Papel ou iPad?

Nunca escondi de ninguém que sou viciada em papel; adoro. Mesmo assim, decidi dar uma chance para as plataformas virtuais, admitindo que sim, elas têm inúmeras vantagens.

O ponto principal que sempre me incomodou em livros eletrônicos é a questão da incompatibilidade, pois, mídias virtuais, a gente sabe, têm prazo de validade e dependem de energia elétrica. O livro maravilhoso que você lê hoje num gadget, amanhã já não é mais compatível, precisa de mais memória, outro processador, etc. Já o livro de papel vai continuar compatível enquanto a matéria permitir, não tem erro… e já vi livros de plástico que podem durar eternamente.

Mesmo assim, vamos experimentar. Por que não, né? Pois estou lendo dois livros ao mesmo tempo no iPad. Confesso que não gostei. Costumo ler com caneta na mão, sublinhando os trechos mais interessantes e fazendo anotações (não, na minha opinião, isso não estraga o livro — sou frequentadora assídua de sebos e prefiro os que já foram bem estudados). E por falar nisso, que fim levariam os deliciosos sebos no mundo inteiro e a substituição fosse completa?

Assim, o que achei pior foi não poder fazer anotações (o bônus de poder procurar palavras com um “find” não compensa essa perda). Também achava que, já que é para perder o contato com o papel, devia ter mais vantagens, como, por exemplo, um dicionário acoplado. Também não tem.

Ah, e para ler à noite, o brilho cansa os olhos (idade, será?).

Ainda não pude ler nada num Kindle (mas já vi um de perto é é impressionantemente parecido com o papel, bem menos brilhoso que o iPad), mas me parece uma perda grave o fato dele não ser colorido. Também não sei se ele cumpre as necessidades que destaquei.

Por ora, acho o iPad uma excelente ferramenta para ler revistas, navegar na internet, jogar (uhuu!!) e muitas outras coisas bem úteis. Mas não para ler livros. Pelo menos não ainda.

E você, já teve essa experiência? O que achou?

18 Responses

  1. Avatar
    18 abril 2011 at 2:03 pm
    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      18 abril 2011 at 7:38 pm

      Muito bom!!! Obrigada!

  2. Avatar
    18 abril 2011 at 2:36 pm

    Já experimentou ler num Kindle? Vale a tentativa.

    • Avatar
      18 abril 2011 at 2:37 pm

      haha. desculpa, li metade do texto e vim empolgado falar bem do Kindle.

  3. Avatar
    Carolina
    Responder
    18 abril 2011 at 2:54 pm

    Comprei um iPad recentemente e adorei a leitura. Pelo menos no meu dá para se fazer anotações, sublinhar e vem com dicionário acoplado. Pra mim, valeu muito a pena e a luz é ótima para ler em ambientes escuros.

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      18 abril 2011 at 7:34 pm

      Oi!
      Talvez eu esteja no aplicativo errado (vou tentar o Bookman, dica do Vilson). Mas a questão da compatibilidade ainda não foi resolvida…eheheh

  4. Avatar
    18 abril 2011 at 3:07 pm

    Então.

    No iPad, você pode colocar anotações em cada página, assim como no Kindle.

    A diferença é que no Kindle você vincula as anotações ao arquivo do livro, já no iPad isso não é possível, pois as anotações ficam vinculadas ao seu aplicativo, e não ao arquivo do livro.

    A grande diferença é que o Tio Jobs adotou a premissa de sempre: “Dificultar ao máximo a manuseio e customização de arquivos fora dos aplicativos.”

    Assim como acontece no iTunes, onde os arquivos em MP3 ou AAC são “escondidos” e são apenas editáveis apenas via iTunes.

    No Kindle a proposta é extremamente mais aberta. cada um customiza o que quiser, e o ponto negativo da tela monocromática é a possibilidade de leitura em ambiente exterior.

    De fato, o hábito de leitura analógico é analógico. Assim como Sócrates odiava os livros, afirmando que fragmentava a memória, Steve Jobs não pretende replicar a experiência analógica, mas transformar o jeito como você lê.

    Tudo desculpa para lançar um iPad3 ou um aplicativo pago mais usual.

    Até lá Lígia, use o app Bookman. Achei bem melhor.

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      18 abril 2011 at 7:35 pm

      Oi, Vilson!

      Faz sentido reinventar a leitura, senão a gente vai ficar eternamente comparando… obrigadão pelas valiosas dicas, vou continuar tentando!

    • Avatar
      20 abril 2011 at 8:16 pm

      Vilson, concordo totalmente contigo!

      O Kindle é incomparavelmente melhor para ler do que o iPad. O Kindle usa digital ink e não tem a tela iluminada por led, como o iPad. Ler no iPad é como ler no computador, por isso não entendo ter um aparelho que custa mais caro e faz BEM menos que um computador. Tudo que o iPad tem de bom um netbook tem também e muito mais.

      Já está em desenvolvimentoo a tecnologia da digital ink com cor, questão de tempo. Aí sim, quando rolar, vai ficar muuuuito bom.

  5. Avatar
    18 abril 2011 at 3:18 pm

    Quanto a cansar a vista eu reduzo um pouco o brilho quando estou lendo um livro.
    Mas sobre o dicionário acoplado, meu deus, faz uma imensa falta!

    Dizem que o kindle é ótimo mesmo para leitura de livros, contudo acho q ele se limita muito. E não vi ainda um livro totalmente pensado para essas novas plataformas algo que traga uam nova experiência de leitura.

    PS. Adorei seu post ;D

  6. Avatar
    18 abril 2011 at 4:45 pm

    Ainda não tive a experiência de usar esses produtos, mas o Positivo Alfa tem dicionário integrado, e a tela é e-paper:
    http://www.positivoalfa.com.br

    Adoro livros, e adoro tecnologia! 🙂

  7. Avatar
    18 abril 2011 at 5:27 pm

    Oi Lígia!

    Eu também adoro sublinhar e fazer anotações nos meus livros. Por isso, ainda não tive vontade de sair do bom e velho livro de papel…
    Além disso, detesto ler no computador. Então, pelo menos por enquanto, não quero saber de plataformas virtuais.

    Beijos!
    Mônica

  8. Avatar
    19 abril 2011 at 5:56 pm

    Lígia, minha cara,

    eu adoro olhar livros numa estante – minha biblioteca, a livraria, o sebo, a biblioteca pública, são todos lugares deliciosos (algumas livrarias e algumas bibliotecas são horríveis, mas isso valoriza ainda mais as outras).

    Com o casamento de meu segundo filho, só ficou minha caçula em casa – ela herdou o quarto dos irmãos e, finalmente, vou ter um espaço para atulhar com meus livros: o antigo quarto dela.

    Livros: é preciso ver, contemplar, cheirar (afinal, como vou ter crises de rinite se não cheirar meus livros um pouquinho?), organizar e re-organizar. Até mesmo ler.

    Mas eu sou mais fã do Gutemberg do que do Steve Jobs. Gosto mais da Livraria Cultura lá no Conjunto Nacional do que da Amazon.com. Fazer o quê? Nasci de parto normal, bem analógico… e, acho, vou morrer de morte analógica também, com uma cremaçãozinha básica em seguida.

    Digital? Um pouquinho, para o gasto e para manter as boas amizades. Se rolar um Kindle ou um iPad daqui a pouco, será útil, mas ainda vou voltar às minhas brochuras e capas duras durante muito tempo.

    • Avatar
      19 abril 2011 at 6:04 pm

      Ah, e quer saber? Como mostrar meus livros para os amigos que me visitam? E como apreciar a biblioteca de meus amigos, se eles a esconderem num aparelho eletrônico que parece uma bandeja de chá, dentro de uma gaveta ou disfarçado num envelope de neoprene?

      Conviver com as novas tecnologias, admirá-las, usá-las, tudo bem. Mas trocar livro por e-book… sabe como é, não dá…

      • ligiafascioni
        ligiafascioni
        19 abril 2011 at 7:18 pm

        Seu exibido! Em vez de exibir um iPad você prefere uma estante lotada de livros! Eeheheheh…. confesso que eu também….ehehehe

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      19 abril 2011 at 7:20 pm

      Olá! Olha, sou fã dos dois, eles não são mutuamente exclusivos. Mas confesso que “as crias” do Gutemberg têm um cheirinho delicioso. Quando eu morrer, quero que joguem minhas cinzas lá na livraria Cultura…ehehehe

  9. Avatar
    26 abril 2011 at 5:56 pm

    Tô adorando ler isso tudo sobre o iPad porque até agora nada me convenceu que eu precise de um. Tá certo, o Garage Band no iPad 2 tá me puxando pra perto dele, fora a saída de vídeo que quebra um bom galho pra dar aulas ou fazer palestras ou workshops. Mas ainda nada que faça dizer com convicção “vou comprar”.

    Mas na discussão sobre livro x gadgets, uma coisa me salta à mente: pra ler um livro à noite você necessariamente precisa de luz.

    Beijo, Lígia!

    L.

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      27 abril 2011 at 11:56 am

      É mesmo, Leo! A gente sempre precisa de luz para ler um livro, mas é bom que ela não esteja direcionada para nossos olhos….eheheheh
      Tenho usado bastante para atualizar o blog durante as viagens, ler e-mails, navegar pela internet, ler revistas, jogar Mahjong e Sudoku, assistir vídeos do TED entre outras coisas muito bacanas. Mas livros, no duro, ainda prefiro os de papel…
      Beijocas 🙂

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