe qual perfil? Artistas, intelectuais, pensadores, atores, escritores, músicos, criativos, enfim, toda essa gente que é um pouco avessa ao conceito de guerra e, principalmente, obediência.

Então, a maior parte dos alemães que tinham um perfil, digamos assim, mais alternativo, mudou-se para a cidade para fugir do quartel. Faz sentido, né?

A parte histórica eu já conhecia, mas essa relação entre dispensa do serviço militar e o perfil pouco “alemão” (no sentido mais estereotipado) de Berlim foi me apresentada numa festa de verão que fui no sábado, na casa de amigos. A mulher, uma berlinense da gema, do alto dos seus sessenta e poucos anos, viu a transformação da cidade in loco e me contou a história.

Adorei. Você não?

—–

* Segundo a Rosana Conte, que mora há mais de uma década na cidade e é casada com um alemão da antiga DDR, o serviço militar aqui na Alemanha (Militärdienst ou Wehrdienst) deixou de ser obrigatório em meados de 2011, quando o Exército se tornou profissional (quem entra é para seguir carreira). A opção para quem não quer se tornar militar é prestar um serviço social chamado Zivildienst (cuidar de idosos, pessoas deficientes e por aí vai); esta alternativa de prestação de serviços à comunidade já existe desde 1961, e foi criada para os jovens que por motivos pessoais não queriam vínculos com o serviço militar (não pegar em armas e matar por motivos religiosos, por exemplo).

Primavera o ano inteiro

Imagine que você está andando na rua, vê um desses condomínios enormes (3000 moradores) e começa a reparar que tem umas partes estampadinhas.  Aí chega mais perto e a surpresa aumenta: todos os prédios são cuidadosamente pintados com cenas realistas. São árvores, pássaros, folhas, pessoas… e até um urso.

O projeto é resultado do trabalho de 17 artistas que durou três anos inteiros para pintar os 22.000 m² da fachada do prédio construído em 1981/82.

As fotos não conseguem traduzir, mas garanto que de perto o efeito é bem impressionante. Sem falar que deve ter aumentado em muito a autoestima dos moradores, que viviam num pombal construído na época da DDR (Deutsche Demokratische Republik, a antiga Alemanha Oriental) sem graça nenhuma.

Se você se arrisca no Alemão, clique aqui e saiba tudo sobre o projeto, mas bom mesmo é ver as fotos. Vamos?

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Você não é tão generoso quanto pensa…

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De vez em quando faço um favor ou outro para alguém e invariavelmente acabo ouvindo um “fico te devendo essa” no final. É claro que é só uma forma de falar, mas tem quem leve isso a sério.

Desconfio que há pessoas que mantêm tabelas com registros dos favores que fizeram, dos que receberam, e ficam conferindo para ver se os valores batem. Ajudas maiores contam mais pontos? Como medir o tamanho da contribuição de cada parte? Esses cálculos complicados geram não apenas sentimentos de injustiça (ah, como esse povo é ingrato!) como posts constrangedores em redes sociais.

E mais; tenho certeza que há viventes nesse planeta que acreditam que o Criador do Universo gasta seu tempo atualizando e analisando planilhas de boas ações e cruzando dados sobre a quantidade/qualidade de favores que cada pessoa presta. Depois, baseado em pontos alcançados numa estranha competição religiosa, Ele calcula classificação de cada mortal quando o jogo termina. Aparentemente, a pontuação define quem vai para onde depois que morre (bônus: se rezar muito ou fizer promessa pode ganhar pontos suficientes para receber algum favor divino enquanto está vivo).

O duro é que quem faz mais favores (segundo seus próprios critérios, claro), fica se achando muito generoso e superior aos demais mortais, portanto merecedor indiscutível de benesses e privilégios.

Será?

Vamos ser sinceros. Mesmo que o objetivo não seja ganhar pontos na divina gincana ou sair bem na foto, fazemos favores aos outros segundo nossos próprios interesses. Sempre.

Se ajudo um amigo ou pessoa querida numa situação qualquer, é porque eu é que vou ganhar em vê-la bem e feliz. É do interesse do meu coração; serei diretamente beneficiada com um sorriso ou abraço se a coisa der certo.

Se estou ajudando um desconhecido, é porque de alguma maneira essa pessoa contribui para que o mundo se movimente do jeito que eu quero. Todos temos um ideal de como as coisas deveriam ser; quando a gente observa alguém fazendo um gesto na direção que desejamos (seja uma pesquisa, um trabalho, um projeto), nada mais óbvio do que dar um empurrãozinho, não é?

Então, se o sujeito me escreve para tirar uma dúvida pessoal ou profissional, e posso ajudá-lo, por que não? Essa ação contribui para que o mundo fique mais próximo do modelo que imagino, onde as pessoas são mais felizes e bem resolvidas. Se elogio alguém é porque é minha intenção que ela continue reproduzindo esse comportamento, que está alinhado com meu mundo ideal.

Então não é uma questão de generosidade; apenas uma ação natural e lógica. Se você quer mover uma coisa numa direção, não faz sentido ficar parado e não ajudar quando surge uma oportunidade.

É claro que nem sempre se consegue fazer todos as ações necessárias para que o mundo siga na direção que a gente quer, seja por falta de recursos, tempo ou desconhecimento mesmo. A gente elege prioridades, mas no final das contas, acaba fazendo tudo por interesse.

Sou grata às muitas pessoas que me ajudaram ao longo da vida, mas não me sinto em dívida. Penso que tudo faz parte de um enorme movimento para fazer a bola girar (para um lado ou para o outro; o lado que recebe mais impulso acaba ganhando).

Enfim, estou fazendo o favor de cutucar aí sua cabeça para você parar de pensar em dívidas, pontos e planilhas e começar a pensar e movimentos, intenções e resultados.

De nada :)

Sobre sombrinhas

Existe coisa mais charmosa, linda, alto-astral e elegante do que uma bela sombrinha colorida? Existe sim: essa sombrinha estar numa varanda coberta de flores.  E para minha sorte, essa é a paisagem mais comum no verão berlinense.

Em vez de fechar as sacadas com horrorosos vidros fumê, o povo daqui coloca essas lindas para fazer o prédio, a rua e a cidade ficarem mais bonitos.

Já pensou se a moda pega no Brasil, onde tem muito mais sol e cor para as pessoas aproveitarem?

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