Entenda por que preconceito = preguiça de pensar

IMG_0697

O neurocientista Gregory Berns, autor do ótimo “O iconoclasta”, já explicou: nosso cérebro foi construído de maneira a consumir o mínimo possível de energia.

Fato é que, mesmo que a gente passe o dia inteiro deitado sem fazer nenhum movimento, o danado continua gastando. Por uma questão de sobrevivência, ele teve que bolar um jeito de ser menos perdulário, pois, na época em que nossa massa cinzenta estava se desenvolvendo, as calorias eram escassas; nunca se sabia quando ia acontecer a próxima refeição.

Para resolver isso, nossa CPU bolou alguns truques que a fazem ficar mais eficiente: um deles é rotular tudo o que lhe aparece pela frente, num esquema chamado categorização preditiva (o nome científico pode até parecer bonito, mas na linguagem popular isso é o mesmo que preconceito).

A coisa funciona da seguinte maneira: em vez de processar uma informação completa e cheia de detalhes toda vez que entra em contato com algum tipo de estímulo, o cérebro infere o que está vendo, ou seja, ele registra apenas uma parte da cena e conclui o resto.

Assim, nossos miolos escolhem algumas partes mais familiares que conseguem reconhecer e ignoram o resto. Isso economiza energia e funciona muito bem no dia-a-dia, mas destrói, sem dó nem piedade, toda nossa imaginação, cultura e capacidade criativa. É que sem trabalhar, nosso cérebro engorda e fica jogado o dia inteiro no sofá comendo besteira. Para ter ideias que mudem o mundo, precisamos de um cérebro atleta, saudável, em excelente forma física.

Por que então preconceito é a mesma coisa que preguiça de pensar?

Porque preconceito é exatamente isso: em vez de considerar todas as variáveis, a gente pega só um pedaço da informação e tira uma conclusão inteira. Claro que a conclusão vai se basear ou em experiências anteriores (não preciso analisar todos os elementos do feijão cada vez que saboreio uma feijoada; basta olhar um bago e já sei que gosto tem) ou em experiências de outros (minha avó dizia que os ciganos são todos dissimulados. Então eu, que nunca vi um cigano ao vivo em toda minha vida, já sei exatamente como eles são, pensam e sentem, só de ver uma moça de saia comprida).

Para quem quer obedecer cegamente à natureza e economizar energia de verdade, é simples. Pegue um livro antigo cheio de regras e cumpra-as à risca, sem questioná-las (melhor ainda, interpretando-as da maneira que exija o mínimo esforço mental possível). Repita opiniões terceiros sem nem ao menos checar se têm fundamento ou não. Leia só a manchete e não o texto inteiro. Interprete a palavra normal como sinônimo de certo. Veja só que econômico. Não se gasta praticamente nenhuma caloria nisso. E o cérebro fica lá, lerdo e flácido, mergulhado feliz no ócio do preconceito. E com a quantidade de calorias que a gente consome hoje sem precisar, essa economia não tem o menor cabimento, não é?

A única maneira de fazer o nosso sr. Preguiçoso fazer musculação e estar em forma para novos desafios é confrontar o sistema perceptivo com algo que ele não sabe como interpretar, pois nunca viu nada parecido antes. Isso força a criação de novas categorias de classificação.

É como se a gente tivesse prateleiras para guardar todas as informações dentro da cabeça, para recuperá-las quando precisar. Pois quem não questiona e só segue regras, tem meia dúzia de prateleiras montadas por outros, com ideias simplórias, repetidas, rasas e muito, muito preconceituosas.

Quando a gente lê, duvida, conhece novos lugares, novos hábitos e novas ideias, constrói guarda-roupas inteiros dentro da cabeça, cheios de prateleiras, gavetas e sistemas requintados de classificação. Não é que a gente não pratique mais a categorização preditiva, mas ela vai ficando mais refinada, mais precisa. Quando vejo uma moça de saia comprida, não basta colocá-la na única gavetinha disponível, aquela que herdei da minha avó; há uma imensidão de possíveis nichos para guardar aquela informação e, não raro, preciso construir mais um para acomodar a nova pessoa que acabei de conhecer.

No fim, esse trabalho infinito de marcenaria é a tal musculação. É o que nos faz humanos inteligentes, o que nos faz evoluir.

E não sou eu quem estou dizendo isso não. Uma pesquisa canadense aponta a forte relação entre pessoas conservadoras e um QI médio mais baixo, ou seja, os preconceituosos são menos inteligentes; depois de pensar sobre o que o Dr. Berns nos explicou, faz todo o sentido, né?

Quando alguém só tem meia dúzia de prateleiras para guardar tudo e vê algo que não se encaixa, seu cérebro ignorante simplesmente rejeita, diz que não presta e ataca, por puro medo do desconhecido. Nem sabe onde anda o martelo para o caso de ter que construir alguma coisa. Em casos extremos de burrice aguda, chega a bater ou matar só para não ter que levantar do sofá.

Você conhece tipos assim. Pessoas que, tendo cérebro, não o usam. Muitas dizem acreditar na existência de num Criador; mas será que não se dão conta que não há maior desrespeito a Ele do que esse? Ter um cérebro e não usá-lo?

Acho que não. Para concluir isso, teriam que pensar.

9 Responses

  1. Alberto Costa
    Responder
    10 junho 2015 at 5:35 pm

    Lígia, como sempre, é bom lê-la. Não raro, é também desafiador (o que é ótimo – eu gosto de ler textos que, ou com humor ou com contundência inteligente, desafiam pré-conceitos). Apenas gostaria de observar que “conservadorismo” não é necessariamente uma postura preconceituosa, como PARECE ter sido dito por você no parágrafo em que se refere à pesquisa canadense (talvez a expressão não seja sua, mas da pesquisa).

    O fato é que é perfeitamente possível ser conservador em um determinado assunto com base em convicções desenvolvidas, à custa de muito trabalho intelectual. E é possível ser liberal por puro antinomismo. A maior parte dos adolescentes é liberal, como reação automática e instintiva à autoridade parental, típica do processo de individuação que essa fase da vida propicia e exige.

    Ou seja, pré-conceito é uma possibilidade tanto para conservadores quanto para liberais. O desafio não é ser liberal ou conservador, mas ativar o cérebro para tomar decisões e assumir posicionamentos conscientes e refletidos, baseados em análise factual ampla e em princípios éticos assumidos.

    Há muita gente sendo acusada de ser preconceituosa porque assume posições conservadoras, quando suas posições são claramente “pós-conceituosas”, tendo exigido, não raro, mais reflexão e ponderações que muita postural liberal, antinomista e instintiva.

    Para dar um exemplo pessoal: eu sou fortemente conservador a respeito de família (sexo, casamento, educação de filhos) e isso decorre de convicções que foram sendo formadas intencional e esforçadamente (do ponto de vista intelectual) e testadas (do ponto de vista da experiência), até que se consolidassem.

    De outro lado, quanto a questões políticas e econômicas (papel do Estado, por ex.) eu sou fortemente liberal, após ter dedicado mais de 10 anos analisando uma e outra ideologia.

    Assim, há gente burra e preguiçosa que é liberal simplesmente porque nunca superou a adolescência, assim como há gente conservadora que o é com base em reflexão e estudo profundo e constante ao longo de muito tempo. Atribuir preguiça intelectual a qualquer posicionamento conservador é um forte preconceito vigente em nossa cultura. E valorizar posturas liberais, como se foram todas bem informadas e refletidas, é o preconceito correspondente do outro lado.

    Enfim, tornar-se adulto e responsável exige que escolhamos, em certo momento, posições refletidas e ponderadas suficientemente, seja no sentido de conservar o que precisa ser conservado – o passado não foi feito só de erros e nossos pais não eram uns doidos varridos -, seja no sentido de inovar e mudar, para fazer melhor e corrigir o que deve ser corrigido. De qualquer modo, nem uma nem outra coisa devem ser feitas por inércia mental, mas como escolhas conscientes pelas quais nos possamos responsabilizar.

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      11 junho 2015 at 4:06 am

      Oi, Alberto!
      De fato, você tem razão, eu não tinha pensado na palavra conservador até vê-la na pesquisa.
      Eles realmente acharam essa conexão (veja o link sobre a palavra “canadense” que remete ao abstract da publicação original). Penso que isso acontece porque, geralmente (e aí não é preconceito, pois temos a pesquisa para fundamentar), as pessoas mais conservadoras são aquelas que lutam contra qualquer tipo de mudança por definição e convicção. Raros são os casos como o seu, onde a decisão e o posicionamento são tomados de maneira totalmente consciente (sempre falei que você é uma grande surpresa para mim, que sou muito preconceituosa quando se trata de religião), e isso apareceu na pesquisa.
      Por outro lado, concordo plenamente com você; há preguiçosos de todas as facções. O fato da pessoa adaptar-se a inovações (sociais ou não) e ser contra o conservadorismo, não a faz automaticamente uma atleta mental. De qualquer maneira, não penso que o texto tenha dado a entender que o povo que está na moda é mais inteligente que os demais; mas questionadores e curiosos têm mais chances de desenvolver seus talentos “marceneiros”.

      Você é o maior exemplo disso (para minha sorte, que tenho que construir novas prateleiras toda vez que conversamos…rsrsrs).

      • Ariel Cortes Paluan
        15 junho 2016 at 2:55 pm

        Eu entendo o raciocínio, que parece mostrar o Canadá, em que se assume que o liberal seria mais inteligente do que o conservador, o raciocínio é bastante simples na verdade, em uma sociedade conservadora, lutar contra aquilo que é dito para você e tomar um posicionamento, certo ou errado, que se distingue da massa, sem dúvida exige maior capacidade intelectual do indivíduo para nadar contra a corrente.

        De qualquer forma até acredito que esse quadro, onde conservadores são, em média, “menos inteligentes” que os liberais, se aplique ao Canadá, aos Estados Unidos e outros países que sejam de fato conservadores por essência, mas fato é que, no Brasil, o quadro em meio aos jovens se dispõe de forma totalmente avessa. O marxismo cultural subverteu tão profundamente a cabeça dos universitários durante a guerra fria que, hoje, não há faculdade de humanas que não seja de esquerda, liberal, e são eles que formam a cabeça dos nossos jovens com imensa capacidade de persuasão, uma vez que a opinião do jovem chega à escola amorfa.

        Intencionalmente ou não, esses professores vêm imprimindo essa cartilha esquerdista na cabeça dos nossos estudantes há anos. Em resumo, a verdade é que hoje, na minha geração, para ser conservador em qualquer assunto político, você precisa pensar e questionar as pessoas mais difíceis de serem questionadas, os professores, que na escola são os detentores da verdade e qualquer questionamento a eles é retalhado pelos outros alunos que cospem alienação e arrotam certezas, mesmo quando a opinião está perfeitamente fundamentada, mas o professor, carismático, faz uma piada qualquer desviando o assunto ou menosprezando a opinião do questionador, aí então está criado um ambiente de maioria esquerdista onde, para sobreviver, o conservador é aquele de “QI” elevado, e o liberal, ou esquerdista é o que permanece preguiçoso sem questionar o seu professor.

        Em resumo, a preguiça de pensar está na falta questionamento e é preguiça de pensar da nossa parte, acreditar que as respostas para essas reflexões seriam sempre liberais e não conservadoras.

  2. Morgana Stegemann
    Responder
    29 junho 2015 at 1:11 pm

    Olá Ligia! Adoro seu blog e acompanho sempre que posso. Esse seu texto sem dúvida é excelente e me fez refletir bastantes coisas. Porém sua última frase me soou como um pré-julgamento, contradizendo toda sua ideia. Sou Luterana, formada em Design, leio o tempo todo e tenho fé em um Criador. Ter fé não é sinônimo de conservadorismo, muito menos de pessoa que não pensa. Entendo que algumas pessoas contradigam isso, porém em todas as esferas sociais sempre existem pessoas ou grupos que não se encaixam e “mancham” o nome do todo. Não é porque existem maus médicos que todos são ruins. Assim como nem todo crente não usa seu cérebro. Generalizações são perigosas e por vezes agressivas. Sei que você é uma mulher inteligente e saberá interpretar meu comentário. Obrigada!

    • ligiafascioni
      ligiafascioni
      Responder
      29 junho 2015 at 4:11 pm

      Oi, Morgana!
      Obrigada pelo seu feedback e já vi que essa palavra “conservador”, gerou polêmica. Como expliquei no comentário anterior, em resposta ao Alberto Costa, não tinha pensado em usá-la no texto. O termo foi empregado na pesquisa que citei (é só clicar no link sobre a palavra “canadense” para ter acesso à fonte), eu apenas o reproduzi, pois a conclusão foi deles.

      Sobre a questão de dar a entender que só porque a pessoa acredita no criador quer dizer que ela não usa o cérebro, penso que foi uma interpretação livre e com certeza muito além do que eu quis dizer no texto.

      Jamais passou pela minha cabeça que alguém pudesse ter entendido dessa maneira, lamento. Por isso frisei “muitas dizem acreditar na existência de um criador”. Percebe que eu escrevi muitas e não todas?

      É porque a parte mais forte da intolerância usa a religião como justificativa (tenho certeza de que você também sabe disso, os Feliciano, Malafaia e seus eleitores estão aí para confirmar).

      Mas seria não apenas irresponsabilidade, mas também burrice e preconceito de minha parte estender isso a todos os religiosos. Por isso, friso, falei muitos, não todos, nem “em geral” ou “quase todos”. Disse apenas muitos e penso que não faltei com a verdade e nem generalizei.

      Realmente lamento o mal entendido; se tem uma coisa que respeito demais é a fé das pessoas. Como você muito bem observou, seria uma contradição sem tamanho fazer isso no final justamente desse texto, que critica as generalizações.

      Espero que agora tenha ficado mais claro.

      Beijos e obrigada pelo contato!

  3. 2 fevereiro 2016 at 8:24 pm

    Preconceito no design. Acho que isso resume as faculdades que ficam repetindo conhecimento defasado. Preguiça.

  4. Elisama Jamilie
    Responder
    3 junho 2018 at 2:48 pm

    Lígia, és dona de uma mente fascinante e musculosa. Quando leio seus textos, fico encantada com a sua facilidade de transformar os pensamentos em palavras. Por vezes, na tentativa de interpretar corretamente alguns escritos, sinto meu cérebro lerdo e flácido – talvez por ser ocioso e preconceituoso. Então, me ajude a entender o seguinte raciocínio…

    Peguei um trecho de um livro antigo e cheio de regras (aparentemente conservador), que diz o seguinte:

    “Estes são os provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel. Eles ajudarão a experimentar a sabedoria e a disciplina; a compreender as palavras que dão entendimento; a viver com disciplina e sensatez, fazendo o que é justo, direito e correto; ajudarão a dar prudência aos inexperientes e conhecimento e bom senso aos jovens. Se o sábio lhes der ouvidos, aumentará seu conhecimento, e quem tem discernimento
    obterá orientação para compreender provérbios e parábolas, ditados e enigmas dos sábios.” Provérbios 1:1-6

    Primeiro, veja que absurdo da minha parte, peguei um trecho e não o texto inteiro. Segundo, pretendo repetir essa opinião, e dar ouvidos a tais ensinamentos. Nisso, surgem questões, como:

    a) Por não ser um texto científico, ao acreditar nisso, me torno cegamente obediente a natureza? Porém, se fosse científico, isso não me tornaria cegamente obediente a ciência (que também respeita a natureza) ?

    b) Qual a diferença entre economizar energia x firme entendimento de coisas que, para a maioria das pessoas, são consideradas hipóteses?

    c) A ciência é absolutamente verdadeira? Devo questioná-la ou seguí-la à risca?

    Pergunto porque confio na sua bagagem intelectual, e estou longe de ter, cientificamente, uma inteligência brilhante (QI médio pra baixo). rs

    Um beijo pra você, de uma pessoa que está buscando construir um guarda-roupa com todas as prateleiras do mundo, ousa ler alguns clássicos e aprecia seu trabalho.

    • ligiafascioni
      3 junho 2018 at 4:27 pm

      Olá, Elisama!

      Nossa, mas sua pergunta exige conhecimentos que não tenho (sou apenas uma engenheira curiosa). Suas questões têm sido tema de volumes inteiros e tem ocupado filósofos ao logo de séculos. Mesmo assim, feita a ressalva, vou tentar respondê-la:

      a) Há realmente quem considere a ciência como uma espécie de religião. Mesmo na ciência, há que se partir de alguns pressupostos não passíveis de prova. Então penso que acreditar ou não, e em que nível de credulidade, é uma questão individual de caráter íntimo. Não cabe a ninguém julgar. Sou, por natureza, questionadora e duvidadora, por isso me considero uma pessoa de pouca fé (tem a resenha de um livro muito bom que li aqui, olha: A salvação do design. Isso não quer dizer, em absoluto, que não respeito as pessoas que têm fé. Mas penso que fé a pessoa tem ou não. Não sei se posso me considerar atéia (acho que estou mais para herege), mas, para mim, é impossível não duvidar. Assim como há pessoas para quem é impossível não crer. É uma coisa que vem de dentro. E isso não tem nada a ver com preguiça de pensar. A Bíblia, como todos sabemos, é totalmente alegórica; compartilha princípios utilizando-se de parábolas para ser mais didática. E sempre se perde um pouco de informação com o tempo e a transformação dos costumes. De minha parte, penso que é possível crer e ser crítico (já que a pessoa crítica tem consciência do contexto em que as palavras foram escritas e esforça-se por fazer uma adaptação). De todo jeito, não penso que fé tenha a ver com preconceito. Conheço muitos religiosos menos preconceituosos que alguns ateus. São assuntos completamente diferentes, na minha opinião.

      b) Cada um escolhe o que é firme entendimento para si e onde quer economizar energia. Não faz sentido gastar energia para pensar em fazer feijão se já fiz feijão tantas vezes na vida. O que sugiro é fazer coisas diferentes para exercitar o cérebro.

      c) Olha, como eu disse, sou ignorante em filosofia e não tenho bagagem para discutir o assunto com propriedade. Apenas posso compartilhar o que uso como orientação para mim: a ciência, sendo feita por homens, e, portanto, falível, não pode ser totalmente verdadeira. A prova é que as teorias estão sempre mudando (o que gosto na ciência é justamente que ela admite que errou e reajusta os princípios e leis, quando necessário – é disso que a ciência vive – de aprender mais e evoluir no conhecimento). O que era planeta antes, já não é mais; as leis da física que se achava que valiam para tudo, não valem para a escala quântica, e assim vai. Sendo assim, há que se questionar a ciência SEMPRE (aliás, esse é o princípio fundamental da ciência – duvidar sempre!). Eu prefiro usar a ciência como base de referência apenas porque me sinto mais à vontade com o erro do que com a certeza absoluta. Veja esse artigo aqui que fala mais a respeito: Em que você acredita?

      Também estou longe de ser uma inteligência brilhante e tenho plena consciência disso. Sou apenas uma curiosa que gosta de aprender.

      Não sei se esclareci um pouco suas dúvidas, mas muito obrigada por colocá-las!

      Beijos <3

  5. Elisama Jamilie
    Responder
    5 junho 2018 at 11:10 am

    Obrigada pela resposta, Lígia.
    Sigo um pouco mais pensante…

    <3

Leave A Reply

* All fields are required