Homo Deus

Depois do impactante “Sapiens, a brief history of humankind”, do Yuval Noah Harari, só me restou devorar “Homo Deus: a brief history of tomorrow” (Tradução livre: “Homo Deus: uma breve história do futuro“), do mesmo autor. Um é basicamente a continuação do outro; Sapiens falava sobre como chegamos até aqui; Homo Deus elucubra sobre como vamos continuar o caminho, dadas as decisões tomadas até agora. 

O que mais gosto do Harari, além, é claro, do espantoso conhecimento e erudição, é a capacidade dele de enxergar o panorama da nossa situação. Isso é muito difícil quando se está mergulhado nesse mar de informações.

O livro, que é um desses que desgraça completamente a cabeça da gente (hahahah… ao contrário do que parece, isso é ótimo), é dividido em três partes, onde as duas primeiras fundamentam a última. Vamos ver se consigo resumir as principais ideias.

 

O Homo sapiens conquista o mundo

Só essa parte já poderia ser um livro inteiro. Aqui, o autor diz que a humanidade sempre teve três principais preocupações para resolver: a fome, a praga e a guerra. No século XXI, todos esses três problemas já estão dominados. Ele não diz que estão resolvidos; é claro que muita gente ainda morre de fome, de doenças contagiosas e em guerras. Mas a situação mudou drasticamente.

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Monsieur Ibrahim

A história da vez é “Monsieur Ibrahim und die Blumen des Koran” (algo como “Seu Ibrahim e as flores do Corão”) contada por um autor francês, Eric-Emmanuel Schmitt e conta a história de Moses, um menino que vive sozinho com o pai depressivo (a mãe abandonou ambos quando ele ainda era neném), que ignora completamente a existência do filho. Moses é esperto, mas compreensivelmente carente e inseguro. Em suas andanças, acaba ficando amigo de um árabe muçulmano que tem uma quitanda no bairro. A amizade deles é cheia de casos engraçados, mas com sacadas bem bacanas.

Bizarro, ou apenas diferente?

Falando em TED, esse vídeo passou em um dos intervalos do TEDxFloripa. Gente, esse cara simplesmente matou a pau na maneira simples, didática e sensacional que usou para explicar porque devemos respeitar e ser tolerantes com ideias diferentes: simplesmente porque, mesmo que aparentemente contraditórias com as nossas, ambas podem estar certas!

O vídeo tem menos de 3 minutos e vai mudar sua maneira de ver o mundo (é só escolher a legenda em português, se tiver dificuldade de entender). Vai, que eu “agarantio”!! Depois me diz…

O telescópio de Schopenhauer

Peguei o livro do irlandês Gerard Donovan na mão e me senti irremediavelmente atraída, mas dessa vez errei. Imaginava que fosse um romance falando sobre as descobertas da física com toques filosóficos, mas nada disso. A quarta capa trazia umas frases genéricas e avisava que a obra era finalista do Man Booker Prize, um prêmio muito prestigiado.