Famosos e notórios

Nessa semana da criança, nada como lembrar contos infantis. Eu adorava as histórias de Christian Andersen e dos irmãos Grimm, as fábulas de Esopo e La Fontaine. Passava horas viajando por aqueles mundos fantásticos com seus personagens formidáveis. Gostava de ler escondida, tarde da noite, com a lanterna embaixo das cobertas. Você também?

Num acesso de nostalgia, comprei há algum tempo “The fables of Aesop” (ilustrado, capa dura, por módicos U$ 1,30 no sebo da Amazon*) e reli a história de um cachorro, que de tão violento e desobediente, acabou ganhando um sino pendurado no pescoço para que as pessoas pudessem se precaver da sua presença. O bobo considerou aquilo como um prêmio e saiu se exibindo loucamente. Até que outro cachorro, mais esperto, avisou-lhe que o sino não era condecoração, mas um castigo, e até motivo de vergonha. Moral da história: não confunda fama com notoriedade. Eu acrescentaria outra: só os ignorantes são realmente felizes…ehehe

Lições de moral à parte, esse grego que inventou a fábula humanizava os animais para dar uns toques para as pessoas menos atentas. Agora me dou conta de que a gente devia visitá-lo mais vezes.

Olha só a questão da fama e da notoriedade. Hoje em dia, as pessoas fazem loucuras inimagináveis, perdem a compostura, abrem mão da privacidade, colocam em risco até a própria dignidade, somente para ser famosos. Mas o que é a fama?