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POR
QUE O SITE É ASSIM?
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Por
que um site com esse nome? |
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Ao
longo da minha variada e eclética vida profissional, trabalhei
muitos anos programando robôs, elaborando softwares para automação
de máquinas e realizando projetos na área de tecnologia.
Adorava esse trabalho, mas comecei a me incomodar ao perceber que
o sucesso de uma empresa não era diretamente proporcional
à competência técnica das suas equipes.
Fui
estudar marketing para entender os porquês. Daí, pesquisando
um pouco mais, descobri que o design é o maior diferencial
percebido entre produtos (serviços também são
produtos, viu?). E isso vale principalmente para produtos/serviços
de tecnologia, onde o cliente não sabe quase nada sobre o
que está comprando e como a coisa funciona. Mais adiante,
cheguei à identidade corporativa, que é o farol que
orienta todas as ações de design na empresa.
Resolvi
então juntar tudo o que eu aprendi e compartilhar com empresários,
estudantes e marketeiros (veja o livro "Quem
sua empresa pensa que é?"). O meu foco, por motivos
óbvios, é gestão da identidade corporativa
para empresas de tecnologia, mas nada impede que essas informações
sejam usadas em outras áreas de negócio.
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Mas,
afinal, o que é identidade corporativa e o que peças
de quebra-cabeças têm a ver com isso? |
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A
identidade corporativa é o conjunto de características
que, combinadas, tornam uma empresa única, especial, inigualável.
Assim, a identidade de uma empresa é a sua essência,
seus princípios, crenças, manias, defeitos, qualidades,
aspirações, sonhos, limitações. Se uma
pessoa é um ser extremamente complexo, imagine-se então
uma empresa, formada por várias (às vezes muitas)
pessoas diferentes.
Mas
se a identidade de uma empresa é o que ela é,
a imagem é o que ela parece ser. Uma analogia
que pode facilitar o entendimento do importante papel que a imagem
corporativa tem sobre uma empresa é imaginar que a sua identidade
é um quadro, e que as pessoas têm uma tela em seus
cérebros onde montam um quebra-cabeças que tenta reproduzir
esse quadro (entendeu agora o que as peças do quebra-cabeças
têm a ver com isso?).
Quem fornece as pecinhas do quebra-cabeças para a montagem
do quadro é a própria empresa. Assim, quando uma pessoa
liga para a empresa e é bem atendida, ela coloca uma peça
lá na tela do seu cérebro. Passa pelo carro da empresa
e vê o motorista furando o sinal; lá vai outra peça.
Compra um produto da empresa e ele cumpre as expectativas; peça.
Ouve um funcionário da empresa falando mal do chefe e do
sistema de administração quando vai pegar o ônibus;
outra peça. Vê um anúncio legal em uma revista;
mais uma peça. E assim vai. As pessoas vão recolhendo
peças de quebra-cabeças que a empresa distribui por
aí (às vezes sem nenhum controle) e vão montando
o quadro em seu cérebro, ou, se quiser, a imagem da empresa.
Ora, não é difícil imaginar que às vezes
esse quebra-cabeça vira uma bagunça e a pessoa não
sabe o que pensar a respeito da empresa, pois as peças não
se encaixam. E é disso que a Gestão
Integrada da identidade Corporativa® trata.
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E
onde entra o design nessa história? |
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Vamos
combinar uma coisa: design é uma palavra com um significado
tão complexo e polêmico, que em todo congresso ou seminário
de design há sempre pelo menos um artigo discorrendo sobre
o assunto. Em português, não se conseguiu chegar a
um termo que o traduzisse corretamente, então resolveu-se
usar o original em inglês mesmo.
O
termo foi criado na época da revolução industrial,
que tornou possível fabricar em escala produtos que até
então eram feitos artesanalmente. A estética dos produtos
feitos à mão por artistas talentosos foi muito mal
reproduzida pelas máquinas toscas daquela época. Foi
então que se pensou em criar uma nova maneira de pensar e
projetar objetos (incluindo os gráficos) que as máquinas
conseguissem lidar.
Assim,
o design foi muito bem pensado e concebido sobre um tripé:
um bom projeto, que possibilite a produção
em escala; um conceito que explique porque o objeto
é feito dessa maneira e não de infinitas outras possíveis,
com suas funções e porquês; e a preocupação
estética (senão não vende).
O
design, então, tem a nobre função de fazer
a empresa parecer o que ela é. E isso inclui tudo:
a representação gráfica da empresa, os cartões
de visita, o nome, os produtos que ela fabrica, o ambiente de trabalho,
o seu website, a maneira como as pessoas atendem o telefone, os
uniformes dos funcionários, os carros da sua frota, enfim,
tudo o mais que se possa imaginar que contribua de alguma maneira
para comunicar a identidade da empresa.
Pense
bem: quando se define a maneira como alguém deve atender
ao telefone, isso deve ter um projeto passível de reprodução
(um procedimento escrito, por exemplo), um conceito (que traduz
a identidade da empresa) e a preocupação estética
(tem que ser bonito, agradável aos sentidos).
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E
a tal da gestão integrada? |
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Pois
é. Chegamos à questão da gestão integrada.
A
gestão integrada sintoniza todas as manifestações
físicas da empresa de maneira que elas traduzam a sua
identidade.
Quantas
empresas você conhece que dizem que são uma coisa mas
parecem outra? Restaurantes que se apresentam como ícones
da boa cozinha mas que oferecem banheiros sujos? Empresas que dizem
o cliente é o seu bem mais importante mas lhe enviam correspondências
fotocopiadas e sem assinatura? Designers que se oferecem para fazer
websites mas têm um monte de links "quebrados" no
seu próprio? Escolas com erros de português no material
publicitário? Empresas que se dizem inovadoras com logos
completamente conservadores?
A
gestão integrada coordena esses detalhes, aparentemente sem
importância, mas que fazem toda a diferença.
E
agora voltamos ao início. A
Gestão Integrada da identidade Corporativa® é
um serviço concebido para fazer, na verdade, a gestão
das pecinhas do quebra-cabeças que a empresa distribui por
aí. Ou, traduzindo o desenho da capa do site: ela
redireciona, realinha e organiza essas peças de acordo com
a identidade da empresa, para que o quadro que as pessoas montam
em suas cabeças seja o mais fiel possível ao original.
Como
diriam os romanos: à mulher de César, não basta
ser honesta: tem que também parecer.
Ou
ainda, como diria Oscar Wilde: "Só os tolos não
julgam pelas aparências".
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