Logo mutante

Olha só que luxo: o poderoso Emílio Cerri, do Comgurus, me ligou ontem à noite só para dar a notícia. É que os designers do estúdio The Green Eyl bolaram um sistema de identidade visual mutante para comemorar o 25° aniversário do Media Lab, o famoso laboratório de desenvolvimento de novas tecnologias e inovação do MIT (Massachuttes Institute of Technology).

O conceito é bem a cara deles, completamente coerente com a identidade do laboratório — o símbolo, baseado em formas geométricas simples que simulam três focos de luz nas cores primárias, podem ser posicionados de várias maneiras diferentes. Eles fizeram um software que simula todas as combinações montando um mapa de opções onde cada funcionário, professor ou aluno pode escolher uma para colocar no cartão de visitas. Cada combinação escolhida fica reservada para a pessoa e ninguém mais pode usá-la.

É uma ideia bem bacana e completamente sintonizada com a proposta da organização, onde trabalham pessoas especiais e com áreas de formação bem distintas que se inspiram e se combinam mutuamente para desenvolver uma visão de um futuro. Eles também trabalham com o fato de que o significado de mídia e tecnologia estão constantemente sendo redefinidos.

Penso que não serve para todo mundo, principalmente porque os elementos precisam ser suficientemente simples e distintivos para que a marca não perca a capacidade de reconhecimento; assim, eu não caracterizaria como uma tendência, mas como uma maneira muito original de apresentar uma empresa que se distingue por projetos inovadores. Nota 10!

Obrigadão, Emílio!

Olha aqui o vídeo explicando as combinações.

MIT Media Lab Identity, 2011 from readyletsgo on Vimeo.

4 Responses

  1. @thiagovalinho
    Responder
    10 março 2011 at 11:08 pm

    Já tinha comentado essa notícia em meu twitter. Acho que temos que repensar a função de um ícone em uma marca. O ícone e seu processo de formação são extremamente interessantes mas seu significado é obscuro (pelo menos a mim). Ou seja, se considerar que um ícone, como a marca gráfica, transmite uma mensagem… é um ícone ruim. Se considerar que a função de um ícone é similar a de um mascote ao aumentar a pregnância de uma marca, ele é um bom ícone. Como acredito na mensagem a ser transmitida e na experiência para usuário, não acredito ser um bom conjunto apesar da solução inovadora.

    Bjo Lígia! Muito sucesso para você.

  2. ligiafascioni
    ligiafascioni
    Responder
    11 março 2011 at 9:21 am

    Oi, Thiago!

    Muito pertinentes os aspectos que você levantou, mas continuo achando que eles encontraram um meio muito coerente de comunicar a empresa, inclusive no descolamento de um único símbolo que a represente. Achei o ícone bem representativo com relação à diversidade da equipe, das combinações e da luz (ver adiante, ver o que os outros ainda não viram), que, de resto, traduz muito bem o conceito de inovação.

    Obrigada pela contribuição e sucesso para você também, rapax!!!!

  3. Gustavo
    Responder
    11 março 2011 at 6:09 pm

    seu último parágrafo foi muito perspicaz Lígia. Realmente é um caso único e não serve pra todo mundo.

  4. 19 março 2011 at 4:41 pm

    Comentando com um atraso de vários dias : achei fantástica a ideia e posso imaginar os arrepios que deve ter causado aos mais conservadores.
    Maravilhoso – desde que feito por quem entende muito de cor. Aí, sim, perfeitamente possível.

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