Bibliografia, compungido e rágade

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Dessa vez, não tive que procurar essas palavras no dicionário para escrever o contículo: o Antonio Bandeira as achou para mim e postou tudo no Facebook. Valeu, Antonio, mas vê se da próxima encontra palavrinhas mais fáceis…eheheh

***

Antenor estava mesmo de mau-humor. Trabalhava o dia inteiro e ainda tinha que aturar a Silvinha, professora chata que ficava insistindo para ele ler aquela pilha de livros mais chatos ainda que ela chamava carinhosamente de bibliografia, arma letal para a paz de espírito de alunos desesperados.

Logo hoje que ele acordou lembrando dos olhares que tinha recebido do Arnold logo cedo. Acordar com aquele ser cheiroso e macio respirando bem junto do ouvido.  Abriu os olhos e se perdeu no oceano dourado que eram os olhos do seu amigo. Num mar de cerveja, como não se embriagar?

Nunca pensou em se envolver com um ruivo, mas olha só as peças que a vida prega na gente. Depois da partida do Didi, achou que nunca mais iria ansiar por um macho peludo e quente encostando no seu peito, dormindo na sua cama. E aconteceu mais cedo do que ele pensava. Compungido, pensou na sorte que tinha.

Mas tinha que ler a tal bibliografia e a palavra que ele tinha que estudar era rágade. Hummm… tem uma definição aqui… meodeos, que professora mais sem-vergonha! O que é que essa mulher está querendo? Começou a ficar totalmente confuso, pois se deu conta de que estava era pensando nas rágades da Silvinha.

Melhor esquecer e se concentrar no texto; a última coisa que ele queria agora, na sua vida, era confusão. E a Silvinha tinha uma confusão incrível, quer dizer, rágades, ou melhor… esquece.

Mas antes, lembrou de chamar o Arnold. Estava na hora de encher o prato da ração.

3 Responses

  1. Avatar
    20 Maio 2011 at 12:05 am

    Cara, fantástico! Absolutamente! Comecei incrédulo, e tomei o soco no meio da cara, como previste.

    😀

    Parabéns!

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      20 Maio 2011 at 10:37 am

      Aahahahaha…. foi você quem começou…eheheheh
      Mas repare que o final dá margem a duas interpretações: Arnold pode ser um cachorro ou um gato; mas também pode ser um homem, responsável por dar comida para os mascotes da casa. Escolha o final que quiser…ehehehe
      Essa era a ideia 🙂

  2. Avatar
    20 Maio 2011 at 2:27 pm

    Hahahha, saiu-se bem, mas o Antônio Bandeira é mui amigo em?
    gostei.

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