Retroreciclagem: um novo tipo de arte?

O leitor Marcelo Alves mandou uma sugestão de post bem bacana. Eu já tinha visto em um blog gringo (que agora não me lembro mais qual é) e achei muito interessante, mas na correria em que estou, acabei não postando nada. Aí vem o moço chamando atenção para o mesmo tema; agora vai, porque vale a pena mesmo.

Estou falando do trabalho do publicitário Bruno Honda Leite. Ele pega qualquer embalagem de qualquer produto e transforma o negócio em arte usando só canetinhas de escrever em CDs (antigamente se escrevia em transparências para retroprojetores). Por causa disso, Bruno deu o nome da arte que ele inventou de retroreciclagem (retro, no caso, é o tipo da caneta que ele usa).

Acho eu que ele faz uma base com algum tipo de tinta para uniformizar a superfície de fundo, mas não consegui confirmar isso em lugar nenhum (é só dedução minha). E o site/portfólio dele é bacanérrimo, mas também não consegui achar nada sobre o autor, além das obras e de uma entrevista que ele deu para a revista Pais e Filhos.

Enfim, o sujeito faz mágica mesmo com as canetinhas, tem uma criatividade impressionante e, mais do que essas duas coisas, desenha como ninguém.

Dá orgulho de ver um um artista brasileiro tão sensacional assim, né? Olha só uma amostra do que esse sujeito consegue fazer com a tal canetinha; não tem como não amar.

Acho que na encarnação passada, isso foi um camburão de gasolina
Toy art feito com embalagens de desodorante (eu acho)
Nem caixa de papelão escapa

Babei. Qualquer dia vou experimentar também…

Ah, as imagens desse post eu tirei daqui.

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PS: O Bruno viu o post e comentou, dando umas dicas legais para mais informações, inclusive divulgando canal dele no Youtube. Quanto aos personagens, o primeiro é o Lafayette Toledo, ex-galão de sabão industrial de 50 l, gerente de lojas de departamento, solitário e mal-humorado (veja mais aqui); o segundo , ex-desodorante, é o super-herói Yellowman (mais aqui); o terceiro, com 2 m de altura, é feito com caixas velhas de papelão e chama-se Malaquias de Souza, mendigo e ex-publicitário (veja aqui).

Sacola inteligente

Olha só o que descobri no twitter da @alesie: uma brasileira que mora em Londres e está participando de um projeto muito bacana e original. A ideia era fazer uma revista sobre sustentabilidade e vida saudável. Aí o povo pensou melhor e viu que a revista devia servir para mais alguma coisa. Foi aí que nasceu a Elpis MagBag, uma revista em forma de sacola que é distribuída gratuitamente nos estabelecimentos que respeitam a sustentabilidade (fora que a sacola é de papel, anos-luz mais charmosa que as manés de plástico…).

Leitinho que é um conforto para os olhos

A Federação dos Produtores de Leite de Quebec, Canadá, teve uma ideia muito bacana para promover o consumo do laticínios: convidou 6 artistas da cidade para ilustrar caixinhas de leite. O desafio era transmitir o conceito da campanha: “leite é uma fonte natural de conforto”. A ideia era lembrar a sensação acolhedora que é tomar um copo de leite com biscoitos antes de dormir. Se o povo passou a tomar mais leite, não sei, mas as embalagens ficaram um show. Olha só as que eu achei mais bonitas.

Tanto trabalho

Os designers bolam embalagens bacanas, o pessoal do marketing quase morre para arrumar um jeito de destacar o produto no mercado; tem investimento em propaganda, tem planejamento estratégico, tem consultoria em naming, tem pesquisa de mercado, tem todo um trabalho de posicionamento da marca. E tudo isso para quê? Para chegar um tiozinho e assassinar o negócio quando a coisa chega no mercadinho.

O pessoal do branding não pode bobear mesmo, a qualquer momento tudo pode ir por água abaixo…

Suco de quê?

Para você que pensava que já tinha visto e experimentado de tudo nessa vida, olha só a iguaria gastronômica que achei no supermercado: suco de… chucrute! Olha, podem me chamar de conservadora, fresca e até de outras coisas menos elogiosas, mas não vou tomar esse negócio nem a pau. Sabe-se lá os efeitos colaterais que […]

Simples no último

Compramos esses cremes dentais no supermercado porque o conceito é bem bacana: uma trata da gengiva (para usar de manhã) e outra cuida do esmalte do dente (para usar de noite). Eles já vendem a dupla numa embalagem combinada justamente para facilitar o negócio. Bom, nas outras escovadas, como aquela depois do almoço, a gente improvisa e usa uma a cada vez (acho que eles não pensaram nisso ou então só escovam os dentes duas vezes por dia).

Delícia de marmita

Comer em marmita já foi considerado coisa de pobre, mas, como o mundo dá muitas voltas, agora o pessoal mais descolado (e preocupado com dieta e alimentação saudável) está ressucitando a prática.

Como trabalho em casa, não preciso usar marmita, mas quase dá vontade de descolar uma carteira assinada só para poder levar essa belezoca para o escritório. Repare o luxo: a cestinha que embala a comida vira um fogãozinho elétrico. Comida tão linda assim até merecia um curso de bentô (aquela maneira artística que os japoneses têm de decorar comida e fazer qualquer beterraba virar uma obra de arte).

Deu até fome.