O que um romancista tem a nos dizer sobre ciência

A primeira vez que vi um romance do Ian McEwan foi no cinema, no filme Reparação. Achei-o tão sensível, belo, instigante, que fui procurar outras obras dele (aquela já não dava mais; depois de ver o filme, não consigo ler o livro — minha mente já está contaminada com a visão do diretor).

Então li o belíssimo Na praia que narra um casal em lua de mel e seus silêncios mal entendidos. Depois Solar, na minha opinião o mais genial de todos, em que um ganhador do prêmio Nobel de física vive às custas da fama sem produzir mais nada de útil. Também entrei no cotidiano de um médico neurologista em Sábado, uma estranha família de crianças no Jardim de cimento, meti-me na briga de dois jornalistas em Amsterdam e por último levei um robô humanoide para casa em Máquinas como eu

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Rework

Olha, confesso que me irrito bastante quando leio clichês do mundo empresarial, tipo pessoas pregando loucamente que é preciso repensar o mindset, que as empresas precisam ser disruptivas e escalar para crescer exponencialmente. Será que ninguém reparou que se todo mundo crescer exponencialmente a coisa explode, uma vez que os recursos são limitados? Que, aliás, […]