Schiele, a morte e a moça

Quem admira a obra de Gustav Klimt acaba, mesmo sem querer, envolvendo-se também com a de Egon Schiele, seu discípulo mais próximo. Apesar do trabalho de ambos serem completamente diferentes (Klimt é idílico e representa um mundo dourado e florido onde as mulheres reinam, enquanto Schiele é sofrido, intenso e extremamente erótico), é perfeitamente possível admirar os dois. Gosto especialmente dos olhares e das mãos que esses pintores produzem.

Por isso fiquei tão animada para assistir “Egon Schiele: Tod und Mädchen” (tradução livre: “Egon Schiele: morte e moça“); gostava do trabalho e sabia um pouco de sua história, mas não em detalhes. A fotografia é linda, o ator escolhido para fazer o papel de Egon, maravilhoso, e seu processo criativo é bastante explorado. Schiele era obcecado pelo desenho; não conseguia simplesmente olhar e sentir; ele precisava desenhar até seus momentos mais íntimos e intensos.

Mas fiquei feliz mesmo foi em conhecer melhor a história do quadro com o mesmo título do filme, que pude ver ao vivo, quando visitei Viena (e que está reproduzido acima).

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Calçada de filme

Em Berlin, como não tem Igreja Universal, ainda há muitos cinemas de rua (ainda vou fazer um post aqui só sobre eles). Outra coisa interessante é que vários ainda utilizam o sistema de cartazes em forma de tela na fachada para fazer propaganda dos filmes. É justamente esse o caso do Cinema Paris, aqui perto de casa. Eles usam telas gigantes e estavam fazendo a troca bem na hora que eu passei.

Argentinos geniais

O ótimo “Medianeras”, além de mostrar Buenos Aires sob um ponto de vista bem original (os projetos arquitetônicos menos glamourosos), fala da relação entre um casal que ainda não se conhece, mas que compartilha das mesmas inseguranças num país onde a economia está em frangalhos: um webdesigner e uma arquiteta que ganha a vida como vitrinista.

Intocáveis

O filme da vez foi “Os intocáveis” e recomendo demais. Uma história linda e divertida sobre uma amizade muito especial, entre um sujeito tetraplégico cultíssimo, sensível e muito rico e um negro lindíssimo, com um sorriso irresistível, mas meio perdido na vida.

Museu do filme e da televisão

Faz algumas semanas visitei o Museum für Film und Fernsehen, que fica na Potsdamer Platz (qualquer dia falo sobre esse lugar bem especial na história da cidade). O museu ocupa o terceiro e o quarto andares de um prédio comercial e não é muito grande. Ele conta basicamente a história (com ênfase na fase áurea) do cinema alemão e alguma coisa sobre a televisão também.

George Clooney para presidente

Esses cartazes estão por toda Berlin, não tem como passar despercebido. Fui no site da campanha e vi que está também nas maiores cidades da Alemanha. Fiquei curiosíssima para saber o que era (quem não quer um presidente gato assim?).

Descobri que faz parte da estratégia de lançamento para o novo filme do George Clooney, onde ele faz papel de candidato à presidência dos EUA. Taí uma campanha bem-feita para divulgação de um filme; fazia tempo que um cartaz na rua não me deixava tão curiosa.

O meu voto já é dele. E o seu?

Na pele do palhaço

Mesmo com a correria toda, consegui ver dois filmes nessa semana (dificilmente eles vão passar em Berlin; e lá eu tenho que catar os que são exibidos com o som original, geralmente em inglês, pois a maioria é dublado em alemão). Então lá fui eu ver “A pele que habito”, do genial Almodovar e “O palhaço” do talentosíssimo Selton Melo.