Histórias de bastidores

Essa foto foi tirada pela queridíssima amiga Carla da Silva e agora vou revelar os segredos dos bastidores…rs

Era setembro do ano passado e fomos passar alguns dias em Copenhagen. Passagem comprada, tudo reservado quando aparece uma oportunidade de trabalho: ser mestre de cerimônias de um evento de inovação online no Brasil. Nunca tinha feito isso, mas como resistir à tentação?

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Cercada por idiotas

Você já reparou que nunca existiram tantos idiotas no mundo como agora? A gente está simplesmente cercado por esses seres que não conseguem entender como o mundo funciona. Tem coisa mais irritante?

Claro que não. Por isso Thomas Erikson escreveu “Surrounded by idiots: the four types of human behaviour and how to effectively communicate with each in business (and in life)” (tradução livre: “Cercado por idiotas: os 4 tipos de comportamento humano e como se comunicar efetivamente com cada um deles nos negócios (e na vida)”).

O autor começa definindo o conceito de idiota: todo mundo que não vê o mundo da mesma forma que a gente vê. Tapão, hein?

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Pense como um cientista de foguetes

Tem uma expressão inglês para quando gente quer dizer que uma coisa não é tão difícil; aí fala “ah, vá! Isso não é ciência de foguetes”.

É que ciência de foguetes é, de fato, uma coisa muito complicada. Só para resumir a ideia, segundo Tom Mueller, chefe de Propulsão da Space X, “Podem acontecer milhares de coisas quando você dá partida num foguete; e somente uma delas é boa”. 

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As aventuras de um tipo muito curioso

Até bem pouco atrás, confesso, nunca tinha ouvido falar de Richard Feynman. Mas antes tarde do que nunca; feliz em saber um pouco mais sobre essa figura única que habitou nosso planeta durante alguns anos. 

Feynman foi o ganhador do prêmio Nobel de Física em 1965 e, sob todos os pontos de vista, um gênio. Mas por que a vida de um físico teórico conhecido por sua contribuição em eletrodinâmica quântica, física das partículas, física da superfluidez e do hélio líquido, comportamento de partículas subatômicas e precursor da computação quântica haveria de ser interessante?

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A louca das bolinhas

Quem me conhece, sabe: não resisto a uma capa linda!

Pois visitando uma lojinha especializada em Comic Books (Modern Graphics, em Kreuzberg) encontrei essa maravilhosidade que é a biografia ilustrada da artista japonesa Yayoi Kusama, da ilustradora italiana Elisa Macelllari. A obra se chama “Kusama, eine Graphic Novel“.

A autora conta que ficou fascinada pela artista quando viu uma retrospectiva do trabalho dela em Madrid, em 2011. Desde então tem pesquisado a vida de Kusama, até que, em setembro desse ano, publicou o livro.

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o pensamento elástico

Já sou fã de Leonard Mlodinow há muito tempo. O primeiro livro que li dele, “O andar do bêbado” (resenha aqui), abriu-me várias portas na mente. Depois teve “A janela de Euclides” (resenha aqui) com tantas coisas curiosas quanto interessantes. Por isso, não me contive quando a Amazon me sugeriu “Elastic: unlocking your brain’s ability to embrace change”, sua mais recente obra.

Pois esse sujeito é tão brilhante que a cada vez se supera; com um texto fluido e fácil, ele explica coisas surpreendentes.

O QUE É 

Mlodinow explica que o pensamento elástico compreende uma série de talentos que revelam diferentes aspectos de um certo estilo cognitivo que nos ajuda muito. Ele cita alguns desses talentos (anota aí!): 

  • a capacidade de desapegar de ideias confortáveis; 
  • acostumar-se à ambiguidade e à contradição; 
  • a capacidade de levar ideias acima do senso comum e reformular questões; 
  • a habilidade de abandonar pressupostos arraigados e abrir a mente para novos modelos; 
  • a propensão em confiar na imaginação tanto quanto na lógica para gerar e integrar uma grande variedade de ideias; 
  • a boa-vontade em experimentar e ser tolerante aos erros.
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Gastrofísica

Você não conhecia essa palavra? Nem eu!

Gastrofísica é um termo que define uma ciência nova que estuda os fatores que influenciam nossa experiência multissensorial enquanto comemos ou bebemos. 

Ela foi cunhada pelo psicólogo experimental e professor da Universidade de Oxford Charles Spence. Ele conta que nem a gastronomia, nem a ciência sensorial e nem a neurogastromia oferecem uma explicação satisfatória sobre como e porque a gente reage e se comporta enquanto come e bebe. 

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EU, ADA

Ada Lovelace é uma personagem ímpar na história, e mais ímpar ainda na história das mulheres nas ciências.

Eu conhecia um pouco da história dela e depois pesquisei mais para fazermos um episódio sobre a moça no canal do Youtube Berlim Tech Talks (clique aqui para assistir). Por isso, quando estava flanando numa livraria e vi “I, Ada”, de Julia Gray, publicada esse ano, não tive dúvida em levar o volume para casa. 

A obra conta a história em primeira pessoa; começa com a pequena Ada, aos cinco anos de idade, brincando no jardim. A trama se desenrola até os 19 anos da moça e a pesquisa extensa da autora preenche algumas lacunas de informação que eu ainda não tinha.

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A startup de Gutenberg

Há algumas semanas estive em Mainz, numa das experiências mais legais da minha vida: visitei o Museu Gutenberg, instalado na casa onde morava o homem que inventou os tipos móveis e revolucionou a comunicação no planeta. As fotos e o relato estão aqui.

Pois achei, na lojinha do museu, um romance de uma jornalista britânica especialista em prensas móveis, publicado em 2014, que conta a epopéia por trás dessa grande invenção. O livro é “Gutenberg’s apprentice”, de Alix Christie.

Achei (penso que a autora também) que estivesse diante de um romance histórico. Também, mas não só. 

É um livro sobre empreendedorismo tecnológico e inovação com todos os ingredientes necessários: o desafio de desenvolver uma tecnologia inovadora; a dificuldade de encontrar investidores; o custo e o tempo que sempre superam as estimativas; os clientes que desistem em cima da hora, depois de um amplo investimento em matéria prima; as relações políticas e de poder, imprescindíveis para o sucesso do negócio; a resistência do mercado ao novo; a preocupação com o segredo industrial; as frustrações, a falta de dinheiro e o desânimo antes do grande boom. Está tudo lá. 

E, olha, não quero dar spoiler, mas o final foi bem inesperado para mim…

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Duas irmãs

Pensa numa pessoa que domina a arte do suspense e das histórias de crime. Anote aí: Mo Hayder. Essa britânica, de quem já tinha lido Tokio, é mestre em escrever histórias macabras e muito bem costuradas.

Em Hanging Hill, ela conta a história de duas irmãs cheias de traumas e separadas pelos próprios pais que acabam se reencontrando por conta de um crime: o assassinato bárbaro de uma adolescente.

Sally é a dona de casa boazinha e rica que se vê subitamente abandonada pelo marido e tendo que trabalhar como faxineira para sobreviver. A menina assassinada era amiga de sua filha.

Zöe é uma policial competente, independente, que viajou pelo mundo sozinha numa motocicleta, e está investigando o crime.

Depois de décadas sem se verem, apesar de morarem ambas na pequena Bath, elas acabam se vendo obrigadas e resolverem uma situação complicadíssima juntas. Questão de vida ou morte.

A autora escreve capítulos curtos, cheios de ação e suspense, mas nem por isso constrói personagens superficiais. Essa história tem tantas reviravoltas que consegue mudar tudo faltando apenas 5 páginas para acabar.

Não perca, se tiver oportunidade de ler. E guarde esse nome: Mo Hayder.