Ansiedade doxástica

Tem um perfil no Instagram que eu adoro, apesar de segui-lo com um certo desconforto. 

É de um professor de história da arte chamado Tio Virso. O moço tem um conhecimento admirável, mas não é só isso: ele trata a arte no seu sentido mais amplo. Eu resumiria (não sei se corretamente) a visão dele como sendo arte toda manifestação de uma ideia, sentimento ou emoção humana. O resultado é que ele não apenas fala da história da arte branca europeia tradicional, como todo mundo conhece, mas também de outros continentes e perspectivas culturais. 

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Homo Deus

No começo, a natureza era coisa mais importante do mundo, e a religião dominante era o animismo. Depois vieram os deuses externos (o Teísmo) como principal referência para as decisões. Agora, a figura mais importante da galáxia é o Homo Sapiens, com suas religiões humanistas. Onde é que vamos parar com isso (se é que vamos)?

Monsieur Ibrahim

A história da vez é “Monsieur Ibrahim und die Blumen des Koran” (algo como “Seu Ibrahim e as flores do Corão”) contada por um autor francês, Eric-Emmanuel Schmitt e conta a história de Moses, um menino que vive sozinho com o pai depressivo (a mãe abandonou ambos quando ele ainda era neném), que ignora completamente a existência do filho. Moses é esperto, mas compreensivelmente carente e inseguro. Em suas andanças, acaba ficando amigo de um árabe muçulmano que tem uma quitanda no bairro. A amizade deles é cheia de casos engraçados, mas com sacadas bem bacanas.

Bizarro, ou apenas diferente?

Falando em TED, esse vídeo passou em um dos intervalos do TEDxFloripa. Gente, esse cara simplesmente matou a pau na maneira simples, didática e sensacional que usou para explicar porque devemos respeitar e ser tolerantes com ideias diferentes: simplesmente porque, mesmo que aparentemente contraditórias com as nossas, ambas podem estar certas!

O vídeo tem menos de 3 minutos e vai mudar sua maneira de ver o mundo (é só escolher a legenda em português, se tiver dificuldade de entender). Vai, que eu “agarantio”!! Depois me diz…

O telescópio de Schopenhauer

Peguei o livro do irlandês Gerard Donovan na mão e me senti irremediavelmente atraída, mas dessa vez errei. Imaginava que fosse um romance falando sobre as descobertas da física com toques filosóficos, mas nada disso. A quarta capa trazia umas frases genéricas e avisava que a obra era finalista do Man Booker Prize, um prêmio muito prestigiado.